Irão diz que "o mundo ficará surpreendido" com as suas novas armas

Irão diz que "o mundo ficará surpreendido" com as suas novas armas

Depois de ter avançado que os EUA estariam a planear "medidas contra o Irão", Teerão ameaçou com novas armas e novos alvos.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou esta segunda-feira visar “novos alvos” caso os Estados Unidos voltem a atacar e assegurou que utilizará “novas armas” capazes de surpreender o mundo.

“Em caso de um novo ataque, haverá mudanças significativas na nossa defesa e contraofensiva”, escreveu a Guarda Revolucionária num comunicado.

“Utilizaremos novas armas dotadas de novas capacidades no campo de batalha e o mundo ficará surpreendido”, acrescentou esta força armada iraniana, que nos últimos dias tem insistido neste tipo de avisos.

Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária, disse por sua vez à imprensa local que “se ocorrer uma nova agressão, iremos certamente alterar o armamento e a geografia da guerra”. “Os nossos alvos também já não são necessariamente os mesmos que os anteriores. Temos novos alvos que ainda não foram atingidos”, acrescentou.

No sábado, o comando militar central do Irão disse ter apurado que os Estados Unidos “decidiram, mais uma vez, tomar medidas contra o Irão islâmico, com o aval de alguns países da região”.

Após mais de seis meses de guerra entre os Estados Unidos e o Irão, as negociações encontram-se num impasse e o conflito alastrou-se ao Iémen e à Arábia Saudita.

As trocas de ataques entre Washington e Teerão intensificaram-se novamente no final de agosto, após um mês de abrandamento, nomeadamente no estratégico estreito de Ormuz.“EUA foram derrotados”
O porta-voz da Guarda Revolucionária disse ainda à imprensa iraniana que “os Estados Unidos foram derrotados nesta guerra, uma derrota histórica e humilhante, mas não têm a coragem de admitir e aceitar”.

Segundo Mohebbi, um sinal dessa derrota é o fracasso de Washington em reabrir o estreito de Ormuz, apesar de ter mobilizado todos os seus recursos nesse sentido.

O responsável afirmou ainda que as bases norte-americanas em toda a região se tornaram um fardo, uma vez que o investimento feito para garantir a segurança “se transformou no oposto da segurança” quando as bases foram alvo de ataques iranianos.

Mohebbi acrescentou que os mísseis iranianos atingiram centros de inteligência norte-americanos na região do Golfo e no norte do Iraque, o que constituiu “uma grande derrota em termos de inteligência” para os EUA.

Entretanto, a Guarda Revolucionária disse esta segunda-feira ter intercetado e destruído um drone MQ-1 dos Estados Unidos sobre o estreito de Ormuz.

Em comunicado, a força militar explica que Washington tinha retirado de serviço estes drones, mas foi obrigada a colocá-los novamente em uso após ter perdido muitos dos seus MQ-9, mais avançados.

“Ambos os tipos estão a ser intensamente perseguidos pelo novo sistema de defesa aérea” da Guarda Revolucionária, assegurou.

c/ agências
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