Exército israelita emite alerta de evacuação para seis aldeias no Líbano
O exército israelita emitiu alertas de evacuação para os residentes de seis aldeias na região oeste do Vale do Bekaa, no Líbano, instando os civis a abandonarem as suas casas devido a possíveis operações militares. Este é o primeiro alerta deste tipo para estas áreas.
Mais de 1,2 milhões de civis libaneses foram obrigados a abandonar as suas casas.
Drones americanos MQ-9 Reaper deverão aterrar na base das Lajes dentro de poucas horas
Os drones norte-americanos MQ-9 Reaper, conhecidos como "drones assassinos", deverão aterrar na base das Lajes, nos Açores, daqui a poucas horas.
Estes drones são uma peça central da guerra moderna com maior autonomia e eficiência do que um caça.
França pede reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas após os "incidentes extremamente graves sofridos pelos soldados de paz da UNIFIL", anunciou esta segunda-feira o ministro francês dos Negócios Estrangeiros numa mensagem partilhada no X.
Liban : suite aux incidents gravissimes subis par les casques bleus de la FINUL, j'ai demandé la tenue d'une réunion d'urgence du Conseil de sécurité des Nations unies.
— Jean-Noël Barrot (@jnbarrot) March 30, 2026
La France condamne avec la plus grande fermeté les tirs qui ont causé la mort, le 29 mars, d’un casque bleu…
Israel aprova pena de morte para palestinianos condenados por terrorismo
O Knesset aprovou uma lei polémica que prevê a pena de morte por enforcamento para os palestinianos da Cisjordânia condenados por terrorismo.
Centrais elétricas e dessalinizadoras. Casa Branca garante que EUA vão seguir a lei
Questionado sobre a ameaça de Donald Trump de atacar as instalações energéticas iranianas e centrais de dessalinização caso Teerão não reabra o Estreito de Ormuz, a porta-voz da Casa Branca garantiu que as forças armadas norte-americanas agirão sempre de acordo com a lei.
“É claro que esta administração e as forças armadas dos Estados Unidos agirão sempre dentro dos limites da lei, mas, no que diz respeito à concretização dos objectivos da Operação Epic Fury, o presidente Trump avançará sem hesitações e espera que o regime iraniano faça um acordo com a administração”, prosseguiu.
Trump "recusou descartar" envio de tropas terrestres para o Irão
Questionada sobre uma possível operação com tropas terrestres no Irão, Leavitt afirmou que Trump "recusou obviamente descartá-la".
Sobre se o presidente procuraria a aprovação do Congresso antes de enviar tropas para o Irão, Leavitt garante que o Governo seguirá sempre o Estado de Direito e que Trump tem um grande respeito pelo Congresso.
Casa Branca. Atingidos até à data 11.000 alvos inimigos
Leavitt afirma que mais de 11 mil alvos inimigos foram atingidos até ao momento, criando "mais poder de negociação para os Estados Unidos e os seus aliados" e prejudicando as capacidades ofensivas e defensivas do Irão.
Ela acrescenta que os ataques com mísseis balísticos e drones do Irão diminuíram cerca de 90 por cento.
Os EUA também "dizimaram" a marinha iraniana, destruindo mais de 150 embarcações, incluindo "92% dos seus maiores navios", diz ela.
A mesma acrescenta que o regime iraniano está "ansioso por pôr fim à destruição" e sentar-se à mesa das negociações.
As autoridades iranianas negam repetidamente estar em negociações com os EUA.
Conferência de imprensa na Casa Branca sobre a guerra
Dois `capacetes azuis` mortos em explosão no Líbano
Rubio fala em "fraturas internas" na liderança da República Islâmica
"Há lá algumas fraturas internas (na liderança iraniana). E creio que se há pessoas no Irão que agora, dadas todas as circunstâncias, estão dispostas a encaminhar o seu país numa direção diferente, isso será algo positivo", acrescentou.
Hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na sua rede social, Truth Social, que o seu país "está em conversações sérias com um novo e mais razoável regime" no Irão, ao mesmo tempo reiterando as suas ameaças às instalações elétricas e petrolíferas da República Islâmica, "se não se chegar em breve a um acordo".
Rubio assegurou depois à ABC que há pessoas em Teerão que, "em privado, estão a dizer algumas das coisas certas".
"O que dizem e tornam público para o mundo não reflete necessariamente o que dizem nas nossas conversas. Mas, no final, temos de ver se estas pessoas acabarão por ser as que estão ao comando, se serão elas que têm o poder para cumprir o acordo. (...) Temos esperança de que seja esse o caso", afirmou.
Kuwait acusa Irão após ataque mortal a central de dessalinização. Teerão nega a acusação
Teerão negou o ataque, num comunicado transmitido na segunda-feira pela televisão estatal iraniana, atribuindo a culpa a Israel.
A Arábia Saudita, o Qatar e Omã condenaram o ataque, com Riade e Doha a culparem o Irão.
