Reportagem
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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

por RTP

Fabrizio Bensch - Reuters

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

Mais atualizações


23h58 - Coreia do Sul ultrapassa 500 novos casos num só dia

O ministro da Saúde da Coreia do Sul, Park Neung-hoo, anunciou que o país registou nas últimas 24h mais de 500 novos casos de contágio por SARS-CoV-2.

É o número mais elevado num só dia desde março e o início da pandemia.

23h50 - Erro de fabrico levanta questões sobre testes com vacina da AstraZeneca/Oxford

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford reconheceram hoje um erro de fabrico que está a levantar questões sobre os resultados preliminares e a eficácia da sua vacina experimental contra a covid-19.

O comunicado, onde é reconhecido o erro, acontece dias depois da empresa e a universidade terem descrito a vacina como "altamente eficaz", sem mencionar a razão pela qual alguns participantes nos ensaios clínicos não terem recebido a mesma quantidade de vacina na primeira das duas injeção, tal como era esperado, noticia a agência AP.

Surpreendentemente, o grupo de voluntários que recebeu uma dose menor parecia estar muito mais protegido do que os voluntários que receberam duas doses completas.

No grupo de dose baixa, disse a AstraZeneca, a vacina parece ter uma eficácia de 90%, enquanto que no grupo que recebeu duas doses completas a eficácia parece ser de 62%.

Com estes resultados combinados, os fabricantes revelaram que a vacina parece ter uma eficácia de 70%, mas a forma como estes foram obtidos levantou questões por parte de especialistas.

Os resultados parciais anunciados na segunda-feira resultam de ensaios clínicos em massa que estão em andamento no Reino Unido e no Brasil projetados para determinar a dose ideal da vacina, bem como examinar a segurança e eficácia.

Várias combinações e doses foram administradas nos voluntários e os resultados comparados com outros que receberam uma vacina contra meningite ou uma solução salina.

Antes do arranque dos ensaios, os investigadores explicaram todas as etapas a seguir e a forma de analisar os resultados. Qualquer desvio deste protocolo pode colocar em causa os resultados.

Em comunicado divulgado hoje, a Universidade de Oxford disse que alguns dos frascos usados no teste não tinham a concentração certa de vacina, o que significa que alguns voluntários receberam meia dose.

A universidade acrescentou que discutiu o problema com os reguladores e concordou em concluir o teste. O problema de fabrico foi corrigido, segundo o comunicado.

23h15 - Aprovado novo apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores

A proposta do PS que prevê o novo apoio extraordinário aos rendimentos dos trabalhadores até 501,16 euros foi hoje aprovada no âmbito das votações na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

A iniciativa dos socialistas que substitui o a proposta inicial do Governo, após negociações com o BE, vem alargar o âmbito de aplicação do novo apoio social aos sócios-gerentes e aos trabalhadores informais e altera algumas regras.

Em causa está o apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores afetados pela pandemia de covid-19 que pode ir até aos 501,16 euros (limiar da pobreza) que mereceu os votos favoráveis de todos os partidos na globalidade da proposta e abstenção do BE em alguns pontos.

23h00 - Brasil reporta 654 mortes e 47.898 casos nas últimas 24 horas

O Governo brasileiro reportou hoje 654 mortes e 47.898 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, com o país a totalizar 170.769 óbitos e 6.166.606 infeções desde o início da pandemia.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, a taxa de incidência da doença no Brasil é agora de 81,3 mortes e 2.934 casos por cada 100 mil habitantes.

São Paulo (1.224.744), Minas Gerais (403.542), Bahia (390.909) e Rio de Janeiro (343.995) são os estados brasileiros que totalizam maior número de infeções.

22h44 - Aprovado novo apoio a micro e PME e 100% dos salários para quem está em `lay-off`

Os deputados aprovaram hoje propostas que prolongam para 2021 o apoio à retoma progressiva, deixando os trabalhadores de ter corte salarial, e que preveem a criação de um apoio público às micro e PME para pagamento das remunerações.
Em causa estão propostas do PS e do PCP que garantem o pagamento integral da remuneração até ao limite de três salários mínimos dos trabalhadores abrangidos pelos mecanismos de apoio à retoma da atividade económica, `lay-off` simplificado ou seu sucedâneo e `lay-off` previsto no Código do Trabalho.

O pagamento sem cortes dos trabalhadores que viram o seu contrato de trabalho ser suspenso ou o horário de trabalho reduzido por as empresas onde trabalham se encontrarem encerradas ou terem quebras de faturação devido à pandemia de covid-19 era uma das exigências do PCP.

Hoje, quando anunciou que o PCP vai abster-se na votação final global do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), marcada para esta quinta-feira, o líder da bancada do comunistas, João Oliveira, salientou tratar-se de uma abstenção que garante "importantes propostas e soluções pelas quais" o PCP se bateu, destacando oito pontos, a começar pela "garantia do pagamento dos salários por inteiro a todos os trabalhadores".

A par da garantia do salário integral (prevista tanto na proposta do PCP como na que o PS reformulou já durante o processo de votação na especialidade do OE2021), a proposta do PCP contempla a criação de um apoio público dirigido às micro, pequenas e médias empresas (PME), até ao valor de três salários mínimos, para comparticipação do pagamento das remunerações.

Essa comparticipação será "em 100% do valor da retribuição, nos casos de encerramento total ou parcial da empresa ou estabelecimento, decorrente do dever de encerramento de instalações e estabelecimentos" e "em proporção correspondente à quebra de faturação, nos casos das situações de crise empresarial".

Este mecanismo de apoio será regulamentado até 30 dias após a entrada em vigor do OE2021.

22h35 - Restauração. Reinventar para não fechar em Arruda dos Vinhos

22h33 - Subsídios de desemprego que terminem em 2021 prorrogados por seis meses

Os subsídios de desemprego e social de desemprego que terminarem no próximo ano serão prorrogados por mais seis meses, segundo parte de uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) do PCP aprovada hoje.

"Excecionalmente, os períodos de concessão do subsídio de desemprego que terminem em 2021 são acrescidos de seis meses", estabelece a norma da iniciativa do PCP aprovada na Comissão de Orçamento e Finanças com os votos favoráveis de todos os partidos à exceção do PSD, que se absteve.

Os deputados aprovaram ainda a majoração do montante diário do subsídio "em 1/30 de 10% da retribuição mínima garantida por cada filho que integre o agregado familiar do titular da prestação".

Porém, foram chumbadas as restantes normas da proposta do PCP, entre elas a redução do prazo de garantia para acesso ao subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego.

21h44 - Estado de Emergência. Líder parlamentar centrista discorda de abstenção imposta por direção do partido


20h59 - Madeira regista sete novos casos de transmissão local

A Madeira assinalou hoje sete novos casos de covid-19, todos de transmissão local, entre os quais um professor e duas crianças, indicou a Direção Regional de Saúde, referindo que o total de infeções ativas no arquipélago é de 169.

"Hoje há sete novos casos positivos a reportar, pelo que a região passa a contabilizar 714 casos confirmados de covid-19", refere em comunicado, esclarecendo que os novos infetados estão associados, "na sua maioria", a contactos de casos positivos anteriormente identificados.

A Direção Regional de Saúde indica que, entre os novos casos, conta-se um docente e duas crianças, com idades entre os 11 e os 15 anos, que frequentam dois estabelecimentos de ensino no concelho do Funchal e um no concelho de Santa Cruz, cujos planos de contingência foram ativados.

Outro dos casos diz respeito a um profissional das forças de segurança.

Hoje há também mais sete recuperações a assinalar, pelo que região passa a contabilizar 536 casos recuperados de covid-19, sendo que até à data foram registados dois óbitos.

"São 169 os casos ativos, dos quais 47 são casos importados identificados no contexto das atividades de vigilância implementadas no Aeroporto da Madeira e 122 são casos de transmissão local", refere a Direção Regional de Saúde.

Em relação ao isolamento dos casos ativos, 27 pessoas encontram-se numa unidade hoteleira dedicada, 140 em alojamento próprio e duas estão internadas na unidade polivalente do Hospital Central do Funchal, uma delas nos cuidados intensivos.

20h54 - França com aumento de novos casos após 16.282 infetados nas últimas 24 horas

França registou nas últimas 24 horas 16.282 novos casos de covid-19 e 384 mortes, o que significa um grande aumento face a terça-feira, onde foram assinalados menos de 10 mil infetados, anunciaram hoje as autoridades de saúde.

Desde o início da pandemia, a França já registou 2.170.097 infetados e 50.618 mortes devido ao novo coronavírus, noticia a agência EFE.

Face a terça-feira, quando foram assinalados 9.155 novos casos, França voltou a registar um grande aumento.

Os dados divulgados pelas autoridades de saúde francesas indicam que a taxa de positivos reduziu uma décima, para 13%.

20h46 - Trabalhadores do privado que fiquem em casa nas duas pontes não vão receber


20h35 - Crato. Concelho tem 3100 habitantes e 48 casos de Covid-19


20h33 - Diretor de Operações Globais da DHL acredita que plano de vacinação de Portugal está atrasado


20h31 - Covid-19. Portugal vai apresentar dentro de dias plano de vacinação


20h29 - CDS-PP e IL criticam impedimento de aulas à distância nos privados nas vésperas de feriados

O CDS-PP e a Iniciativa Liberal criticaram que o Governo impeça a realização de aulas à distância nas escolas privadas nas vésperas dos feriados, considerando a decisão "autoritária" e "sem base legal".

Em requerimentos separados entregues hoje no parlamento e ambos dirigidos ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, quer os democratas-cristãos quer os liberais desafiaram o Governo a explicitar as razões na base da sua interpretação da lei.

No âmbito da regulamentação do último decreto do estado de emergência, o Governo anunciou no sábado que nas vésperas dos feriados de 01 e 08 de dezembro não haverá aulas e que a função pública terá tolerância de ponto. O Governo apelou ao setor privado para dispensar também os trabalhadores nestes dois dias.

