Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos - RTP /

Alexander Ermochenko - Reuters

Mais atualizações

00h45 - Nova Deli promete enviar mais ajuda humanitária mas continua sem impor sanções a Moscovo

A Índia é o maior país importador de armamento russo e, até ao momento, não criticou diretamente Moscovo pela invasão da Ucrânia. Os Estados Unidos realizaram uma cimeira com a Índia esta segunda feira.

Nova Deli comprometeu-se a enviar mais ajuda humanitária, mas continua sem impor sanções a Moscovo.

00h42 - Guerra matou pelo menos 142 crianças

A guerra na Ucrânia já provocou a morte a 142 crianças, avança a UNICEF, referindo que os números possam ser ainda maiores.

00h15 - Primeira-ministra da Lituânia visitou cidade bombardeada de Borodianka

A pequena cidade ucraniana, a 65 quilómetros da capital ucraniana, foi destruída pelas bombas e palco de atrocidades durante a ocupação russa.

Ao lado do homólogo ucraniano, Ingrida Simonyte percorreu várias áreas que sofreram danos graves durante os combates.

A chefe do governo lituano escreveu na rede social Twitter que nenhuma palavra podia descrever o que ali se viu e sentiu.

Borodianka tinha 12 mil habitantes antes da guerra e foi ocupada durante várias semanas. As tropas russas retiraram-se da região no final de Março.


00h00 - Suspeita de ataque químico em Mariupol

A Ucrânia acusa a Rússia de usar uma "substância desconhecida" na cidade portuária de Mariupol.

As alegações foram feitas pela presidente da Comissão Parlamentar de Integração da Ucrânia à UE, Ivanna Klympush.

A Sky News avança que a responsável acrescentou que a Rússia "provavelmente" usou "armas químicas" no ataque e algumas vítimas estão a sofrer de "insuficiência respiratória".

O Pentágono "não consegue confirmar neste momento" a veracidade das informações que referem que o exército russo terá usado armas químicas em Mariupol.

Em comunicado, o porta-voz do Departamento da Defesa norte-americano, John Kirby, disse que o Pentágono "tem conhecimento dos relatos que circulam nas redes sociais" e que "vai continuar a monitorizar de perto a situação"

Durante a guerra na Ucrânia, Reino Unido e EUA já alertaram para uma "séria preocupação" de que a Rússia possa usar armas químicas ou biológicas.

23h57 - Mais de 10 mil civis morreram nesta guerra, lamenta autarca de Mariupol

Mais de 10 mil civis ucranianos morreram durante o cerco russo a Mariupol, refere o presidente da Câmara daquela cidade portuária estratégica no sudeste da Ucrânia. Contando com militares, podem ser mais de 20 mil os mortos neste conflito, acrescenta.

Em declarações à agência Associated Press, o autarca realçou também que as forças russas movimentaram para aquela cidade equipamentos móveis de cremação, para descartar os corpos que vão "preenchendo as estradas".

O autarca acusou ainda Moscovo de recusar a entrada de comboios humanitários na cidade, na tentativa de esconder a "carnificina".

As forças russas levaram muitos corpos para um centro comercial de grande dimensões, onde se encontram instalações de armazenamentos e frigoríficos, acrescentou.

Em Mariupol, cerca de 120 mil civis precisam urgentemente de comida, água, aquecimento e comunicações, alertou o presidente da Câmara.

Vadym Boychenko explicou que apenas os moradores que passam pelos "campos de filtragem" russos podem sair da cidade e que as forças russas criaram prisões improvisadas organizadas para aqueles que não passam pela "filtragem".

Pelo menos 33 mil habitantes de Mariupol foram levados para a Rússia.

23h50 - Portugal vai enviar 99 toneladas de material médico e militar

Portugal vai enviar "em breve" mais de 99 toneladas de material médico e militar para a Ucrânia, adiantou a ministra da Defesa, Helena Carreiras, na rede social Twitter.

Na publicação, em que a governante aparece junto da embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, pode ler-se que é reafirmado "o apoio de Portugal à resistência dos ucranianos contra a agressão da Rússia". "Neste âmbito serão enviadas em breve mais 99 toneladas de material militar e médico", lê-se.


Na passada quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho havia dito, à chegada a uma reunião da NATO, em Bruxelas, que Portugal já enviou entre 60 e 70 toneladas de material de guerra para a Ucrânia e enviaria mais "num futuro próximo".

23h10 - Guerra pode anular metade do crescimento do comércio internacional

A guerra na Ucrânia pode anular metade do crescimento das transações internacionais esperado para 2022, refere uma análise divulgada pelo secretariado da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo o documento, a crise deve reduzir o crescimento do produto económico mundial a um intervalo situado entre 3,1 e 3,7% este ano, enquanto o do comércio internacional deve situar-se entre 2,4% e 3,0%. Em outubro, a OMC estimava um crescimento das trocas em torno dos 4,7%.