"Um edifício de serviços numa central de dessalinização e geração de energia foi atacado no âmbito da agressão iraniana contra o Estado do Kuwait, resultando na morte de um trabalhador indiano e em danos materiais significativos", publicou o Ministério da Eletricidade e Água do Kuwait na plataforma de redes sociais X, sem especificar o local do ataque.
O exército do Kuwait declarou posteriormente, na segunda-feira, que intercetou 13 drones nas últimas 24 horas, alguns dos quais causaram "danos significativos" no edifício da central.
Israel atacou no fim-de-semana defesas aéreas iranianas perto do Mar Cáspio
A Força Aérea israelita afirma que o objetivo dos ataques era expandir a "superioridade aérea" de Israel sobre o Irão.
Israel afirma que as defesas aéreas iranianas estavam escondidas numa zona florestal.
O Mar Cáspio é a maior massa de água interior do mundo, banhada pelo Irão, Rússia, Cazaquistão, Turquemenistão e Azerbaijão.
NATO confirma interceção de míssil iraniano sobre a Turquia
A Aliança Atlântica "está preparada para enfrentar tais ameaças e fará sempre o que for necessário para defender todos os Aliados", declarou a sua porta-voz, Allison Hart, à emissora X.
Soldado libanês morto e cinco feridos após ataque israelita
Ucrânia e Bulgária preparam corredor de gás, diz Zelensky
Em declarações à imprensa em Kiev, ao lado do primeiro-ministro búlgaro, Andrey Gyurov, acrescentou que a nova rota deverá estar pronta até ao final do ano.
Kiev está já a planear medidas para enfrentar o próximo Inverno no meio de possíveis ataques russos ao seu sistema energético.
Jordânia proíbe ar condicionado em edifícios governamentais
Numa directiva divulgada hoje pela agência de notícias estatal jordana, o primeiro-ministro Jafar Hassan está também a restringir o uso de veículos oficiais e a suspender por dois meses as viagens internacionais das delegações e comités oficiais.
O governo já tinha reconhecido o impacto do aumento dos custos dos combustíveis e da energia.
Ministros do G7 "prontos a tomar medidas" para estabilizar mercado energético
Os ministros da Energia e das Finanças do grupo realizaram uma reunião virtual esta seguinda-feira, com a participação dos governadores dos bancos centrais.
Um comunicado divulgado após a reunião refere que os bancos estão a "monitorizar de perto" o impacto dos preços da energia na inflação.
O comunicado acrescenta: "Estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias em estreita coordenação com os nossos parceiros, incluindo para preservar a estabilidade e a segurança do mercado energético."
FMI apela a medidas "cuidadosamente calibradas" para lidar com impactos
Numa publicação no `blog` da instituição, vários diretores do FMI alertam que o choque provocado pelo conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz é "global, mas assimétrico".
"Os importadores de energia estão mais expostos do que os exportadores, os países mais pobres mais do que os mais ricos, e aqueles com reservas escassas mais do que aqueles com reservas amplas", lê-se no texto.
Estes impactos surgem numa altura em que muitas economias têm margem limitada para absorver choques, sendo que muitos países já enfrentavam níveis recordes de endividamento, aumentando as preocupações com a sustentabilidade orçamental.
Assim, para gerir o choque e manter a resiliência, é "mais importante do que nunca que os países adotem políticas adequadas", apelam os responsáveis do FMI, apontando que as medidas têm de ser "cuidadosamente calibradas para as necessidades específicas de cada país".
"Os países com reservas limitadas e pouca margem de manobra orçamental devem ser especialmente cautelosos", avisam os economistas do organismo.
Os responsáveis do FMI admitem que a guerra possa moldar a economia global de diferentes maneiras, mas a maioria dos cenários leva a preços mais altos e crescimento mais lento.
"Um conflito curto pode fazer com que os preços do petróleo e do gás disparem antes que os mercados se ajustem, enquanto um conflito longo pode manter a energia cara e pressionar os países que dependem de importações", consideram os responsáveis, mas o mundo também pode "estabilizar num ponto intermédio com tensões persistentes, energia cara e inflação difícil de controlar".
Tudo depende de quanto tempo o conflito durar, de quão longe se espalhar e quanto dano infligir à infraestrutura e às cadeias de fornecimento.
Na Europa, países como a Itália e o Reino Unido estão especialmente expostos pela dependência das centrais a gás para a produção de eletricidade, enquanto França e Espanha estão "relativamente protegidas pela maior capacidade nuclear e de energias renováveis".
Já no que diz respeito aos mercados financeiros, na Europa e em muitas economias emergentes, "`yields` mais altos e spreads de crédito mais amplos aumentam os encargos do serviço da dívida e complicam o refinanciamento tanto para governos quanto para empresas".
Lusa
Irão questiona benefícios de ser membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear
Baghai disse que o Irão continua comprometido com o Tratado, uma vez que se mantém membro, mas questiona se pode usufruir dos direitos que este garante. Reiterou também que o Irão nunca procurou, nem procura, armas nucleares.
