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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

por RTP

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

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22h57 - Bolsonaro está assintomático e ficará em isolamento após contacto com ministro infetado

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e a comitiva que o acompanhou a Nova Iorque para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, estão assintomáticos e ficarão em isolamento após terem contactado com um ministro infetado, informaram hoje fontes oficiais. De acordo com o secretário Especial de Comunicação Social, André Costa, toda a comitiva presidencial, que envolve cerca de 50 pessoas, foi orientada a cumprir o isolamento social face à infeção do ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, que testou positivo à covid-19 na reta final da viagem a Nova Iorque.

"Cabe salientar que toda a comitiva que retornou ao Brasil está assintomática e, de acordo com esse guia [guia epidemiológico para o novo coronavírus do Ministério da Saúde], ficará em isolamento e, ao 5.º dia após o último contacto com Marcelo Queiroga (que ocorreu na terça-feira), será submetida a um novo teste RT-PCR", explicou André Costa em conferência de imprensa.

O secretário frisou que, caso o teste feito ao 5.º dia seja negativo, "a pessoa ficará livre do isolamento e será acompanhada por um mádico até ao 14.º dia". Ainda de acordo com Costa, Bolsonaro encontra-se no Palácio da Alvorada, a sua residência oficial em Brasília, está "totalmente assintomático" e "seguirá as indicações" de permanecer em isolamento social.

O chefe de Estado brasileiro, que não foi vacinado com nenhuma dose de vacinas contra a covid-19 e que já esteve infetado no ano passado, deverá realizar um novo teste à doença entre "a noite de sábado e a manhã de domingo", segundo indicou o secretário. Além de ministros e assessores, a comitiva era composta pelo chamado "escalão avançado", que são funcionários, seguranças e diplomatas que viajaram com antecedência e prepararam toda a logística da viagem.

22h42 - Processo de vacinação mais lento na reta final

Portugal está com dificuldades em atingir os 85 por cento da população com a vacinação completa contra a Covid-19.
Faltam 167 mil doses para o país cruzar essa marca, mas o problema é que o processo está mais lento.

A Task Force revelou à RTP que a média de doses administradas no continente desde segunda-feira foi de 28 mil por dia. Isto significa que os 85 por cento da população com a vacinação completa só deverão ser alcançados na próxima semana.

Comparando o boletim de terça-feira da Direção-Geral da Saúde com o da semana anterior, percebe-se que só no continente foram administradas menos 72 mil doses da vacina.

22h27 - Ministro brasileiro da Saúde infetado com o novo coronavírus

A infecção de Marcelo Queiroga foi confirmada depois de ter participado na Assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.


22h04 - Associação PRO.VAR espera abolição de restrições e pede apoios

A associação PRO.VAR disse hoje esperar que, com a imunidade de grupo, as restrições sejam “totalmente abolidas” e pediu apoios para as empresas do setor da restauração mitigarem os efeitos da pandemia de covid-19.

“Atingida a imunidade de grupo, a PRO.VAR espera que as restrições sejam totalmente abolidas e alerta para a necessidade de se apoiar convenientemente todas estas empresas de modo a mitigar os efeitos negativos, designadamente sobreendividamento e ausência de liquidez, que atinge a maioria das empresas do setor da restauração”, apontou, em comunicado, a associação nacional para os restaurantes.

Lembrando que os restaurantes perderam clientes com as restrições impostas e que as ajudas não foram suficientes, a associação adiantou que fez um novo pedido ao Governo para a abolição das mesmas, nomeadamente da obrigatoriedade de apresentação dos certificados digitais ou testes à entrada dos restaurantes.

A PRO.VAR propõe assim que essa responsabilidade passe para os clientes, notando ser importante que o Governo reconheça “o papel e a importância” do setor na contenção e propagação do vírus, bem como na economia.

21h44 - São Tomé e Príncipe com mais 77 casos e 12 recuperações em 24 horas

São Tomé e Príncipe registou mais 77 casos de infeção pelo novo coronavírus e 12 recuperações nas últimas 24 horas, elevando o total de infetados desde o início da pandemia para 3.192, anunciaram hoje as autoridades do país.

De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, o país não registou qualquer morte nas últimas 24 horas.

21h20 - Mais 61 novos casos e 80 recuperações em Cabo Verde

Cabo Verde registou mais 61 novos casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas e 80 pessoas foram dadas como recuperadas da doença, informou hoje o Ministério da Saúde.

21h07 - Madeira regista nove casos, 20 recuperações e 83 infeções ativas

A Madeira registou hoje nove casos de covid-19 e 20 recuperações, indicou a Direção Regional de Saúde, referindo que o total de infeções ativas no arquipélago é agora de 83, com cinco doentes hospitalizados.

Entre os novos positivos, sete são de transmissão local e dois foram importados do Reino Unido, sendo que a região autónoma passa a contabilizar 11.613 casos de infeção por SARS-CoV-2 desde o início da pandemia, já com 11.455 recuperados e 75 mortos associados à doença.