22h46 - Zelensky admite que forças russas possam usar armas químicas

O presidente ucraniano afirmou durante o discurso em vídeo desta segunda-feira que as forças russas podem vir a usar armas químicas na Ucrânia, mas não disse se estas já foram usadas.

Relatos ainda não confirmados na rede social Telegram sugerem que houve um ataque químico na cidade de Mariupol. Registam-se queixas de dificuldades respiratórias.

Os Estados Unidos, que confirmaram terem tido conhecimento deste ataque através das redes sociais, garantem que estão a monitorizar a situação.

22h02 - Entraram 360 menores ucranianos sem os pais em Portugal

O SEF comunicou ao Ministério Público que 360 crianças ucranianas entraram em Portugal sem os pais. Nove crianças chegaram sozinhas e por isso foram encaminhadas para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.


21h40 - França declara seis alegados diplomatas “persona non grata”

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da França declarou esta segunda-feira seis agentes russos que alegadamente se faziam passar por diplomatas como "persona non grata" depois de uma investigação dos serviços secretos ter concluído que trabalhavam contra os interesses nacionais franceses.

"Após uma longa investigação, a Direção Geral de Segurança Interna (DGSI) revelou no domingo, 10 de abril, uma operação clandestina realizada pelos serviços secretos russos no nosso território", disse o Ministério em comunicado, sem fornecer mais detalhes.

"Seis agentes russos que operavam sob cobertura diplomática e cujas atividades provaram ser contrárias aos nossos interesses nacionais foram declarados 'persona non grata'", afirmou.

No início deste mês, a França expulsou 35 russos com estatuto diplomático como parte de uma ação europeia mais ampla, alegando que os agentes estavam a trabalhar contra os interesses da França.

21h30 - Rússia declara alerta terrorista na Crimeia e em três regiões limítrofes da Ucrânia

A Rússia declarou hoje um alerta terrorista no norte da península da Crimeia, anexada em 2014, e em outras quatro regiões do sul do país, três das quais limítrofes da Ucrânia, que invadiu a 24 de fevereiro.

O nível de alerta “amarelo” entrou em vigor às 20:00 locais (18:00 em Lisboa) e permanecerá em vigor durante duas semanas, informaram as autoridades locais.

No caso das regiões vizinhas de Belgorod, Kursk e Voronezh, fronteiriças à Ucrânia e que acolheram numerosos refugiados, o estado de alerta vai afetar todo o território.

O líder da Crimeia, Serguei Axionov, indicou que o alerta será aplicado no norte da península, que limita a região ucraniana de Kherson, controlada pelo exército russo.

Durante este período, as forças de segurança e os serviços secretos vão intensificar as suas patrulhas, enquanto se recomenda à população que seja “mais cautelosa” e que informe a polícia sobre a mínima suspeita.

(agência Lusa)

21h14 - Ucrânia diz que 4.354 pessoas foram retiradas por corredores humanitários esta segunda-feira

Um total de 4.354 pessoas foram retiradas de cidades ucranianas através de corredores humanitários esta segunda-feira, incluindo 556 habitantes de Mariupol, disse a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, numa publicação no Telegram.

20h25 - ONU pede investigação a relatos de violência sexual contra mulheres

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu hoje uma "investigação independente" aos vários relatos de violações e violência sexual contra mulheres na guerra na Ucrânia, de forma a garantir justiça e responsabilidade por esses crimes.

Numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação humanitária na Ucrânia, a diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, denunciou o assédio e violência que as mulheres têm sentido e alertou para o aumento do tráfico de seres humanos à medida que a situação na Ucrânia "se torna mais desesperante”.

"Cada vez mais ouvimos falar de violações e violência sexual. Essas alegações devem ser investigadas de forma independente para garantir justiça e responsabilidade. (...) Mulheres jovens e adolescentes desacompanhadas correm um risco particular", disse Sima Bahous.

"A combinação do deslocamento em massa com a grande presença de recrutas e mercenários, e a brutalidade exibida contra civis ucranianos, levantou todas as bandeiras vermelhas. (...) Mulheres jovens que saíram de casa à noite, famílias separadas, o medo constante do futuro. Este trauma corre o risco de destruir uma geração. Devemos continuar com o nosso apoio", apelou.

Também a embaixadora norte-americana junto da ONU, Linda Thomas-Greenfield, uma das diplomatas que convocou esta reunião, denunciou que mulheres e crianças estão a ser violadas e abusadas e declarou que o que está a acontecer com mulheres e crianças na Ucrânia "é horrível, além da compreensão".

"Quando homens como o Presidente [da Rússia, Vladimir] Putin iniciam guerras, mulheres e crianças são deslocadas. Mulheres e crianças se magoam. (...) 90% dos refugiados da Ucrânia são mulheres e crianças e isso representa um risco adicional. As mulheres na Ucrânia estão em maior risco de violência baseada em género, incluindo violação, agressão sexual e exploração sexual”, salientou a representante norte-americana.

