Maria Flor Pedroso entrevista Vieira da Silva

| Maria Flor Pedroso
Maria Flor Pedroso entrevista Vieira da Silva

Foto: Antena1

O Ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, um dos ministros que integra o núcleo duro da coordenação política do Governo, perspetiva o ano de 2019 do ponto de vista político nesta entrevista à Antena1.


A propósito de casamentos e amizades, Vieira da Silva afirma que uma "solução mais ambiciosa do ponto de vista governativo é uma solução que exigirá mais mudanças" entre os partidos que constituem a atual solução política, que terão de estar mais preparados para introduzir mais inovação, na sua forma de olhar os outros e na sua forma de olhar o país, diz.

Convidado a comentar a afirmação de Pedro Nuno Santos ("se o PS se entender à Direita não contem comigo), Vieira da Silva é mais cauteloso: "afirmações definitivas são sempre perigosas quando se trata de defender a Liberdade e a Democracia, agora, o quadro político em que vivemos não aponta para qualquer espécie de acordo estrutural com os partidos à direita do PS". Para Vieira da Silva, uma solução ao Centro não é "uma solução que interesse a Portugal, o que não exclui compromissos parcelares".

Sobre as longas carreiras contributivas: Acabou! Reforma sem penalização e com 60 anos de idade, só aqueles que descontaram 46 anos. Para todos os outros, "para cada ano, cada pessoa, vai poder ver qual é a idade que ela pessoalmente poderá aceder à reforma sem penalização". Deixa a garantia e o anúncio nesta entrevista à Antena1: "o governo não terminará a Legislatura sem que esse processo seja legislado".

Salário Mínimo Nacional
Questionado sobre se é possível ir além dos 600 euros previstos no Programa de Governo, como reclamam a Esquerda e as centrais sindicais, o Ministro do Trabalho confessa que o Governo "tem vontade política, mas resta saber se é a medida adequada". Vieira da Silva diz, no entanto, que nada será feito contra os parceiros, e "se pudermos ser mais ambiciosos, não será o Governo que vai travar essa ambição".

É a garantia do Ministro do Trabalho e da Segurança Social: Os aumentos salariais das Função pública não comprometem novas contratações, "essa decisão já foi tomada", diz Vieira da Silva que reconhece que há áreas técnicas nos Ministérios que "estão de facto debilitadas". Vieira da Silva vai ao encontro da argumentação do PCP sobre os aumentos salariais. Só se está a discutir "a margem para o aumento salarial", porque explica que o aumento será com o Sindicatos, "sempre foi assim e assim será!".

Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de Vieira da Silva a Maria Flor Pedroso:


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