Amazónia brasileira com os maiores níveis de deflorestação em 15 anos

A deflorestação na floresta tropical da Amazónia no Brasil atingiu o nível mais alto em 15 anos, revela um relatório da Agência Nacional de Investigação Espacial do país. Em apenas um ano aumentou 22 por cento.

RTP /
Amanda Perobelli - Reuters

Segundo os dados, cerca de 13.235 quilómetros quadrados de cobertura vegetal foram perdidos entre 2020 e 2021, o número mais elevado desde 2006.
A Amazónia abriga cerca de três milhões de espécies de plantas e animais, e um milhão de indígenas. E é uma reserva vital de carbono que abranda o ritmo no aquecimento global.

Durante a COP26, que decorreu este mês em Glasgow, o Brasil foi uma das Nações que assinou um acordo para terminar e inverter a deflorestação até 2030.

O ministro do Ambiente, Joaquim Leite, considerou que os dados representam um “desafio, temos de ser mais enérgicos em relação a estes crimes”.

“Os dados não refletem exatamente a situação nos últimos meses”, acrescentou.

A deflorestação na Amazónia brasileira aumentou com o Presidente Jair Bolsonaro, que encorajou a agricultura e as atividades mineiras na floresta tropical.

Em 2019, Bolsonaro acusou a Agência Nacional de Investigação Espacial de manchar a reputação do Brasil.

Esta semana, numa digressão no Dubai, o Presidente brasileiro afirmou a investidores que os ataques ao país sobre a deflorestação eram “injustos”.

“Queremos que as pessoas conheçam o verdadeiro Brasil”, afirmou, acrescentando que “90 por cento da floresta ainda está preservada”.

PUB