Lituânia tem planos de evacuação face às ameaças russas e promete ripostar se for atacada

Lituânia tem planos de evacuação face às ameaças russas e promete ripostar se for atacada

O primeiro-ministro lituano, Mindaugas Sinkevicius, avançou que existem planos de evacuação face às ameaças da Rússia, mas acrescentou que o país não irá render-se em caso de ataque.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Soldados franceses e lituanos na zona de treino de Pabrade, na Lituânia, em setembro deste ano. Foto: Ints Kalnins - Reuters

Sinkevicius disse esta terça-feira ao programa "Newsnight" da BBC que os lituanos se sentem "constantemente ameaçados" pela Rússia, em parte devido à entrada de drones no espaço aéreo do país.

Questionado sobre um cenário em que a Lituânia, membro da NATO, seria atacada, respondeu: "Vamos ripostar. Vamos entrar em combate".

Referiu, no entanto, que existem planos para “uma variedade de cenários”, nomeadamente o de evacuação, retirando os cidadãos idosos das cidades “de forma tranquila” e evitando engarrafamentos.

A Lituânia, membro da NATO, partilha uma fronteira terrestre com o enclave russo de Kaliningrado.

“Enfrentamos ameaças concretas, não diariamente, mas estamos a vivenciá-las e isso é uma realidade para nós”, frisou Sinkevicius.

O primeiro-ministro lituano afirmou ainda que o Reino Unido precisa de uma “mudança de mentalidade” no que diz respeito à sua abordagem no setor da defesa, mas salientou que a Lituânia está “mais próxima da fronteira e mais próxima da ameaça”.Drone abatido na Lituânia há uma semana
As declarações surgem cerca de uma semana depois de pilotos de caças da NATO terem abatido um drone que entrou no espaço aéreo da Lituânia.

Embora a origem do drone não tenha sido confirmada, o ministro da Defesa da Lituânia, Robertas Kaunas, afirmou que este veio da direção da Bielorrússia, vizinha da Lituânia e aliada da Rússia.

“Graças à ação rápida e profissional das forças lituanas e italianas, a NATO demonstrou mais uma vez a nossa prontidão para proteger o nosso espaço aéreo”, disse depois o ministro britânico da Defesa.

“Estamos unidos, 24 horas por dia, na defesa de cada centímetro do território da NATO”, acrescentou. As incursões de drones militares têm-se tornado cada vez mais comuns em toda a Europa desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

Em maio, os habitantes de Vilnius, capital da Lituânia, foram obrigados a procurar abrigo na sequência de um alerta de drone que levou à suspensão temporária dos voos e do tráfego ferroviário.

Os caças da NATO foram mobilizados várias vezes este ano para abater drones ucranianos perdidos que entraram nos países bálticos vizinhos, a Estónia e a Letónia.

c/ agências
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