(agência Lusa)

20h10 - Autarquia desmente alerta sobre “última batalha” em Mariupol e garante que vai continuar a resistir

Há informações contraditórias sobre o destino de Mariupol. O exército ucraniano anunciou ao final da manhã que as munições estavam a acabar e que este seria o último dia de combates para defender a cidade.

Mas a Câmara Municipal de Mariupol disse há instantes que este anúncio é falso e que se tratou de um ato de pirataria informática, pelo que a cidade vai continuar a resistir.

20h02 - UNICEF. Quase metade das 3,2 milhões de crianças que estão na Ucrânia em risco de fome

A UNICEF alertou hoje que quase metade das 3,2 milhões de crianças ucranianas que permanecem no país estão em risco de não ter comida e água suficiente, salientando que Mariupol e Kherson são as cidades mais carenciadas.

"Voltei na semana passada de uma missão na Ucrânia. Nos meus 31 anos como funcionário humanitário, raramente vi tantos danos causados em tão pouco tempo. (...) Dentro da Ucrânia, crianças, famílias e comunidades estão sob ataque", disse o diretor de Programas de Emergência do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Manuel Fontaine, numa reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação humanitária no território ucraniano.

"Ataques à infraestrutura do sistema de água e cortes de energia deixaram cerca de 1,4 milhões de pessoas sem acesso à água na Ucrânia. Outras 4,6 milhões de pessoas estão com acesso limitado. A situação é ainda pior em cidades como Mariupol e Kherson, onde as crianças e as suas famílias passaram semanas sem serviços de água canalizada e saneamento, sem fornecimento regular de alimentos e cuidados médicos", acrescentou.

De acordo com Fontaine, até ao passado domingo, mais de 140 crianças tinham sido mortas na guerra na Ucrânia e mais de 220 crianças tinham sofrido ferimentos, sendo que os números, admitiu o representante, "são provavelmente muito maiores".

(agência Lusa)

19h38 - Autarca reporta mais de dez mil mortes na cidade sitiada de Mariupol

O autarca da cidade portuária de Mariupol disse esta segunda-feira que mais de dez mil civis morreram desde o início do cerco russo, mas alertou que o número de mortos pode ultrapassar os 20 mil.

Numa entrevista à agência Associated Press, Vadym Boychenko afirmou ainda que as forças russas levaram equipamentos móveis de cremação para a cidade para se livrarem dos corpos e acusou as forças russas de se recusarem a permitir a entrada de comboios humanitários na cidade numa tentativa de esconder a carnificina.

O líder dos separatistas pró-Rússia em Donetsk anunciou esta segunda-feira que as suas forças conquistaram por completo a zona portuária da cidade estratégica de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, sitiada há mais de um mês.

Anteriormente, o exército ucraniano tinha anunciado que está a preparar-se para "uma última batalha" no devastado porto de Mariupol, afirmando que as munições estão a acabar e que não poderão por isso continuar a defender a cidade.

A perda definitiva deste ponto estratégico significa que a Ucrânia fica sem um dos seus portos de acesso ao Mar Negro, neste caso através do Mar de Azov. Já para a Rússia, o controlo de Mariupol permite-lhe garantir um corredor terrestre entre a Crimeia e o Donbass.

19h22 - Macron disposto a fazer ponte entre Moscovo e Kiev

Emmanuel Macron afirma que Vladimir Putin não tem qualquer intenção de falar com Volodymyr Zelensky.

O presidente francês garante que já tentou um encontro entre os dois chefes de Estado mas que Putin recusa falar diretamente com o presidente ucraniano.
Macron, ao contrário de outros líderes europeus, não tem planos para viajar a Kiev, mas está disposto a continuar a fazer a ponte entre Zelensky e Putin.

19h10 - Chanceler austríaco sai “bastante pessimista” do encontro com Putin

O chanceler austríaco, Karl Nehammer, disse ter saído "bastante pessimista" da reunião desta tarde com Vladimir Putin, em Moscovo. Não há respostas positivas para praticamente todos os assuntos da agenda.

Nehammer diz que o presidente russo está focado numa "lógica de guerra" e no "sucesso militar" na Ucrânia.

"Não devemos ter ilusões. O Presidente Putin entrou massivamente numa lógica de guerra e está a agir em conformidade", declarou Nehammer aos jornalistas no final da sua visita.
Em cima da mesa estiveram questões como a abertura de corredores humanitários e formas de garantir uma paz duradoura.

A conversa durou 75 minutos e o chanceler austríaco diz que foi um encontro “duro e direto" num “ambiente hostil”. Nehammer diz ter saído da reunião convicto de que a Rússia prepara uma ofensiva em larga escala no leste do país.

Esta foi a primeira reunião presencial do presidente russo com um líder europeu desde que a guerra na Ucrânia começou.

