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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

Reportagem

Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a progressão do SARS-CoV-2 à escala internacional. Portugal registou esta terça-feira mais dois mortos e 300 infetados.

RTP /

Lusa

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23h15 - Brasil volta a somar mais de mil mortes diárias

O Brasil voltou hoje a contabilizar mais de mil mortes diárias pela covid-19, tendo registado 1.282 óbitos e 34.918 infetados nas últimas 24 horas, um novo recorde diário de casos de infeção, informou o executivo.

22h27 - Empresários de diversão itinerante em protesto junto à DGS

22h22 - China admite foco "muito severo" em Pequim

22h11 - Pico na Grande Lisboa pode ter sido atingido na semana passada

22h08 - Dexametasona. O primeiro tratamento eficaz contra a Covid-19

21h50 - O túnel da desinfeção de Putin

O presidente russo, que está na sua residência nos arredores de Moscovo, tem um túnel de desinfeção pelo qual todos os visitantes têm que passar antes do encontro com Vladimir Putin.

21h48 - Cabo Verde trava desconfinamento na ilha do Sal face ao aumento de casos

O primeiro-ministro de Cabo Verde anunciou hoje um plano de intervenção para a ilha do Sal, travando o desconfinamento em curso, devido ao aumento de casos de covid-19, que será coordenado localmente pelo ministro do Turismo.

21h07 - Pandemia com mais de 438 mil mortos e oito milhões de infetados no mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou 438.250 pessoas e ultrapassou os oito milhões de infetados em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP.

20h27 - Santos Silva: Voos para o Brasil só retomam quando situação epidemiológica o permitir###1237533###

20h24 - Lagos torna-se epicentro de surto de Covid-19 no Algarve

20h11 - Lar de Aljubarrota com mais de três dezenas de infetados

Vinte e sete idosos e seis funcionários do lar da Misericórdia de Aljubarrota, em Alcobaça, testaram positivo para a covid-19, estando ainda por conhecer o resultado de mais meia centena de testes, informou a câmara.

O mais recente foco de infeção de covid-19 do concelho, registado no lar da Santa casa da Misericórdia de Aljubarrota, "está a aumentar e a ramificar para familiares com suspeitas de infeção", disse à Lusa o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio.

Dos 35 idosos do lar, "27 testaram positivo e mais dois aguardam confirmação", explicou, acrescentando que, no que toca aos trabalhadores da instituição, "há seis positivos", entre os cerca de 70 testados.

20h10 - Covid-19. SOS SNS apresenta dez medidas para reforçar o sistema

20h00 - Dexametasona é certeza na luta contra a Covid-19

O pneumologista Agostinho Marques explicou na RTP 3 que a utilização de corticoides, tal como a dexametasona, é já uma certeza na luta contra a covid-19. De acordo com o pneumologista, desde o início da pandemia foram testados vários medicamentos e a dexametasona mostrou eficácia contra a doença.

Agostinho Marques explicou que outras drogas foram testadas, não só em Portugal mas em todo o mundo para tentar encontrar um antídoto contra o Sars-CoV-2.

A hidroxicloroquina mostrou não ser útil mas a família de substância a que pertence a dexametasona mostrou ser eficaz na luta contra uma epidemia sobre a qual há ainda pouca informação.


19h17 - Super Bock Group vai reduzir força de trabalho em 10%

O Super Bock Group decidiu reduzir a sua força de trabalho em 10%, devido ao impacto da pandemia de covid-19, anunciou hoje a empresa em comunicado sem concretizar o número.

A "significativa redução da atividade do Super Bock Group provocada pelo efeito da pandemia covid-19, bem como o cenário de recessão previsto para o futuro próximo, forçam a empresa a reajustar a sua estrutura para defender e proteger a sustentabilidade do grupo", lê-se na nota.

O mesmo comunicado refere que a paragem e atuais constrangimentos do canal HoReCa (hotéis, restaurantes e cafés), que "representa cerca de 70% do mercado de bebidas refrescantes em Portugal (fonte Nielsen)" irão "prolongar-se e continuar a ter um significativo impacto no desempenho do Super Bock Group".

"Esta difícil decisão implica um reajustamento que afetará cerca de 10% da força de trabalho em diferentes áreas da organização", sendo "tomada perante uma conjuntura excecional e foi anunciada, esta tarde, à Comissão de Trabalhadores e a todos os colaboradores do grupo num processo que terá início este mês de junho", adiantou a empresa. (Lusa)

19h16 - Itália com mais 34 vítimas mortais de Covid-19, para um total de 34.405

19h15 - França com 29.547 vítimas mortais da Covid119

19h05 - Madeira mantém registo de 90 casos há 41 dias e tem um caso ativo

A Madeira mantém, há 41 dias, 90 casos registados de covid-19, já com 89 recuperados e apenas um caso ativo, informou hoje o Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE).

"Até ao dia 16 de junho, mantém-se o total de 1.543 notificações de casos suspeitos de covid-19 contabilizadas na Região Autónoma da Madeira, dos quais 1.453 não se confirmaram", diz o instituto, acrescentando que "90 casos de covid-19 foram confirmados e contabilizados, dos quais 89 são casos recuperados".

"O único caso ativo permanece em unidade hoteleira, sem necessidade de cuidados hospitalares", refere o comunicado.

18h38 - Economia americana em crise e com "incerteza significativa"

A economia dos Estados Unidos da América (EUA) está a enfrentar uma crise profunda com "incerteza significativa", alertou hoje o presidente da Reserva Federal Americana (Fed), Jerome Powell, numa audição no Congresso, em Washington.

