Reportagem
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Pandemia e Ómicron. Ministra da Saúde faz ponto de situação

por RTP

António Pedro Santos - Lusa

A ministra da Saúde traçou esta sexta-feira o atual quadro da evolução da pandemia e da presença da variante Ómicron em Portugal. No final da conferência de imprensa, o Governo apelou à realização de testes antes de eventos sociais e a cuidados redobrados no Natal e Ano Novo.

Mais atualizações

12h15 – Governo recomenda testagem antes de eventos sociais

Em comunicado enviado às redações no final da conferência de imprensa, o Governo recomendou o aumento da vacinação, a utilização de máscara e o arejamento frequente dos espaços interiores.

É ainda recomendado que se realizem testes antes de quaisquer eventos sociais, especialmente no Natal e na passagem de ano.

12h04 – Terceira dose para maiores de 50 apenas deverá estar disponível no próximo ano

A vacinação com a terceira dose para maiores de 50 anos apenas deverá estar disponível a partir do próximo ano, uma vez que o grupo etário dos maiores de 60 ainda não está totalmente vacinado, avançou Marta Temido.

11h56 – Governo pondera aumentar número de testes gratuitos por indivíduo

O Governo está a ponderar aumentar o número de testes gratuitos por pessoa, “no contexto deste apelo a uma maior realização de testes”, avançou a ministra da Saúde.

A medida poderá avançar já na próxima semana.

11h41 - Ómicron “é muito mais transmissível do que qualquer outra variante”

“Olhando para os dados epidemiológicos, vemos que de facto esta variante é muito mais transmissível do que qualquer outra variante que tenha circulado em Portugal ou no resto do mundo”, afirmou João Paulo Gomes, do INSA.

Segundo o investigador, atualmente 20% dos casos estão associados à variante Ómicron. Dentro de uma semana prevê-se que esta variante será a variante dominante, substituindo a Delta.

No final do ano, prevê-se que mais de 90% dos casos em Portugal sejam causados pela variante Ómicron.

João Paulo Gomes acrescentou que “não há qualquer indicação de que qualquer teste existente no mercado tenha uma menor eficácia contra esta variante do que contra qualquer outra variante”.

11h39 - Impacto da Ómicron é ainda “muito incerto”

Baltazar Nunes, investigador do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), explicou que os cenários para o impacto da Ómicron têm ainda uma “larga margem de incerteza”.

Para o especialista, tudo vai depender de dois fatores: a maior ou menor gravidade que a infeção com a Ómicron tenha em relação à variante Delta – sendo que tudo indica que será igual ou menor – e a efetividade das vacinas por doença grave por Ómicron.

“Tudo indica que a efetividade das vacinas contra a infeção será menor, mas na hospitalização ainda não se sabe”, afirmou Baltazar Nunes, sublinhando que neste momento é ainda tudo “muito incerto”.

É necessários esperar mais alguns dias para perceber de que forma vão evoluir as infeções e hospitalizações.

11h34 - Cuidados hospitalares com “níveis estáveis”, mas ministra da Saúde prevê agravamento

Relativamente à utilização dos serviços de saúde, a ministra Marta Temido afirma que estes estão em “níveis estáveis”, mas prevê um agravamento.

“Temos de estar preparados para este efeito: muitos mais casos tenderão a trazer um maior fluxo aos serviços hospitalares”, alertou Marta Temido.

A ministra da Saúde anunciou que foram contratadas mais de 400 camas, apesar de esperar “não ser necessário utilizar estes meios”.

11h32 – Semana de contenção em janeiro não deve ser vista como “momento de compensação”

Marta Temido pede aos portugueses que evitem contactos sociais em espaços fechados no Natal e passagem de ano e lançou um alerta: “O período de contenção já definido para a semana de 2 a 9 de janeiro não pode ser visto como um momento de compensação, mas como um reforço daquilo que todos somos chamados a fazer daqui até lá”.

11h30 – Aumento de casos vai originar “maior volume de pessoas com necessidades de internamento e eventuais óbitos”

“O Ministério da Saúde e o Governo têm estado a acompanhar a evolução da situação com os diversos peritos” e esta tarde será publicado um novo relatório das “Linhas Vermelhas”, informou Temido.

Nos próximos dias e semanas serão partilhados mais dados, garante a responsável.

“É novamente um momento em que estamos todos postos à prova. Muitos casos, mesmo que a maioria com menor gravidade, originarão naturalmente um maior volume de pessoas com necessidades de internamento e eventuais óbitos”.

11h25 – “Todos temos de estar preparados para fazer mais”

Neste “cenário de incerteza”, a ministra diz ser importante olhar para as situações noutros países, dando o exemplo do Reino Unido e da Dinamarca, que atingiram um novo pico de casos diários.

Esta incerteza “preocupa” as autoridades de saúde e é por isso que, “com transparência, importa transmitir e partilhar”, declarou Marta Temido.

