Política
Presidenciais 2026
"Um número político". Candidatos desvalorizam carta de Cotrim a Montenegro a pedir apoio
Numa carta ao primeiro-ministro, João Cotrim de Figueiredo apelou ao voto do PSD na sua candidatura. O candidato social-democrata Luís Marques Mendes fala em "número político", "exibicionismo" e "espetáculo".
Os candidatos a Belém estão a desvalorizar a carta enviada pelo adversário João Cotrim de Figueiredo ao primeiro-ministro a apelar ao voto do PSD. Luís Marques Mendes, candidato apoiado pela Aliança Democrática, falou esta quarta-feira num “número político”. Já António José Seguro e Henrique Gouveia e Melo lembraram que nada está garantido.
“Acho isto um número político. É mais um número. Não é muito para levar a sério”, declarou Luís Marques Mendes durante a manhã de campanha, em Arcos de Valdevez.
“É um exibicionismo. É um espetáculo”, insistiu. “A novidade que eu vos posso dar é que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha”.
“Acho isto um número político. É mais um número. Não é muito para levar a sério”, declarou Luís Marques Mendes durante a manhã de campanha, em Arcos de Valdevez.
“É um exibicionismo. É um espetáculo”, insistiu. “A novidade que eu vos posso dar é que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha”.
“Vai estar a apoiar-me, como é normal e habitual e já estava previsto, em Famalicão às 18h00. Isso é que é importante”, reiterou.
Sobre a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público que aponta para uma segunda volta nas eleições entre André Ventura, António José Seguro ou João Cotrim de Figueiredo, Luís Marques Mendes garantiu que “nunca fica desmoralizado com nada”.“A luta mais simbólica do nosso tempo”
André Ventura também já reagiu à missiva de Cotrim, realçando a “diferença de atitudes”.
“Eu tenho andado pela rua, quero o apoio das pessoas, do povo. Eu não preciso do apoio do primeiro-ministro, do presidente da República”, assegurou.
O candidato do Chega disse ainda ter ficado claro “pela sondagem de ontem que provavelmente teremos uma segunda volta entre o espaço socialista e o espaço não socialista que eu estou a liderar”.
Com base na sondagem da Católica “há apenas uma alternativa a António José Seguro”, e “isso é concentrar os votos para que eu consiga ter a maior margem de diferença possível face a António José Seguro”, defendeu.
“É uma luta que não se esperava há uns meses atrás. É provavelmente a luta mais simbólica do nosso tempo, porque é a luta entre tudo o que o socialismo representa (…) contra o antissocialismo”, acrescentou. “Nada está garantido”
Em declarações aos jornalistas esta manhã, em Vila Franca de Xira, o socialista António José Seguro lembrou que a carta de Cotrim de Figueiredo a Montenegro “já não é a primeira” e disse que “quem recebe as cartas é que deve responder às cartas”.
“A carta que eu escrevo todos os dias é a cada portuguesa e a cada português para votar em mim, porque sou o único democrata que defende o Estado social, a saúde pública, a escola pública, a nossa Constituição, que pode passar à segunda volta”, afirmou.
Na visão deste candidato, “as sondagens têm demonstrado que nada está garantido”, pelo que “é necessário mobilizar o voto no Seguro, que é o único candidato seguro, competente” que “pode passar à segunda volta e vencer as eleições”.
André Ventura também já reagiu à missiva de Cotrim, realçando a “diferença de atitudes”.
“Eu tenho andado pela rua, quero o apoio das pessoas, do povo. Eu não preciso do apoio do primeiro-ministro, do presidente da República”, assegurou.
O candidato do Chega disse ainda ter ficado claro “pela sondagem de ontem que provavelmente teremos uma segunda volta entre o espaço socialista e o espaço não socialista que eu estou a liderar”.
Com base na sondagem da Católica “há apenas uma alternativa a António José Seguro”, e “isso é concentrar os votos para que eu consiga ter a maior margem de diferença possível face a António José Seguro”, defendeu.
“É uma luta que não se esperava há uns meses atrás. É provavelmente a luta mais simbólica do nosso tempo, porque é a luta entre tudo o que o socialismo representa (…) contra o antissocialismo”, acrescentou. “Nada está garantido”
Em declarações aos jornalistas esta manhã, em Vila Franca de Xira, o socialista António José Seguro lembrou que a carta de Cotrim de Figueiredo a Montenegro “já não é a primeira” e disse que “quem recebe as cartas é que deve responder às cartas”.
“A carta que eu escrevo todos os dias é a cada portuguesa e a cada português para votar em mim, porque sou o único democrata que defende o Estado social, a saúde pública, a escola pública, a nossa Constituição, que pode passar à segunda volta”, afirmou.
Na visão deste candidato, “as sondagens têm demonstrado que nada está garantido”, pelo que “é necessário mobilizar o voto no Seguro, que é o único candidato seguro, competente” que “pode passar à segunda volta e vencer as eleições”.
Já Henrique Gouveia e Melo, questionado sobre tenciona enviar também uma missiva ao chefe de Governo, respondeu que não e defendeu que “o apelo ao voto útil é o apelo no voto da mudança”.
