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Bangladesh quer transferir 100 mil Rohingya para ilha "inabitável"
O Governo do Bangladesh irá começar a transferir 100 mil refugiados da etnia muçulmana Rohingya para uma ilha remota na Baía de Bengala, anunciaram esta terça-feira altos responsáveis, apesar dos avisos de que esta estreita camada de sedimentos e lamas, formada apenas em 2006, é extremamente vulnerável à violência do mau tempo na região e praticamente "inabitável".
Grupos de defesa dos Direitos Humanos apelaram já ao Governo do Bangladesh para desistir do plano, afirmando que a ilha de Bashan Char não tem condições de acolhimento humano e é propensa a inundações e desastres naturais.
As autoridades do Bangladesh insistem e anunciaram que novos abrigos foram construídos na ilha, esperando iniciar a transferência a partir de dia 3 de outubro.
"Inicialmente, 50 a 60 famílias Rohingya serão recolocadas numa primeira fase a começar no próximo mês", afirmou Habibul Kabir Chowdhury, um alto responsável do Bangladesh para a gestão de catástrofes.
As defesas da ilha reservada aos Rohingya têm estado a ser reforçadas e um dique de três metros de altura foi erguido em torno do pedaço de terra para o tornar mais resistente ao avanço do mar, referiu por seu lado um responsável da marinha à Agência France Presse.
"Estamos prontos para receber os refugiados", afirmou, sob anonimato.
Ninguém irá "obrigado"
O Bangladesh iniciou os preparativos para tornar a ilha habitável em novembro de 2017 e já investiu 280 milhões de dólares no projeto. O ministro do Ministério das Catástrofes, Shah Kamal, disse que os refugiados terão acesso a auxílio humanitário na ilha e serão ser treinados na arte da pesca.
Garante ainda que ninguém será forçado a deixar os campos da Cruz Vermelha, apesar da área ser das que regista maior ocupação humana por metro quadrado em todo o mundo, entre riscos de deslizamentos de terra, doença e outros perigos.
"Se lhes garantimos plena assistência humanitária, não vejo razão para eles não virem para a ilha. Iremos convence-los", disse contudo Chowdury.
Cerca de 700 mil membros da minoria étnica birmanesa Rohingya estão refugiados há um ano no Bangladesh, para onde fugiram após uma onda de repressão por parte do exército birmanês e de milícias budistas em agosto de 2017, fazendo transbordar os campos de refugiados já ali existentes
As autoridades do Bangladesh insistem e anunciaram que novos abrigos foram construídos na ilha, esperando iniciar a transferência a partir de dia 3 de outubro.
O Bangladesh, especialmente na área da Baía de Bengala, é sujeito a
ciclones tropicais e à subida do nível das águas, sobretudo entre abril e
novembro.
Nos últimos 50 anos, centenas de milhares de pessoas perderam ali a vida
em desastres naturais, a maioria nas áreas costeiras perto de Bashan
Char, referem repórteres da região.
"Estamos prontos"
O plano de transferência dos refugiados, contestado por diversas ONG, deveria ter tido início em junho, antes da época das monções, mas atrasou-se. Atualmente estão completos três quartos das estruturas previstas e as primeiras famílias já podem ser transferidas.
"Inicialmente, 50 a 60 famílias Rohingya serão recolocadas numa primeira fase a começar no próximo mês", afirmou Habibul Kabir Chowdhury, um alto responsável do Bangladesh para a gestão de catástrofes.
As defesas da ilha reservada aos Rohingya têm estado a ser reforçadas e um dique de três metros de altura foi erguido em torno do pedaço de terra para o tornar mais resistente ao avanço do mar, referiu por seu lado um responsável da marinha à Agência France Presse.
"Estamos prontos para receber os refugiados", afirmou, sob anonimato.
Ninguém irá "obrigado"
O Bangladesh iniciou os preparativos para tornar a ilha habitável em novembro de 2017 e já investiu 280 milhões de dólares no projeto. O ministro do Ministério das Catástrofes, Shah Kamal, disse que os refugiados terão acesso a auxílio humanitário na ilha e serão ser treinados na arte da pesca.
Garante ainda que ninguém será forçado a deixar os campos da Cruz Vermelha, apesar da área ser das que regista maior ocupação humana por metro quadrado em todo o mundo, entre riscos de deslizamentos de terra, doença e outros perigos.
"Se lhes garantimos plena assistência humanitária, não vejo razão para eles não virem para a ilha. Iremos convence-los", disse contudo Chowdury.
Cerca de 700 mil membros da minoria étnica birmanesa Rohingya estão refugiados há um ano no Bangladesh, para onde fugiram após uma onda de repressão por parte do exército birmanês e de milícias budistas em agosto de 2017, fazendo transbordar os campos de refugiados já ali existentes