“Os próximos dias vão ser decisivos para percebermos o impacto desta nova variante e da resposta proporcional com a qual estamos comprometidos. Mas o que já sabemos leva-nos a dizer que, se a variante se transmite mais, cada um de nós tem naturalmente que fazer mais”.

A ministra apelou a um maior uso de máscaras, mais testagens e mais vacinação, assim como um aumento do controlo das fronteiras. “Todos temos de estar preparados para fazer mais”, rematou.

11h20 – Eficácia das vacinas diminui perante variante Ómicron, diz Temido

Marta Temido afirmou que “há uma aparente diminuição da efetividade vacinal após o esquema primário de vacinação contra a infeção causada pela Ómicron”.

Atualmente, a efetividade vacinal “contra a infeção sintomática após a administração da fase de reforço é estimada ainda em 70 a 75 por cento”.

11h14 – INSA estima que Ómicron tenha tempo de duplicação de dois dias

“Nós sabemos ainda pouco sobre esta nova variante em três dimensões: a transmissão, a gravidade e a proteção imunitária”, disse a ministra da Saúde sobre a Ómicron.

“Sabe-se já que a variante é mais transmissível do que a variante Delta, que é a variante predominante até à data, com uma duplicação de casos de um a dois dias na África do Sul, de dois a três dias na Dinamarca e no Reino Unido. Aqui, em Portugal, o INSA está a estimar agora um tempo de duplicação de dois dias”, avançou.

11h07 – Ómicron pode ter prevalência de 50 por cento no Natal

Em conferência de imprensa, a ministra da Saúde avançou que a variante Ómicron está em crescimento e que este "é novamente um momento difícil", sendo que “temos uma nova dificuldade e precisamos de a enfrentar em conjunto”.

“Sabemos que a prevalência desta variante ronda já os 20 por cento, sabendo-se que poderá ter uma prevalência de 50 por cento na semana do Natal” e de 80 por cento na semana do final do ano, avançou Marta Temido.

A variante Ómicron tinha, até dia 14 deste mês, 69 casos identificados em Portugal.

11h00 - Começa a conferência de imprensa de Marta Temido

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de quinta-feira do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva afirmou que, juntamente com a ministra da Saúde, esteve reunida ao longo desta semana por duas ocasiões com os peritos que têm mercado presença nas reuniões do Infarmed.

A ministra da Presidência disse que são necessárias mais informações para que o Governo possa tomar decisões, assinalando que se está "perante uma nova variante sobre a qual pouco se sabe".

A governante quis deixar claro que o Executivo "não tem qualquer problema" em prolongar ou alterar as medidas adotadas a 1 de dezembro.
A ministra da Presidência esclareceu que, esta sexta-feira, não serão apresentadas novas medidas restritivas. Antes um ponto da situação.

"Nunca, até hoje, as medidas foram tomadas numa conferência de imprensa por um único membro do Governo", afirmou Mariana Vieira da Silva, para acrescentar que as medidas decididas há um mês, como mais testes, máscaras, vacinas e controlo de fronteiras, "têm tido impactos positivos e devem continuar a ser utilizadas".
"Festas seguras"

Em comunicado entretanto enviado às redações, o gabinete da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, enuncia recomendações para as festividades que se aproximam, Natal e passagem de ano.

"A atual situação epidémica da infeção por SARS-CoV-2 implica que todos ponderem o risco a que podem estar expostos nas suas atividades diárias, nomeadamente no período de festas que se avizinha", lê-se na nota da DGS.

"Assim, para este período, a Direção-Geral da Saúde apela a todos que festejem em segurança e com responsabilidade, adotando as medidas de proteção que, em conjunto, fazem parte da barreira de proteção contra o vírus", prossegue o comunicado.

"O plano de vacinação continua a decorrer, com a dose de reforço da vacina contra a covid-19 para os adultos e a vacinação das crianças. No caso de nunca ter sido vacinado ou vacinada, agende a sua vacinação. A evidência científica demonstrou que a vacina é a medida mais eficaz para reduzir as complicações associadas à infeção por SARS-CoV-2".

"Destacamos também a realização de testes, nomeadamente testes rápidos (TRAg) ou autotestes, como medida de precaução".
"As festas podem ser realizadas com grupos mais pequenos, idealmente pertencentes à mesma bolha familiar/social. Escolha espaços amplos e assegure-se de que estão ventilados. A partilha de momentos em que se consomem alimentos e bebidas pode ser feita com o devido distanciamento entre os convidados, aplicando medidas simples, como a utilização de mais do que uma mesa, sempre que possível", indica ainda a diretora-geral da Saúde.

"A máscara deve ser mantida quando não se estiver a consumir alimentos ou bebidas, particularmente na presença de pessoas mais vulneráveis, que devem ser ainda mais protegidas".