Citado pela agência Associated Press (AP), Powell alertou que quanto mais tempo durar a recessão pior será o efeito no emprego e nas empresas, durante o mesmo testemunho, em que sublinhou que a Fed está empenhada em usar todas as ferramentas ao seu dispor para absorver o impacto da crise gerada pela pandemia de covid-19.

Mas o presidente da instituição vincou que "uma recuperação total é improvável" até que o público esteja confiante na contenção da doença, alertando que uma crise prolongada poderia ter graves consequências sobretudo para os trabalhadores com salários mais baixos, que foram mais atingidos pelo impacto da pandemia.

18h22 - Inquérito revela que 54% dos portugueses estão satisfeitos com teletrabalho

Mais de metade (54%) dos inquiridos num estudo sobre teletrabalho do Barómetro Covid-19 disseram que estão satisfeitos com a situação, mas apenas 37% manifestaram satisfação em relação ao equilíbrio entre o trabalho à distância e a vida pessoal.

Segundo os investigadores da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), estes dados podem estar relacionados com a perceção dos inquiridos de que as exigências de trabalho são maiores quando se está em teletrabalho (40%).

De facto, 59% dos participantes consideram que "trabalham mais horas do que o habitual" e 42% dizem não ser possível "desligar-se do trabalho" para poder descansar.

No entanto, aproximadamente 70% dos inquiridos consideram que têm total autonomia e flexibilidade para decidir como e quando termina o trabalho, enquanto 41% afirmam que "por vezes" estabelecem um horário de trabalho.

17h40 - Tráfego aéreo gerido pela NAV cai 92% em maio devido ao impacto das medidas de contenção da pandemia de covid-19 na aviação civil, foi hoje anunciado.

17h27 - "Lay-off". Apoios de resposta à Covid-19 abrangem 1,2 milhões de pessoas e 144 mil empresas
por Antena 1

17h11 - Dinamarca. Protestos contra o racismo

As autoridades dinamarquesas estão a apelar a todas as pessoas que participaram no protesto contra o racismo que façam o teste para a Covid-19, uma vez que um dos manifestantes testou positivo.

16H49 - Web Summit em Portugal

Paddy Cosgrave confirma no Twitter que a Web Summit vai acontecer este ano em Portugal

Cosgrave diz que a Web Summit vai seguir todas as medidas de segurança de saúde


16h42 - Segurança Social já gastou 778 milhões com apoios excecionais 

Os apoios excecionais de resposta à covid-19 abrangem neste momento 1,2 milhões de pessoas e 144 mil empresas, tendo já sido pagos 778 milhões de euros, disse hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Os dados foram divulgados pela ministra Ana Mendes Godinho durante uma audição na Comissão de Orçamento e Finanças no âmbito da apreciação, na generalidade, da proposta de Orçamento Suplementar para 2020 do Governo.

16h35 - Covid nas Américas

O diretor da OMS para as Américas diz que o Brasil tem 23 por cento dos casos e 21 por cento de todas as mortes na região e não vê que a transmissão da doença esteja a dimiuir.

16h33 - Dois dos infetados em festa ilegal em Lagos estão internados

Duas das pessoas infetadas com covid-19 na sequência de uma festa ilegal em Lagos estão internadas, disse hoje a delegada regional de Saúde do Algarve, que espera que sejam atribuídas responsabilidades aos organizadores do evento.

"Dos casos confirmados estão duas pessoas de 39 e 27 anos internados no CHUA (Centro Hospitalar e Universitário do Algarve), em Faro. Quando se internam doentes covid é porque o seu estado clínico é preocupante", afirmou Ana Cristina Guerreiro.

16h06 - PM defende na CNN que Portugal é um destino seguro para os turistas

O primeiro-ministro defende, em declarações à CNN, que Portugal é um destino seguro para os turistas, alegando que foi um dos países europeus que mais testes realizou e que apresenta melhores indicadores no controlo da covid-19.

Numa breve entrevista gravada na segunda-feira à noite, António Costa destaca à cadeia de televisão norte-americana que em Portugal foi celebrado um protocolo entre as autoridades de saúde e os representantes da hotelaria nacional no sentido de garantir condições de segurança e de higiene a quem visitar o país.

"Portugal foi um dos países que mais testou por milhão de habitantes e apresenta números de confiança. Ora, a confiança é um fator essencial para a escolha do destino de férias", sustenta o primeiro-ministro.



15h47 - Vacinas candidatas a sucesso

A administração de Trump reduziu para 7, de 14, a lista de vacinas experimentais que vão ter o apoio norte-americano.

O New York Times diz que a Casa Branca acredita que as empresas que estão mais próximo de chegar à vacina são a Moderna Inc, AstraZeneca Plc e Pfizer Inc.

15h39 - Bruxelas tira "lições da crise" e avança com revisão da política comercial da UE

A Comissão Europeia iniciou hoje um processo de revisão da política comercial da União Europeia (UE), visando tirar "lições" da crise gerada pela pandemia de covid-19 e construir "uma economia resiliente e sustentável" face a países terceiros.

"A Comissão Europeia lançou uma importante revisão da política comercial da UE, incluindo uma consulta pública para obter contribuições do Parlamento Europeu, dos Estados-membros, das partes interessadas e da sociedade civil", tendo como objetivo "construir um consenso em torno de uma nova direção a médio prazo (...), para responder a uma variedade de novos desafios globais e tendo em conta as lições aprendidas com a crise do novo coronavírus", informa o executivo comunitário em comunicado hoje divulgado.

15h30 - Medicamento ajuda no combate à Covid-19

Resultados de um estudo realizado pela Universidade de Oxford revelam que doses reduzidas do medicamento dexamethasone a doentes hospitalizados, em situação grave, reduzem em um terço a letalidade.

