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Sondagem da Católica. PSD vence regionais da Madeira mas deixa escapar maioria absoluta

Sondagem da Católica. PSD vence regionais da Madeira mas deixa escapar maioria absoluta

Uma sondagem da Universidade Católica Portuguesa realizada no último fim-de-semana aponta para o fim da hegemonia laranja na Madeira, apesar da vitória do PSD nas regionais (38%) do próximo dia 22 de setembro. Os números (apenas 23 deputados) indicam um cenário novo nas últimas quatro décadas no arquipélago, com o fim do ciclo de maiorias absolutas dos social-democratas. O PS surge em segundo lugar, a nove pontos percentuais dos social-democratas, num registo de 29% de votos que poderá valer 18 dos 47 deputados da assembleia legislativa madeirense.

RTP /
A sondagem que aponta para o fim da hegemonia laranja na Madeira foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP durante o fim de semana que passou Gregório Cunha - Lusa

A sondagem que aponta para o fim da hegemonia laranja na Madeira foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP durante o fim de semana que passou, de 14 e 15 de setembro.

De acordo com os dados agora revelados, o PPD/PSD deverá ter a preferência de 38% dos eleitores (valor calculado a partir de uma intenção direta de voto de 28%), enquanto o PS regista a preferência de 29% do eleitorado (a partir de uma intenção de 21%). De acordo com esta contabilidade, os social-democratas garantem apenas 23 deputados, ficando a um assento da margem mínima de 24 que assegura a maioria absoluta.



A seguir vêm BE e CDS-PP com 5%, o JPP (Juntos Pelo Povo) com 4% (conseguiu 10,28% em 2015), a CDU (PCP-PEV) com 3%, o PAN com 2% e o Aliança e o MPT ambos com 1,5%.

Os números apontam ainda para uma subida em flecha dos socialistas, que obtiveram apenas sete mandatos em coligação nas últimas regionais de 2015 e anteveem neste estudo a possibilidade de atingir os 18 deputados, enquanto os democratas-cristãos do arquipélago vêm a sua bancada encolher para menos de metade (de sete para três), caso se confirme o resultado da sondagem da Católica. O CDS-PP, segundo partido mais votado nas últimas regionais, ficaria, a confirmar-se os números, agora em quarto lugar.

De registar a possibilidade de Aliança e MPT elegerem um deputado cada. O PAN deverá voltar a ter um assento no parlamento regional, deputado que perdeu em 2011. Já a CDU pode perder um lugar.



São estimativas que deixam em aberto vários cenários de governação, sendo o mais viável aquele de um executivo de coligação à direita.

Em resposta à sondagem, em caso de uma maioria relativa, esta é uma possibilidade que a amostra não despreza completamente: 37% aceitariam um “Governo [regional] apoiado pelo PSD e outro ou outros partidos” e 39% comprariam a ideia de um “Governo apoiado pelo PS e outro ou outros partidos”.

Falando na popularidade dos políticos da Madeira, Miguel Albuquerque (PSD) e Paulo Cafôfo (PS) surgem empatados no estudo, reunindo ambos 37% de preferências na resposta a “quem seria melhor Presidente do Governo Regional”.



Em termos de adesão ao ato eleitoral do próximo domingo, a concretizarem-se as respostas fornecidas neste inquérito, os madeirenses deverão fazer cair os números da abstenção de mais de 50% para uma percentagem bem mais modesta.

Foram 64% os inquiridos a garantirem que “de certeza que irão votar”; 18% responderam que “em princípio vão votar”.

Esta sondagem abordou também os eleitores insulares quanto às próximas legislativas, que se realizam a 6 de outubro. O PSD obtém, na Madeira, 41%, de acordo com as estimativas de resultados das eleições para a Assembleia da República. Os socialistas aparecem em segundo lugar, com 31%.



Seguem-se BE (8%), CDS-PP (5%), JPP (5%), CDU (4%) e PAN (2%).

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP nos dias 14 e 15 de setembro de 2019. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes na Região Autónoma da Madeira (R.A.M.). Foram selecionadas dezoito freguesias da R.A.M. de modo a garantir que as médias dos resultados eleitorais das últimas eleições nesse conjunto de freguesias (ponderado o peso eleitoral de cada uma) estivessem a menos de 1 ponto percentual dos resultados das candidaturas mais votados em cada eleição. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido presencialmente em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente. Todas as entrevistas foram efetuadas com recurso a tablets, respondendo os inquiridos à sua opção de voto de forma totalmente confidencial. Foram obtidos 1375 inquéritos válidos, sendo 57% dos inquiridos mulheres. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes na Região por sexo, escalões etários, e freguesia na base dos dados do recenseamento eleitoral e das estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 58%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1375 inquiridos é de 2,6%, com um nível de confiança de 95%.

* A taxa de resposta é estimada dividindo o número de inquéritos realizados pela soma das seguintes situações: inquéritos realizados; inquéritos incompletos; não contactos (casos em que é confirmada a existência de um inquirido elegível, mas com o qual não foi possível realizar a entrevista); e recusas.
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