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Presidenciais 2026
De Estrasburgo a Lisboa. Costa defende firmeza em diálogo com Trump e sinaliza voto em Seguro
Na véspera da reunião de emergência de líderes europeus sobre a relação com os Estados Unidos, o presidente do Conselho Europeu considerou que é essencial preservar as relações com os Estados Unidos, embora reconheça que a União Europeia tem de responder com firmeza perante "ameaças" norte-americanas. Sobre as Presidenciais portuguesas, António Costa adiantou que vai "repetir o voto" da primeira volta. Ou seja, em António José Seguro.
O presidente do Conselho Europeu não tem dúvidas de que é "essencial ser preservada" a aliança com os Estados Unidos.
"Estamos a empenhar-nos muito em prosseguir o diálogo com os Estados Unidos, mas obviamente (...) tem de ser feito de acordo com regras", afirmou António Costa, em entrevista à RTP, acrescentando que a "ameaça de ocupação territorial de um Estado-membro da União Europeia é de todo inaceitável".
Por isso, explicou o ex-primeiro-ministro português, será realizada uma reunião entre os líderes europeus, "para saber como nos podemos coordenar e continuar a encontrar formas de diálogo com os Estados Unidos, de trabalharmos em conjunto". Já no ano passado, recordou o presidente do Conselho Europeu, "vivemos momentos de grande tensão" mas foi possível "estabilizar as relações do ponto de vista das relações comerciais". E até sobre a guerra na Ucrânia, acrescentou, a UE e os Estados Unidos têm conseguido "continuar a trabalhar juntos para garantir uma paz justa e duradoura". "Espero que agora também consigamos, porque aqui é essencial preservar a soberania e integridade territorial da Dinamarca".
Questionado sobre que resposta pode ter a Europa quando um aliado tenta ocupar um Estado-membro, António Costa reconheceu que "ninguém estava preparado" para que "o nosso mais forte aliado (...) se podia tornar um adversário".
A resposta europeia deve ser, segundo o responsável europeu, de "grande firmeza quanto aos princípios de defesa do Direito Internacional".
"Agora, essa firmeza da União Europeia na defesa do Direito Internacional tem de ser incondicional, em qualquer circunstância e perante qualquer realidade. Tem de ser assim no Irão, tem de ser assim em Gaza, tem de ser assim na América Latina, tem que ser assim na Europa", afirmou, frisando: "não pode ter dois pesos e duas medidas". "Temos de ser firmes e coerentes", defendeu António Costa.
Sobre o ataque de Donald Trump a Emmanuel Macron, que se recusou a integrar o Conselho de Paz em Gaza, António Costa explicou que "não é só" o presidente francês que não quer entrar nesta organização proposta pelos Estados Unidos.
"A generalidade dos países da União Europeia não aceitou entrar neste Conselho de Paz, nos termos em que é apresentado", clarificou. "Todos estamos comprometidos em garantir a paz e a reconstrução de Gaza. (...) Mas isso tem de ser feito no quadro das regras das instituições multilaterais, desde logo das Nações Unidas".
Era "o que faltava não votar num candidato da área democrática"
O antigo governante e líder do Partido Socialista, questionado sobre as eleições Presidenciais em Portugal e a campanha de António José Seguro para a segunda volta, respondeu que não intervém "na política nacional".
"Naturalmente, o presidente do Conselho Europeu felicitará o presidente eleito pelos portugueses no dia 8 de fevereiro. (...) Eu darei também o meu voto ao presidente que desejo que seja eleito".
Sem mencionar que candidato apoia, António Costa admitiu que seria "o que faltava não votar num candidato da área democrática".
"Aliás, tenho a vida muito facilitada nesta segunda volta, visto que tenho a felicidade de repetir o voto que fiz na primeira volta", concluiu, sem admitir ter votado no candidato apoiado pelo PS.
"Estamos a empenhar-nos muito em prosseguir o diálogo com os Estados Unidos, mas obviamente (...) tem de ser feito de acordo com regras", afirmou António Costa, em entrevista à RTP, acrescentando que a "ameaça de ocupação territorial de um Estado-membro da União Europeia é de todo inaceitável".
Por isso, explicou o ex-primeiro-ministro português, será realizada uma reunião entre os líderes europeus, "para saber como nos podemos coordenar e continuar a encontrar formas de diálogo com os Estados Unidos, de trabalharmos em conjunto". Já no ano passado, recordou o presidente do Conselho Europeu, "vivemos momentos de grande tensão" mas foi possível "estabilizar as relações do ponto de vista das relações comerciais". E até sobre a guerra na Ucrânia, acrescentou, a UE e os Estados Unidos têm conseguido "continuar a trabalhar juntos para garantir uma paz justa e duradoura". "Espero que agora também consigamos, porque aqui é essencial preservar a soberania e integridade territorial da Dinamarca".
Questionado sobre que resposta pode ter a Europa quando um aliado tenta ocupar um Estado-membro, António Costa reconheceu que "ninguém estava preparado" para que "o nosso mais forte aliado (...) se podia tornar um adversário".
A resposta europeia deve ser, segundo o responsável europeu, de "grande firmeza quanto aos princípios de defesa do Direito Internacional".
"Agora, essa firmeza da União Europeia na defesa do Direito Internacional tem de ser incondicional, em qualquer circunstância e perante qualquer realidade. Tem de ser assim no Irão, tem de ser assim em Gaza, tem de ser assim na América Latina, tem que ser assim na Europa", afirmou, frisando: "não pode ter dois pesos e duas medidas". "Temos de ser firmes e coerentes", defendeu António Costa.
Sobre o ataque de Donald Trump a Emmanuel Macron, que se recusou a integrar o Conselho de Paz em Gaza, António Costa explicou que "não é só" o presidente francês que não quer entrar nesta organização proposta pelos Estados Unidos.
"A generalidade dos países da União Europeia não aceitou entrar neste Conselho de Paz, nos termos em que é apresentado", clarificou. "Todos estamos comprometidos em garantir a paz e a reconstrução de Gaza. (...) Mas isso tem de ser feito no quadro das regras das instituições multilaterais, desde logo das Nações Unidas".
Era "o que faltava não votar num candidato da área democrática"
O antigo governante e líder do Partido Socialista, questionado sobre as eleições Presidenciais em Portugal e a campanha de António José Seguro para a segunda volta, respondeu que não intervém "na política nacional".
"Naturalmente, o presidente do Conselho Europeu felicitará o presidente eleito pelos portugueses no dia 8 de fevereiro. (...) Eu darei também o meu voto ao presidente que desejo que seja eleito".
Sem mencionar que candidato apoia, António Costa admitiu que seria "o que faltava não votar num candidato da área democrática".
"Aliás, tenho a vida muito facilitada nesta segunda volta, visto que tenho a felicidade de repetir o voto que fiz na primeira volta", concluiu, sem admitir ter votado no candidato apoiado pelo PS.