"Este resultado mostra que os doentes que estão com Covid-19 e estão nos ventiladores ou com oxigénio, se lhes for dado dexamethasone, isso salvará vidas a um custo muito reduzido", disse Martin Landray, um professore da Universidade de Oxford.

Dexamethasone - um esteróide genérico utilizado noutras doenças para reduzir inflamações - é o único medicamento que até agora prova ser eficaz na redução da letalidade da doença.

"É um grande avanço", disse este professor.


15h27 - Reino Unido com 41969 vítimas mortais da Covid-19

14h45 - Mais 22 casos em Cabo Verde

Cabo Verde anunciou hoje mais 22 casos novos de infeção pelo novo coronavírus, dos quais 14 na ilha de Santiago e oito no Sal, e o total acumulado subiu para 782, desde 19 de março, segundo o Ministério da Saúde.

14h15 - Açores sem casos novos

Os Açores não registaram nas últimas 24 horas novos infetados pelo novo coronavírus e a região "não apresenta neste momento qualquer caso positivo ativo de infeção", segundo a Autoridade de Saúde regional.

A entidade informa que "as 382 análises realizadas nos dois laboratórios de referência da região nas últimas 24 horas não revelaram novos casos positivos de covid-19". Até à data, "foram detetados um total de 147 casos".

A Autoridade de Saúde açoriana reitera que "as medidas de prevenção e contenção da pandemia devem ser mantidas e reforçadas, sempre que possível, por cidadãos e organizações públicas, privadas e do setor social".

Do total de 147 casos detetados no arquipélago, 130 recuperaram, 16 pessoas morreram e uma - um militar que chegou aos Açores e teve teste positivo - voltou ao continente.

14h11 - António Costa admite barrar entrada de cidadãos provenientes do Brasil

O primeiro-ministro explicou que essa decisão depende da Agência Europeia de Prevenção de Doenças e que Portugal cumprirá as regras que venham a ser determinadas.


14h08 - Banco de Portugal revê em forte baixa previsões para a economia

O Banco de Portugal reviu em forte baixa as previsões para a economia portuguesa. Aponta agora para uma queda de 9,5 por cento este ano, quase o dobro da anterior estimativa feita há três meses.


14h06 - Profissionais itinerantes em protesto

Os profissionais itinerantes voltaram aos protestos. Têm estado junto da Direção-Geral da Saúde e exigem ao Governo uma solução para começar a trabalhar.

14h05 - Orçamento Suplementar não tem aumento de impostos nem cortes no Estado social

O novo ministro das Finanças garantiu também esta manhã que não vai haver aumento de impostos, nem cortes no estado social. Na estreia parlamentar em novas funções, para discutir o orçamento suplementar, João Leão acrescentou que a recuperação de rendimentos continua a ser aposta do governo, também para os trabalhadores em lay-off.

14h03 - Covid-19. Situação da região de Lisboa é a mais preocupante

Já há mais de um mês que Lisboa e Vale do Tejo é a região do país mais afetada pela pandemia. O delegado regional de Saúde diz que há pessoas infetadas que não estão a cumprir as recomendações e admite a necessidade de um controlo mais rigoroso. Face à situação atual, o presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública diz não entender por que se adotaram agora medidas como a reabertura de centros comerciais.


13h23 - Negócios em queda de 35% em abril e 30% em maio

As empresas portuguesas diminuíram o volume de negócios em 35% em abril e em 30% em maio, segundo uma estimativa do Banco de Portugal (BdP) baseada no inquérito conjunto com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Os principais resultados apontam para que o volume de negócios das empresas em abril - período do estado de emergência - se tenha situado cerca de 35% abaixo do nível expectável sem pandemia", pode ler-se no Boletim Económico do BdP desta terça-feira.

Já em maio, com o fim do estado de emergência e menos medidas de contenção, "os resultados sugerem uma melhoria muito ligeira, com a atividade das empresas a apresentar uma redução de 30% face a uma situação normal".

Em abril, de acordo com o estudo do BdP, mais de metade da redução de atividade "esteve associada aos setores do comércio, transportes, alojamento e restauração e outros serviços", e que os mais diretamente afetados "foram o alojamento e restauração e os transportes e armazenagem (em particular, os transportes aéreos), com reduções de 70% e 60%, respetivamente".

"No setor do comércio, onde o volume de negócios se terá situado 33% abaixo do normal durante o mês de abril, destaca-se o maior impacto no comércio a retalho de bens não essenciais e no comércio e reparação de veículos automóveis", segundo o BdP.

Já nos outros serviços, "a quebra no volume de negócios terá rondado os 40%, tendo porém ultrapassado os 70% nas atividades artísticas, de espetáculos e recreativas e os 50% nas atividades de saúde humana".

O setor mais alinhado com a média de abril foi o da indústria e energia, e "terá sido mais expressiva na indústria transformadora, onde a atividade se terá situado em cerca de 60% do nível normal, refletindo sobretudo as quebras na fabricação de material de transporte, na produção de bens energéticos e na indústria do têxtil e calçado".

Por outro lado, na construção e atividades imobiliárias, a atividade permaneceu a 75% dos níveis normais, no setor da informação e comunicação o volume de negócios situou-se perto dos 85% do nível normal, e nas telecomunicações houve uma redução de 8% da atividade, segundo o estudo do BdP.

13h20 - Banco de Portugal mantém previsão do desemprego nos 10,1%

O Banco de Portugal prevê que a taxa de desemprego seja de 10,1% este ano, caindo para 8,9% em 2021 e 7,6% em 2022. Aponta ainda para uma quebra de 4,5% do emprego neste ano de 2020.

