Autoeuropa cancela quatro dos 10 dias de lay-off
A fábrica de Palmela vai cancelar os quatro dias de lay-off previstos para Setembro e Outubro. Continuam marcados seis dias de suspensão de trabalho para os meses de Novembro e Dezembro. A administração aponta que esta é uma consequência da intervenção dos governos europeus, o que obriga a acompanhar a situação com "prudência".
A administração da empresa de Palmela encara este sinal "com prudência" e considera que o momento económico exige "uma observação atenta dos indicadores económicos globais". "Este cenário de retoma deve ser encarado com prudência, já que fica a dever-se, em grande parte, a uma intervenção de emergência nos mercados por parte de fundos públicos", acrescenta.
Optimista quanto ao "futuro imediato", a fábrica portuguesa vai continuar a fazer "uma monitorização permanente" das oscilações dos mercados. "A avaliação posterior do comportamento dos consumidores, determinará a necessidade de recurso a esta medida nos meses subsequentes", escreve ainda a administração.
O comportamento dos consumidores assume particular importância em 2010, altura em que termina o período de vigência dos programas de incentivo à indústria automóvel.
Governo aponta recuperação no sector automóvel
O número de trabalhadores em lay-off desceu nos meses de Julho e Agosto, mês em que atingiu "o volume mais baixo dos últimos meses", aproveitou para anunciar o ministro do Trabalho, a propósito do anúncio da Autoeuropa, que considerou "uma notícia muito positiva".
"É já seguro que em alguns meses em que estava previsto o recurso ao regime do lay-off afinal esse mecanismo já não será utilizado", confirmou Vieira da Silva. "São sinais que tornam menos pesada para estes trabalhadores as respostas que estavam a ser utilizadas para tentar fazer face à grave quebra da procura no sector automóvel", acrescentou.
Os indicadores do sector automóvel evidenciam que as dificuldades "ainda não estão ultrapassadas", mas também está afastado "um cenário de deslocalização da Autoeuropa", disse ainda o ministro.