18h35 - Borrel assegura ajuda financeira e de peritos da UE para investigar crimes

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) acordaram hoje dar assistência financeira e disponibilizar peritos para ajudarem o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Ucrânia a documentar possíveis crimes de guerra cometidos pelas tropas russas naquele país.

"Apoiaremos ambos financeiramente e com a nossa equipa no terreno", anunciou o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, em conferência de imprensa após a reunião dos chefes de diplomacia dos 27.

Os ministros, reunidos no Luxemburgo, encontraram-se hoje de manhã com o procurador do TPI, Karim Khan, que abriu as investigações sobre os acontecimentos na Ucrânia em 03 de março, poucos dias após o início da invasão russa.

A União Europeia tinha já anunciado na semana passada a atribuição de 7,5 milhões de euros para a formação de procuradores ucranianos para a investigação de possíveis crimes de guerra, e vários países, incluindo Alemanha, França, Suécia e Países Baixos, também disponibilizaram ajuda financeira ao TPI.

(agência Lusa)

18h20 - MNE anuncia regresso de embaixada de Portugal a Kiev em breve

Portugal decidiu retomar atividades diplomáticas em Kiev e a embaixada na capital ucraniana voltará a estar em plenas funções assim que a situação de segurança o permitir, provavelmente dentro de algumas semanas, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Portugal tomou a decisão de pedir o regresso do embaixador e da embaixada a Kiev logo que houver condições", revelou João Gomes Cravinho à saída de uma reunião dos chefes de diplomacia da União Europeia, no Luxemburgo.
O ministro considerou que se trata de "um sinal político muito importante" e que "tinha sido pedido pelo presidente [ucraniano, Volodymyr] Zelensky e também pelo Alto Representante [da UE, Josep] Borrell, na sequência da visita que ele e a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, fizeram na passada sexta-feira a Kiev".

"E, portanto, iremos retomar atividades em Kiev logo que haja condições para isso, espera-se que para breve", disse.

18h00 - Ucrânia reporta várias vítimas após bombardeamento em Kharkiv

A cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, foi alvo de fortes bombardeamentos esta segunda-feira, provocando várias vítimas mortais, incluindo uma criança, disse o autarca Ihor Terekhov em entrevista à televisão.

Questionado sobre o risco de um novo ataque russo à cidade, sobre o qual o Ministério da Defesa da Ucrânia alertou recentemente, Terekhov disse que as forças ucranianas estavam focadas e prontas para defender a cidade.

"Não há pânico na cidade", disse Terekhov.

17h30 - Biden e Modi falaram por videoconferência sobre a situação na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, estiveram reunidos por videoconferência esta segunda-feira. O conflito na Ucrânia foi o principal assunto em cima da mesa. Modi disse ter sugerido ao presidente Vladimir Putin que mantivesse conversas diretas com o seu homólogo ucraniano, Volodomyr Zelensky.

As negociações entre os dois líderes ocorreram enquanto os Estados Unidos procuram uma maior ajuda por parte da Índia para fazer pressão económica sobre a Rússia.

Biden e Modi expressaram crescente preocupação com a destruição na Ucrânia, particularmente em Bucha, onde centenas de civis foram mortos.
"Recentemente, a notícia dos assassinatos de civis inocentes na cidade de Bucha foi muito preocupante. Condenamos imediatamente e pedimos uma investigação independente", disse Modi.

O primeiro-ministro indiano também disse a Biden que havia sugerido em conversas recentes com a Rússia que Putin e Zelensky deviam encontrar-se diretamente.

Os Estados Unidos, por sua vez, deixaram claro que não querem ver um aumento nas importações de energia russa pela Índia.

16h53 - UE concorda que sanções têm de abranger petróleo e Portugal apoia

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje, no Luxemburgo, que a União Europeia está de acordo quanto à necessidade de incluir o petróleo nas sanções à Rússia e adiantou que Portugal apoiará tal medida, em fase de estudo técnico.

À saída de uma reunião dos chefes de diplomacia da União Europeia (UE), durante a qual os 27 voltaram a discutir a política de sanções contra a Rússia devido à sua agressão militar à Ucrânia, João Gomes Cravinho recordou que "aprovou-se na sexta-feira passada um novo pacote de sanções, abrangendo o carvão", e que abrange também "outros elementos novos, novas individualidades e novas entidades", mas reconheceu que as sanções não podem ficar por aqui.

"Sabemos que esse não é o fim da história. Isto é, sabemos que haverá mais sanções. Terá de haver uma intensificação das sanções nas próximas semanas, e sabemos também que essa intensificação passará pelo petróleo, e Portugal está alinhado com esse movimento, que tem dimensões técnicas que estão ainda em discussão, mas Portugal apoiará", afirmou.
Questionado sobre se há um entendimento entre os 27 sobre um eventual embargo total às importações de petróleo, face à grande dependência de alguns Estados-membros, João Gomes Cravinho começou por destacar que "há unanimidade no sentido de se considerar que é necessário intensificar as sanções para obrigar a Rússia a refrear o seu caminho", mas admitiu que têm de ser tidas em conta diferentes realidades.

