Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão não planeia inspeções da AIEA às instalações nucleares danificadas
O Irão adiantou esta terça-feira que não realizou qualquer reunião com o responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, na Suíça, nem planeia que a agência nuclear da ONU inspecione as instalações nucleares danificadas do país, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Esmaeil Baghaei afirmou que não existe qualquer protocolo para tais inspeções, acrescentando que o Irão continuará a cumprir as suas atuais obrigações enquanto membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear e ao abrigo do seu acordo de salvaguardas com a AIEA.
A declaração surgiu no mesmo dia em que os EUA levantaram temporariamente as sanções, permitindo ao Irão vender petróleo em dólares norte-americanos pela primeira vez em décadas.
Em declarações na Suíça na manhã de segunda-feira, Vance foi questionado pelos jornalistas sobre quando é que os inspetores nucleares regressariam ao Irão. Disse esperar que o processo começasse "no mínimo esta semana", mas que as conversações com os inspetores "poderiam acontecer já hoje".
O presidente dos EUA, Donald Trump, também publicou nas redes sociais que o Irão "concordará em acolher inspeções de armas de grande porte".
No entanto, em entrevista à agência de notícias estatal iraniana Irna, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerão não tinha assumido "nenhum novo compromisso" em relação aos inspetores nucleares.
"Não tivemos qualquer reunião com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica e não planeamos que a agência inspecione as instalações nucleares iranianas danificadas pela agressão militar americana e sionista", esclareceu o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros iraniano. Esmaeil Baghaei reiterou que qualquer interação com os inspetores da ONU ocorreria "de acordo com os procedimentos existentes estabelecidos pelo Parlamento e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional".
A AIEA não se pronunciou de imediato.
O Irão suspendeu o acesso da AIEA aos locais bombardeados por Israel e pelos EUA durante a guerra de 12 dias, no verão passado.
No mês seguinte, a agência de vigilância nuclear da ONU anunciou a retirada dos seus restantes inspetores do país.
Em 2015, o Irão e seis potências mundiais – EUA, China, França, Rússia, Alemanha e Reino Unido – assinaram um acordo que permitia à AIEA realizar inspeções em instalações nucleares no Irão.
Durante o primeiro mandato de Trump, em 2018, retirou os EUA deste acordo, argumentando que era um "mau negócio".
Já o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou, esta terça-feira, que as negociações realizadas na Suíça entre delegações do Irão e dos Estados Unidos foram concluídas com a criação de quatro grupos de trabalho.
Os grupos de trabalho vão focar-se na suspensão das sanções, programa nuclear, reconstrução e desenvolvimento económico, e acompanhamento e implementação.
A declaração surgiu no mesmo dia em que os EUA levantaram temporariamente as sanções, permitindo ao Irão vender petróleo em dólares norte-americanos pela primeira vez em décadas.
Em declarações na Suíça na manhã de segunda-feira, Vance foi questionado pelos jornalistas sobre quando é que os inspetores nucleares regressariam ao Irão. Disse esperar que o processo começasse "no mínimo esta semana", mas que as conversações com os inspetores "poderiam acontecer já hoje".
O presidente dos EUA, Donald Trump, também publicou nas redes sociais que o Irão "concordará em acolher inspeções de armas de grande porte".
No entanto, em entrevista à agência de notícias estatal iraniana Irna, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerão não tinha assumido "nenhum novo compromisso" em relação aos inspetores nucleares.
"Não tivemos qualquer reunião com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica e não planeamos que a agência inspecione as instalações nucleares iranianas danificadas pela agressão militar americana e sionista", esclareceu o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros iraniano. Esmaeil Baghaei reiterou que qualquer interação com os inspetores da ONU ocorreria "de acordo com os procedimentos existentes estabelecidos pelo Parlamento e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional".
A AIEA não se pronunciou de imediato.
O Irão suspendeu o acesso da AIEA aos locais bombardeados por Israel e pelos EUA durante a guerra de 12 dias, no verão passado.
No mês seguinte, a agência de vigilância nuclear da ONU anunciou a retirada dos seus restantes inspetores do país.
Em 2015, o Irão e seis potências mundiais – EUA, China, França, Rússia, Alemanha e Reino Unido – assinaram um acordo que permitia à AIEA realizar inspeções em instalações nucleares no Irão.
Durante o primeiro mandato de Trump, em 2018, retirou os EUA deste acordo, argumentando que era um "mau negócio".
Já o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou, esta terça-feira, que as negociações realizadas na Suíça entre delegações do Irão e dos Estados Unidos foram concluídas com a criação de quatro grupos de trabalho.
Os grupos de trabalho vão focar-se na suspensão das sanções, programa nuclear, reconstrução e desenvolvimento económico, e acompanhamento e implementação.