Depois de ser noticiada pelo Público a intenção de alguns estabelecimentos privados darem aulas online à distância nas vésperas dos feriados, fonte do executivo defendeu que o decreto do Governo manda suspender toda a atividade letiva, independentemente de se tratar de instituições públicas ou privadas.

20h10 - Pais que fiquem com filhos nas vésperas dos feriados têm faltas justificadas mas perdem remuneração

Os pais que fiquem em casa com os filhos a 30 de novembro e a 7 de dezembro, devido ao encerramento das escolas, terão faltas justificadas mas perdem remuneração, a menos que os empregadores lhes concedam tolerância de ponto.

No final da reunião de Concertação Social de hoje, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse aos jornalistas que os apoios financeiros extraordinários concedidos aos pais que tiveram de ficar em casa com os filhos durante o confinamento que se iniciou em março devido à pandemia de covid-19 não se aplicam à presente situação.

Ou seja, quem não comparecer ao trabalho nas vésperas dos feriados de 1 e de 8 de dezembro para cuidar dos filhos, que vão ter as escolas encerradas, terá apenas as faltas justificadas, perdendo a respetiva remuneração, a menos que as empresas privadas correspondam ao apelo do Governo e decidam atribuir tolerância de ponto aos seus trabalhadores.

No âmbito da regulamentação do último decreto do estado de emergência, o Governo anunciou no sábado que nas vésperas dos feriados de 1 e 8 de dezembro não haverá aulas e a função pública terá tolerância de ponto e apelou para que o setor privado possa dispensar também os trabalhadores nestes dois dias.

A ministra do Trabalho disse, em conferência de imprensa, que esta situação é diferente daquela que se viveu a partir de março, com o encerramento prolongado das escolas, por isso não se lhe aplica qualquer apoio extraordinário.

Ana Mendes Godinho reafirmou o apelo às empresas para que concederam tolerância aos seus empregados, contribuindo, assim, para o esforço coletivo de "minimizar o risco de contágio durante quatro dias".

"O Estado enquanto empregador público deu um sinal, concedendo tolerância de ponto aos trabalhadores da Administração pública, para que estes fiquem resguardados", lembrou.

A governante salientou que o país vive uma situação excecional, que requer a mobilização de todos e reiterou que cada um deve assumir o papel de agente para minimizar os riscos de contágio da covid-19.

19h45 - Centenas em protesto frente à AR pedem mais apoios ao setor da restauração

Um dos setores mais atingidos pelo impacto económico da crise pandémica.

O movimento a pão e água volta a dar nome ao protesto desta tarde dos empresários da restauração, comércio e hotelaria.

Dezenas de autocarros transportararam os manifestantes de vários pontos do país para a concentração à porta da Assembleia da República.


19h33 - Angola com mais 79 casos e duas mortes nas últimas 24 horas

Angola registou mais 79 casos de covid-19, totalizando agora 14.821 infetados, e mais duas mortes, anunciou hoje o secretário de Estado angolano para a Saúde Pública.

Franco Mufinda adiantou, no balanço epidemiológico diário, que 67 casos foram registados em Luanda, cinco no Huambo, quatro na Lunda Sul, um na Lunda Norte, outro em Cabinda e outro no Uíje.

Os infetados têm entre 1 e 78 anos, sendo 56 de sexo masculino e os restantes do sexo feminino.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais duas mortes devido à doença, um homem e uma mulher, angolanos, de 34 e 67 anos, respetivamente.

Outras 73 pessoas foram consideradas recuperadas da doença.

Angola totaliza 14.821 casos, incluindo 340 óbitos, 7.517 dados como recuperados e 6.964 ativos, com cinco doentes em estado crítico e 13 graves.

Foram analisadas 3.229 amostras, num cumulativo de 223.198 até à data.

19h15 - Itália soma 722 óbitos mas contágios abrandam e hospitalizações diminuem

A Itália registou 722 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, um dos piores indicadores da atual segunda vaga da pandemia, divulgaram hoje as autoridades italianas, que destacaram, porém, que os contágios continuam a abrandar e as hospitalizações diminuíram.

Com a contabilização das novas vítimas mortais, o número total de mortes registadas no país desde o início da crise pandémica, em 21 de fevereiro, sobe para 52.028, segundo o boletim informativo do Ministério da Saúde italiano.

Nas últimas 24 horas, foram recenseados 25.853 novos contágios pelo novo coronavírus no território italiano, um número inferior às quase 40 mil novas infeções que foram relatadas diariamente na semana passada.

Em termos totais, Itália contabiliza, até à data, 1.480.874 casos de pessoas que ficaram infetadas pelo novo coronavírus, de acordo com os dados fornecidos pelas autoridades italianas.

O Ministério da Saúde italiano destacou também o número de testes de diagnóstico realizados nas últimas 24 horas, um total de cerca de 230 mil.

Os dados das autoridades italianas apontam igualmente que a pressão sobre os hospitais poderá estar gradualmente a diminuir.

Dos 791.697 casos positivos que estão atualmente ativos em Itália (menos 6.689 em comparação a terça-feira), a grande maioria são doentes que estão nas respetivas casas com sintomas ligeiros da doença ou estão assintomáticos.

Deste total, 38.161 estão hospitalizados, menos 232 em comparação com o dia anterior.

Apesar das hospitalizações terem diminuído, os doentes que se encontram em unidades de cuidados intensivos aumentaram, para 3.848, o que representa uma subida de 32 pacientes em relação a terça-feira.

No que diz respeito aos recuperados, o país regista um total de 637.149, um aumento de 31.819 face ao dia anterior.

18h57 - Caso positivo fecha centro escolar no concelho de Pombal

O Centro Escolar das Meirinhas, no concelho de Pombal, está fechado até 7 de dezembro, após uma profissional que presta serviço no espaço ter testado positivo à covid-19, foi hoje anunciado.

À agência Lusa, a delegada de saúde coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral explicou que o resultado a esta profissional foi conhecido na última noite.

"Feita a avaliação de risco do trabalho que desenvolveu e dos contactos que considerámos de risco, determinou-se o encerramento das estruturas com a qual a profissional contactou", o centro de dia, onde eram confecionadas as refeições para os alunos e os utentes, e o centro escolar, disse Odete Mendes.

"É uma medida cautelar", justificou Odete Mendes, referindo que a funcionária em causa "elaborou as refeições e deu apoio no empratamento e na sua distribuição pelas crianças".

Todas as 154 crianças do centro escolar, com pré-escolar e 1.º ciclo, entraram em isolamento profilático, até dia 07 de dezembro, assim como professores e auxiliares.

O mesmo sucede como as profissionais da cozinha, que juntamente com outras funcionárias da instituição e do centro escolar, vão fazer teste ao novo coronavírus no sábado.

Odete Mendes destacou ainda a articulação "rápida e eficaz com a instituição e as autarquias", Junta de Freguesia das Meirinhas e Câmara de Pombal.

O presidente da junta, Virgílio Lopes, adiantou que a creche, com quase 40 crianças, uma das valências do Lar da Felicidade, instituição de solidariedade social responsável pelo centro de dia e que presta apoio domiciliário, também está encerrada.

À população, Virgílio Lopes pede tranquilidade e garante que foram tomadas todas as medidas para ultrapassar a situação.

18h52 - Novos casos de infeção aumentaram mais de 30% em 21 concelhos do Norte

O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 aumentou mais de 30% em 21 concelhos do Norte entre a segunda e terceira semana de novembro, revela um relatório da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N).

De acordo com documento a que a Lusa teve hoje acesso, dos 21 concelhos do Norte que, naquele período, registaram um crescimento superior a 30% de novas infeções, seis pertencem ao distrito de Bragança, cujo crescimento é de 41%.

O boletim, o mais recente da ARS-N, reporta a situação epidemiológica nos concelhos da região entre a primeira (03 a 09) e a terceira semana de novembro (17 a 23).

Entre os seis municípios com maior crescimento do número de novos casos, destacam-se Miranda do Douro, com uma subida de 408% (passando de 13 para 66 novos casos), Freixo de Espada à Cinta com 149% (35 para 87), Vimioso com 122% (9 para 20) e Macedo de Cavaleiros com 84% (49 para 90).

Ao distrito de Bragança, sucede-se o distrito de Braga, que contabiliza um crescimento de 16% do número de novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2.

Braga tem cinco dos seus concelhos a registarem esta tendência: Póvoa de Lanhoso (mais 64% de novos casos), Cabeceiras de Basto (mais 58%), Vieira do Minho (56%), Braga (41%) e Celorico de Basto (33%).

No distrito de Viana do Castelo, cujo crescimento se fixa nos 19%, o relatório N indica que os concelhos de Arcos de Valdevez, Monção, Ponte da Barca e Viana do Castelo seguiram esta trajetória de crescimento, com 37%, 143%, 75% e 58%, respetivamente.

Em Vila Real, distrito que contabiliza uma subida de 20% de novos casos, destacam-se Valpaços com um crescimento de 143% (de 43 para 96 novos casos), Murça com 107% (15 para 31) e Chaves com 78% (178 para 317).

O relatório indica ainda que no distrito do Porto é o único da região Norte que regista um decréscimo de 10% do número de novos casos de infeção.

Olhando para os concelhos do distrito do Porto, os concelhos de Baião e da Póvoa do Varzim registam subidas de novos casos acima dos 30%, com 62% e 41% de crescimento, respetivamente.

Ainda no distrito do Porto, o concelho da Trofa cresceu 11%, Vila do Conde 10% e Amarante 2%.

O distrito de Aveiro, onde a ARS-N abrange sete concelhos, foi o único a Norte que não registou aumento ou diminuição de novos casos (0%).

Neste distrito, apenas o concelho de Espinho cresceu acima dos 30%.

De acordo com o boletim, Espinho cresceu 37% em novos casos, passando de 180 na segunda semana de novembro para 246 novos casos na terceira.

A par destes 21 municípios, o relatório da ARS-N revela que 15 concelhos da região Norte tiveram um crescimento entre os 10 e 30%.