O Boletim Económico conhecido hoje aponta que, devido à contração da atividade decorrente da pandemia de covid-19, "o emprego deverá registar uma queda significativa em 2020 e a taxa de desemprego um aumento para cerca de 10%", depois de 6,5% em 2019.

O valor de 10,1% da taxa de desemprego para 2020 - acima da previsão de 9,6% do Governo - já tinha sido adiantado em março no cenário base previsto no Boletim Económico, enquanto o cenário adverso apontava para os 11,7%.

13h17 - Banco de Portugal revê queda do PIB para 9,5% em 2020

O Banco de Portugal prevê uma recessão económica de 9,5% em 2020 devido à pandemia de covid-19, diferente dos 5,7% projetados no anterior cenário, com recuperações de 5,2% em 2021 e 3,8% em 2022.

"As atuais projeções apontam para uma redução do PIB (Produto Interno Bruto) de 9,5% em 2020, refletindo um impacto negativo muito marcado pela pandemia na primeira metade do ano", pode ler-se no Boletim Económico do Banco de Portugal (BdP) conhecido hoje.

Face ao Boletim de março, o BdP sinaliza que a projeção de junho é revista em baixa, porque os desenvolvimentos que se seguiram a 12 de março, data de de fecho da informação do boletim anterior, "foram mais negativos no primeiro semestre de 2020 do que os considerados no cenário adverso" previsto então, de uma queda de 5,7%.

As previsões do Governo apontam para uma queda do PIB de 6,9% em 2020, as do Conselho das Finanças Públicas de 7,5%, as da Comissão Europeia de 6,8%, as da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de 9,4%, e as do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 8,0%.

"A redução projetada para o PIB em 2020 é muito significativa, excedendo largamente as quedas observadas nas recessões mais recentes, sendo necessário recuar aos anos 20 do século passado para encontrar uma queda desta magnitude", segundo o BdP.

No entanto, "a recuperação a partir do segundo semestre de 2020 e em 2021 é mais acentuada", caracterizando-se "por uma retoma mais célere do investimento -- assumindo que as medidas de política adotadas limitam o impacto da crise sobre o tecido empresarial e que o investimento público se mantém relativamente dinâmico".

Em termos de exportações, que a instituição prevê terem uma queda de 25,3%, a recuperação projetada "é mais lenta do que a observada na sequência das recessões anteriores, o que reflete as tensões comerciais existentes e, sobretudo, o comportamento das exportações de turismo", que aumentaram nos últimos anos e foram muito afetadas pela pandemia de covid-19.

As exportações deverão recuperar em 11,5% em 2021 e 11,2% em 2022.

Já as importações deverão ter uma quebra de 22,4% este ano, crescendo 13,5% em 2021 e 8,5% em 2022.

13h07 - Mais 2 mortos e 300 infetados, 236 novos casos registados na região de Lisboa

De acordo com a informação diária da DGS, Portugal regista esta terça-feira, em relação a ontem, mais dois mortos (para um total de 1522) e 300 infetados (total de 37336) pelo novo coronavírus.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, a pandemia atingiu os 15.364 casos confirmados, mais 236 do que os 15.128 registados na segunda-feira.

12h55 - Pelo menos 436 mil mortos e mais de oito milhões de infetados

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 436.813 pessoas e infetou mais de oito milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP. De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 12:00 de Lisboa, há também mais de 8.048.880 infetados em 196 países e territórios e pelo menos 3.681.400 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 116.127 e 2.114.026 casos, respetivamente. Pelo menos 576.334 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 43.959 mortes e 888.271 casos, Reino Unido com 41.736 mortes (296.857 casos), Itália com 34.371 mortes (237.290 casos) e França com 29.436 mortes (194.175 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.221 casos (40 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.377 recuperações.

A Europa totalizou 188.349 mortes para 2.428.525 casos, Estados Unidos e Canadá 124.354 mortes (2.213.173 casos), América Latina e Caraíbas 81.248 mortes (1.693.908 casos), Ásia 23.982 mortes (882.002 casos), Médio Oriente 11.994 mortes (569.562 casos), África 6.755 mortes (252.975 casos) e Oceânia 131 mortes (8.739 casos).

12h33 - Amnistia alerta para 'apps' que violam Direitos Humanos

A Amnistia Internacional (AI) afirmou hoje que algumas aplicações de telemóvel para rastrear cadeias de infeção da covid-19 envolvem "graves violações de direitos humanos". As 'apps' do Bahrein, do Kuwait e da Noruega - refere a AI - são as mais "invasivas".

O Laboratório de Segurança da organização estudou 11 aplicações desenvolvidas por Estados do Médio Oriente, Norte de África e Europa e concluiu que algumas violam o direito à privacidade, a proteção de dados e a segurança.

"No caso de muitos países, vemos como é importante que a programação e uso de 'apps' de rastreio respeitem estes princípios importantes, já que se não o fizerem abrem a porta a abusos pelas autoridades ou por 'hackers'", afirmou o secretário-geral da Amnistia Internacional na Alemanha, Markus N. Beeko.

Segundo a organização, o Laboratório de Segurança realizou uma análise técnica a aplicações desenvolvidas por 11 países: Argélia, Bahrein, França, Islândia, Israel, Qatar, Kuwait, Líbano, Noruega, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.

Entre as 'apps' com maior "potencial de vigilância de massas", a AI destaca a "BeAware Bahrain" (Bahrein), a "Shlonik" (do Kuwait) e a "Smittestopp" (da Noruega), embora elogie o último país por ter decidido retirar a aplicação do mercado na segunda-feira, devido às críticas que recebeu. As aplicações desses três países são baseadas "num princípio de centralização agressiva", já que armazenam os dados de localização GPS dos utilizadores num banco de dados central, tornando possível rastrear os seus movimentos em tempo real.

