Economia
Berna e Washington não chegaram a acordo sobre tarifas de Trump
A poucas horas do fim do prazo para as negociações comerciais concedido por Washington, a Suíça e os Estados Unidos não conseguiram chegar a um acordo sobre a declaração de intenções negociada em matéria de política aduaneira, anunciou a presidente da Confederação Suíça, Karin Keller-Sutter, na rede social X. Washington agravou entretanto as taxas para 39 por cento.
Antes de expirar o prazo para a implementação das tarifas alfandegárias anunciadas por Washington, a líder do país helvético tentou chegar a um entendimento com o presidente dos Estados Unidos, mas o esforço foi em vão. Segundo a responsável, o défice comercial é a principal prioridade de Donald Trump.
"Tive hoje uma conversa com o presidente Trump antes do fim do prazo para os direitos aduaneiros. O défice comercial continua a ser a sua principal preocupação. Esta conversa não permitiu chegar a um acordo sobre a declaração de intenções negociada entre a Suíça e os Estados Unidos", escreveu Keller-Sutter esta quinta-feira no X.
Ich hatte heute ein letztes Gespräch mit US-Präsident Trump vor dem Ablauf der Frist für die US-Zölle. Für den Präsidenten steht das Handelsdefizit im Vordergrund. Es konnte keine Einigung über die zwischen der Schweiz und den USA verhandelte Absichtserklärung gefunden werden. pic.twitter.com/qXwPCueovY
— Karin Keller-Sutter (@keller_sutter) July 31, 2025
A Suíça está entre os parceiros comerciais mais expostos à política protecionista de Trump. A Administração republicana começou por acenar com uma tarifa de
31 por cento, desde lgo a mais alta entre os países da OCDE. Nas últimas horas, fez subir a fasquia, agravando as taxas para 39 por cento. A entrada em vigor está prevista para 7 de agosto.
Suíça não compreende "sanção desta magnitude"
Desde o primeiro anúncio de Trump, em abril, que era aplicada aos produtos suíços exportados para os EUA uma "taxa mínima" de dez por cento. Na altura, o presidente norte-americano afirmava que estas tarifas constituíam uma reação às tarifas de 61 por cento implementadas por Berna aos Estados Unidos.
Já a presidente da Confederação suíça, Karin Keller-Sutter, frisava que Berna "não compreenderia uma sanção desta magnitude sem consulta prévia", apelando então a uma "decisão baseada no diálogo e no respeito pelas regras do comércio internacional".