Conversa Capital com Miguel Frasquilho

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Conversa Capital com Miguel Frasquilho

O presidente da AICEP - Agência para o Comércio Externo de Portugal condena a saída de Portugal de 10 mil milhões de euros para paraísos fiscais, entre 2011 e 2014 sem que tenha existido a devida fiscalização e publicação. No entanto adianta, em entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios que este facto não vai ter impacto naquilo que é a atividade da AICEP.

Miguel Frasquilho lembra que a circulação de capitais é livre na Europa e adianta que "o que é preciso investigar são os rendimentos que resultaram dessa colocação de capital e o tipo de tributação que podia ter sido obtida".

Quanto à AICEP não tem conhecimento que haja investimentos negociados pelo AICEP que passem por offshores.

Relativamente à banca Miguel Frasquilho acredita que a Lone Star é um parceiro que veio para ficar em Portugal.

Revela que enquanto presidente do AICEP já reuniu várias vezes com a Lone Star por força da presença que tem em Portugal.

Não quer falar em valores de compra para o Novo Banco. Quer que a solução seja a melhor possível e que não prejudique a economia nacional. Neste sentido acredita que "estamos perto de chegar a uma solução dessas".


Já quanto à CGD, Miguel Frasquilho acredita que "estão criadas as condições de estabilidade para o plano ser implementado rapidamente". Não comenta a decisão do PSD de convocar nova comissão de inquérito.

Quanto à venda de obrigações da CGD a privados limita-se a admitir que está em contacto permanente com os principais players nacionais.

Miguel Frasquilho mostra-se muto satisfeito com a trajetória do défice público, acredita na sua continuidade e admite que assim, o cumprimento dos critérios de Bruxelas, é um "cartão de visita" para os investidores e vai levar a uma redução da dívida no futuro.

Quanto ao crescimento económico, Miguel Frasquilho acha difícil conseguir alcançar os 2 por cento este ano.

Já em relação às exportações anuncia que apesar das contas de 2016 ainda não estarem fechadas, tudo indica que as exportações tenham um crescimento em termos reais entre os 3,5 e os 4 por cento.

Relativamente ao investimento, nesta entrevista Miguel Frasquilho anunciou que o AICEP em 2015 e 2016 conseguiu angariar 2.7 mil milhões de euros em investimento.

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