Os dados da autoridade regional diferem dos apresentados hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que atribui à Madeira 13 novos casos, num total de 12.150 sinalizados desde março de 2020 e 72 óbitos.

20h47 - Portugal mencionado na ONU como exemplo no combate à pandemia e vacinação

Marcelo Rebelo de Sousa concluiu a participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. O Presidente da República garantiu que Portugal já começou os contactos para conseguir ser eleito como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2026.
Nesta semana, Portugal foi sempre mencionado como exemplo no combate à pandemia e vacinação agora que o mundo pode avançar para um tratado global.

20h30 - Angola registou 419 casos e 20 óbitos nas últimas 24 horas

Angola registou 419 novos casos de covid-19, 20 óbitos, o número mais alto diário desde o início da pandemia no país, e 70 recuperações da doença, nas últimas 24 horas, divulgaram hoje as autoridades sanitárias.

20h13 - África regista 8.179.366 casos e 207.170 mortes desde o início da pandemia

O continente africano regista 8.179.366 casos de infeção de covid-19 desde o início da pandemia, 207.170 mortes associadas à doença e 7.536.854 pessoas recuperadas da infeção com o vírus SARS-CoV-2, de acordo com os dados oficiais hoje divulgados.

19h54 - UE e EUA estabelecem objetivo de taxa global de vacinação de 70% até 2022

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos estabeleceram hoje uma nova parceria para atingir uma taxa global de vacinação anticovid-19 de 70% até setembro de 2022, aquando da Assembleia Geral das Nações Unidas do próximo ano.

“A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciaram uma nova parceria UE-EUA para ajudar a vacinar o mundo”, indica o executivo comunitário em comunicado.

Na parceria firmada no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque e na qual participam os dois responsáveis, fixou-se então o “objetivo de atingir uma taxa de vacinação global de 70% até à UNGA de 2022 [em setembro do próximo ano]”, assinala a instituição.

Denominada Parceria Global de Vacinação UE-EUA, a iniciativa “ajudará a expandir a oferta, a melhorar a coordenação na entrega e a remover estrangulamentos nas cadeias de abastecimento”.

Numa posição conjunta hoje divulgada, Ursula von der Leyen e Joe Biden vincam que “a vacinação é a resposta mais eficaz à pandemia” e, “sendo os Estados Unidos e a Europa líderes tecnológicos em plataformas avançadas de vacinação, tendo em conta décadas de investimentos em investigação e desenvolvimento”, é “vital prosseguir agressivamente uma agenda para vacinar o mundo”.

“A liderança coordenada dos EUA e da UE ajudará a expandir a oferta, a fornecer de uma forma mais coordenada e eficiente e a gerir os constrangimentos às cadeias de abastecimento, [o que] mostrará a força de uma parceria transatlântica em facilitar a vacinação global, permitindo ao mesmo tempo mais progressos através de iniciativas multilaterais e regionais”, salientam os líderes.

19h30 - Sri Lanka vai pedir empréstimo ao Banco Mundial para combater Covi-19

O Sri Lanka, confrontado com uma aguda crise monetária, vai solicitar um empréstimo de emergência de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) ao Banco Mundial para financiar a campanha de vacinação contra a covid-19, indicaram hoje autoridades.

A doença já provocou a morte de mais de 12.000 pessoas e infetou meio milhão de habitantes do Sri Lanka, que sofre também de escassez de alimentos devido à crise monetária.

O Governo “aprovou a resolução do ministro da Saúde para pedir um empréstimo adicional adequado” à instituição internacional, referiu o executivo em comunicado.

Por seu lado, o Banco Mundial disse estar disposto a conceder o empréstimo, que se destina a comprar 14 milhões de doses da vacina da Pfizer-BioNTech e “outros custos associados à imunização”.

19h04 - Empresas turísticas russas lançam viagens para vacinação no estrangeiro

Empresas russas começaram a oferecer viagens turísticas aos cidadãos que desejam ser vacinados com fármacos estrangeiros que, ao contrário dos russos, foram reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). De acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia, entre os principais destinos dos novos pacotes turísticos figuram a Alemanha e a Sérvia.

“Na maioria dos casos, propõe-se ser vacinado na Sérvia”, indica a associação na sua página na internet e recorda que os russos podem viajar para o país balcânico sem necessidade de solicitar um visto.

Os pacotes turísticos incluem geralmente uma estadia de dois ou três dias num hotel em Belgrado, bem como os serviços de um intérprete e a deslocação para um centro de vacinação, além do próprio procedimento.

18h51 - Reintrodução de restrições em locais de lazer e escolas na Ucrânia

A Ucrânia vai reintroduzir hoje, a partir da meia-noite, restrições em atividades lúdicas e nas escolas, como resultado do aumento de novos casos de covid-19 nas últimas semanas e do ritmo lento de vacinação no país.