Paralelamente, 23 concelhos da região Norte registaram um decréscimo do numero de novos casos de infeção pelo novo coronavírus, sendo que em seis (Vizela, Mogadouro, Paços de Ferreira, Caminha, Ribeira de pena e Sabrosa) a diminuição foi superior a 30%.

18h33 - Cabo Verde regista mais 126 novos casos nas últimas 24 horas

Cabo Verde registou mais 126 novos casos de covid-19, distribuídos pelas ilhas de Santiago, Fogo, Santo Antão e São Vicente, e aumentou para 10.526 o total de infeções acumuladas desde 19 de março, informou hoje o Ministério da Saúde.

Em comunicado, o ministério cabo-verdiano adiantou que os laboratórios de virologia do país analisaram 481 amostras nas últimas 24 horas, tendo encontrado 126 novos casos positivos para a covid-19.

A maioria dos casos foi diagnosticada na ilha do Fogo (50), distribuídos pelos concelhos de São Filipe (47), Mosteiros (2) e Santa Catarina (1), com esta ilha a reforçar o estatuto do novo foco de transmissão do vírus.

Seguem-se as ilhas de São Vicente, que contabilizou mais 40 novos casos positivos, e de Santiago, com mais 26 novos casos, repartidos pelos concelhos da Praia (17), Ribeira Grande (3), São Lourenço dos Órgãos (5) e Santa Cruz (1).

Os restantes casos foram reportados na ilha de Santo Antão (10), sendo um no Paul e nove no Porto Novo.

Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde cabo-verdianas deram ainda alta a mais 67 pessoas, aumentando para 9.900 os casos considerados recuperados da doença no país.

Com os novos dados, Cabo Verde passou a registar um acumulado de 10.526 casos positivos desde 19 de março, mantém 104 óbitos e dois transferidos e aumentou para 519 o número de casos ativos em todo o arquipélago.

18h32 - Reino Unido regista 696 mortes e infeções invertem declínio

O Reino Unido registou mais 696 mortes atribuídas à covid-19 nas últimas 24 horas e 18.213 novas infeções, uma subida após cinco dias em declínio, segundo o Ministério da Saúde.

Na terça-feira tinham sido registadas 608 mortes e 11.299 novos casos.

As autoridades e especialistas têm advertido para o risco de serem feitas análises com base nas flutuações diárias, que podem ser resultado de outros fatores, incluindo administrativos.

A tendência das últimas semanas tem sido de decréscimo em termos de casos de contágio, sendo os 126.666 notificados nos últimos sete dias uma redução de 27% face aos sete dias anteriores.

A mortalidade também estava em desaceleração, mas os nos últimos dias voltou a subir e a média diária dos últimos sete dias passou para 466.

Os números mais recentes, relativos a segunda-feira, indicam que estão hospitalizados 16.570 pacientes com covid-19, dos quais 1.489 com assistência de ventilador.

Também este indicador indica uma tendência de descida, o que contribuiu para o governo britânico anunciar o levantamento do confinamento nacional em Inglaterra dentro de uma semana, passando para medidas regionais envolvendo três níveis de restrições com base na escala do surto em diferentes áreas geográficas.

Desde o início da pandemia covid-19, o Reino Unido contabilizou oficialmente 56.533 mortes de covid-19 e 1.557.007 casos positivos.

18h25 - Surto em lar do concelho de Mora regista primeira morte

Uma utente com covid-19 do lar do concelho de Mora, no distrito de Évora, onde foi detetado um surto morreu hoje na residência universitária de Évora que acolhe os idosos infetados, informou o presidente da câmara municipal.

Trata-se da primeira morte na sequência do surto de covid-19 no lar do Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Purificação, em Cabeção, naquele concelho, indicou o autarca de Mora, Luís Simão, em declarações à agência Lusa.

O presidente do município adiantou que a utente falecida, na casa dos 80 anos, morreu esta madrugada na residência da Universidade de Évora, onde se encontram os utentes da instituição infetados pelo vírus da covid-19.

Segundo o autarca, na sequência de novos testes realizados na segunda-feira no lar de Cabeção, foram detetados mais dois casos de infeção pelo novo coronavírus, nomeadamente dois utentes da instituição.

Luís Simão referiu que estes dois utentes vão ser transferidos na quinta-feira para a residência universitária de Évora, precisando que o número de casos ativos de covid-19 deste surto é agora de 24 (22 utentes e dois funcionários).

18h19 - Líder de empresários diz que economia açoriana está "nos corredores das urgências"

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, considerou hoje que a economia regional está "nos corredores das urgências", devido aos seus problemas estruturais, agravados com a pandemia da covid-19.

Mário Fortuna declarou que a pandemia "veio exacerbar alguns dos problemas" que a CCIPD tinha identificado, estando a economia "nos corredores das urgências, não se tendo chegado ainda ao tratamento devido".

Fortuna falava durante uma videoconferência subordinada ao tema "Plano de Recuperação Económica -- Oportunidades e Desafios para os Açores", promovida pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, no âmbito do seu 185.º aniversário.

O dirigente associativo disse que "infelizmente os recursos tardam a chegar", mas está "animado por haver um novo quadro comunitário de apoio que entrará em vigor muito em breve, acoplado com o plano de recuperação que foi visado pela União Europeia".

Mário Fortuna, a par destes novos recursos, está a contar com "políticas novas" e, o facto de haver um novo governo nos Açores, "permite perspetivar algumas opções que são urgentes, necessárias".

Para o também economista e professor universitário, o "grande objetivo é recuperar a normalização na área da saúde, porventura uma saúde nova e equilibrada para novas exigências", a par da recuperação do emprego sustentável, dispensando medidas como o 'lay-off' e outras que estão a combater o desemprego.

17h54 - Açores com 30 novos casos e 36 recuperações nas últimas 24 horas

Os Açores registaram 30 novos casos de infeção por covid-19 nas últimas 24 horas, 18 em São Miguel e 12 na Terceira, na sequência das 1.536 análises realizadas nos dois laboratórios de referência, foi hoje anunciado.

A informação é avançada no boletim diário de hoje da Autoridade de Saúde dos Açores, que acrescenta terem sido registadas "36 recuperações" no arquipélago, das quais "34 na ilha de São Miguel e duas na ilha Terceira, elevando o número total de casos recuperados na região para 472".

A Autoridade de Saúde açoriana refere ainda que "foi detetada uma nova cadeia de transmissão em Ponta Delgada", tendo sido diagnosticada uma mulher de 28 anos, contacto próximo de alto risco de um caso positivo previamente diagnosticado, com história de ligação aérea com o exterior da região, que, após o teste de despiste ao vírus SARS-CoV-2 realizado após o sexto dia, obteve resultado positivo para a covid-19.

A região conta agora com 26 cadeias de transmissão ativas, sendo 19 na ilha de São Miguel, cinco na ilha Terceira, uma partilhada entre a ilha de São Miguel e a ilha de São Jorge e uma na ilha de São Jorge.

Até ao momento, foram detetados na região 865 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19.

Há atualmente 472 casos recuperados e 299 casos positivos ativos, dos quais um na ilha de Santa Maria, 212 na ilha de São Miguel, 81 na ilha Terceira, dois na ilha de São Jorge, dois na ilha do Faial e um na ilha das Flores.

Desde o começo da pandemia morreram 16 pessoas na região com covid-19, todas em São Miguel.

17h35 - Madeira estima receber 200 mil vacinas e imunizar 70% da população

A Madeira estima receber "200 mil vacinas" para a covid-19, do total de "22 milhões de doses" que Portugal pretende adquirir, disse hoje o presidente do Governo Regional, indicando que a vacinação deverá cobrir 70% da população do arquipélago.

"O que nos interesse é, logo que a vacina esteja garantida para Portugal, iniciarmos a vacinação e ultrapassarmos este problema o mais rapidamente possível", afirmou Miguel Albuquerque, em videoconferência, no Funchal, na qual anunciou novas medidas de controlo, prevenção e combate à pandemia para a quadra natalícia.

O chefe do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP, sublinhou que o custo da aquisição das vacinas deverá ser suportado pela região.

"Neste momento, lamento dizer isto, os madeirenses e porto-santenses não podem contar com o Estado português", declarou, reforçando: "Se nós arcamos com os custos, por exemplo, do helicóptero de combate a incêndios, se arcamos com os custos das 56 mil vacinas para a gripe, quase 500 mil euros, penso que também vamos arcar com os custos da vacina para a covid-19."

Miguel Albuquerque indicou que já foi constituído um grupo de trabalho, composto por sete elementos, que ficará responsável pelo processo de recebimento e distribuição das vacinas na região autónoma.

"Dos 22 milhões de doses que Portugal pretende comprar à União Europeia, nós esperamos receber na Madeira 200 mil vacinas", disse, sublinhando que a quantidade é suficiente para garantir a imunidade de 70% da população, num arquipélago com cerca de 267 mil habitantes.

17h15 - Plano de vacinação será conhecido “nos próximos dias” e será semelhante ao de outros países

Questionada sobre o plano de vacinação, Marta Temido garantiu que será conhecido “nos próximos dias” e será semelhante “àqueles que já conhecemos da Bélgica, França, Reino Unido e da própria Espanha”.

“Vale a pena sublinhar que, se consultarem os documentos que já existem noutros países, eles são muito semelhantes ao que definem como população-alvo”, disse a ministra da Saúde durante a conferência de imprensa. “Ao nível de Portugal, estamos também na mesma lógica de definição de populações-alvo, tal como a diretora-geral da Saúde já referiu”, explicou Marta Temido.

“Estamos a falar de populações em função do grupo etário, exposição a fatores profissionais de maiores risco e da sua imprescindibilidade”, acrescentou.

“Haverá um fase inicial em que teremos pouca disponibilidade de quantidades de vacinas, mas o que todos os países da União Europeia estão a estimar é que esta disponibilidade aumente na primavera e que depois seja possível garantir uma cobertura que a meio do ano, no terceiro trimestre, permita que a estratégia esteja implementada”, explicou a ministra da Saúde.