Mais de seis mil hospitalizados em Israel desde início da guerra com o Irão
O ministério afirma que 121 doentes ainda estão a receber tratamento médico - um está em estado crítico e 16 são considerados graves.
Nas últimas 24 horas, 232 feridos deram entrada nos hospitais de todo o país, acrescenta o Ministério.
Forças da NATO abateram quarto míssil iraniano no espaço aéreo da Turquia
O incidente marcou o quarto caso do género desde o início da guerra com o Irão, após três interceções anteriores por parte dos sistemas da NATO no início deste mês, que levaram Ancara a protestar e a alertar Teerão.
O Ministério afirmou que todas as medidas necessárias estão a ser tomadas "de forma decisiva e sem hesitação" contra qualquer ameaça dirigida ao território e ao espaço aéreo da Turquia.
Dois palestinianos mortos pelo exército israelita na Cisjordânia
O exército israelita disse à AFP que um homem armado com uma faca correu em direção aos soldados que operavam perto da cidade de Dura-Europos, no sul do país, na manhã desta segunda-feira.
"Os soldados abriram fogo sobre o terrorista e mataram-no", acrescentou o exército.
França reúne G7 para discutir impacto económico da guerra
Este formato "demonstra claramente o grau de interligação entre as questões do abastecimento energético e os preços", declarou o ministro francês da Economia e Finanças, Roland Lescure, no início da reunião, à qual se juntaram representantes da Agência Internacional de Energia (AIE), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial.
O ministro francês constatou que alguns países do G7 "têm problemas de abastecimento", como o Japão, enquanto outros "têm antes problemas de preços", como a França, ou "problemas económicos, problemas financeiros, problemas de inflação".
A ideia da reunião, disse Lescure aos seus interlocutores, "é acompanhar a evolução da situação, trocar diagnósticos, em particular sobre as possíveis perturbações em curso, algumas das quais a ocorrer na Ásia".
Face ao forte aumento dos preços da energia, Roland Lescure constatou que "já existem diferenças na resposta" dada pelos diferentes países e que estas estão "ligadas em grande medida às diferenças de situação e exposição à crise".
O objetivo da reunião que junta representantes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão, passa por analisar a situação económica global num contexto marcado pela convergência de crises energéticas, pressões inflacionistas e desafios macroeconómicos.
Exército sírio afirma que ataques com drones atingiram as suas bases perto do Iraque
Damasco tem-se esforçado por se manter à margem do conflito regional que envolveu países vizinhos, incluindo o Líbano.
Ofensiva de Israel contra Hezbollah "continua com muita intensidade"
As Forças de Defesa de Israel já avançaram três quilómetros em território libanês.
Prestações do crédito à habitação aumentam em abril
A subida da Euribor está associada à incerteza criada pela guerra no Médio Oriente.<br />
Israel afirma ter atacado universidade em Teerão gerida pela Guarda Revolucionária Islâmica
"Nos últimos dias, uma das principais instalações de infraestruturas militares da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) foi atacada. Está localizada dentro do campus da Universidade Imam Hossein, a principal instituição académica militar da IRGC, que também serve como recurso de emergência para os órgãos militares do regime", afirmou o exército em comunicado.
"Sob o pretexto de atividades civis, as atividades de investigação e desenvolvimento de armamento avançado estavam a ser conduzidas na universidade", acrescentou o comunicado.
Emirados Árabes Unidos intercetaram mais 27 drones e 11 mísseis balísticos.
Desde o início da guerra, o país intercetou 1.941 drones, 15 mísseis de cruzeiro e 425 mísseis balísticos.
Israel afirma que segundo jornalista morto no Líbano era membro do Hezbollah
Fatima Ftouni, jornalista do canal Al-Mayadeen, ligado ao movimento xiita, o seu irmão, o operador de câmara Mohammed Ftouni, e Ali Shouaib, correspondente do canal Al-Manar, afiliado do Hezbollah, foram mortos no sábado num ataque que teve como alvo o carro em que se encontravam na região de Jezzine, no sul do Líbano.
Pouco depois, o exército israelita declarou que matou Ali Shouaib "num ataque direcionado", descrevendo-o como um "terrorista da unidade de inteligência da força al-Radwan" que operava "disfarçado de jornalista".
O exército confirmou na segunda-feira a "eliminação" de Mohammad Ftouni, "outro terrorista do braço armado do Hezbollah, que também atuava sob o disfarce de jornalista".
O exército não apresentou provas que sustentassem as suas alegações relativamente aos dois homens.
"Realçamos que o exército israelita dirige os seus ataques contra terroristas, não contra jornalistas", declarou.
Questionado pela AFP sobre a apresentação de provas, o exército respondeu: "O que temos é o que podemos confirmar".
Ali Shouaib, um veterano correspondente da Al-Manar, cobriu conflitos e a vida política no Líbano durante décadas.