"O que acontece, no entanto, é que o impacto das sanções é assimétrico. Não é igual entre Portugal e a Eslováquia, não é igual entre a Itália e a Suécia. E, portanto, essas assimetrias têm de ser tidas em conta. Nós somos um conjunto de países solidário e, portanto, temos de ter isso em conta quando desenhamos o pacote de sanções", explicou.

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros não afasta a hipótese de um embargo às importações de petróleo e de gás da Rússia. Josep Borrel afirma, no entanto, que não há acordo entre os 27 em relação a esta matéria.
Sobre os crimes de guerra, adianta que a União europeia vai apoiar Ucrânia na investigação.

(com agência Lusa)

16h35 - ONU confirma morte de mais de 1.800 civis

A ONU confirmou hoje a morte de 1.842 civis na guerra da Ucrânia entre o dia da invasão russa, 24 de fevereiro, e o final de domingo, num balanço que inclui 148 crianças.

No relatório diário sobre baixas civis, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) confirmou também 2.493 civis feridos, dos quais 233 são crianças.

Os dados referem-se ao período entre as 04:00 de 24 de fevereiro e as 24:00 de domingo (hora local), correspondendo a 46 dias de combates.

A agência da ONU alertou que os números reais de baixas civis, incluindo crianças, "são consideravelmente mais elevados, especialmente em território controlado pelo Governo" ucraniano, mais sujeito à ofensiva russa.

"A maioria das baixas civis registadas foi causada pela utilização de armas explosivas com uma vasta área de impacto, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de mísseis, e ataques aéreos e de mísseis", disse a agência da ONU.

(agência Lusa)

16h20 - Líder austríaco teve conversa “direta, aberta e dura” com Putin

Terminou o encontro entre o chanceler da Áustria e Vladimir Putin. Karl Nehammer disse que foi um encontro “duro e direto” num ambiente pouco amigável com o presidente da Rússia.

Num comunicado após a reunião, Nehammer disse que a reunião com Putin foi "muito direta, aberta e dura" e que a mensagem mais importante que passou a Putin foi a de que a guerra na Ucrânia deve acabar porque "numa guerra só há perdedores de ambos os lados".

Esta foi uma visita que provocou reações mistas na Europa, incluindo surpresa, ceticismo e condenação. Karl Nehammer foi o primeiro líder da União Europeia a encontrar-se presencialmente com Vladimir Putin desde que a guerra na Ucrânia começou.

16h04 - Ucrânia espera um novo ataque russo no leste da Ucrânia “muito em breve”

O Ministério da Defesa da Ucrânia disse esta segunda-feira que a Rússia está quase a completar o seu reforço de forças para lançar um novo ataque às regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia.

"Prevemos que o combate ativo começará nestas áreas muito em breve", disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk, acrescentando que o exército ucraniano está pronto para enfrentar o novo ataque.

Os EUA também afirmaram há instantes que acreditam que Moscovo começou a reforçar e a reabastecer as suas tropas em Donbass. Washington não acredita, no entanto, que este seja um prenúncio de uma nova ofensiva na região.

15h35 - Separatistas pró-Rússia dizem ter conquistado zona portuária de Mariupol

O líder dos separatistas pró-Rússia em Donetsk anunciou esta segunda-feira que as suas forças conquistaram por completo a área portuária da cidade estratégica de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, sitiada há mais de um mês.

"Em relação ao porto de Mariupol, já está sob nosso controlo", declarou Denis Pushilin, citado pelas agências de imprensa russas. O representante do exército separatista, Edouard Bassourin, disse que os últimos militares ucranianos estavam agora concentrados nas fábricas de Azovstal e Azovmach.

A informação ainda não foi confirmada de forma independente. O Exército ucraniano disse esta segunda-feira que está a preparar-se para "uma última batalha" no devastado porto de Mariupol.

14h48 – Rússia exige a Google que remova ameaças contra utilizadores russos

O regulador de comunicações da Rússia exigiu à Google que tome medidas imediatas para remover ameaças contra utilizadores russos nas suas plataformas.

"O Roskomnadzor [Serviço Federal de Supervisão de Comunicações da Rússia] comunicou à empresa americana Google LLC a exigência de que tome medidas imediatas para excluir declarações de ameaças contra utilizadores russos dos serviços da empresa", disse o regulador em comunicado.

14h25 – Líder austríaco inicia encontro com Putin

O chanceler da Áustria, Karl Nehammer, tornou-se esta segunda-feira o primeiro líder da União Europeia a encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin, desde o início da invasão da Ucrânia.

Vários meios de comunicação austríacos, incluindo o jornal KronenZeitung, avançaram que a reunião já começou.