17h05 - Vacinas. Distribuição está a ser trabalhada, mas depende de mais informação

Sobre as futuras vacinas para a Covid-19 e a sua distribuição, Marta Temido adiantou que o Ministério da Saúde está a trabalhar para ter “questões logísticas” estabelecidas assim que chegarem as primeiras doses.

Sobre os pontos de entrega, a ministra da Saúde afirmou que “todos os produtores vão disponibilizar as vacinas nos próprios países e, portanto, a questão do transporte para Portugal não se colocará”

“Há depois a questão do armazenamento, muito provavelmente num ponto único do país. Temos estado a trabalhar quanto a esse tema e temos soluções e planos para esse armazenamento e para a distribuição das vacinas pelo país e do envio para as regiões autónomas”, acrescentou Marta Temido.

“Estamos a trabalhar”, concluiu a ministra, sublinhando que “há ainda aspetos que dependem de informação que nos está a ser distribuída pela Agência Europeia do Medicamento e da Comissão Europeia”.

17h03 - Exportações portuguesa de calçado caem 22,4% no primeiro semestre

As exportações portuguesas de calçado caíram 22,4%, para abaixo dos 800 milhões de dólares (672 milhões de euros), no primeiro semestre deste ano face ao mesmo período de 2019, penalizadas pela pandemia, segundo o relatório "International Footwear Trade".

De acordo com o relatório "International Footwear Trade 1st Semester: The Impact of the Pandemic" -- que, com os dados disponíveis até setembro, analisou a evolução em contexto pandémico do comércio mundial de calçado nos primeiros seis meses do ano - também as importações portuguesas de calçado recuaram significativamente (-30%), para o valor mais baixo dos últimos cinco anos, somando 261 milhões de dólares (cerca de 219,2 milhões de euros).

A quebra das vendas de calçado português para o exterior ficou, ainda assim, abaixo da diminuição homóloga global de 31,1% (menos 17 mil milhões de dólares, cerca de 14,3 mil milhões de euros) registada até junho nas exportações do setor a nível mundial e que "refletiu a disseminação da pandemia de covid-19 por todo o globo".

De acordo com o relatório, o calçado de couro -- que representa a maior parte das exportações portuguesas de calçado -- foi o que sofreu a maior quebra nas vendas nacionais em termos absolutos (menos 191 milhões de euros). Em termos relativos, este segmento vinha já sofrendo um ligeiro recuo nos três anos anteriores (de -1,5%), mas muito inferior à quebra de 22,7% registada no primeiro semestre de 2020.

Em contraciclo, as exportações portuguesas de calçado à prova de água ('waterproof') aumentaram significativamente (+13,8%) nos primeiros seis meses do ano, embora continuem ainda a responder por menos de 3% do total das exportações do setor.

O relatório precisa que as exportações portuguesas de calçado caíram "de forma abrupta" em março e "quase paralisaram" em abril, somando apenas 50,9 milhões de dólares (cerca de 42,8 milhões de euros), equivalendo a 27,4% do valor registado em janeiro (185,6 milhões de dólares, cerca de 155,9 milhões de euros).

"Esta tendência inverteu-se nos meses de maio e junho, com um aumento de 176,2%", refere, acrescentando que, ainda assim, em junho as exportações portuguesas de 140,6 milhões de dólares (cerca de 118 milhões de euros) representaram apenas 75,8% dos valores de janeiro.

16h59 - Levantar restrições cedo demais aumenta risco de nova vaga

A Comissão Europeia alertou hoje que "adiantar" o levantamento de restrições para conter a pandemia de covid-19 aumenta o risco de uma nova vaga em janeiro, pedindo aos Estados-membros que não "ponham em risco os progressos".

"O levantamento das restrições demasiado cedo aumenta o risco de um ressurgimento crescente do vírus", avisou o executivo comunitário, em resposta escrita hoje enviada à agência Lusa.

Fonte oficial da instituição, da área da Saúde pública, acrescentou à Lusa que "é importante que qualquer flexibilização das restrições não ponha em risco os progressos alcançados nos últimos meses", isto numa altura em que alguns Estados-membros começam a pensar levantar restrições, como França, e que se fala de como será a época natalícia.

Na passada quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a instituição iria apresentar aos países da União Europeia (UE) recomendações sobre o levantamento gradual das restrições adotadas para conter a covid-19, visando evitar uma eventual terceira vaga em janeiro, após o Natal.

"Todos aprendemos lições com o que ocorreu no verão, (nomeadamente) que o levantamento das medidas restritivas após uma vaga - neste caso foi depois da primeira - é bastante complexo e que aliviar essas restrições demasiado cedo pode ter bastante impacto na situação epidemiológica", declarou a responsável.

Falando em conferência de imprensa, em Bruxelas, após um Conselho Europeu por videoconferência sobre a pandemia de covid-19, Ursula von der Leyen vincou que, "desta vez, as expectativas têm de ser melhor geridas", razão pela qual a instituição vai "apresentar uma proposta para uma abordagem gradual e coordenada para o levantamento das medidas de contenção" na UE.

Questionada pela Lusa sobre tais diretrizes, a fonte oficial do executivo comunitário indicou que a instituição está a "estudar como pode reforçar a cooperação e coordenação entre os Estados-membros".

"E em breve definiremos a nossa abordagem recomendada para nos mantermos tão seguros quanto possível", adiantou a fonte.

Até lá, este porta-voz da Comissão Europeia remete para as recomendações divulgadas em abril passado, durante a primeira vaga de covid-19, que aconselhavam ao levantamento das medidas de contenção apenas perante "uma estabilização significativas da propagação da doença durante um período prolongado" e quando existem "capacidades suficientes a nível dos sistemas de saúde" e "capacidades apropriadas de monitorização".

"A teoria ainda hoje se aplica: embora não exista uma abordagem única para um levantamento gradual, científico e eficaz das medidas de contenção, uma forma altamente coordenada de avançar é do interesse comum europeu", adiantou a fonte oficial à Lusa.

Embora na primeira vaga de infeções praticamente todos os países da UE tivessem optado por confinamentos obrigatórios, e consequente encerramento de estabelecimentos, escolas e suspensão das viagens, nesta segunda vaga as estratégias adotadas têm vindo a diferir de país para país.

A mais comum tem sido o recolhimento obrigatório durante algumas horas do dia, ou durante tardes e noites de fins de semana, como em Portugal.

Já em confinamentos totais e obrigatórios entraram França e Irlanda e algumas cidades gregas, enquanto foram ainda implementados confinamentos parciais na Alemanha e Bélgica, por exemplo.

16h47 – “Não vamos poder ter um Natal igual ao dos anos anteriores”

Questionada sobre as possíveis medidas que serão implementadas na época do Natal, a ministra da Saúde apenas adiantou que o Governo está “a lutar para chegar o melhor possível aos primeiros dias de dezembro”.

No entanto, Marta Temido afirma que há uma coisa que é já muito clara: “não vamos poder ter um Natal igual ao dos anos anteriores, porque por muito que a situação epidemiológica melhore, isso depende do esforço de todos”. A ministra afirmou ainda que o Ministério da Saúde está a analisar as medidas, mas sublinha que “só daqui a algum tempo conseguiremos perceber exatamente qual é o nível de restrição que teremos nessa altura do ano”.

Marta Temido relembrou que vamos ter uma nova fase de estado de emergência e reiterou que “precisamos de nos concentrar em quebrar cadeias de transmissão e em conter a doença”.


16h45 - Moçambique anuncia mais uma morte e 71 novos infetados

Moçambique registou mais uma morte por covid-19, elevando o número de óbitos para 128, havendo ainda mais 71 casos de infeção pelo novo coronavírus, anunciou o Ministério da Saúde.

Com os 71 novos infetados registados nas últimas 24 horas, Moçambique contabiliza um total acumulado de 15.302 casos, 88% dos quais considerados recuperados.

Moçambique testou cumulativamente 225.762 pessoas suspeitas de infeção, desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março.

16h43 - Hospital de Viana do Castelo aumenta para 35 as camas em medicina crítica

O hospital de Viana do Castelo aumentou, em quatro meses, o número de camas nos cuidados intensivos de oito para 35, apresentado uma taxa de ocupação entre os 80 a 90%, revelou hoje o diretor de Medicina Crítica.

"Desde a primeira vaga da pandemia causada pelo novo coronavírus, o Departamento de Medicina Crítica e toda a instituição têm feito um trabalho de casa notável. Conseguimos aumentar uma Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) que tinha oito camas, e profissionais preparados para este número, para as 35 camas atuais", afirmou à agência Lusa José Caldeiro.

O diretor do Departamento de Medicina Crítica do hospital de Santa Luzia, integrado na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), explicou que aquela capacidade foi criada através da "adaptação de uma unidade de cuidados intermédios", transformando-a "em UCI".

"Conseguimos parar as cirurgias programadas e transformar o bloco operatório numa UCI não covid. Para além disso, temos feito formação para as equipas médicas e de enfermagem para que os profissionais que não tinham experiência em cuidados intensivos possam, neste momento, assumir, com segurança, o tratamento destes doentes", especificou.

"Foi um trabalho notável a todos os níveis. De recursos humanos, formação e aquisição de equipamentos para nos prepararmos para esta segunda vaga. Já prevíamos, há três, quatro meses, que poderia acontecer", reforçou.

Do total das 35 camas criadas, 25 estão destinadas a doentes covid-19 e 10 a outros doentes que necessitem de cuidados de medicina crítica.

"Neste momento, das 25 camas para tratamento de doentes covid-19, temos 21 ocupadas. Já das 10 camas para doentes não covid-19, temos sete ocupadas", referiu José Caldeiro.

16h37 – RT situa-se em 1,07

Marta Temido anunciou que o risco efetivo de transmissão (RT) situa-se atualmente em 1,07 e afirma que o objetivo é quebrar cadeiras de transmissão de forma a conseguirmos continuar a aproximar o RT o mais possível de 1 e, depois, abaixo de 1.