No seu comunicado, o exército acrescentou ter "recebido relatos" de que "outro jornalista que estava com os terroristas" foi morto no ataque, sem adiantar mais pormenores.
Litro da gasolina custa menos dois cêntimos
Depois de grandes subidas, a semana começa com a descida de dois cêntimos no preço do litro da gasolina. O gasóleo mantém o preço da semana passada.
Ataque iraniano atinge base militar iraquiana situada perto de embaixada dos EUA
A base atingida está localizada perto de um centro diplomático e logístico dos EUA dentro do complexo do aeroporto, que tem sido alvo frequente de ataques desde o início da guerra no Irão, a 28 de fevereiro.
Hoje de madrugada, “uma base aérea foi alvo de ‘rockets’ Grad de 122 mm disparados dos arredores de Bagdad”, disse o Ministério da Defesa iraquiano, em comunicado.
“Este ataque resultou na destruição de um avião Antonov-132 pertencente à Força Aérea iraquiana. Não houve registo de vítimas”, acrescentou.
Uma fonte militar citada pela agência de notícias francesa AFP adiantou ainda terem caído “ ‘rockets’ dentro do centro de apoio diplomático, provocando um incêndio”.
O incidente aconteceu depois de Washington e Bagdad terem anunciado, na semana passada, a sua intenção de “reforçar a cooperação” para prevenir ataques e impedir que o território iraquiano seja utilizado como base para operações contra instalações norte-americanas.
Navios chineses atravessaram o Estrito de Ormuz à segunda tentativa
As embarcações navegavam em formação próxima, saindo do estreito e entrando em águas abertas, de acordo com os dados da plataforma MarineTraffic.
Não foi possível contactar de imediato os representantes da COSCO, o grupo de navegação que opera os dois navios.
Trump volta a avisar o Irão para abrir o Estreito de Ormuz
"Isto será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irão massacrou durante os 47 anos do `Reinado de Terror` do antigo regime", concluiu o Presidente dos Estados Unidos.
Três membros do Hezbollah morrem em ataque a sul de Beirute
O exército israelita havia anunciado estar a lançar uma nova vaga de bombardeamentos aéreos sobre Beirute, visandoinfraestrutura do movimento xiita conotado com o regime iraniano.
Petróleo Brent a subir mais de 2% para cerca de 115 dólares
Pelas 11h00 em Lisboa, o preço do barril para entrega em maio subia 2,13 por cento para os 114,97 dólares, depois de ter fixado um máximo de 116,89 dólares durante a sessão.
O barril de petróleo de referência nos Estados Unidos, West Texas Intermediate, para entrega em maio, subia à mesma hora 1,96% para 101,50 dólares.
O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos crescia 1,80% para 55,23 euros por megawatt-hora (MWh).
Incêndio deflagra em refinaria de petróleo no norte de Israel
Não há, para já, notícia imediata de vítimas ou danos nas instalações de produção
A refinaria de petróleo terá sido visada por um míssil iraniano.
Nova flotilha com destino a Gaza sai de Marselha na próxima semana
Dois veleiros franceses vão partir de Marselha, a 4 de abril, para se juntarem a uma nova flotilha internacional com cerca de uma centena de embarcações, na tentativa de romper o bloqueio israelita e chegar à Faixa de Gaza.
Zelensky propõe tréguas energéticas a Moscovo para lidar com a crise petrolífera
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país intensificou os ataques a instalações petrolíferas russas nas últimas semanas, propõe uma trégua energética a Moscovo para lidar com a crise desencadeada pela guerra no Médio Oriente.
"Enfatizo mais uma vez que, se a Rússia estiver disposta a não atacar o setor energético ucraniano, nós não atacaremos o setor energético deles em resposta", acrescentou.
Zelensky elogia acordos "históricos" com países do Golfo
Também esta segunda-feira o presidente ucraniano elogiou os acordos "históricos" sobre a cooperação em matéria de segurança e defesa aérea alcançados com os países do Golfo durante a visita que efetuou à região.
"São acordos históricos" sobre "cooperação estratégica na área da tecnologia militar", afirmou Zelensky aos jornalistas, depois de visitar a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e a Jordânia.
"A Ucrânia nunca teve acordos como estes na região do Golfo", enfatizou.
Nos termos dos documentos, que têm uma duração de dez anos, a Ucrânia planeia, em particular, libertar a exportação dos seus intercetores capazes de destruir drones Shahed de fabrico iraniano, acrescentou Zelensky.
"Trata-se de exportações, de abrir as exportações, mas de uma abertura adequada", apontou, "onde os nossos conhecimentos não estejam a ser vendidos gratuitamente e o que esteja a ser efetivamente vendido aos parceiros seja um sistema de defesa aérea à prova de Shahed e não apenas intercetores."
Em troca, Kiev, que luta contra a invasão russa há quatro anos, está interessada em meios para destruir mísseis balísticos, que são muito difíceis de abater, e em apoio no sector energético, cuja rede está a ser devastada por ataques sistemáticos russos, de acordo com Zelensky.
Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão reafirma “irrealismo” de Washington
“A nossa posição é clara. Estamos sob agressão militar. Portanto, todos os nossos esforços e forças estão concentrados na defesa”, enfatizou Baqaei.
Em declarações divulgadas pela agência Tasnim, O porta-voz reiterou também que o Governo iraniano não manteve quaisquer negociações diretas com a Administração Trump.
O Paquistão, apontado como potencial mediador entre Washington e Teerão, acolheu no domingo uma reunião quadripartida com a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito, mas esta não produziu resultados significativos.
Os Estados Unidos apresentaram, na semana passada, uma proposta de cessar-fogo em 15 pontos, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz e restrições ao programa nuclear iraniano. O regime dos ayatollahs rejeitou o plano norte-americano.
Teerão pretende, desde logo, que Israel cesse os ataques a aliados iranianos na região, designadamente ao Hezbollah xiita libanês.
Confiança dos consumidores cai em março para mínimos de 2023
O comportamento não é alheio ao contexto da guerra no Médio Oriente. Na União Europeia e na Zona euro, o sentimento económico também recuou pelo segundo mês consecutivo.
O indicador de confiança dos consumidores recuou este mês para o valor mais baixo desde dezembro de 2023, ao passo que o clima económico caiu para mínimos de um ano.
De acordo com os inquéritos de conjuntura divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores "diminuiu nos últimos dois meses, registando uma redução significativa em março, para o valor mais baixo desde dezembro 2023, em resultado sobretudo dos expressivos contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar".
Segundo estes inquéritos, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar e as expectativas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias também contribuíram negativamente para este indicador, ainda que de forma mais ligeira.O INE analisa ainda o saldo das perspetivas dos consumidores sobre a evolução futura da situação económica do país, que diminuiu nos últimos dois meses, "de forma significativa em março, atingindo o valor mínimo desde janeiro de 2023".
"O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou nos últimos três meses, tendo registado em março o segundo maior aumento da série e o valor mais elevado desde março de 2022", nota o gabinete de estatísticas.
Já o indicador de clima económico, baseado em inquéritos às empresas, diminuiu em março, para um valor próximo do observado há um ano, após ter aumentado ligeiramente no mês anterior.
A confiança diminuiu no comércio e na construção e obras públicas, mas aumentou nos serviços e na indústria transformadora.
Na indústria transformadora, o indicador aumentou nos últimos dois meses, ligeiramente em março, "refletindo o contributo positivo das apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e das opiniões sobre a evolução da procura global", explica o INE.
Já as expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentaram, numa altura em que se perspetiva um acelerar da inflação devido ao conflito no Médio Oriente, nomeadamente nos preços do petróleo.Zona Euro e União Europeia
O sentimento económico recuou em março, pelo segundo mês consecutivo, tanto na Zona Euro quanto na União Europeia (UE), segundo dados divulgados pela Comissão Europeia.
Segundo os dados da direção-geral dos Assuntos Económicos e Financeiros do executivo comunitário, o sentimento económico recuou, em março, 1,5 pontos, para 96,7 na União Europeia, e 1,6 pontos, para 96,6, na área do euro, período marcado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, que se iniciou em 28 de fevereiro.Já em fevereiro, o indicador tinha descido para os 98,2 pontos em ambas as zonas, sendo a média de longo prazo de 100 pontos.
Na União Europeia, considera a Comissão, a descida do sentimento económico resultou de uma confiança consideravelmente mais baixa entre os consumidores e os retalhistas e, em menor medida, entre os gestores do setor dos serviços.
A confiança no setor da construção melhorou ligeiramente, enquanto se manteve globalmente inalterada na indústria.
O indicador registou quedas nas seis maiores economias da União Europeia: França (-3,7), Espanha (-2,4), Países Baixos (-1,5), Itália (-1,3) e Polónia (-0,3), e na Alemanha (-0,1).
A Comissão Europeia revela ainda que o indicador de expectativas de emprego também registou uma descida na UE (-1,3 pontos para 97,3) e na zona euro (-1,4 para 96,4).
c/ Lusa
Protestos internacionais. Netanyahu garante acesso do patriarca latino de Jerusalém ao Santo Sepulcro
"Instruí as autoridades competentes para concederem ao cardeal Pierbattista Pizzaballa o acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém".
"Embora compreenda esta preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades para permitirem que o patriarca realizasse as celebrações religiosas de acordo com o seu desejo”, assinalou Benjamin Netanyahu.
"Não houve absolutamente nenhuma intenção maliciosa, apenas a preocupação em garantir a segurança do cardeal", escreveu o gabinete do primeiro-ministro.
"Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", lamentou um comunicado conjunto divulgado no domingo pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa. Jornal da Tarde | 30 de março de 2026
O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Francesco Ielpo, chefe dos Franciscanos da Terra Santa, "foram impedidos de prosseguir viagem e obrigados a regressar", acrescentou o comunicado, classificando o ato como um "grave precedente" que demonstra "falta de consideração pelos sentimentos de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, esta semana, voltam os seus olhares para Jerusalém".No início da ofensiva liderada pelos EUA contra o Irão, a 28 de fevereiro, as autoridades israelitas proibiram grandes aglomerações, incluindo em sinagogas, igrejas e mesquitas, nomeadamente a Mesquita de Al-Aqsa — o terceiro local mais sagrado do Islão — durante o mês sagrado do Ramadão, e limitaram as reuniões públicas a aproximadamente 50 pessoas.
A polícia justificou a sua decisão citando o traçado da Cidade Velha e dos locais sagrados, uma "área complexa" que dificulta o acesso rápido dos serviços de emergência em caso de ataque, "representando, por isso, um risco real para vidas humanas".
Em meados de março, destroços de mísseis e intercetores caíram na Cidade Velha, particularmente perto da Mesquita de Al-Aqsa e da Igreja do Santo Sepulcro, após ataques iranianosRestrições afetam a Páscoa e o Ramadão
O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, a semana mais importante do calendário cristão, que antecede a Páscoa. A Cidade Velha estaria normalmente movimentada, com católicos romanos a passar pelas imponentes portas de madeira do Santo Sepulcro.
Este ano, os cristãos, muçulmanos e judeus não puderam celebrar a Páscoa, o Ramadão ou o Pessach como habitualmente devido às restrições policiais. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, esteve praticamente vazia durante o Ramadão, e poucos fiéis se deslocaram ao Muro das Lamentações, local sagrado do judaísmo, com a aproximação do Pessach esta quarta-feira.
Moradores da Cidade Velha falam em inconsistência
A 16 de março, estilhaços de mísseis balísticos disparados pelo Irão e destroços de intercetores israelitas que os abateram caíram perto da igreja e do planalto próximo, conhecido pelos muçulmanos como Complexo de Al-Aqsa e pelos judeus como Monte do Templo.
Os residentes da Cidade Velha e as autoridades religiosas disseram que as restrições policiais ao culto não foram aplicadas de forma consistente.
Observaram que os pregadores muçulmanos do Waqf puderam aceder à Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadão e o Eid al-Fitr, e que os funcionários de limpeza foram autorizados a retirar bilhetes de oração do Muro das Lamentações, um ritual anual, antes da Páscoa judaica.
No domingo, os frades franciscanos e os fiéis foram também autorizados a entrar noutro santuário da Cidade Velha, a uma curta caminhada pelas ruelas estreitas da Cidade Velha a partir do Santo Sepulcro, para celebrar o Domingo de Ramos. Reações internacionais condenam decisão de Israel
No domingo, o papa Leão XIII afirmou que Deus rejeita as orações dos líderes que iniciam guerras e têm "as mãos cheias de sangue", em declarações invulgarmente contundentes, enquanto a guerra com o Irão entrava no segundo mês.
Em Portugal, o presidente da República considerou tratar-se de uma “situação sem precedentes”.
Numa nota publicada na página da Presidência, António José Seguro considera que se trata de um facto “que atinge a comunidade cristã local e também o princípio universal da liberdade religiosa, pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional. A livre prática do culto, em particular em locais de significado histórico e espiritual ímpar, deve ser assegurada e respeitada por todas as autoridades, em qualquer circunstância".
O presidente "apela ao respeito integral pelos direitos das comunidades religiosas, bem como à preservação do acesso livre e seguro aos lugares santos, que pertencem ao património espiritual da humanidade".
Já o Governo, pela mão do ministro dos Negócios Estrangeiros, condena a atitude de Israel e exorta as autoridades israelitas a "garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto".
Em Espanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou, esta segunda-feira, que convocou o encarregado de negócios israelita em Madrid para “expressar o protesto e deixar claro que isto não pode voltar a acontecer”.
Israel retirou o seu embaixador, que estava sediado em Madrid, em 2024, após o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Espanha, e desde então tem sido representado apenas por um encarregado de negócios.
"Esta é uma medida muito preocupante, porque a liberdade religiosa, a liberdade de culto, é uma liberdade fundamental", enfatizou José Manuel Albares.
Também no domingo, o chefe do governo espanhol já tinha considerado a proibição como "um ataque injustificado à liberdade religiosa" e uma ação levada a cabo "sem razão ou motivo".
Netanyahu ha impedido a los católicos celebrar el Domingo de Ramos en los Lugares Santos de Jerusalén. Sin explicación alguna. Sin razones ni motivos.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) March 29, 2026
Desde el Gobierno de España condenamos este ataque injustificado a la libertad religiosa y exigimos a Israel que respete la…
"Sem tolerância, a coexistência é impossível", enfatizou Pedro Sánchez, na rede social X, firmemente contra a guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão há mais de um mês.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou a ação policial, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou nas redes sociais que iria convocar o embaixador de Israel para tratar do incidente.