Nas últimas 24 horas, o país registou 6.754 novos contágios e 105 mortes devido à doença, sendo que, na capital, o número de hospitalizações é três vezes superior ao número de pacientes recuperados. Como resultado, a partir da meia-noite todo o país vai estar sob a designação de “zona amarela” e vão ser reintroduzidas as medidas restritivas deste nível de alerta epidemiológico dos quatro existentes (verde, amarelo, laranja e vermelho).

Estas medidas servem, principalmente, para garantir um ambiente seguro nas escolas e limitar grandes concentrações de pessoas por exemplo em salas de concerto, ginásios e restaurantes.

18h40 - Em França, a máscara deixa de ser obrigatória em escolas de zonas menos afetadas

O Governo francês anunciou hoje que a máscara vai deixar de ser obrigatória nas escolas dos departamentos menos afetados do país, para os estudantes do ensino primário, a partir de 04 de outubro. Nas áreas em que haja uma taxa de incidência inferior a 50 casos por 100.000 habitantes nos últimos sete dias, vai ser eliminado também o limite de capacidade em estabelecimentos que recebam público.

"A melhoria sanitária continua graças à campanha de vacinação", indicou o porta-voz do executivo, Gabriel Attal, no final do Conselho de Ministros.

De acordo com os últimos dados, até terça-feira, 50,1 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose de vacina em França, um número equivalente a 74,4% da população total, enquanto 47,7 milhões completaram o esquema de imunização.

18h25 - Espanha regista 2.840 novos casos e 102 mortes nas últimas 24 horas

A Espanha registou 2.840 novos casos de infeções de covid-19 nas últimas 24 horas, tendo o Ministério da Saúde deste país também notificado mais 102 mortes atribuídas à doença desde terça-feira.

O número total de casos registados em Espanha desde o início da pandemia é de 4.940.824 e já morreram 86.085 pessoas com a doença.

18h14 - Já morreram mais norte-americanos devido à covid-19 do que há um século pela gripe espanhola

Um século depois da pandemia do vírus influenza (vulgarmente referida como a gripe espanhola), os Estados Unidos têm agora o registo de quase 700 mil mortos devido à Covid-19. Esta semana, o número de óbitos associados ao novo coronavírus ultrapassou a estimativa de mortes registadas entre 1918 e 1920.

Durante quase dois anos, a gripe espanhola matou cerca de 675 mil norte-americanos, segundo a estimativa dos Centros para o Controlo e Prevenção da Doença. Desde que foi identificado o novo coronavírus, em dezembro de 2019, esse número já foi ultrapassado em mortes por covid-19 no país, de acordo com dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins.

Com a variante Delta, as mortes nos EUA atingem mais de 1.900 por dia em média - o nível mais alto desde o início de março - e o número de mortes no país já ultrapassou as 679 mil. A população norte-americana há um século era apenas um terço do que é hoje, o que significa que a pandemia da covid-19 atingiu uma faixa muito maior e de forma mais mortífera em todo o país.

Porém, e considerando as duas épocas, a pandemia da covid-19 é uma "tragédia colossal", tendo em conta os avanços no conhecimento científico desde então, apesar da falta de adesão por parte da população à vacinação.

18h02 - Meta dos 85% da vacinação atingida "nos últimos dias do mês"

A `task force´ que coordena o processo de vacinação confirmou hoje que o objetivo de ter 85% da população totalmente vacinada contra a covid-19 deve ser alcançado nos últimos dias deste mês.

"Estima-se que se alcance a meta dos 85% da população com vacinação completa nos últimos dias do presente mês", adiantou à Lusa a estrutura liderada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

A vacinação completa de 85% dos residentes em Portugal constitui a referência definida pelo Governo para avançar para a terceira e última fase do plano de alívio das restrições impostas para controlar a pandemia.

17h52 - Autoridades pedem quarentena para Jair Bolsonaro e comitiva brasileira à ONU

As autoridades sanitárias brasileiras recomendaram hoje que o Presidente do país, Jair Bolsonaro, e a delegação que o acompanhou à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, cumpram quarentena após o ministro da Saúde testar positivo à covid-19.

Em nota enviada à Presidência da República, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) transmitiu a recomendação vigente para esses casos, que implica em quarentena de 14 dias para todos os integrantes da comitiva por terem estado em contacto com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que está infetado.

O titular da pasta da Saúde, que já havia recebido as duas doses de vacina contra a covid-19, chegou a Nova Iorque no domingo no avião que transportava Jair Bolsonaro e 18 outros elementos da delegação brasileira, e ficará pelos próximos 14 dias confinado num hotel da cidade norte-americana, após ter testado positivo pouco antes de voltar ao Brasil, na noite de segunda-feira.

