Economia
Vice-presidência do BCE. Croata escolhido após Governo retirar nome de Centeno
O Governo retirou esta segunda-feira a candidatura do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE). A decisão foi tomada numa segunda ronda de votações na reunião do Eurogrupo, em Bruxelas. Na terceira ronda acabou por ser nomeado o croata Boris Vujcic.
A informação da retirada do nome de Mário Centeno foi avançada à agência Lusa por fontes europeias conhecedoras das votações, que decorreram à porta fechada na reunião dos ministros das Finanças.
Portugal e Letónia retiraram, respetivamente, as candidaturas de Mário Centeno e do governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks, num esforço para consenso e que tem levado à retirada dos menos votados.
Na ronda anterior - a primeira, que durou cerca de uma hora - haviam sido retiradas as candidaturas do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius, e do governador do banco central da Estónia, Madis Müller. O Eurogrupo votou esta segunda-feira, na capital belga, a sucessão na vice-presidência do BCE, para substituir Luis de Guindos, que sai no final de maio.
Na ronda anterior - a primeira, que durou cerca de uma hora - haviam sido retiradas as candidaturas do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius, e do governador do banco central da Estónia, Madis Müller. O Eurogrupo votou esta segunda-feira, na capital belga, a sucessão na vice-presidência do BCE, para substituir Luis de Guindos, que sai no final de maio.
Na terceira ronda foi formalmente nomeado o croata Boris Vujcic, que garantiu o apoio dos 21 ministros das Finanças da zona euro e irá agora substituir o espanhol Luis de Guindos a 1 de junho.
Segundo as fontes europeias da agência Lusa, a última ronda foi composta por dois candidatos de entre seis iniciais, com Boris Vujcic a arrecadar o necessário apoio (de 72% dos Estados-membros da área da moeda única - ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro -, representando pelo menos 65% da população), face ao governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.
Vujcic tornar-se-á, assim, o número dois do BCE atrás de Christine Lagarde, num momento relativamente tranquilo, com a inflação dentro da meta e as alterações das taxas de juro fora da agenda.
A decisão também dá a uma das menores economias da Europa a oportunidade de assumir um cargo de topo no BCE, algo pouco comum numa instituição que tem sido dominada pelas quatro maiores nações do bloco desde a sua criação, há mais de um quarto de século.
Boris Vujcic, um "falcão" na vice-presidência
Boris Vujcic, governador do banco central da Croácia desde 2012, desempenhou um papel importante na adesão da Croácia à União Europeia, a 1 de julho de 2013, e posteriormente na adesão à moeda única, no início de 2023.
Visto como um "falcão", defensor de uma política monetária mais rígida e focada no combate à inflação, através da subida das taxas de juro, Vujcic é respeitado entre os banqueiros centrais dos países do alargamento, tendo encontrado aí os apoios que o suportaram na eleição para o cargo de vice-presidente do BCE.
Além disso, a necessidade de procurar equilíbrios regionais nas instituições financeiras da União Europeia, no ano em que a Bulgária entrou no euro, jogava a favor dos candidatos do leste europeu.
Aos 61 anos, Boris Vujcic é doutorado pela faculdade de Economia de Zagreb. Foi chefe do departamento de investigação do Banco Nacional da Croácia, vice-governador do Banco Nacional da Croácia e, em 2012, assumiu o cargo de governador, encontrando-se a exercer o seu terceiro mandato à frente da instituição.
Antes do espanhol Luis de Guindos, que deixará o cargo de vice-presidente do BCE vago em maio, foi vice-presidente do BCE o português Vítor Constâncio e, antes dele, o grego Lucas Papademos.
Boris Vujcic, governador do banco central da Croácia desde 2012, desempenhou um papel importante na adesão da Croácia à União Europeia, a 1 de julho de 2013, e posteriormente na adesão à moeda única, no início de 2023.
Visto como um "falcão", defensor de uma política monetária mais rígida e focada no combate à inflação, através da subida das taxas de juro, Vujcic é respeitado entre os banqueiros centrais dos países do alargamento, tendo encontrado aí os apoios que o suportaram na eleição para o cargo de vice-presidente do BCE.
Além disso, a necessidade de procurar equilíbrios regionais nas instituições financeiras da União Europeia, no ano em que a Bulgária entrou no euro, jogava a favor dos candidatos do leste europeu.
Aos 61 anos, Boris Vujcic é doutorado pela faculdade de Economia de Zagreb. Foi chefe do departamento de investigação do Banco Nacional da Croácia, vice-governador do Banco Nacional da Croácia e, em 2012, assumiu o cargo de governador, encontrando-se a exercer o seu terceiro mandato à frente da instituição.
Antes do espanhol Luis de Guindos, que deixará o cargo de vice-presidente do BCE vago em maio, foi vice-presidente do BCE o português Vítor Constâncio e, antes dele, o grego Lucas Papademos.
c/ Lusa