Também o presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a decisão da polícia israelita, que, segundo ele, "se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos Lugares Santos em Jerusalém".
J’apporte mon plein soutien au patriarche latin de Jérusalem et aux chrétiens de Terre Sainte, empêchés de célébrer la messe des Rameaux au Saint-Sépulcre.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) March 29, 2026
Je condamne cette décision de la police israélienne, qui s’ajoute à la multiplication préoccupante des violations…
Media israelitas noticiam impacto em refinaria de petróleo
A refinaria localiza-se na terceira maior cidade do norte de Israel.
"Equipas de busca e resgate, compostas por reservistas e militares no ativo, estão a caminho de um local no norte de Israel onde foram relatados impactos", indicam as Forças de Defesa de Israel em comunicado, apelando ainda "ao público" para que "evite aglomerações nessas áreas".
Human Rights Watch denuncia utilização iraniana de bombas de fragmentação
Ainda segundo a organização, pelo menos quatro civis morreram em tais ataques, o que pode constituir crime de guerra.
"O uso de munições de fragmentação por parte do Irão em zonas populacionais de Israel coloca um perigo evidente e prolongado aos civis", afirmou Patrick Thompson, especialista da Human Rights Watch, citado na edição online do jornal britânico The Guardian.
"As munições de fragmentação dispersam-se por uma vasta área, tornando-as ilegamente indiscriminadas em violação das leis da guerra".
Teerão confirma morte do comandante Alireza Tangsiri
Espanha fecha espaço aéreo a todos os voos envolvidos em ataques
Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.
"Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França", noticiou hoje o jornal El Pais, que cita fontes militares.
A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos "a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal".
"Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento", disse Sánchez.
O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil".
"Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.
Segundo escreve hoje o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve "intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha" e das bases militares espanholas usadas pelos EUA "no dispositivo militar norte-americano", que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.
O líder do Governo espanhol condenou desde o primeiro momento os ataques ao Irão, assim como, posteriormente, a resposta do regime de Teerão, que tem bombardeado alvos em diversos países.
Sánchez considera que a guerra foi iniciada de forma ilegal, à margem de todas as normas do direito internacional, e defendeu, na mesma intervenção no parlamento espanhol na semana passada, que o mundo assiste a um "desastre absoluto", com um cenário "muito pior" do que o de 2003, com o Iraque.
O líder do Governo espanhol sublinhou que o Irão, ao contrário do Iraque, é uma "potência militar" e tem um poder económico várias vezes superior, com impacto a nível mundial, e considerou que a guerra atual, além de ter sido iniciada sem qualquer consulta ou aviso por parte dos EUA aos aliados ou "amparo legal", não tem também um "objetivo definido".
Sánchez lembrou que os ataques ocorrerem poucos dias depois de notícias que davam conta de avanços em negociações com o regime de Teerão e quando até cargos norte-americanos confirmam que não existia uma ameaça nuclear iminente.
Para o líder do Governo espanhol, a guerra está só a destruir a legalidade internacional, a desestabilizar o Médio Oriente ou "a enterrar Gaza nos escombros do esquecimento e da indiferença" e aquilo que conseguiu até agora foi substituir uma liderança iraniana por outra "ainda mais sanguinária", beneficiar a Rússia e enfraquecer a Ucrânia, com o Moscovo a beneficiar do levantamento de sanções, e perturbar a economia mundial.
Parlamento israelita aprova orçamento
"O Orçamento do Estado reflete a ordem de prioridades planeada pelo governo e vai ao encontro das necessidades que ele perceciona no momento da sua formulação", resume o Parlamento israelita em comunicado.
O orçamento de 699 mil milhões de shekels (cerca de 193 mil milhões de euros) destina mais 77 por cento para despesas de defesa do que para a saúde, sendo esta última de aproximadamente 17 mil milhões de euros. E a verba para o Ministério da Educação é 37 por cento inferior, estando reservados aproximadamente 27 mil milhões de euros.
O ministro israelita das Finanças, Bezalel Smotrich, sustentou que a verba atribuída à defesa vai permitir concluir a campanha militar e melhorar a posição geopolítica e diplomática: "Seremos capazes de desmantelar e reconstruir o Médio Oriente. Este orçamento dá ao país a capacidade de vencer".
Israel assina acordo para compra de "dezenas de milhares" de projéteis
Gasóleo sobe, gasolina desce
O preço do gasóleo subiu 30 por cento desde o final de fevereiro, quando teve início a ofensiva israelo-americana contra o Irão. O Diário de Notícias fez as contas de acordo com os dados oficiais do Governo e do sector de distribuição.
Revogada a proibição de entrada no Santo Sepulcro ao patriarca latino
"Instruí as autoridades competentes para concederem ao cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", afirma Benjamin Netanyahu em comunicado.
A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos.
"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou Pierbattista Pizzaballa, em declarações reproduzidas pela emissora italiana TV2000.
