China "condena vigorosamente" novo ensaio nuclear da Coreia do Norte

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O Governo chinês "condena vigorosamente" o ensaio nuclear realizado hoje pela Coreia do Norte e desafia o regime de Pyongyang a "parar de agravar a situação" com "gestos que não servem os seus interesses". A Rússia fala num "desprezo ostentatório" do direito internacional e das resoluções da ONU. Berlim e Paris pedem mais sanções contra Pyongyang.

A Coreia do Norte "ignorou a oposição generalizada da comunidade internacional e efetuou um novo teste nuclear. O Governo chinês expressa a sua oposição e condena vigorosamente" esta ação, sublinha um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do executivo de Pequim.

Por sua vez, o Presidente sul-coreano apelou a uma "punição mais forte" da Coreia do Norte depois de esta ter anunciado que testou, com sucesso, uma bomba de hidrogénio desenvolvida para ser instalada num míssil balístico intercontinental.
Rússia vê "desprezo ostentatório"

A Rússia condenou o sexto ensaio nuclear realizado pela Coreia do Norte, que considerou representar "uma séria ameaça para o mundo", e insitiu que todas as partes implicadas no conflito na península coreana devem voltar ao diálogo.

"O enésimo desprezo ostentatório por parte de Pyongyang das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e das normas do direito internacional merece uma firme condenação", refere um comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores russo.


O executivo de Moscovo sublinha que "as autoridade da Coreia da Norte, com as suas ações dirigidas para sabotar o regime global de não proliferação (de armas nucleares), geram uma séria ameaça para o mundo, para a segurança na península coreana e na região".

"Seguir esta linha pode ter sérias consequências para a própria Coreia do Norte", alerta o comunicado da diplomacia russa, defendendo ainda que "todas as partes interessadas devem voltar sem mais delongas ao diálogo e às negociações".

Para os russos, essa será "a única forma para alcançar uma solução integral para os problemas da península da Coreia, incluindo a questão nuclear".
Berlim e Paris querem mais sanções
O Presidente de França, Emmanuel Macron, apelou à comunidade internacional para reagir "com a maior firmeza", após o novo ensaio nuclear da Coreia do Norte, que considera que "afeta a paz e a segurança".

"O Presidente da República apela aos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas a reagir rapidamente a esta nova violação pela Coreia do Norte do direito internacional (...)", disse o Eliseu em comunicado, que pede também uma reação "unida e clara" da União Europeia.

Depois desta primeira reação de Emmanuel Macron, o Governo alemão divulgou um comunicado em que revela que o Presidente francês conversou telefonicamente com a chanceler alemã.

O eixo franco-alemão defende o "endurecimento" das sanções da União Europeia à Coreia do Norte. Os líderes alemão e francês concordaram que "a última provocação lançada pelo dirigente de Pyongyang atingiu uma nova dimensão", refere o comunicado.
Sexto ensaio nuclear
O anúncio do "total sucesso" do teste de uma bomba de hidrogénio, conhecida como "bomba H", foi feito pela pivô da televisão estatal norte-coreana, horas depois de Seul e Tóquio terem detetado uma invulgar atividade sísmica na Coreia do Norte.

Segundo a KCTV, o ensaio nuclear, o sexto conduzido pelo regime de Pyongyang, foi ordenado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O anúncio tem lugar depois de, na noite de sábado, a agência oficial norte-coreana KCNA ter garantido que a Coreia do Norte conseguira desenvolver com êxito uma bomba de hidrogénio passível de ser instalada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

A KCNA divulgou então uma fotografia de Kim Jong-un junto a uma suposta `bomba H`, acompanhado por cientistas nucleares e altos oficiais do Departamento da Indústria de Munições do Partido dos Trabalhadores, apesar de, como é habitual, não ter facultado detalhes sobre o local nem a data do acontecimento.

c/ Lusa

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