Além disso, os utilizadores são facilmente identificáveis, no Bahrein e no Kuwait, através dos seus números de identificação nacional (o equivalente aos números do cartão de cidadão em Portugal), e, na Noruega, através dos números de telefone, característica que a organização recomenda que seja corrigido.

"A tecnologia pode ser de grande ajuda para reconstruir os contactos entre as pessoas, para a interrupção (dos contágios) da covid-19, mas a esfera privada não pode tornar-se uma vítima dos esforços dos governos para introduzir uma aplicação o mais rapidamente possível", defendeu o chefe do Laboratório de Segurança da AI, Claudio Guarnieri.

A organização critica ainda a 'app' francesa, acusando-a de falta de transparência em relação ao armazenamento de dados, enquanto elogia a aplicação alemã, lançada hoje, considerando que protege melhor a privacidade do que as outras.

12h25 - Nove casos positivos em Lagos relacionados com festa ilegal

Foram até agora registados nove casos positivos de covid-19 relacionados com uma festa ilegal que reuniu um número indeterminado de pessoas em Lagos, de acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve. O primeiro caso foi detetado no sábado e até ontem foram reportados nove casos de infeção entre as pessoas que estiveram no evento, estando estas em isolamento.

"Estamos a fazer o procedimento habitual: identificámos os casos, isolámos, e identificámos todos os contactos que as pessoas tiveram com o objetivo de quebrar cadeias de transmissão", acrescentou a ARS/Algarve.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Lagos referiu que o evento se realizou no salão de festas da freguesia de Odiáxere, envolvendo um número indeterminado de pessoas, de vários locais do país: "O que foi inicialmente comunicado é que seria uma festa de aniversário para 15 a 20 pessoas, mas as autoridades constataram que, afinal, terá havido um número muito superior a esse", indicou Hugo Pereira.

Segundo o autarca, a GNR foi ao local depois de ter sido alertada para um movimento significativo de pessoas que entravam e saíam do salão, tendo identificado o promotor do evento. Após terem sido confirmados os primeiros casos, no passado fim de semana, "constatou-se que as pessoas tinham todas, e apenas, em comum o facto de terem participado no evento", frisou.

"Estamos a tentar chegar às pessoas que tiveram contacto no local, as suas famílias e colegas de trabalho e outras com as quais possam ter tido contacto, para efetuarem o rastreio à doença e ficarem sob vigilância", sublinhou.

12h21 - África Austral é a região mais afetada pela pandemia

A consultora Oxford Economics aponta a região da África Austral, que inclui Angola e Moçambique, como aquela que será mais afetada pela pandemia da covid-19, com uma recessão de 8% e problemas de dívida.

"A narrativa sobre África está a evoluir do resgate para a recuperação, enquanto o foco da dívida está também a mudar, da discussão sobre a liquidez para o debate sobre a solvência", escrevem os analistas da Oxford Economics que comenta o relatório da Fitch Ratings sobre a África subsaariana, e que antevê uma queda de 7,9% no PIB da África Austral.

"O serviço de suspensão da dívida, ou reestruturação, como no caso da Zâmbia, vai aliviar a pressão sobre a liquidez em moeda externa, mas a verdade desconfortável mantém-se: os países elegíveis para participar na Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) já devem 13 mil milhões de dólares em pagamentos devidos entre maio e dezembro", acrescentam os analistas, na nota a que a Lusa teve acesso.

A Oxford Economics afirma que a dívida externa de todos os 73 países elegíveis para participar na iniciativa lançada em abril pelo G20 ultrapassa os 750 mil milhões de dólares (662 milhões de euros), sendo que destes 73 mercados emergentes, apenas 26 têm pagamentos previstos de Eurobonds (emissões de dívida em moeda externa nos mercados financeiros privados), no valor de 70 mil milhões de dólares (61,8 milhões de euros), dos quais 4,9 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) são devidos este ano, e relativamente aos quais 3,7 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros) representam juros.

Para os analistas, "o choque da pandemia criou um ambiente que simplesmente troca os problemas de liquidez por uma posição de solvência enfraquecida a médio prazo, com os países a procurarem uma série de instrumentos de dívida para colmatar o défice de financiamento".

12h20 - DGS assegura "todas as condições" para Portugal receber Liga dos Campeões

A Direção-Geral da Saúde assegurou "todas as condições" para Portugal receber a fase final da edição de 2019/20 da Liga dos Campeões de futebol.

Portugal, e Lisboa em particular, têm sido apontadas pela comunicação social como o local que a UEFA vai indicar na quarta-feira para a realização de uma "final a oito" da "Champions", com a disputa, sem público, dos embates dos quartos de final e das meias-finais, em apenas um jogo, e da final.

"A DGS está envolvida no apoio à candidatura portuguesa à organização da `final a oito` da Liga dos Campeões", lê-se no comunicado da autoridade de saúde nacional, assumindo "confiar na existência de todas as condições para receber este evento desportivo em Portugal".

11h45 - Cidadãos alertados em toda a UE por `apps` sobre proximidade a infetados

Os cidadãos europeus vão começar a ser alertados sobre a proximidade a pessoas infetadas com covid-19 através de `apps` de rastreamento de contactos que estão a ser lançadas na União Europeia (UE) e que funcionarão de forma interligada.

Os Estados-Membros chegaram a um acordo para um conjunto de especificações técnicas com vista a assegurar o intercâmbio seguro de informações entre as aplicações nacionais de rastreio dos contactos.