"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.
"O impedimento do acesso do cardeal Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.
Subúrbios a sul de Beirute novamente debaixo de fogo
Este foi o primeiro bombardeamento sobre Beirute desde a passada sexta-feira.
Presidente dos Estados Unidos mantém ilha iraniana de Kharg no ponto de mira
- O presidente norte-americano tornou a agitar o cenário de uma componente terrestre da ofensiva contra o Irão, o que poderá passar pela ocupação da Ilha de Kharg, território estratégico para a infraestrutura petrolífera da República Islâmica. Em entrevista ao jornal Financial Times, Donald Trump referiu mesmo a possibilidade de "tomar o petróleo" deste país;
- Donald Trump clama que a máquina militar norte-americana poderia ocupar “facilmente” a Ilha de Kharg. Ao mesmo tempo, todavia, conserva no discurso a convicção de que um acordo de cessar-fogo poderia ser “relativamente fácil”;
- O presidente do Parlamento iraniano saiu, uma vez mais, a público para afirmar que os militares do país “querem” uma invasão terrestre norte-americana, de modo a “fazer chover fogo” sobre as tropas dos Estados Unidos. Isto depois de Washington ter anunciado o destacamento de 3.500 operacionais e mais um vaso de guerra no Golfo;
- Na abertura dos mercados asiáticos, o preço do petróleo escalou esta segunda-feira para mais de 115 dólares por barril, evolução que se seguiu a um novo aviso, por parte do Irão, para ataques retaliatórios adicionais contra universidades e casas de responsáveis dos Estados Unidos e Israel;
- Nas últimas horas, o presidente norte-americano aventou também a ideia de que a nova liderança iraniana lhe parece "muito razoável". Trump reitera que norte-americanos e iranianos têm mantido conversações "direta a indiretamente". "Penso que faremos um acordo com eles. Estou bastante seguro, mas também é possível que não o façamos", disse a bordo do avião presidencial Air Force One;
- O Paquistão anunciou a preparação de "conversações significativas", nos próximos dias, destinadas a pôr termo ao conflito desencadeado pela ofensiva israelo-americana do final de fevereiro, que levou à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, posteriormente substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei;
- As Forças de Defesa de Israel indicaram, já esta segunda-feira, estar a responder a uma nova vaga de mísseis lançados a partir do Irão. Adiantaram ainda ter atacado diferentes infraestruturas "em todo" o país;
- O Governo indonésio denunciou a morte de um capacete azul do país integrado na Unifil, a missão das Nações Unidas no Líbano, após um projétil ter explodido numa das suas posições, perto da localidade de Adchit al-Qusayr, a sul;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão da invasão do sul do Líbano, numa tentativa de suprimir o Hezbollah, movimento xiita libanês conotado com Teerão. As tropas do Estado hebraico ocupam atualmente o território a sul do Rio Litani;
- Em mensagem citada pelos media estatais, o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, agradeceu ao povo iraquiano o apoio "em face da agressão".
Irão. EUA preparam invasão terrestre
O Médio Oriente está em alerta máximo. O Irão diz-se pronto para a guerra e deixa o aviso: uma invasão terrestre terá consequências devastadoras.
Com um terceiro porta-aviões já posicionado na região, o Pentágono terá prontos planos para semanas de operações terrestres.
Do lado de Teerão, a Guarda Revolucionária responde com agressividade e ameaça dizimar as forças dos Estados Unidos.
Paquistão a mediar negociações entre EUA e Irão
O Paquistão assume-se como mediador na crise do Médio Oriente.
Foto: Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão via Reuters
Este anúncio surge na sequência da reunião de emergência dos chefes da diplomacia, este domingo, onde se desenhou uma solução inédita, a criação de um consórcio internacional para gerir o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz e evitar o bloqueio energético mundial.
Israel alarga ofensiva no Líbano
Israel prepara-se para intensificar a ofensiva a norte.
Foto: Amir Cohen - Reuters
Segundo o chefe do Governo israelita, o objetivo é neutralizar a ameaça de invasões terrestres e o lançamento de mísseis contra território nacional.
Netanyahu reforça que o país enfrenta uma guerra em várias frentes, mas garante que os resultados obtidos até agora são "notáveis".
Medicamentos para África retidos no Dubai devido ao conflito
A onda de choque da guerra no Médio Oriente chegou a África, onde a saúde de milhares de pessoas está agora em risco.
A preocupação das organizações humanitárias é crescente, com a época das chuvas à porta, um período de alto risco para a propagação de doenças.
A logística está cada vez mais difícil, os custos do transporte aéreo dispararam, sendo agora 70% mais caros do que o habitual.
Protestos anti-Trump. Milhões de pessoas nas ruas contra políticas de Trump
Milhares de pessoas saíram às ruas dos Estados Unidos, num protesto contra as políticas de Donald Trump. O movimento "No Kings" mobilizou manifestações em todos os estados norte-americanos, mas também em vários países europeus.