As reações à visita de Nehammer a Moscovo estão a ser variadas. O próprio parceiro de coligação do partido de Nehammer, os Verdes, condenou a viagem, considerando-a um golpe de relações públicas para Putin. Já o chanceler alemão, Olaf Scholz, viu com bons olhos a reunião.

14h19 – Polícia francesa chega à Ucrânia para investigar "crimes de guerra"

A Polícia Militarizada francesa [Gendarmerie] já chegou a Lviv, no oeste da Ucrânia, para ajudar as autoridades ucranianas "nas investigações de crimes de guerra cometidos em Kiev", anunciou hoje o embaixador francês na Ucrânia.

É a "primeira" unidade estrangeira "a fornecer tal ajuda", escreveu Etienne de Poncins numa mensagem na rede social Twitter.

“Orgulhoso em receber em Lviv o destacamento de polícias técnicos e científicos que vieram ajudar os seus camaradas nas investigações de crimes de guerra cometidos em Kiev”, declarou o embaixador.

"Eles estarão a trabalhar amanhã [terça-feira]", indicou ainda Etienne de Poncins.

"Solidariedade", declarou o diplomata, acrescentando os 'emojis' das bandeiras francesa e ucraniana. Esta mensagem no Twitter também foi traduzida para o ucraniano.

14h02 - O essencial da informação a esta hora

  • O presidente Zelensky disse ao Parlamento sul-coreano que dezenas de milhares de pessoas já terão morrido na cidade de Mariupol às mãos dos russos e que a Rússia já destruiu centenas de infraestruturas no país, incluindo pelo menos 300 hospitais.

  • Continuam os bombardeamentos nas regiões de Donietsk e Luhansk, com as forças ucranianas a dizerem ter travado vários ataques, segundo o Ministério britânico da Defesa.

  • Pelo menos 183 crianças morreram e 342 ficaram feridas na Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, segundo os dados atualizados hoje pela responsável dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Liudmyla Denisova.

  • O Exército ucraniano disse esta segunda-feira que está a preparar-se para "uma última batalha" no devastado porto de Mariupol, sitiado pelo exército russo há mais de 40 dias.

  • A Rússia destruiu sistemas de mísseis antiaéreos S-300 fornecidos à Ucrânia por um país europeu, avançou há momentos o Ministério russo da Defesa.

13h41 – Onze civis mortos, incluindo uma criança, em novos ataques à região de Kharkiv

Pelo menos 11 pessoas morreram, entre as quais uma criança de 7 anos, e 14 ficaram feridas na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, que foi bombardeada 66 vezes nas últimas 24 horas, segundo as autoridades militares ucranianas.

O responsável pela Administração Militar Regional, Oleh Syniehubov, declarou, na rede social Telegram, que os ataques incluíram bombardeamentos com artilharia russa, morteiros e vários sistemas de lançamento de foguetes.

“Durante o último dia, as tropas russas lançaram cerca de 66 ataques com artilharia, morteiros e múltiplos sistemas de lançamento de foguetes. Os distritos de Saltivka, Piatykhatky, Kholodna Hora, Pisochyn, Zolochiv, Balakliia e Derhachi sofreram danos", afirmou o responsável militar.

"Os socorristas tiveram de apagar incêndios em casas, armazéns e outras infraestruturas civis. Os bombardeamentos das tropas russas provocaram 11 mortos civis (incluindo um rapaz de 7 anos) e outros 14 civis ficaram feridos", confirmou Syniehubov.

O responsável militar enfatizou que os russos usaram veículos aéreos não tripulados para fins de reconhecimento em toda essa área.

(Agência Lusa)

13h27 - Russos denunciam colegas e vizinhos pela posição crítica em relação à guerra

Na Rússia, quem não concorda com a invasão da Ucrânia tem de ter cuidado, porque as paredes têm ouvidos. O jornal New York Times revela que existem pessoas a denunciar compatriotas, como vizinhos ou professores, pela posição crítica em relação à guerra.

12h46 – Zelensky pede armas ao Parlamento sul-coreano

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu hoje à Coreia do Sul que envie armas ao Exército da Ucrânia para combater os russos, num discurso transmitido por vídeo no Parlamento sul-coreano.

"A República da Coreia pode ajudar a Ucrânia. O país tem meios militares que podem ajudar a deter os aviões e os mísseis russos", disse Zelensky num discurso em ucraniano com tradução simultânea para o coreano.

Zelensky saudou a ajuda material recebida até agora da Coreia do Sul, mas insistiu que o seu país precisa de armas, incluindo aviões e tanques, para resistir à invasão.

"Se a Ucrânia receber essas armas, isso não apenas salvará a vida de pessoas comuns, mas representará uma oportunidade para salvar a Ucrânia, e não apenas a Ucrânia, mas também para garantir que outros países não sejam atacados pela Rússia", acrescentou o Presidente ucraniano num discurso que durou cerca de quinze minutos.

