Conselho de Segurança chumba condenação do ataque na Síria apresentada pela Rússia

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O Conselho de Segurança chumbou este sábado a proposta de resolução russa que condenava o ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria. A Rússia critica a “agressão” ocidental e pede que sejam apresentadas provas do presumível ataque químico de Douma. Os Estados Unidos avisam que estão prontos para voltar a agir caso a Síria volte a usar armas químicas.

O projeto agora chumbado tinha sido distribuído por Moscovo antes do início da reunião de emergência do Conselho de Segurança, marcada a pedido deste mesmo país.

A proposta só recebeu os votos favoráveis da China e da Bolívia, para além da própria Rússia. Para ser aprovada, o documento precisava de ter pelo menos nove votos a favor e escapar aos vetos dos membros permanentes do Conselho de Segurança, nomeadamente o Reino Unido, a França e os Estados Unidos.


O projeto de resolução de cinco parágrafos, citado pela France Presse, expressava uma "grande preocupação" perante a "agressão" contra um Estado soberano que viola, segundo Moscovo, "o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas”.

O embaixador russo nas Nações Unidas acusou EUA, Reino Unido e França de “hooliganismo diplomático” e considerou que os ataques “tornam uma situação humanitária catastrófica ainda pior”.
Ataque na Síria
Esta reunião do Conselho de Segurança realiza-se poucas horas depois de os Estados Unidos terem bombardeado a Síria na última madrugada, numa ação que teve o apoio do Reino Unido e de França. A ordem de disparo foi dada pelo próprio Donald Trump.

A ofensiva contra o Governo de Bashar Al Asad consistiu em três ataques contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

Foram lançados mais de uma centena de mísseis, tendo os bombardeamentos durado mais de uma hora. As potências ocidentais afirmam que este ataque é uma resposta ao presumível ataque químico que o regime de Bashar al-Assad terá realizado na localidade síria de Douma no passado fim de semana.

A Rússia mantém que esta ação militar levada a cabo pelo ocidente terá consequências. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros russo pediu para ver as provas que EUA, França e Reino Unido dizem ter do alegado ataque químico contra Douma.

“Eles disseram que os factos eram incontestáveis, mas que não os podem partilhar connosco”, disse Serguei Lavrov num encontro com jornalistas em Moscovo.

“Não nos dão mais nada, limitam-se a citar meios de comunicação, redes sociais e o vídeo, o que é absurdo da parte de especialistas”, acrescentou, citado pela agência russa Tass.
“A Rússia seria a primeira a querer travar um tal ataque”, assegurou o ministro russo.
EUA prontos a agir
Na reunião do Conselho de Segurança, a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas garantiu que os Estados Unidos estão prontos a agir novamente caso exista um novo ataque químico na Síria.

"Se o regime sírio usar gás venenoso outra vez, os Estados Unidos estão prontos a agir", disse Nikki Haley. A representante norte-americana disse ainda que Washington está confiante que o programa de armas químicas da Síria foi incapacitado.

“Estamos preparados para manter esta pressão, se o regime sírio for insensato o suficiente para testar a nossa vontade", disse a embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU.

Antes, na rede social Twitter, Donald Trump falou em "missão cumprida" e referiu que o ataque foi "perfeitamente executado". A ministra francesa da Defesa também classificou a operação de "sucesso" e garantiu que a capacidade da Síria em conceber, produzir e armazenar armas químicas foi consideravelmente reduzida.

c/ Lusa

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