16h35 – Ministra da Saúde garante que SNS no Norte mantém a capacidade de resposta à pandemia

Em visita à Associação Regional de Saúde (ARS) do Norte, no Porto, a ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu que o SNS no Norte mantém a capacidade de “responder empenhadamente às necessidades assistenciais”.

“Foi possível acompanhar esforço de resposta não só à atividade Covid-19, mas também à atividade não Covid”, acrescentou a ministra.

15h47 - Área para doentes com queixas respiratórias a funcionar no Centro de Congressos do Estoril

O município de Cascais, no distrito de Lisboa, já dispõe de uma área dedicada aos doentes com queixas respiratórias (ADR-C), instalada no Centro de Congressos do Estoril.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Cascais explica que esta nova valência se destina aos doentes que apresentam queixas respiratórias, mas que não têm indicação para ir ao hospital.

"Vem aliviar a pressão sobre o Centro de Saúde de São João do Estoril. Dotado de receção, zona de espera e sete gabinetes (cinco para consulta, um de enfermagem e um de isolamento), a ADR-C tem capacidade para ir até cinco médicos e dois enfermeiros e permite uma maior capacidade de resposta, associada à testagem nos centros de rastreio já em funcionamento no Centro de Congressos", lê-se na nota.

O espaço vai funcionar de segunda-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, para acolher "não só os doentes encaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde 24, mas também aqueles que tiverem queixas relacionadas com a covid-19".

O Centro de Congressos do Estoril tem sido uma infraestrutura utilizada no combate à pandemia desde março, tendo ali sido instalado um complexo de testes efetuados com o apoio de laboratórios privados.

"Agora, com a criação do ADR, a autarquia fechou aqui o ciclo do que se propôs fazer para os seus munícipes: complementar a oferta laboratorial com uma oferta de consulta e de acompanhamento do doente com doença respiratória", afirma o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), citado no comunicado.

15h41 - Portugal com 517 pessoas internadas nos cuidados intensivos

Portugal tem hoje 517 pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos, mais 11 do que na terça-feira, e registou um ligeiro decréscimo nos internamentos em enfermaria, 3.251, menos 24 nas últimas 24 horas, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os doentes internados em cuidados intensivos têm vindo a aumentar desde o dia 07 de setembro, quando estavam nestas unidades 49 pessoas.

Os novos casos de infeção voltaram hoje a subir depois de uma tendência de descida nos últimos oito dias.

Portugal contabiliza agora mais 71 mortos relacionados com a covid-19 e 5.290 novos casos de infeção com o novo coronavírus.

Segundo o boletim epidemiológico da DGS, 60,9 por cento dos novos casos situam-se na região Norte, que contabilizou nas últimas 24 horas mais 3.224 infeções, totalizando 143.129 casos e 1.942 mortos desde o início da pandemia.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 1.117 novos casos de infeção, contabilizando-se até agora 92.230 casos de infeção e 1.492 mortes.

Na região Centro registaram-se mais 506 casos de infeção, contabilizando-se agora 26.455 e 531 mortos.

No Alentejo foram registados mais 256 novos casos, totalizando 5.576 e 102 mortos.

A região do Algarve tem hoje notificados mais 81 novos casos de infeção, somando 4.951 casos e 43 mortos desde o início da pandemia.

Na Região Autónoma dos Açores foram registados 16 novos casos nas últimas 24 horas, somando 844 infeções detetadas e 15 mortos desde o início da pandemia.

A Madeira registou 30 novos casos nas últimas 24 horas, contabilizando 826 infeções e dois óbitos.

15h05 - Confinamento é "fator agravante" da violência doméstica em França

A ministra responsável pela pasta da Igualdade no Governo francês, Elisabeth Moreno, considera que o confinamento devido à covid-19 mostrou uma "realidade crua" sobre as desigualdades entre os sexos e que foi fator agravante na violência doméstica no país.

"Ainda é cedo para me pronunciar ou fazer projeções [sobre um possível aumento da violência contra as mulheres em França devido à pandemia], mas o que é certo é que o confinamento, devido ao facto de encerrar num local fechado vítima e agressor, constitui um fator agravante da violência doméstica", afirmou a ministra em entrevista à Agência Lusa.

Elisabeth Moreno é de origem cabo-verdiana e chegou ao Governo francês este verão, após um convite do então recém-designado primeiro-ministro, Jean Castex. Antes da entrada no executivo, Moreno, que se instalou ainda em criança com os pais em França, era vice-presidente e diretora-geral África da empresa Hewlett-Packard.

Entre 2018 e 2019, segundo dados divulgados este mês pelo Ministério do Interior, as queixas por violência doméstica em França aumentaram 16% e 88% das vítimas eram mulheres. Números que não deixam a ministra indiferente.

"Os números dos feminicídios e da violência doméstica em geral, infelizmente, não decrescem. E essa realidade leva-nos a ir cada vez mais longe. Para 2021, o orçamento para o meu ministério vai ser aumentado em 40%", disse a ministra, indicando que um dos polos de investimento vai ser o tecido associativo de forma a prevenir a violência contra as mulheres.

Conscientes desta realidade, as autoridades francesas puseram à disposição das vítimas de violência doméstica diversos meios de denúncia e apoio logo no primeiro confinamento.

"O número de chamadas recebidas pelo número de emergência para a escuta e orientação das mulheres vítimas de violência multiplicou-se por três. No mesmo período, as intervenções ao domicílio das forças de segurança na esfera familiar aumentaram 42% e as conversas na plataforma travar a violência quadruplicaram", referiu a ministra.

Elisabeth Moreno sublinhou que a França tem "agido muito" para lutar contra a violência contra as mulheres, nomeadamente em 2019, quando a sua antecessora Marlene Schiappa, agora ministra da Cidadania, lançou um grande debate sobre o tema dando origem a medidas como o reforço do apoio social nas esquadras ou a introdução de pulseira eletrónica para os agressores.

"A França foi também o primeiro país do Mundo a instaurar o crime de insultos sexistas", acrescentou a ministra.

Para além da violência, o confinamento mostrou "a realidade crua" das desigualdades entre sexos.

"O primeiro período de confinamento mostrou uma realidade crua sobre as desigualdades entre homens e mulheres. As mulheres estiveram na primeira linha. Os trabalhos mais precários e menos valorizados - muitas vezes levados a cabo por mulheres - foram indispensáveis para o bom funcionamento do nosso país neste período de crise", indicou.

14h50 - Sindicato da Guarda Prisional critica gestão da pandemia nas cadeias

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional criticou hoje em carta ao Presidente da República a forma como os serviços prisionais estão a lidar com a pandemia de covid-19, apontando situações que dizem ser incompreensíveis e incoerentes.

Em ofício enviado ao Presidente da República, Provedora de Justiça e Subcomissão Parlamentar de Reinserção Social e Assuntos Prisionais, a que a Lusa teve acesso, o sindicato (SNCGP) alerta que "todo o sistema prisional é afetado por decisões e medidas avulsas e, oriundas de pessoas que pouco percebem das prisões", apontando o caso de contágios do novo coravírus nas prisões, que, lembra, é "um meio tão fechado".

O sindicato refuta alegadas declarações da ministra da Justiça no sentido de que "a culpa das infeções nas prisões é dos funcionários", contrapondo que, se "as inspeções fossem verdadeiras", seriam responsabilizados aqueles que a governante "nomeou para diretores, porque não cumprem as regras com rigor, não criam regras próprias para as prisões que dirigem, entre outras irresponsabilidades".

Na mensagem a Marcelo Rebelo de Sousa, o SNCGP diz não perceber "a falta de coerência do diretor-geral [dos serviços prisionais] de na primeira vaga [da pandemia] ter encerrado os estabelecimentos prisionais e, na segunda vaga, numa fase crítica, estranhamente mantém os estabelecimentos prisionais a funcionar normalmente com visitas (apesar do sucesso e interesse de muitos reclusos nas visitas por videochamada), escola, formação, trabalho no exterior e interior, o que potencia a circulação do vírus pelos reclusos de pavilhões ou alas diferentes".

14h40 - Morreu Reinaldo Teles histórico dirigente do Futebol Clube do Porto

Reinaldo Teles estava internado há um mês no Hospital São João com Covid-19. Tinha 70 anos.

Reinaldo Teles entrou no Porto aos 12 anos como pugilista, foi aqui que conheceu Pinto da Costa e construiu uma amizade que durou mais de 50 anos.

Em 1982 passou a diretor do futebol, desempenhou vários cargos da direção e depois na SAD.

14h25 - Portugal regista mais 5290 infetados e 71 óbitos

Portugal registou nas últimas 24 horas 5290 novos casos de Covid-19, num total de 274.011 casos desde o início da pandemia. Quanto ao número de óbitos, houve mais71 mortes, num total de 4127 óbitos.

Segundo o último boletim epidemiológico da DGS, recuperaram da doença mais 5123 pessoas, o que eleva o total para 189.356.

Quanto ao número de casos em internamento, há menos 24 34 pessoas internadas em enfermaria com Covid-19, num total de 3.251 doentes, e mais 11 internados em cuidados intensivos (total de 517 pessoas internadas em cuidados intensivos em todo o país).

A região Norte continua a ser a que regista mais casos e óbitos, com 3224 novos casos e 35 óbitos só nas últimas 24 horas. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com mais 1177 casos e 25 óbitos, e a região Centro, com 506 novos casos e dez óbitos. No Alentejo houve mais 256 casos e um óbito e no Algarve mais 81 novos casos.

Nas ilhas, a região autónoma dos Açores teve mais 16 casos e a Madeira registou 30 novos casos.

As autoridades de saúde mantêm sob vigilância 81.946 pessoas, menos 214 que na véspera.

14h20 - Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano com 44 profissionais infetados

A administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA)revelou hoje que estão identificados 44 profissionais infetados pelo novo coronavírus, tendo ainda registo de nove trabalhadores recuperados desde o final do mês de março.