“Não vou enviar cartas a ninguém, nem a primeiros-ministros, porque as minhas cartas são diretas para a consciência dos portugueses”, afirmou.
O almirante disse ainda ser dos “poucos candidatos que, se pensarem bem, pode passar à segunda volta”.
“E a minha passagem não significa a derrota de nenhum partido, porque sou independente e estou fora das lógicas partidárias”, acrescentou.
“Não vou enviar cartas a ninguém, nem a primeiros-ministros, porque as minhas cartas são diretas para a consciência dos portugueses”, afirmou.
O almirante disse ainda ser dos “poucos candidatos que, se pensarem bem, pode passar à segunda volta”.
“E a minha passagem não significa a derrota de nenhum partido, porque sou independente e estou fora das lógicas partidárias”, acrescentou.
O candidato do Livre, Jorge Pinto, acusou Cotrim de Figueiredo de “tentar agradar um bocadinho a gregos e a troianos, se calhar a todos menos aos próprios colegas de partido, porque poucas pessoas da Iniciativa Liberal se veem a seu lado”.
“João Cotrim de Figueiredo escreve muitas cartas, mas não escreve as cartas que deveria, que são as cartas aos portugueses a dizer-lhes porque é que está confortável a ter André Ventura na segunda volta ou que tem dúvidas numa eventual votação em relação a André Ventura”, considerou.
“João Cotrim de Figueiredo escreve muitas cartas, mas não escreve as cartas que deveria, que são as cartas aos portugueses a dizer-lhes porque é que está confortável a ter André Ventura na segunda volta ou que tem dúvidas numa eventual votação em relação a André Ventura”, considerou.
O candidato independente Manuel João Vieira apelou, nas redes sociais, aos líderes partidários que apoiem a sua candidatura em detrimento das dos seus candidatos.
“Caros Luís Montenegro, José Luís Carneiro, André Ventura, Mariana Leitão, Paulo Raimundo, José Manuel Pureza, Rui Tavares”, começou por escrever. “Estou certo de que, tal como eu, nenhum de vós deseja ver os candidatos dos vossos partidos no Palácio de Belém”.
“A minha candidatura é, hoje, a única capaz de impedir esse cenário!”, defendeu, acrescentando que “alterar uma postura política enraizada exige coragem” e que só desiste se for eleito.
“Caros Luís Montenegro, José Luís Carneiro, André Ventura, Mariana Leitão, Paulo Raimundo, José Manuel Pureza, Rui Tavares”, começou por escrever. “Estou certo de que, tal como eu, nenhum de vós deseja ver os candidatos dos vossos partidos no Palácio de Belém”.
“A minha candidatura é, hoje, a única capaz de impedir esse cenário!”, defendeu, acrescentando que “alterar uma postura política enraizada exige coragem” e que só desiste se for eleito.
“Faria um serviço à nação”
Em declarações aos jornalistas esta quarta-feira, o candidato da Iniciativa Liberal reiterou que Luís Montenegro “faria um serviço à nação” se recomendasse o voto em si.
“Apelo ao senhor primeiro-ministro para, nestas circunstâncias, em que a escolha vai ser entre António José Seguro, André Ventura e eu, transformar esta parte final da primeira volta como se já fosse a segunda volta”, disse, referindo-se à sondagem da Católica.
“Nós sabemos que nessa segunda volta, com a presença de André Ventura e com a taxa de rejeição que tem, a probabilidade de eleger António José Seguro é brutal. Eu creio que o senhor presidente do PSD não quer isso e também não quer, certamente, uma eleição de André Ventura”, considerou.
Para Cotrim, é “absolutamente óbvio que só há três candidaturas com possibilidade de chegar à segunda volta”, pelo que Montenegro “faria um serviço à nação se recomendasse o voto na minha candidatura”.
Questionado sobre a mudança de posição, já que anteriormente se tinha mostrado contra o voto útil, o candidato explicou que esta é maneira de se “adaptar ao evoluir da campanha e das sondagens”.
Em declarações aos jornalistas esta quarta-feira, o candidato da Iniciativa Liberal reiterou que Luís Montenegro “faria um serviço à nação” se recomendasse o voto em si.
“Apelo ao senhor primeiro-ministro para, nestas circunstâncias, em que a escolha vai ser entre António José Seguro, André Ventura e eu, transformar esta parte final da primeira volta como se já fosse a segunda volta”, disse, referindo-se à sondagem da Católica.
“Nós sabemos que nessa segunda volta, com a presença de André Ventura e com a taxa de rejeição que tem, a probabilidade de eleger António José Seguro é brutal. Eu creio que o senhor presidente do PSD não quer isso e também não quer, certamente, uma eleição de André Ventura”, considerou.
Para Cotrim, é “absolutamente óbvio que só há três candidaturas com possibilidade de chegar à segunda volta”, pelo que Montenegro “faria um serviço à nação se recomendasse o voto na minha candidatura”.
Questionado sobre a mudança de posição, já que anteriormente se tinha mostrado contra o voto útil, o candidato explicou que esta é maneira de se “adaptar ao evoluir da campanha e das sondagens”.