Em Nova Iorque, Queiroga participou de inúmeras atividades oficiais e esteve com o Presidente brasileiro num encontro com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e em encontros com personalidades como a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, atual alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

17h40 - Costa prepara novo alívio de restrições para vigorar a partir de 1 de outubro

O primeiro-ministro prepara-se para anunciar na quinta-feira o levantamento de um conjunto de restrições que vigoraram por causa da covid-19, com efeitos a partir de 1 de outubro para evitar "confusão" com as eleições autárquicas de domingo.

"Há condições sanitárias para avançarmos com confiança para a nova fase prevista desde julho no plano do Governo, mas não queremos qualquer acusação de eleitoralismo", declarou à agência Lusa um membro do executivo, depois de questionado sobre a razão de as medidas de alívio a aprovar em Conselho de Ministros não entrarem em vigor já às 00:00 de sábado, mas apenas em 01 de outubro.

Na véspera do Conselho de Ministros que deverá introduzir um dos maiores alívios de restrições dos últimos meses, a ideia no executivo é falar-se em "momento de viragem", ou "momento de confiança", mas evitar-se a importação de "slogans" britânicos como "Dia da libertação".

"Estamos em vias de um momento de viragem, não porque a covid-19 desapareça, mas porque graças à vacinação pode considerar-se a pandemia controlada", declarou António Costa, na qualidade de secretário-geral do PS, em Valongo, no distrito do Porto, numa alusão às medidas que serão aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

Este levantamento de restrições - previsto na fase três do plano do Governo - acontece num momento em que Portugal se aproxima de ter 85% da população vacinada, regista uma trajetória sólida de descida da taxa de incidência de infeções (atualmente em 137,4 casos por 100 mil habitantes) e em que a taxa de transmissão se encontra abaixo de 1, mais precisamente em 0,82.

Tal como está previsto no plano do executivo, nesta fase três deixam de existir limites máximos para o número de pessoas em grupo no interior dos restaurantes, cafés, pastelarias e em esplanadas, bem como são levantados os limites de lotação para estabelecimentos, espetáculos culturais e eventos familiares.

Outra mudança quase certa passará pela reabertura dos bares e discotecas, embora os clientes apenas possam entrar caso apresentem um certificado de vacinação ou um teste covid-19 com resultado negativo.

17h30 - Reino Unido registou 166 mortes e mais de 34 mil casos

O Reino Unido registou 166 mortes e 34.460 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com os dados oficiais atualizados hoje.

Na terça-feira, o Reino Unido tinha registado 203 mortes e 31.564 novos casos.

17h08 - DGS confirma 31 surtos ativos em creches, ATL e jardins de infância

Portugal registava na segunda-feira um total de 31 surtos ativos de covid-19 em creches, centros de atividades de tempos livres (ATL) ou jardins de infância, que resultaram em 232 casos de infeção, confirmou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com os dados fornecidos pela autoridade de saúde, estes 232 casos de contágio envolvem alunos, funcionários e coabitantes dos mesmos, sendo que alguns já estarão inclusivamente recuperados da doença. Em relação aos agrupamentos de escolas, a DGS adiantou que “apenas foram identificados casos isolados na sequência da política de testagem implementada”.

Comparando o atual número de surtos com o início de 2021, quando as atividades letivas presenciais ainda decorriam e antes da pior vaga da pandemia no país, durante os meses de janeiro e fevereiro, a descida é evidente, pois nesse período chegaram a ser contabilizados 190 surtos nos estabelecimentos escolares.

Além dos surtos em contexto escolar, a DGS divulgou ainda os números relativos aos lares de idosos, onde se verificavam até 20 de setembro 43 surtos, com um acumulado de 676 casos de covid-19, entre os quais alguns já terão sido dados como recuperados. A situação nestes estabelecimentos residenciais é também melhor face ao início do ano, quando em fevereiro o número de surtos ativos ascendeu a 405 e os infetados eram aproximadamente 12 mil.

Em termos totais, o território continental somava até há dois dias 184 surtos ativos, que se traduziram em 1915 casos confirmados. A nível regional, a grande maioria dos 184 surtos estava concentrada na região de Lisboa e Vale do Tejo (100), seguida do Norte (26), Centro (24), Alentejo (22) e Algarve (12).

16h32 - Voos continuam restringidos na Venezuela

As ligações aéreas comerciais de passageiros continuam restringidas na Venezuela, com as autoridades locais a voltarem a apelar hoje às companhias aéreas e agentes de viagem a não vender bilhetes para rotas não autorizadas.

“Apelamos aos operadores aéreos e às agências de viagem a não comercializar bilhetes para rotas distintas às aprovadas pelo Executivo Nacional. Também aos cidadãos em geral a não adquirir bilhetes de avião para rotas distintas às autorizadas”, explica um comunicado emitido pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) da Venezuela.

O INAC começa por explicar que “continuam as restrições às operações da aviação comercial, aviação geral e privada, desde e para a Venezuela” e justifica a medida com o cumprimento das diretrizes do governo, para “garantir a saúde dos cidadãos que residem no país, através de políticas que permitam atenuar os efeitos (locais) gerados pela pandemia da covid-19”.