Volodymyr Zelensky insistiu que a Rússia "não planeia apenas ocupar a Ucrânia" como, "depois da Ucrânia, a Rússia certamente atacará outros países".

(Agência Lusa)

12h34 – Canadá impõe sanções ao setor de defesa russo

O Canadá anunciou esta segunda-feira que vai impor sanções a empresas do setor de defesa russo que forneceram apoio aos militares na invasão da Ucrânia.

Segundo o Governo canadiano, serão impostas restrições a 33 entidades do setor de defesa da Rússia.

12h30 – Rússia diz que não interromperá operação militar na Ucrânia antes das negociações

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta segunda-feira que Moscovo não irá interromper a operação militar na Ucrânia antes da próxima ronda de negociações de paz.

“Depois de nos termos convencido de que os ucranianos não planeavam retribuir, foi tomada a decisão de que, durante as próximas rondas de negociações, não haveria uma interrupção [da operação militar] enquanto um acordo final não for alcançado”, disse Lavrov durante uma entrevista à televisão estatal russa.

12h06 – Lituânia quer que NATO expanda batalhões do Báltico

A Lituânia quer que os batalhões da NATO nos países bálticos sejam expandidos para brigadas - conjunto de vários batalhões de tropas -, disse há momentos o Ministério da Defesa desse país, em comunicado.

"A Lituânia, juntamente com outros países do flanco leste da NATO, está a procurar fortalecer os grupos de batalha ", referiu o ministro da Defesa, Arvydas Anusauskas.

11h31 – Exército ucraniano diz estar a preparar-se para "uma última batalha" em Mariupol

O Exército ucraniano disse esta segunda-feira que está a preparar-se para "uma última batalha" no devastado porto de Mariupol, sitiado pelo exército russo há mais de 40 dias.

"Hoje será provavelmente a última batalha, pois as nossas munições estão a acabar. (...) Será a morte para alguns de nós e o cativeiro para outros", escreveu a 36ª Brigada de Fuzileiros Navais no Facebook.

"Há mais de um mês que lutamos sem munições, sem comida, sem água", fazendo "o possível e o impossível".

A brigada queixou-se da falta de ajuda do comando do Exército e do presidente, Volodymyr Zelensky. "Só uma vez recebemos 50 cartuchos, 20 minas, mísseis antitanque NLAW", lamentaram na publicação.

10h46 – Adesão da Finlândia e Suécia à NATO "não trará estabilidade" à Europa, diz Rússia

O Kremlin disse esta segunda-feira que a eventual adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, expandindo assim a Aliança Atlântica, "não trará estabilidade" à Europa.

"Temos dito repetidamente que a Aliança continua a ser uma ferramenta usada para o confronto e a sua expansão não trará estabilidade ao continente europeu", declarou o porta-voz, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa.

10h33 – Forças pró-Rússia vão intensificar combate no leste da Ucrânia

A região ucraniana de Donetsk, apoiada pelos russos, vai intensificar a sua batalha contra as forças ucranianas, disse hoje o chefe dessa região rebelde, citado pela agência de notícias RIA.

"Agora a operação será intensificada", declarou Denis Pushilin, chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk.

"Quanto mais demoramos, mais a população civil simplesmente sofre, refém da situação. Identificámos áreas onde certas medidas precisam de ser aceleradas".

10h05 – Autoridades ucranianas dizem que pelo menos 183 crianças já morreram na guerra

Pelo menos 183 crianças morreram e 342 ficaram feridas na Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, segundo os dados atualizados hoje pela responsável dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Liudmyla Denisova.

“Até às 08h00 de 11 de abril de 2022 (06h00 em Lisboa), um total de 183 crianças morreram e 342 ficaram feridas desde o início da invasão russa” à Ucrânia, escreveu Liudmyla Denisova numa mensagem publicada na rede social Facebook.

No entanto, como explicou a responsável, atualmente é impossível determinar o número real de menores que foram vítimas da guerra, uma vez que as tropas russas realizam ataques contínuos e ações hostis nas cidades ucranianas e a verdadeira realidade ainda não é conhecida.

Até agora, a maioria das vítimas foi registada em Donetsk (110), Kiev (98), Kharkiv (76), Chernigiv (54), Mykolaiv (40), Lugansk (35), Zaporijia (22) e Kherson (29).

Na capital ucraniana, até agora, 16 menores morreram, o mesmo que na região de Sumy, enquanto em Jitomir foram registados 15 óbitos.

(Agência Lusa)

09h48 – Noruega prolonga destacamento de tropas na Lituânia até agosto

A Noruega vai prolongar o seu atual destacamento de tropas da NATO na Lituânia, o que significa que todos os seus 200 soldados permanecerão até agosto nesse país, avançou o Ministério norueguês da Defesa esta segunda-feira.