Nós temos estado a controlar com uma testagem sistemática aos profissionais, tendo começado onde o risco era maior, em especial no serviço de urgência, unidade de cuidados intensivos e nos serviços de atendimento covid", explicou o vogal do conselho de administração da ULSNA, Raul Cordeiro, em declarações à agência Lusa.

De acordo com o responsável, o surto da covid-19 na ULSNA, que gere os hospitais de Portalegre e Elvas e 16 centros de saúde nos 15 concelhos que compõem o distrito de Portalegre, poderá estar nesta altura "controlado".

"Os dados que nós temos dizem-nos que sim [controlado o surto], porque nós identificámos uma série de situações, algumas delas em serviços que ficaram de alguma forma comprometidos, mas pelos dados que temos, sim. Nós estamos agora num programa alargado de testagem sistemática que, nos últimos cinco dias, fomos capazes de identificar um ou dois casos, o que nos mostra que a situação pode estar controlada", disse.

Raul Cordeiro acrescentou ainda que este surto não terá tido repercussões na comunidade, principalmente junto dos familiares dos profissionais de saúde afetados.

"Os casos que foram identificados entre profissionais, e do conhecimento que nós temos, não houve um alastramento exponencial à própria comunidade",disse.

De acordo com o relatório publicado hoje pela ULSNA na sua página na Internet, os hospitais de Portalegre e Elvas contabilizam 30 utentes internados devido à covid-19.

As duas unidades hospitalares contam nesta altura com 42 camas para receber "infetados e suspeitos", juntando-se a estas mais outras cinco camas na unidade de cuidados intensivos de Portalegre.

Raul Cordeiro explicou que alguns serviços têm sido "transformados" em enfermarias para acolher utentes infetados, sendo esta operação possível graças à "flexibilidade" das camas do serviço de Medicina.

"A nossa capacidade de absorver doentes com outras patologias não covid não ficou necessariamente diminuída por isso. Nós tivemos foi de reprogramar alguma da atividade programada para absorver o impacto dos doentes covid, não estamos a comprometer, não fechámos as consultas externas, não fechámos a atividade cirúrgica urgente", garantiu.

14h05 - Casos de Covid-19 a aumentar em Trás os Montes

No distrito de Bragança registou-se na última semana um crescimento acentuado de infeções em vários concelhos, como é o caso de Miranda do Douro.


13h49 - Forças Armadas no “planeamento e logística” do plano de vacinação

O ministro da Defesa Nacional apontou hoje as áreas de “planeamento e logística” como a futura missão das Forças Armadas (FA) no âmbito do plano de vacinação contra a covid-19.

“As FA participam nesse processo de identificação de como deve ser o plano [de vacinação] e participarão depois na execução quando houver vacinas”, afirmou Gomes Cravinho, após apresentar um livro sobre as missões na República Centro-Africana dos militares portuguesas, entre 2017 e 2020, no polo da Amadora da Academia Militar.

Questionado sobre se os militares poderiam participar mesmo na futura vacinação dos cidadãos portugueses, o governante excluiu tal hipótese.

“Não creio que essa (administração de vacinas] seja uma mais-valia das FA. Estamos sempre disponíveis para ver quais as necessidades, mas não creio que se sinta a necessidade de atribuir essa missão às FA”, disse.

Segundo Gomes Cravinho, “o trabalho que está a ser feito será, provavelmente, no âmbito do planeamento e da logística”.



13h40 - Como vai ser o Natal pela Europa?

Os países europeus já começaram a anunciar medidas para o período natalício, numa altura em que continuam a lidar com elevadas taxas de infeção pelo novo coronavírus.


 
Enquanto algumas nações europeias optam por relaxar as regras para permitirem um Natal em família à população, outros poderão apertá-las.

13h25 - Lituânia prolonga confinamento até17 de dezembro

13h13 - Governo da Madeira vai exigir dupla testagem e isolamento profilático

A partir de amanha e nas próximas duas semanas,o governo regional da Madeira exige a todos os residentes e emigrantes que cheguem a região a dupla testagem e o isolamento profilático até ao resultado do segundo teste.

A medida será posteriormente avaliada ao final desse periodo.

O executivo, de coligação PSD/CDS-PP, decidiu também cancelar a corrida de São Silvestre e proibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas na via pública, exceto em esplanadas devidamente licenciadas.

O espetáculo de fogo de artifício no fim do ano decorrerá na "data e hora previstas", mas o Governo vai apresentar um plano de limitação dos espaços públicos que habitualmente são usados para o seu visionamento, como artérias, praças e miradouros do Funchal.

13h00 - Vacina desenvolvida na Turquia poderá estar pronta em abril

A vacina contra a covid-19 que uma universidade turca está a desenvolver poderá estar pronta "o mais tardar em abril", anunciou hoje o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, referindo que poderá colocá-la à disposição de "toda a humanidade".

“Chegamos a uma fase importante da nossa própria vacina. Planeamos colocá-la para aplicação, o mais tardar, em abril e pensamos disponibilizá-la a toda a humanidade nas condições adequadas”, disse o Presidente em discurso perante o grupo parlamentar do seu partido, o AKP.

Erdogan lembrou que no fim de semana, na sua mensagem na cimeira do G20, já havia insistido que os estudos para desenvolver vacinas contra a covid-19 "não deveriam ocorrer por ambições políticas e comerciais, mas deveriam ser património da humanidade".

Estudos estão a ser realizados em vários laboratórios turcos para desenvolver uma vacina contra a covid-19, mas somente na Universidade de Erciyes, na cidade de Kayseri, chegou a fase de testes em humanos.

A primeira dose do medicamento Erucov-Vac foi injetada num grupo de 44 voluntários no dia 05 de novembro e esta primeira fase de testes está previsto terminar em janeiro.

12h40 - Governo corrige decreto e esclarece que medidas não se aplicam à Madeira e Açores

O decreto que regulamenta a aplicação do estado de emergência só se aplica ao território continental, segundo uma nova retificação do Governo ao diploma, que exclui assim as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Publicada na terça-feira em suplemento do Diário da República, a segunda retificação ao decreto que regulamenta a aplicação do estado de emergência no âmbito da pandemia da covid-19 corrige ao longo do diploma a indicação de que é aplicável a todo o território nacional, esclarecendo que "é aplicável a todo o território nacional continental", excluindo assim as ilhas.

O decreto do Governo que regulamenta a aplicação do novo estado de emergência, entre as 00h00 de terça-feira, 24 de novembro, e as 23h59 de 08 de dezembro, estabeleceu novas medidas de confinamento, inclusive limitação à circulação entre concelhos.

12h29 - Mais de 50 casos no lar da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja

O lar para idosos da Santa Casa de Misericórdia de Azambuja tem 53 casos positivos de covid-19, entre os quais 38 utentes e 15 funcionários, sem sintomas graves da doença, disse o presidente do município, Luís Sousa.

O presidente da Câmara Municipal de Azambuja adiantou à Lusa que também na unidade residencial da CERCI (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas) em Azambuja há 22 infetados, entre os quais 16 utentes e seis colaboradores.

“Na Santa Casa temos 38 idosos e 15 colaboradores e na CERCI temos 16 utentes de residência e seis colaboradores”, disse Luís Sousa, acrescentando que nenhum dos infetados nas duas instituições foi hospitalizado e estão sem sintomas graves.

De acordo com o presidente do município do distrito de Lisboa, em ambas as instituições foram separados os casos positivos dos negativos.

“Utentes e colaboradores foram colocados em estruturas das instituições e cumprem isolamento. Na terça-feira, a câmara municipal emprestou 10 camas à CERCI para o efeito”, disse.

12h21 - Mutações descobertas do coronavírus não o tornaram mais contagioso

Nenhuma das mutações descobertas até agora do novo coronavírus que provoca a doença covid-19 o tornam mais contagioso, concluíram investigadores do University College de Londres num estudo publicado hoje, em que foram analisados genomas do vírus em 46 mil pessoas.

Até agora, os investigadores identificaram 12.706 mutações no SARS-CoV-2 e viram que 398 delas são repetidas. Dessas, 185 manifestaram-se pelo menos três vezes de forma independente durante os meses da pandemia.

"Descobrimos que nenhuma destas mutações fazem o vírus espalhar-se mais depressa, mas precisamos de continuar a estudar as que ocorrerem, especialmente quando começar a haver vacinas", afirmou a primeira autora do estudo, Lucy Van Dorp, do Instituto de Genética do UCL.

Os investigadores alertam que a introdução de vacinas fará aumentar a pressão sobre o vírus para o tornar mais esquivo ao sistema imunitário humano.

12h10 - Ursula von der Leyen apela aos países membros que se preparem para receber vacinas

A Presidente da Comissão Europeia pede ainda que os países criem já condições para receberem a vacina contra a Covid-19.


12h00 - CDS quer esclarecimentos sobre uso de máscara nas prisões

Telmo Correia quer saber porque não foi determinado o uso de máscara nas cadeias, ainda mais com o volume de contágios e surtos.

11h50 - União Audiovisual apoia 250 famílias por mês, quase metade em Lisboa

Cerca de 250 famílias estão a receber apoio mensal da União Audiovisual (UA), o grupo informal criado em contexto de pandemia para ajudar trabalhadores do setor da Cultura, disse à agência Lusa um dos elementos, Ricardo Queluz.

Este grupo de entreajuda foi criado em março, quando a atividade cultural ficou paralisada por causa da covid-19, e tem vindo a alargar o âmbito de ação, contando atualmente com quase 20 pontos fixos de recolha de bens alimentares no continente e nos Açores.

Segundo Ricardo Queluz, estão a ser distribuídos mensalmente cabazes alimentares a cerca de 250 famílias, dos quais 110 são para pedidos de apoio na região de Lisboa.

"Temos muito mais famílias agora em Lisboa do que em julho", contou.

11h40 - Sinopharm pede autorização para comercializar vacina na China

A farmacêutica chinesa Sinopharm requereu à Agência Estatal de Alimentos e Medicamentos da China aprovação para distribuir no mercado uma vacina para o novo coronavírus, noticiou hoje a imprensa chinesa.