16h03 - Salário de não-vacinados em quarentena deixará de ser pago na Alemanha

Os salários das pessoas não-vacinadas contra a covid-19 em breve deixarão de ser pagos pelo Estado na Alemanha durante os períodos em que tenham de fazer quarentena, anunciou hoje o ministro da Saúde.

A decisão, negociada com as regiões alemãs, entrará em vigor a 01 de novembro.

“Diz-se, por vezes, que se trata de uma pressão sobre os não-vacinados, mas eu penso que é preciso ver as coisas de outra maneira, é uma questão de justiça”, explicou Jens Spahn numa conferência de imprensa.

Até agora, as pessoas colocadas em quarentena eram indemnizadas para compensar a sua perda de rendimentos. Vários ‘Länder’ (Estados regionais) já puseram, contudo, fim a essa prática.

“Aqueles que se protegem e protegem os outros através da vacinação colocam-se justificadamente a questão de saber por que pagar a alguém que estava de férias numa zona de risco e que, porque não está vacinado, tem de ser colocado de quarentena, porquê pagar a uma pessoa assim”, argumentou.

“Quando as pessoas dizem que é sua livre decisão pessoal – e continua a ser a sua livre decisão pessoal – vacinarem-se ou não, essa decisão deve também ser acompanhada da responsabilidade de assumir as respetivas consequências financeiras”, defendeu o ministro.

Perto de metade dos inquiridos (48%) é contra essa indemnização e 43% são a favor dela, segundo uma sondagem Yougov divulgada na segunda-feira.

15h50 - Peritos apostam na vacinação, testagem, medidas sanitárias e gestão de risco

Os peritos que aconselham o Governo na gestão da pandemia de covid-19 recomendaram a necessidade de manter a aposta na vacinação, na testagem e nas medidas sanitárias, além de uma maior responsabilização dos cidadãos na gestão do risco.

Segundo uma intervenção da investigadora Raquel Duarte na reunião de especialistas e políticos no Infarmed, em Lisboa, em 16 de setembro, a equipa de peritos entendeu que é essencial “continuar a apostar na vacinação e antecipar desde já a eventual necessidade de reforço massivo”, através de um plano que vá além dos cuidados de saúde primários para assegurar a resposta dos serviços de saúde, identificando idosos e populações vulneráveis como prioritários para receberem uma terceira dose de vacina contra a covid-19.

A testagem foi igualmente defendida pela especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto. Neste aspeto, sobressaiu a defesa de um ajuste nas estratégias de testagem, através da “identificação de populações de maior risco e promoção dos testes gratuitos” em locais validados e incluindo grupos vacinados.

Em associação com a testagem, surgiu o apelo à continuação da monitorização atenta de variantes do vírus SARS-CoV-2, com foco na rápida caracterização de transmissão no território pela identificação de populações ou comportamentos de maior risco e uma aplicação imediata e abrangente das medidas de saúde pública a fim de cortar a cadeia de transmissão.

15h18 - Incidência desce e R(t) mantém-se

A incidência continua a descer em Portugal. De acordo com o boletim, a incidência a nível nacional é agora de 137,4 casos por 100 mil habitantes e de 140,1 a nível continental. Na última atualização, este indicador situava-se em 149,1 a nível nacional e 152,4 no continente.

Já o índice de transmissibilidade, ou R(t), manteve-se. Este é de 0,82 a nível nacional e de 0,81 no continente.

15h05 - Mais oito mortes e 891 casos confirmados em Portugal

Nas últimas 24 horas, Portugal registou 891 novas infeções pela Covid-19 e oito mortes associadas à doença.

Há hoje 426 doentes internados, menos 29 do que no dia anterior. Nos cuidados intensivos mantêm-se internados 78 doentes.

Do total de novos casos, 323 foram reportados em Lisboa e Vale do Tejo, 290 na região norte, 111 no centro, 99 no Algarve e 46 no Alentejo. Foram ainda registadas 13 novas infeções na Madeira e nove nos Açores.

Relativamente aos óbitos, quatro foram reportados em Lisboa e Vale do Tejo, dois no Algarve, um no Alentejo e outro no centro.

Recuperaram da infeção 1212 pessoas, aumentando o total para 1.013.789. Há neste momento 32.269 casos ativos (menos 329 do que na véspera) e 28.466 contactos em vigilância (menos 947 do que no dia anterior).

Desde que foi identificado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal, já foram confirmadas 1.063.991 infeções e 17.933 mortes associadas à doença.

14h50 - Rússia supera 200.000 mortes desde início da pandemia

As autoridades sanitárias anunciaram hoje que a Rússia superou as 200.000 mortes por covid-19 após serem confirmados mais 817 óbitos nas últimas 24 horas, elevando para 200.625 o número de falecidos desde o início da pandemia.

Nos últimos dois dias foi registado um contínuo crescimento dos óbitos, com o índice a aproximar-se das 820 mortes diárias, um recorde assinalado em 26 de agosto passado.