"O sistema funcionará com a grande maioria das aplicações de rastreio que já foram – ou estão prestes a ser – lançadas na UE. Logo que seja implantada a solução técnica, essas aplicações nacionais funcionarão sem descontinuidades quando os utilizadores viajarem para outro país da UE que também aplique a abordagem descentralizada. Este é mais um passo importante no sentido da plena interoperabilidade das aplicações móveis para o rastreio das infeções por coronavírus, à medida que os Estados-Membros vão começando a levantar as restrições às deslocações além-fronteiras a tempo para as férias de verão", refere um comunicado da Comissão Europeia.

Para Bruxelas, a interligação das `apps` é "um importante passo adicional para a [...] deteção de infeções pelo novo coronavírus, à medida que os Estados-membros começam a levantar as restrições às viagens através das fronteiras a tempo das férias de verão".

Isto significa, então, que em qualquer parte da UE, um cidadão que tenha uma aplicação móvel de um país descarregada no seu telemóvel, poderá receber alertas "em relação à identificação de utilizadores declarados infetados", sem que para isso tenha de fazer novos `downloads`.

Para garantir a proteção dos dados dos cidadãos, a informação partilhada entre aplicações será trocada de forma codificada para impedir a identificação dos utilizadores, explica o executivo comunitário.

E, para isso, Bruxelas rejeita a utilização de dados de geolocalização, defendendo antes o recuso ao `Bluetooth`, uma solução tecnológica que salvaguarda a privacidade ao permitir a troca de informações entre dispositivos (telemóveis, computadores, câmaras digitais, entre outros) através de uma frequência de rádio de curta distância e sem partilhar a localização.

11h33 - Números de novos casos e de mortes recuam na Bélgica

Nas últimas 24 horas, o número de novos casos de covid-19 recuou no país para 55. O total de infeções pelo novo coronavírus é, segundo o boletim epidemiológico, de 60.155.

As autoridades belgas dão ainda conta de quatro mortes (seis na segunda-feira), o que faz subir o balanço para as 9.663.

Neste período foram hospitalizadas 11 pessoas, (num total de 17.639), enquanto outras 15 tiveram alta hospitalar (são já 16.625 os doentes recuperados).

11h29 - Retoma de voos da Azores Airlines com novas regras

A transportadora aérea dos Açores retomou as ligações com o Continente. No aeroporto de Ponta Delgada há saídas diferentes para quem realiza o teste antes de chegar à região e para quem é testado já no arquipélago.

11h21 - Profissionais itinerantes certificados em protesto

Os profissionais de carrosséis e diversões dizem que estão ser discriminados em relação aos outros setores, porque não têm os mesmos apoios do Estado.


A concentração teve início às nove da manhã frente à Direção-geral de saúde, onde se formou um cordão humano até ao edifício da segurança social, em Lisboa.

O representante da Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados disse à RTP que, após estes três meses sem trabalhar, há famílias a passar necessidades e centenas de profissionais já faliram.

O responsável assegura que o setor reúne todas as condições de segurança, em cumprimento com as diretivas da Direção-Geral da Saúde, e que só quer voltar ao trabalho.

11h07 - Extensão das moratórias bancárias até 2021

As moratórias bancárias que suspendem o pagamento de prestações de empréstimos são alargadas até 31 de março de 2021 a partir de quarta-feira, segundo um diploma hoje publicado que inclui os emigrantes nas moratórias.

"As entidades beneficiárias que tenham aderido à moratória ficam automaticamente abrangidas pelo período adicional do diploma, exceto quando comuniquem a sua oposição até ao dia 20 de setembro de 2020", determina o Governo no diploma, publicado hoje em Diário da República para entrar em vigor no dia seguinte.

No diploma, o executivo diz ainda que as famílias, empresas e demais entidades beneficiárias que ainda não tenham aderido à moratória, mas o pretendam fazer, devem comunicar a sua intenção às instituições até ao próximo dia 30 de junho.

O regime passa a ser aplicável também a cidadãos que não tenham residência em Portugal, abrangendo os emigrantes.

O diploma acrescenta uma nova regra ao regime em vigor, especificando que os fatores de quebra de rendimentos podem verificar-se, "não apenas no mutuário, mas também em qualquer dos membros do seu agregado familiar", prevendo um novo fator de elegibilidade associado à quebra comprovada de rendimento global do agregado de pelo menos 20%, de forma a proteger mutuários não abrangidos.

O novo regime amplia a moratória a todos os contratos de crédito hipotecário, bem como ao crédito aos consumidores para finalidade de educação, incluindo para formação académica e profissional.

11h05 - Grande maioria dos lojistas denunciam "pressão abusiva" dos centros comerciais

Mais de 70% dos lojistas participantes num inquérito da Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) denunciam "pressões" dos centros comerciais para assinarem "cláusulas abusivas" de forma a acederem a apoios para minimizar o impacto da pandemia.

De acordo com as conclusões do inquérito feito a mais de 1.669 pequenos e médios lojistas associados da AMRR, a proibição de recorrer a tribunais (87% dos contratos), o aumento do período de contrato (68%), o assumir das responsabilidades por parte do lojista em caso de uma nova vaga da pandemia (64%) ou até o aumento da renda variável (31%) são "algumas das cláusulas abusivas com que muitos centros comerciais estão a confrontar os lojistas, como contrapartida de oferecerem um desconto sobre o valor da renda enquanto as lojas estiveram fechadas".

O inquérito aponta ainda que "mais de 80% dos lojistas alvo de pressão abusiva foram ameaçados com promessas de serem banidos dos centros comerciais e de não poderem beneficiar de determinadas condições, caso o acordo não seja imediatamente assinado".

Segundo a associação, "existem muitos lojistas a serem pressionados com informações erradas, como a de que todos os outros lojistas já assinaram", embora os dados recolhidos no inquérito apontem que "apenas 14% dos lojistas dos centros comerciais assinaram um acordo referente ao período de encerramento das lojas".