A farmacêutica acrescentou que a comercialização da vacina é a sua prioridade e que publicará informações sobre a fase 3 dos testes clínicos assim que tiver obtido aprovação das autoridades.

Um representante da empresa, citado pelo jornal oficial Global Times, garantiu que a Sinopharm recebeu informações dos países que realizaram análises clínicas com a vacina, e que os resultados são positivos, mas que falta luz verde das autoridades, que têm de rever os dados sob "critérios restritos".

A Sinopharm está a desenvolver duas vacinas diferentes, ambas no limiar da fase 3 dos testes clínicos: uma com o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan e a outra com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim.

11h31 - Adiada entrada em vigor de testes a passageiros de São Miguel e Terceira

O Governo dos Açores decidiu adiar a obrigatoriedade de realização de testes à covid-19 antes de embarque para os passageiros provenientes da Terceira e São Miguel que se desloquem entre as várias ilhas do arquipélago.

O novo executivo, de coligação PSD/CDS/PPM e que tomou posse na tarde de terça-feira e se reuniu posteriormente, decidiu adiar a referida medida "até estarem verificadas as condições necessárias à sua implementação", disse à Lusa fonte governamental.

De todo o modo, é recomendado aos açorianos que as viagens interilhas sejam limitadas às "estritamente essenciais".

O anterior executivo regional, do PS, tinha aprovado na passada semana, em Conselho de Governo, a obrigatoriedade de realização de testes à covid-19 antes de embarque para os passageiros provenientes das ilhas Terceira e São Miguel que se desloquem entre ilhas no arquipélago.

11h20 - Não há profissionais para manter Centros de Saúde abertos até às 22h00

O parlamento aprovou o alargamento dos horários dos Centros de Saúde, mas a Associação de Medicina Familiar diz que, tal como estão, os centros não têm pessoal para trabalhar mais horas por semana.

A proposta do PCP foi aprovada e os Centros de Saúde passam a estar abertos até ás 22 horas durante a semana e aos sábados funcionam entre as 10 e as 14 horas.

O presidente da Associação de Medicina Familiar, Rui Nogueira, diz que em muitos casos vai ser difícil fazer esta alteração.

Rui Nogueira considera que manter os Centros de Saúde abertos até às 22 horas só faz sentido na época da gripe como já tem acontecido.

11h12 - ARS do Centro vai reforçar testes nos lares de idosos

A presidente da Administração Regional de Saúde do Centro disse à Antena 1 que vão ser reforçados os testes à Covid-19 nos lares de terceira idade.
Rosa Reis Marques explica que a região centro tem uma população mais envelhecida. Daí a importância deste diagnóstico, que será feito com recurso aos testes tradicionais e também aos testes rápidos de antigénio.

11h02 - Julgamento de Rui Pinto suspenso após caso positivo em familiar de juíza

O julgamento do pirata informático Rui Pinto foi esta manhã suspenso, porque uma das juízas teve contacto com um familiar infetado. Está suspenso durante, pelo menos, 14 dias.

27ª sessão do julgamento decorria há 20 minutos quando a sessão foi interrompida.

Poucos minutos depois a presidente do coletivo entrou na sala de audiências e comunicou que a mãe de uma juízas tinha testado positivo e por isso tinham de interromper o julgamento.

Estava a ser ouvida uma testemunha, Pedro Henriques, antigo advogado da Doyen Sports.

Em comunicado enviado às redações o coletivo de juízes acrescenta que “os outros dois juízes do Coletivo, que não tiveram contacto direto com pessoa infetada com a Covd-19, vão manter-se em funções e a realizar os julgamentos que dirigem e demais diligências em que intervêm, sem prejuízo de outras indicações que possam vir a ser dadas pela DGS, caso se justifiquem”.


11h00 - Norte com mais 28.685 desempregados inscritos comparativamente a fevereiro

A região Norte contabilizou em outubro 153.022 desempregados inscritos nos centros de emprego, mais 28.685 pessoas quando comparado com fevereiro, mês anterior à pandemia da covid-19, segundo as estatísticas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com as estatísticas mensais por concelho do IEFP, consultadas hoje pela Lusa, a região Norte contabilizou em outubro um total de 153.022 pessoas inscritas no desemprego, 58% das quais mulheres.

Do total de inscritos, mais de metade - o que corresponde a 87.902 pessoas - estão alistadas há menos de um ano no IEFP.

Comparativamente ao mês de fevereiro, o último mês antes da pandemia da covid-19 assolar o país, quando a região Norte contabilizava 124.337 pessoas inscritas no desemprego, há mais 28.685 desempregados.

Também em comparação com o período homólogo de 2019, que contabilizava 124.078 pessoas, a região Norte registou mais 28.944 pessoas inscritas nos centros de emprego.

10h53 - Restauração no centro histórico de Braga sobrevive de economias próprias

Foram já vários os estabelecimentos já tiveram de encerrar, no centro histórico de Braga.
Os proprietários que ainda vão subsistindo fazem-no através de economias próprias.

10h46 - Venezuela com mais de cem mil casos de infeção

A Venezuela atingiu, terça-feira 100.143 casos confirmados de covid-19 no país, desde que a 13 de março iniciou a quarentena preventiva do novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas foram registados mais 308 casos.

Segundo o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Freddy Ñáñez, há 873 mortes associadas ao novo coronavírus e 94.985 pessoas recuperaram da doença.

Através do Twitter, o ministro precisou que estão ativos 4.285 casos, dos quais 2.897 de pacientes que se encontram em hospitais, 1.362 em Centros de Diagnóstico Integral e 26 em clínicas privadas.

10h32 - Comerciantes de Castelo Branco esperam um mês de dezembro "muito mau"

O presidente da Associação Comercial e Empresarial da Beira Baixa (ACICB) disse hoje que as expectativas para o mês de dezembro "são muito más" e adiantou que toda a ajuda ao comércio tradicional "é muito importante".

"As expectativas [para o mês de dezembro] não vão ser as melhores. A perspetiva é muito má. As medidas tomadas pelo Governo para combater a pandemia são necessárias, mas no reverso da medalha temos um reflexo muito negativo [para o comércio]", explicou à agência Lusa o presidente da direção da ACICB, Sérgio Bento.

A Câmara de Castelo Branco anunciou na terça-feira que vai canalizar 270 mil euros para o comércio local, no âmbito do "Natal Branco", iniciativa que marca as celebrações natalícias do concelho.

10h23 - Colômbia regista mais de 7.000 infeções no último dia

A Colômbia contabilizou na terça-feira mais 7.515 contágios pelo novo coronavírus, número que aumenta para 1.262.494 o total de infetados desde o início da pandemia, anunciou o Ministério da Saúde colombiano.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades sanitárias colombianas, citado pela agência espanhola Efe, há mais 198 óbitos registados, dos quis 166 ocorreram em dias anteriores, mas apenas agora entraram para a contabilização da tutela.

Morreram 35.677 pessoas desde o início da pandemia na Colômbia.

O país tem também 56.084 casos de covid-19 ativos, ou seja, 4,44% do total de contágios, e 1.167.857 pessoas recuperaram da doença, 92,5% do total de infetados pelo SARS-CoV-2.

Bogotá, a capital do país, com 2.305 casos nas últimas 24 horas, continua a ser a região mais afetada do país, no total de casos (362.221) e no número de novos contágios, seguida por Antioquia (mais 1.560 casos no último dia).

10h12-  Rússia ultrapassa pela primeira vez 500 óbitos em 24 horas

Desde terça-feira, 507 pessoas morreram de covid-19, totalizando 37.538 óbitos na Rússia desde março.

O país regista 23.675 novos contágios nas 85 regiões a nível nacional, dos quais 5.156 são assintomáticos.

Na segunda-feira foram detetados 25 mil casos na Rússia, registando-se uma baixa no número de contágios, mas o número de óbitos aumentou.

Em Moscovo, epicentro da pandemia no país, somam-se 4.685 contágios e 75 mortes, sendo que em São Petersburgo foram notificados 3.421 novos casos, o valor mais elevado registado na segunda cidade do país.

A Rússia soma 2,16 milhões de casos de infeção por SARS CoV-2 tendo 1,7 milhões de pacientes recuperado da doença.

Na terça-feira, o governo admitiu que a situação "está complicada" porque em 32 das 85 regiões do país a taxa de incidência por cada 100 mil habitantes é superior à média nacional.

Em seis regiões a ocupação hospitalar superou os 90%.

A Rússia registou hoje, pela primeira vez desde o início da pandemia, mais de 500 mortes por covid-19 em 24 horas, tratando-se de um novo máximo de acordo com as autoridades sanitárias de Moscovo.  

10h02 - África passou barreira dos 50 mil mortos

África passou hoje os 50 mil mortos devido à covid-19, com mais 321 mortes nas últimas 24 horas, e o número total de infetados com o novo coronavírus no continente é de 2.092.279 pessoas, segundo dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de mortos é 50.296 e o novo coronavírus infetou nas últimas 24 horas mais 11.356 pessoas nos 55 Estados-membros da organização.

O número de recuperados em igual período foi de 13.669, para um total de 1.771.334.

O maior número de casos de infeção e de mortos regista-se na África Austral, com 866.977 infeções e 22.704 mortos por covid-19. Nesta região, a África do Sul, o país mais afetado do continente, contabiliza um total de 772.252 casos de infeção e 21.083 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais afetada pela pandemia, registando um total de 699.885 pessoas infetadas e 18.549 mortos.

Na África Oriental, há 258.514 casos e 5.011 vítimas mortais, na África Ocidental, o número de infeções é de 202.591, com 2.848 mortos, e a África Central regista 64.312 casos e 1.184 óbitos.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 6.573 mortos e 113.742 infetados, seguindo-se Marrocos, que contabiliza 5.469 vítimas mortais e 331.527 casos de infeção.