Nas últimas 24 horas foram confirmados 19.706 casos em 85 regiões da Rússia, incluindo 1.662 assintomáticos (8,4%), indicou o Centro Operacional de Luta contra a Covid-19 no seu balanço diário.

14h20 - Ministro brasileiro da Saúde está com Covid-19

Marcelo Queiroga participou na Assembleia Geral da ONU e esteve no interior do edifício antes de saber que estava infetado. É o segundo elemento da comitiva a testar positivo.


13h50 - Mais de seis mil milhões de doses de vacinas já foram administradas em todo o mundo

Mais de seis mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram administradas em todo o mundo, e Portugal está nos países de topo, de acordo com uma contagem feita pela agência France Presse.

Com 2,18 mil milhões de injeções, a China concentra quase quatro em cada 10 doses administradas em todo o mundo, a Índia conta 826,5 milhões de doses administradas e os Estados Unidos 386,8 milhões, ocupando estes três países o pódio em termos absolutos.

Mas em comparação com a população, e entre países com mais de um milhão de habitantes, são os Emirados Árabes Unidos os campeões da vacinação: administraram 198 doses por 100 habitantes e mais de 81% da população está totalmente vacinada.

Uruguai (175 doses por 100 habitantes), Israel (171), Cuba (163), Qatar (162) e Portugal (154) seguem-se nos lugares de liderança.

A maioria desses países imunizou totalmente a grande maioria de sua população e alguns - como Emirados, Israel e Uruguai - até começaram a dar uma terceira dose por pessoa, com o objetivo de prolongar a imunização das pessoas totalmente vacinadas.

13h00 - OMS. Número de casos diminuiu 9% a nível mundial numa semana

Os 3,6 milhões de casos mundiais de covid-19 na semana entre 13 e 19 de setembro representaram uma descida de 9% relativamente aos sete dias anteriores, o que resulta na segunda semana consecutiva de descida a nível global.

A informação foi hoje destacada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mesmo período morreram 59.000 pessoas, menos 7%, pelo que a semana passada foi a quarta consecutiva de descida no número de óbitos, acrescentou a organização no mais recente relatório epidemiológico.

No documento, a OMS também adverte que a variante Delta, mais contagiosa e principal causa da vaga de covid-19 registada nos últimos meses no planeta, já está presente em 90% dos casos mundiais, segundo o acompanhamento que está a ser feito do genoma do coronavírus através da iniciativa GISAID.

A nível global, a pandemia afetou até agora 228 milhões de pessoas, das quais mais de 4,7 milhões morreram.

12h40 - Polícia detém mais de 200 pessoas em Melbourne durante protestos anti-confinamento

A polícia da segunda maior cidade australiana deteve mais de 200 manifestantes esta quarta-feira, o terceiro dia consecutivo de protestos anti-confinamento em Melbourne. As detenções ocorreram depois de terem sido lançados projéteis que feriram dois agentes policiais.

Bolas de golfe, baterias e garrafas estavam entre os objetos arremessados contra a polícia pelos manifestantes, em protesto contra as duras medidas de confinamento em vigor.

A polícia australiana está a preparar-se para mais manifestações nos próximos dias.

Os protestos intensificaram-se após a decisão das autoridades australianas de tornar a vacinação obrigatória para os trabalhadores da construção civil e de encerrar locais de obras a partir de terça-feira, alegando o não cumprimento das regras sanitárias neste setor.

12h16 - EUA vão duplicar doações de vacinas contra o novo coronavírus

Os Estados Unidos vão duplicar as doações de vacinas contra a covid-19 e tentar reunir a comunidade internacional em torno da meta de 70% da população no mundo vacinada dentro de um ano, disseram hoje altos funcionários norte-americanos.

Os EUA comprarão e distribuirão aos países em desenvolvimento 500 milhões de doses adicionais da vacina Pfizer/BioNTech, o que quase duplica, para mais de 1,1 mil milhões, o número de doses que os Estados Unidos prometeram doar até agora, disseram hoje as mesmas fontes, que pediram anonimato.

O anúncio, adiantaram, será feito oficialmente hoje pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante uma cimeira digital que está a organizar sobre a luta contra a pandemia.

“É um grande compromisso dos Estados Unidos. Para cada dose que administramos neste país, damos três a outros países”, disseram.

As vacinas serão compradas a preço de custo e canalizadas por meio do mecanismo internacional da Covax (liderada pela Organização Mundial da Saúde/OMS), de acordo com os altos funcionários.

Até ao momento, os Estados Unidos já enviaram aproximadamente 160 milhões de doses para mais de 100 países diferentes.

12h00 - AHRESP diz que verão ficou longe do de 2019 e defende medidas de apoio

A AHRESP considera que, apesar das melhorias, o verão de 2021 terá ficado “bastante longe do nível de atividade de 2019" e defende medidas de apoios às empresas de hotelaria e restauração afetadas por fortes quebras de faturação.