Já no que diz respeito às lojas de rua, a AMRR diz que "a realidade é totalmente diferente", com apenas 12% dos lojistas a afirmarem sentir-se pressionados e 19% a referirem ter já assinado um novo acordo.

"A diferença deve-se aos senhorios de espaços comerciais de rua estarem mais presentes e próximos da realidade, estando naturalmente mais sensibilizados para as dificuldades que Portugal atravessa", sustenta.

Conforme destaca a associação, trata-se de "duas realidades totalmente diferentes": "Por um lado temos os centros comerciais detidos por grandes fundos de investimento, que apenas olham para o lucro, e por outro estamos a falar de uma pessoa concreta que detém um espaço comercial que arrendou", explica o presidente da AMRR.

Citando num comunicado, Miguel Pina Martins considera que "não é aceitável que os lojistas não tenham poder negocial algum neste processo" e diz estar "nas mãos do Governo e do parlamento a criação de legislação que regule este período da covid-19 até à estabilização do setor, no sentido de equilibrar a partilha de sacrifícios entre lojistas e proprietários".

"Caso nada seja feito, o desemprego consequente e os seus custos inerentes estarão também nas mãos do Governo", avisa.

De acordo com um estudo recente da AMRR, "por cada 175.000 euros de prejuízo de um lojista ao estar de portas fechadas, os proprietários dos centros comerciais apenas têm 1.000 euros de sacrifício".

10h55 - Pequim em "estado de guerra" para controlar novo surto

Nas últimas 24 horas, Pequim somou 27 novos casos de infeção por Covid-19. No total, a capital chinesa regista 106 novos casos desde quinta-feira, alimentando receios de uma segunda vaga. Para tentar travar este novo surto, o governo municipal impôs restrições à circulação e colocou dezenas de bairros sob quarentena.

O governo de Pequim decretou “estado de guerra” para combater o novo surto de Covid-19 na região. As escolas, cujo regresso estava a ser delineado, voltaram a encerrar e durante a noite de segunda-feira, algumas regiões de Pequim foram cercadas, com postos de segurança instalados em residências.

A capital chinesa classificou 22 bairros como áreas de risco médio e foram, por isso, colocados sob quarentena para impedir a disseminação do vírus entre os 20 milhões de habitantes de Pequim. As autoridades de saúde chinesa já garantiram que os habitantes destes bairros irão receber comida e medicamentos.

10h50 - “Crise de saúde pública está a ter um impacto muito súbito e acentuado na actividade económica”

O ministro das Finanças sublinhou a base de que o Governo partiu para o combate à crise pandémica, com contas sólidas, para garantir que serão mantidos o apoio no Estado Social e prestações sociais no âmbito do programa de estabilização económica e social (PEES), que tem medidas de apoio às famílias e empresas.

“Foi importante ter um ponto de partida sólido”, apontou João Leão.

No Orçamento Suplementar, o Governo estima que em 2020 a economia possa contrair-se em 6,9%, mas já com uma recuperação de 4,3% em 2021.

Em termos orçamentais, deverá haver uma redução da receita muito acentuada, na ordem dos 5% (4,4 mil milhões de euros), resultado de uma queda de impostos de 7,8% e da quebra nas contribuições (lay off e aquelas resultantes do mercado de trabalho).

10h35 - Luta contra a pandemia sem mais impostos ou cortes no Estado Social

João Leão estreou-se no Parlamento ao defender perante os deputados o Orçamento Suplementar, destinado a enquadrar a resposta à pandemia de covid-19. Realçou que este é o primeiro Orçamento Retificativo em cinco anos, o primeiro a não ter cortes no Estado Social nem nas prestações sociais e que não impõe um aumento de impostos.


10h15 - Orçamento Suplementar sem aumento de impostos

O ministro das Finanças lembrou que este é o primeiro Orçamento Suplementar dos últimos 5 anos, tendo uma natureza extraordinária [derivado da pandemia do novo coronavírus].

É, no entanto, sublinhou João Leão, um orçamento que "não tem cortes no Estado Social nem nas prestações sociais" e também "não impõe nenhum aumento de impostos".

10h03 - Ministro das Finanças apresenta Orçamento Suplementar

O novo ministro das Finanças, João Leão, está agora no Parlamento a apresentar o Orçamento Suplementar para 2020 no âmbito dos acertos para combate à crise espoletada pela pandemia de covid-19.

João Leão apontou a um défice este ano de 6,3%, com a expectativa de reduzir esse défice para metade em 2021.

9h31 - Número de mortos em África sobe para 6.769

O número de mortos por covid-19 em África subiu para 6.769, mais 305 nas últimas 24 horas, em quase de 252 mil casos, segundo os dados mais recentes.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados subiu de 242.105 para 251.866, mais 9.761 nas últimas 24 horas. O número de recuperados é de 114.308, mais 4.331.

A África Austral é a que regista um maior número de casos (77.230) - e 1.603 mortos -, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais casos em todo o continente (73.553) e onde há 1.568 vítimas mortais.

O Norte de África continua a liderar no total de mortes: 2.811, contabilizando 69.669 infeções.

A África Ocidental regista 966 mortos em 52.511 infetados, a África Oriental tem 838 vítimas mortais e 27.353 casos, enquanto na África Central há 551 mortos em 25.103 infeções.

O Egito é o país com mais mortos (1.672) em 46.289 infeções, seguindo-se a África do Sul e depois a Argélia, com 777 vítimas mortais e 11.031 infetados. Entre os cinco países mais afetados, está também a Nigéria, com 424 mortos e 16.658 infetados, e o Gana, com 54 mortes em 11.964 infeções.