Entre os seis países mais afetados estão também a Argélia, que regista 77.000 infeções e 2.291 mortos, a Etiópia, que contabiliza 106.591 casos de infeção e 1.661 vítimas mortais, e a Nigéria, com 66.607 infetados e 1.169 mortos.

Em relação aos países africanos que têm o português como língua oficial, Angola regista 338 óbitos e 14.742 casos, seguindo-se Moçambique (127 mortos e 15.231 casos), Cabo Verde (104 mortos e 10.400 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.137 casos), Guiné-Bissau (43 mortos e 2.422 casos) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 981 casos).

9h50 - Ursula von der Leyen afirma que relaxamento das medidas pode provocar terceira vaga da pandemia

A Presidente da Comissão Europeia é contra o relaxamento das medidas de confinamento que pode levar a uma terceira onda de infeções.


“Sei que os proprietários de lojas, cafés e restaurantes querem o fim das restrições. Mas devemos aprender com o verão e não devemos repetir os mesmos erros. Relaxar rapidamente as restrições é um risco para uma terceira onda depois do Natal”, afirmou Ursula von der Leyen no Parlamento Europeu.

9h35 - Setenta autocarros reforçam a partir de hoje transporte público na AML

Setenta autocarros começam a partir de hoje a reforçar o transporte público de passageiros feito pela CP, Fertagus e Metro Transportes do Sul durante a hora de ponta, ajudando a população e motoristas que estavam em ‘lay-off’.

O presidente da Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP) que esta manhã esteve na estação da Fertagus no Pragal, disse que esta medida “muito positiva” tem três virtudes: ajudar as pessoas, os motoristas que estavam em ‘lay-off’ desde março devido à crise provocada pela pandemia de covid-19 e reanimar o mercado turístico com o regresso à estrada de veículos que estavam parados desde abril.

“Hoje começou o reforço rodoviário para algumas carreiras ferroviárias suburbanas. Este reforço foi por via da acumulação de passageiros em determinados horários que levaram a que houvesse alguma preocupação acrescida relativamente à segurança e tranquilidade no transporte”, disse.

9h22 -Pais que tenham de faltar nas vésperas de feriado com direito a dois terços do ordenado

Especialistas em Direito Laboral garantem que os pais têm o direito a faltar ao trabalho, de forma justificada, e com direito a dois terços do ordenado nestes dias.
O Governo continua sem clarificar a situação dos trabalhadores de empresas que decidam manter-se abertas nas vésperas dos feriados de 1 e 8 de dezembro.

9h10 - China soma cinco casos oriundos do exterior

A Comissão de Saúde da China anunciou hoje ter identificado cinco casos de covid-19, nas últimas 24 horas, todos oriundos do exterior.

A mesma fonte apontou haver um caso suspeito de contágio local na região da Mongólia Interior, no norte da China, mas que ainda não foi confirmado.

Os casos importados foram diagnosticados em Xangai (leste) e nas províncias de Fujian (sudeste), Shaanxi (noroeste) e Guangdong (sudeste).

As autoridades chinesas disseram que, nas últimas 24 horas, 22 pacientes receberam alta, pelo que o número de pessoas infetadas ativas no país se fixou em 305, incluindo seis doentes em estado grave.

9h00 - Restaurantes já podem pedir apoios à receita perdida nos fins de semana

Os restaurantes dos concelhos abrangidos pelo estado de emergência podem a partir de hoje pedir um apoio de 20% da receita perdida nos dois últimos fins de semana, devido às restrições impostas aos estabelecimentos.

8h46 - Governo timorense volta a pedir renovação do estado de emergência

O Governo timorense deliberou hoje solicitar ao Presidente da República a renovação, pelo oitavo período de 30 dias, do estado de emergência decretado devido à pandemia da covid-19, que vigora até ao início de dezembro.

Em comunicado o Governo explica que o pedido de renovação por mais trinta dias, até ao início de janeiro, se deve à "evolução preocupante da situação epidemiológica e a proliferação de casos registados de contágio da covid-19, tanto a nível regional, como a nível mundial".

Pretende ainda "evitar e neutralizar os riscos de propagação do SARS-CoV-2, para assim proteger a saúde pública e a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde".

O pedido de renovação ocorre quando o país está sem casos ativos -- o último dos 30 doentes infetados desde o início da pandemia teve alta na segunda semana deste mês -- e pretende permitir "a suspensão ou a restrição dos direitos de circulação internacional, de circulação e de fixação de residência e de resistência".

No atual período de estado de emergência, o Governo endureceu ligeiramente as medidas e restrições aplicadas, exigindo o uso de máscaras, higienização de mãos e distanciamento social nos recintos públicos.

8h38 - Alemanha com novo recorde de mortos

A Alemanha reportou 410 mortos devido à Covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva o número total para 14.771.

Foram ainda registados mais 18.633 casos de infeção, elevando o total para 961.320.

Hoje, a chanceler alemã e os líderes estaduais federais vão reunir-se para discutir as restrições nos feriados de Natal e Ano Novo.


8h24 - Rede nacional acolheu 625 pessoas na segunda vaga da pandemia

A Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica acolheu 625 pessoas na segunda vaga da pandemia, e fez mais de 12 mil atendimentos, tendo havido ainda 150 pessoas que conseguiram terminar o processo de autonomização.

Em declarações à agência Lusa, por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, em que o governo divulga uma nova campanha contra a violência doméstica, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade revelou que nesta segunda vaga da pandemia de covid-19, entre 28 de setembro e o dia 08 de novembro, a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica acolheu 625 pessoas, entre 309 mulheres, 304 crianças e 12 homens.

Além disso, segundo Rosa Monteiro, foram feitos 12.419 atendimentos, o que significa que, em média, a Rede fez quase 303 atendimentos por dia ao longo destes 41 dias contabilizados na segunda vaga da pandemia.

Entre os mais de 12 mil atendimentos feitos neste período, a secretária de Estado salientou que 503 deles eram “situações novas que chegaram pela primeira vez às equipas de atendimento à procura de ajuda”.

Durante o mesmo período houve 150 pessoas que concluíram o seu processo de autonomização, enquanto na primeira fase foram 370, mas dispersas por um período temporal maior, entre 18 de março e 15 de junho.

Já durante a primeira vaga da pandemia, entre 18 de março e finais de junho, a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) acolheu 848 pessoas, entre 499 mulheres, 328 crianças e 21 homens, além de ter feito 24.692 atendimentos.

8h15 - UPS aumenta produção de gelo seco para distribuição de vacinas

A UPS, uma das maiores empresas de logística, aumentou a sua capacidade de produção de gelo seco, para poder armazenar e transportar as vacinas contra a covid-19, e desenvolveu arcas congeladoras para pequenas instalações de saúde.

A empresa, com sede em Atlanta, Geórgia, adianta que agora é capaz de produzir mais de 500 quilogramas de gelo seco por hora nos seus armazéns nos Estados Unidos para armazenamento e transporte de vacinas.

Uma das vacinas, desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, e que poderá ser autorizada depois de 10 de dezembro, necessita de ser armazenada a uma temperatura de -70°C, tendo a farmacêutica criado recipientes especiais para a manter à temperatura desejada com gelo seco por até 15 dias.

8h00 - Estudo revela que hidroxicloroquina não previne contágio

Um ensaio clínico concluiu que a hidroxicloroquina (HCQ) não previne a propagação do novo coronavírus em pessoas saudáveis que foram expostas a um caso positivo, nem ajuda a melhorar os sintomas da doença.

O estudo, liderado pelos epidemiologistas Oriol Mitjà e Bonaventura Clotet e publicado na terça-feira no ‘New England Journal of Medicine’, aponta que a hidroxicloroquina não influencia o desenvolvimento de covid-19 em pessoas saudáveis expostas a um caso positivo, nem tem efeitos na melhoria dos sintomas causados pela infeção.

Para chegar a essa conclusão, os investigadores medicaram durante sete dias pessoas que tinham sido previamente expostas ao vírus, o que permitiu desencorajar a profilaxia através do uso de HCQ.

O ensaio foi realizado na Catalunha, entre 17 de março e 28 de abril, durante a primeira vaga da pandemia de covid-19 e consistiu num estudo de fase três aleatório entre a população da Catalunha central, a área metropolitana norte e a cidade de Barcelona, ​​com um total de 2.314 contatos participantes de 672 casos positivos.
Portugal ainda não tem um plano de vacinação contra a covid-19
Outros países europeus, estão prontos para dar vacinas já a partir do próximo mês de dezembro. A Comissão Europeia pediu em meados de outubro para os Estado membros elaborarem o Plano. Hoje, a comissão para acompanhar o plano de vacinação reúne-se pela segunda vez.

A Ministra da Saúde garante que está a ser preparado um plano a quatro dimensões e assegura que quando houver vacina, o país vai estar preparado para fazer a distribuição e a vacinação.

A comissão para acompanhar o plano de vacinação engloba as várias entidades da área da saúde: DGS, Infarmed, Forças Armadas e Proteção Civil

Portugal vai comprar 16 milhões de doses de três vacinas diferentes.

Nesta altura, Portugal é o sétimo país com maior número de infetados. Tem 792 casos por 100 mil habitantes. Ultrapassou Espanha, Reino Unido e agora também Itália. No topo da lista está o Luxemburgo, com 1.279 casos por 100 mil habitantes.

Nas últimas 24 horas, Portugal ultrapassou as quatro mil mortes por Covid-19. Morreram mais 85 pessoas e há mais 3.919 casos.

Nos cuidados intensivos chegou-se ao recorde de 506 pessoas internadas. No total, há 3.275 doentes internados.
Protesto dos profissionais da restauração, do comércio e da hotelaria
O movimento "A Pão e Água" manifesta-se de novo.

Os organizadores afirmam que será uma "grande manifestação de caráter nacional" e esperam contar com profissionais de todo o país.

O protesto está marcado para as 15h30, em frente à Assembleia da República em Lisboa.

A Ministra da Presidência garantiu ontem na RTP que o Governo está a preparar mais medidas de apoio para o setor.