"Apesar de haver algum sentimento de melhoria na procura e no consumo nos estabelecimentos de restauração, similares e do alojamento turístico, fruto do aliviar das medidas de restrição aplicadas em Portugal e nos principais mercados emissores [devido à pandemia de covid-19], será de esperar ainda que o balanço deste verão fique bastante longe do nível de atividade de 2019", disse hoje a AHRESP no seu boletim diário.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal afirmou que as empresas de restauração e hotelaria continuam numa situação difícil, pelo que defende que é de "manter ou reativar os apoios às empresas", afetadas por "mais de um ano e meio de quebras drásticas na faturação".

A AHRESP disse esperar que a situação seja "finalmente ultrapassada no ano de 2022", mas também considerou que essa é uma perspetiva otimista e que os cenários mais realistas apontam para a recuperação apenas em 2023 ou 2024.

11h30 - Rio de Janeiro quer organizar Mundial de clubes deste ano

A cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, mostrou-se hoje interessada em organizar o Mundial de clubes de futebol de 2021, previsto para dezembro deste ano, após o Japão ter desistido, face à pandemia de covid-19.

"Estamos a trabalhar nisso. É a vontade do Rio, já que o Japão desistiu (...) seria muito interessante trazê-la para o Rio", revelou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, nas redes sociais.

De acordo com Paes, o seu governo já contactou a Federação Brasileira de Futebol e "outros líderes" para que a cidade do Rio receba a competição.

10h58 - Governo timorense propõe renovação de estado de emergência por 30 dias

O Governo de Timor-Leste decidiu hoje propor ao Presidente a renovação o estado de emergência por mais trinta dias, manter a cerca sanitária em Díli mais uma semana e terminar o confinamento nos municípios de Baucau, Covalima e Ermera.

"O Conselho de Ministros deliberou propor a Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo, a renovação do estado de emergência, por mais trinta dias, atendendo a que se mantêm as causas determinantes que justificaram a declaração do estado de emergência", afirma-se num comunicado de imprensa hoje divulgado.

10h16 - Roménia promove vacinação com lotaria e prémios elevados

A Roménia anunciou uma “lotaria de vacinação” que distribuirá prémios de até 200.000 euros entre aqueles que tiverem a vacinação completa, na tentativa de elevar a taxa de imunização no país, a segunda mais baixa da União Europeia.

Quase nove meses após o início da campanha, apenas 32,8% dos romenos adultos receberam a vacina. A taxa de vacinação ronda os 80% em toda a UE.

Entre 01 de outubro e o final do ano este sorteio vai oferecer mais de mil prémios em dinheiro e o Governo espera assim convencer os cidadãos a vacinarem-se.

O lançamento da lotaria coincide com a chegada ao país de uma quarta onda do SARS-CoV-2, que ameaça colapsar o precário sistema de saúde do país.

A Roménia registou 6.789 novos casos do novo coronavírus na terça-feira, o maior número de infeções diárias até agora neste ano, e 129 óbitos pela covid-19, o maior número de mortos desde julho.

9h00- Juiz brasileiro autoriza estados a decidir sobre vacinação de adolescentes

Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro decidiu na terça-feira que estados e municípios têm competência para decidir sobre a vacinação de adolescentes contra a covid-19, após o Governo ter recomendado a suspensão da imunização.

A decisão foi tomada pelo magistrado Ricardo Lewandowski, frisando que para vacinarem adolescentes acima de 12 anos, as unidades federativas devem considerar "as situações concretas que vierem a enfrentar, sempre sob sua exclusiva responsabilidade, e observar os cuidados e recomendações dos fabricantes das vacinas, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das autoridades médicas".

O juiz atendeu assim a um pedido feito por diversos partidos, que defendem a retomada da vacinação de adolescentes após o Ministério da Saúde recomendar a suspensão da aplicação de antídotos contra a covid-19 nessa faixa etária.

8h50 - México regista 815 mortos em 24 horas

As autoridades de Saúde do México registaram na terça-feira 815 mortes por Covid-19, elevando o total para 272.580 óbitos, e 12.521 novos casos, que fazem subir para 3.585.565 os contágios no país durante a pandemia.

Com estes números, o México mantém-se como o quarto país com mais mortes por Covid-19, atrás dos Estados Unidos, Brasil e a Índia, e o 15.º em número de contágios confirmados, segundo a contabilização da Universidade Johns Hopkins.

8h20 - China deteta 41 novos casos locais nas províncias de Fujian e Heilongjiang

A China anunciou hoje ter identificado 41 novos casos de covid-19, dos quais 16 por contágio local, diagnosticados nas províncias de Fujian e Heilongjiang.

Fujian, no sudeste do país, detetou 13 casos, enquanto Heilongjiang, no nordeste da China, somou três casos, todos na cidade de Harbin.