Quanto aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções e mortes, com 1.492 casos, registando 15 vítimas mortais. Cabo Verde tem 759 infeções e seis mortos e São Tomé e Príncipe contabiliza 659 casos e 12 mortos.

Moçambique conta 609 doentes infetados e três mortos e Angola tem 142 casos confirmados de covid-19 e seis mortos. A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), regista 1.664 casos e 32 mortos, de acordo com o último relatório do Governo daquele país.

9h15 - Autoridades admitem situação "extremamente grave" em Pequim

A situação epidémica em Pequim é "extremamente grave", admitiu um porta-voz das autoridades chinesas após terem sido detetados mais de cem casos de infeção na capital, quando parecia que o país já tinha conseguido conter o vírus.

Pequim está numa "corrida contra o tempo", disse o porta-voz, Xu Hejian, em conferência de imprensa. A capital "terá de estar sempre um passo à frente da epidemia e tomar as medidas mais rigorosas, decisivas e determinadas", afirmou.

Pequim diagnosticou mais de cem casos desde sexta-feira passada, após um surto ter sido detetado no principal mercado abastecedor da capital.

A cidade, de 21 milhões de habitantes, aumentou, entretanto, a sua capacidade de triagem diária para mais de 90.000 pessoas.

Este surto epidémico suscita temores de uma "segunda vaga" de infeções, admitiu a Organização Mundial da Saúde.

8h50 - Amnistia tem dúvidas sobre app que rastreiam covid-19

A Amnistia Internacional garante que as aplicações que rastreiam contágios com a covid-19 põem em causa a privacidade dos cidadãos. A organização não-governamental analisou o software destes programas em 11 países, na Europa, Norte de África e Médio Oriente, e concluiu que estas aplicações chocam com a liberdade da população.


8h46 - Análises em Lisboa permitiram identificar vários surtos

O delegado de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo diz à Antena 1 que as 15 mil análises realizadas nesta região, permitiram identificar vários surtos. Mário Durval alerta também para a possibilidade de muitos portugueses estarem infetados, sem sintomas e, por isso, sem consciência de que são portadores do vírus.

7h40 - ONU prevê que investimento estrangeiro caia 40% em 2020

O investimento direto estrangeiro deverá diminuir 40% em 2020, devido à crise resultante da pandemia, e só deverá aumentar em 2022, prevê um relatório hoje publicado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

A confirmar-se a previsão do organismo da ONU, isso significaria um investimento estrangeiro de cerca de 600 mil milhões de dólares (533 mil milhões de euros), o pior valor em 17 anos, de acordo com as estatísticas da UNCTAD.

Os países desenvolvidos serão duramente atingidos, prevendo-se que o investimento caia 30-45% na Europa e até 35% na América do Norte, após o indicador ter aumentado 5% nestas economias em 2019, para 800 mil milhões de dólares (710 mil milhões de euros).
Pequim aperta controlo a novo surto
O governo municipal decretou "estado de guerra" para interromper este novo surto, depois de nos últimos dias se terem somado 106 novos casos, levando ao encerramento de serviços não essenciais e à realização de dezenas de milhares de testes de despistagem.

A China diagnosticou 40 novos casos da covid-19, nas últimas 24 horas, incluindo 27 em Pequim, após um surto detetado no principal mercado abastecedor da capital.

Mais de 100 mil funcionários estão encarregados de supervisionar 7.120 comunidades próximas do mercado de Xifandi. Mais de 20 bairros foram colocados sob quarentena, para impedir a disseminação entre os 20 milhões de habitantes de Pequim.


Todos os funcionários e aqueles que mantiveram contacto próximo com casos confirmados ou com o mercado de Xifandi devem permanecer em casa e fazer um teste num dos centros designados em Pequim. O mercado de Xifandi abrange uma área de 112 hectares, tem 1.500 funcionários e mais de quatro mil bancas.

Na Nova Zelândia foram registados dois casos da covid-19, pondo fim a um período de 25 dias sem novas infeções.
Isto numa altura em que a pandemia do novo coronavírus provocou a morte a pelo menos 435.176 pessoas e contagiou mais de oito milhões, de acordo com o último balanço feito pela agência France-Presse (AFP). Em Portugal, morreram 1.520 pessoas das 37.036 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O primeiro-ministro admitiu que Portugal poderá vetar a entrada de cidadãos provenientes do Brasil, caso seja essa a determinação da Agência de Prevenção de Doenças da União Europeia face à pandemia de covid-19.

O Brasil totaliza 43.332 óbitos e 867.624 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia, que chegou ao país sul-americano no final de fevereiro.

"A partir do momento que houver sinalização por parte da Agência Europeia de Prevenção da Doença, nós cumpriremos as regras. Até agora temos mantido exceções. Mantivemos voos de e para o Brasil. A frequência tem sido baixa e 11 pessoas entre 8.767 pessoas que vieram do Brasil foram dadas como infetadas", disse António Costa, num encontro com jornalistas estrangeiros, em Lisboa, citado pelo jornal brasileiro Folha de S. Paulo.

As declarações de Costa foram proferidas no dia em que parte da Europa começou a reabrir as suas fronteiras internas. A lista de nações que terão a entrada da União Europeia vetada ainda não foi divulgada, mas será baseada na situação epidemiológica do país face ao novo coronavírus.

Em Portugal, esta segunda-feira, a Área Metropolitana de Lisboa pôs fim às restrições que tinha ainda em vigor e junta-se ao resto do país na terceira fase de desconfinamento.

Em Lagos, as autoridades sanitárias investigam uma festa ilegal que poderá ser um foco ativo de novas infeções.