Economia
João Duque acredita que solução encontrada para o BES era quase obrigatória
O economista João Duque acredita que não havia alternativa à decisão anunciada pelo governador do Banco de Portugal quanto ao Banco Espírito Santo (BES). “Acho que era quase que obrigatória uma decisão mais ou menos neste sentido”, refere.
Foto: Lusa
João Duque sublinha que essa situação impedia o BES “de ir a esse mercado que é muito importante para cumprir necessidades de financiamento de curto prazo, emergências que possam surgir”.
O governador do Banco de Portugal anunciou no domingo à noite que iria ser criado o Novo Banco, que contém a parte não tóxica do BES, separada dos riscos associados ao esquema de financiamento fraudulento entre as empresas do Grupo Espírito Santo.
O Novo Banco tem um rácio de capital de 8,5 por cento, acima dos 8 por cento exigidos, e é detido pelo fundo de resolução, que é uma espécie de Caixa de Previdência dos Bancos criada em 2012, mas que tem apenas 230 milhões de euros.
Os restantes 4.500 milhões são emprestados pelo Estado através da linha de recapitalização, embora sem prejuízo para os contribuintes, segundo o governador do Banco de Portugal.