As autoridades de Harbin anunciaram, entretanto, que funcionários da Comissão Nacional de Saúde foram já enviados para a cidade, visando lidar com o novo surto.

8h00 - Ministro da Saúde do Brasil testa positivo e ficará em isolamento nos EUA

O ministro da Saúde brasileiro testou positivo à covid-19 durante a viagem a Nova Iorque, onde marcou presença na Assembleia-Geral das Nações Unidas, e ficará em isolamento naquela cidade norte-americana, informaram fontes oficiais.

"O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que integrava a Comitiva Presidencial a Nova Iorque (EUA), testou positivo para a covid-19 e permanecerá nos Estados Unidos durante o período de isolamento. O ministro passa bem", informou a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência brasileira em comunicado, na terça-feira

A Secom informou ainda que os demais integrantes da comitiva realizaram o exame e "testaram negativo para a doença".

7h45 - Amnistia Internacional acusa farmacêuticas de recusar aumento da oferta de vacinas

As empresas farmacêuticas responsáveis pelas principais vacinas contra a covid-19 estão a recusar participar em iniciativas para aumentar a oferta global de vacinas e a desvalorizar o fornecimento a países mais pobres, acusou hoje a Amnistia Internacional (AI).

No relatório intitulado `A Double Dose of Inequality -- Pharma companies and the covid-19 vaccines crisis`, a organização não governamental (ONG) considera que "os fabricantes de vacinas têm desempenhado um papel decisivo na limitação da produção global de vacinas e na obstrução do acesso equitativo", com o documento a centrar-se em seis companhias: Pfizer, BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Novavax e Johnson & Johnson (Janssen).

7h30 - Brasil soma 485 mortes e reporta número negativo de casos após correção de dados

O Governo brasileiro reportou o registo de 485 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, além de um número negativo de novos casos (-573) após uma correção feita na base de dados.

A exclusão de 573 notificações da doença ocorreu após a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA) informar que foram feitas alterações no processo de consolidação das informações, sendo que, no total, 12.028 casos foram descartados naquela unidade federativa do nordeste brasileiro.

7h15 - Ordem dos Médicos abriu um processo disciplinar a Fernando Nobre

A decisão foi tomada na sequência de uma queixa sobre declarações que o médico e ex-candidato presidencial fez numa manifestação junto ao parlamento.

Em outubro de 2020 o médico apelou aos deputados para que votassem contra a obrigatoriedade de máscara na rua, alegando que estavam em causa direitos e liberdades fundamentais.

Fernando Nobre considerou ainda inacreditável vacinar jovens dos 12 aos 16 anos, e referiu que se tratou a ele próprio da infeção, com medicamentos que não estão aconselhados para a covid-19.

A Ordem dos Médicos abriu um processo.

OMS. Variante Delta quase substituiu outras três variantes preocupantes
A variante Delta da covid-19, presente em 185 países, tomou em grande parte o lugar de outras três variantes também "preocupantes", Alfa, Beta e Gama, que representam cada uma menos de 01% dos casos sequenciados.

A informação foi avançada por Maria Van Kerkhove , da equipa técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a covid-19.

Os vírus, como o SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, sofrem mutações, e o aparecimento no final do ano passado de variantes que representavam um risco acrescido para a saúde pública mundial levou a OMS a caracterizar as variantes como "a seguir" ou como "preocupantes", para hierarquizar as atividades de vigilância e de investigação a nível global.

"O vírus predominante que circula atualmente é a variante Delta", disse a responsável ao explicar a hierarquização.

"Este vírus tornou-se mais forte, é mais transmissível e está a competir, substituindo os outros vírus que circulam", acrescentou.

A OMS considerou também cinco outras variantes (Eta, Iota, Kappa, Lambda e Um) como a serem monitorizadas mas "despromoveu" três delas (Eta, Iota e Kappa), disse Maria Van Kerkhove.
Vacinação completa já inclui 83% da população portuguesa
A região Norte já atingiu os 85% e é a que está mais avançada no processo. Já a sul, o Algarve é que regista um maior atraso, com apenas 76% da população com a vacinação completa.

De acordo com o Boletim semanal da vacinação contra a Covid 19, nesta altura a população entre os 65 anos e os maiores de 80 está totalmente vacinada.

Portugal está a dois pontos percentuais de atingir a meta de 85% da população totalmente vacinada, percentagem que o plano de desconfinamento do Governo aponta como referência para avançar para a terceira e última fase do alívio das restrições impostas para controlar a pandemia.

Por faixas etárias, a maior subida na última semana registou-se na vacinação completa dos jovens dos 12 aos 17 anos, que está agora nos 72% (cerca de 450 mil pessoas), enquanto 87% (mais de 538 mil) estão vacinados com pelo menos uma dose.

O relatório da vacinação avança ainda que 100% dos idosos dos grupos etários dos 65 a 79 anos e dos mais de 80 anos já estão totalmente vacinados, o que representa um total de mais de 2,3 milhões de pessoas.