9h33 – Zelensky alerta que Moscovo está a reunir “dezenas de milhares de soldados” para uma próxima ofensiva

O presidente ucraniano, Volodymy Zelensky, disse esta manhã que a Rússia já destruiu centenas de infraestruturas no país, incluindo pelo menos 300 hospitais.

De acordo com o líder, dezenas de milhares de pessoas foram mortas até agora na cidade de Mariupol.

"A Rússia não vai parar a menos que seja forçada a parar", avisou o presidente.

Zelensky alertou ainda que Moscovo está a concentrar dezenas de milhares de soldados para uma próxima ofensiva.

09h23 – Alemanha vê “sinais massivos” de crimes de guerra na Ucrânia

"Temos indícios massivos de crimes de guerra", disse há minutos a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, à entrada da reunião com outros ministros europeus em Luxemburgo.

"No final serão os tribunais a decidir, mas para nós é fundamental garantir todas as provas", declarou.

"Como Governo Federal alemão, já deixámos claro que haverá uma eliminação completa dos combustíveis fósseis, começando com o carvão e depois o petróleo e o gás, e para que isso possa ser implementado conjuntamente na União Europeia, precisamos de um plano coordenado para eliminar completamente os combustíveis fósseis ", acrescentou a ministra.

09h15 – UE a trabalhar em possível embargo de petróleo à Rússia, diz Irlanda

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Irlanda, Simon Coveney, disse esta segunda-feira que a Comissão Europeia está a trabalhar nos detalhes de um embargo de petróleo à Rússia como parte de um possível próximo pacote de sanções, mas que nada foi ainda decidido.

Coveney disse esperar que os 27 Estados-membros da UE cheguem a um acordo o mais rápido possível.

09h00 – Rússia destrói sistemas de mísseis S-300 na Ucrânia e atinge 25 soldados

A Rússia destruiu sistemas de mísseis antiaéreos S-300 fornecidos à Ucrânia por um país europeu, avançou há momentos o Ministério russo da Defesa.

Segundo a entidade, os mísseis russos Kalibr lançados no mar no domingo destruíram quatro lançadores S-300 que estavam escondidos num hangar nos arredores da cidade ucraniana de Dnipro.

A Rússia disse ainda que 25 soldados ucranianos foram atingidos no ataque.

08h42 – Fluxos de gás russo para a Europa via Ucrânia aumentam

As entregas de gás russo à Europa através da Ucrânia subiram esta segunda-feira em relação aos níveis do fim de semana.

08h06 – Gazprom continua a exportar gás para a Europa via Ucrânia

A produtora estatal russa de gás Gazprom continua a fornecer gás natural à Europa através da Ucrânia, de acordo com os pedidos dos consumidores europeus, informou a agência de notícias Interfax.

Os pedidos fixavam-se esta segunda-feira em 95 milhões de metros cúbicos, informou a Interfax, citando a operadora do gasoduto na Ucrânia.

07h56 – “Sanções estão sempre em cima da mesa”, diz Borrell à chegada da reunião de MNE europeus

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse hoje que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão discutir "como melhorar o apoio dado ao povo ucraniano".

"As sanções estão sempre em cima da mesa", adiantou aos jornalistas à chegada da reunião que vai decorrer no Luxemburgo. “Os ministros vão discutir quais são os próximos passos”.

O responsável acrescentou ainda que a guerra na região do Donbass vai intensificar-se nos próximos dias.

07h48 - Nova Zelândia anuncia reforço da ajuda a Kiev

A Nova Zelândia anunciou hoje o envio para a Europa de um avião Hércules C-130, 50 soldados e oito militares especializados na área da logística para trabalharem no envio e distribuição de ajuda à Ucrânia.

"Durante os próximos dois meses, o nosso C-130 irá juntar-se a uma cadeia de aviões militares de nações parceiras que viajarão pela Europa, através do Reino Unido, transportando equipas e suprimentos muito necessários para centros de distribuição chave, mas em momento algum entrarão na Ucrânia", disse a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, em comunicado.

O Governo também anunciou uma contribuição de 13 milhões de dólares neozelandeses (8,2 milhões de euros) para a aquisição de armas e munições, e para pagar o acesso a satélites comerciais pelos Serviços Secretos de Defesa ucranianos.

"O nosso apoio é ajudar os militares ucranianos a repelir uma invasão russa brutal, porque a paz na região europeia é essencial para a estabilidade global", disse Ardern.

(Agência Lusa)

07h38 - Reino Unido diz que bombardeamentos continuam em Donetsk e Luhansk

Os bombardeamentos russos continuam nas regiões de Donetsk e Luhansk, com as forças ucranianas a repelir vários ataques que resultaram na destruição de tanques, veículos e equipamentos de artilharia russos, avançou o Ministério da Defesa do Reino Unido num boletim esta segunda-feira.

O relatório indica ainda que a dependência contínua da Rússia de bombas não guiadas diminui a sua capacidade de discriminar alvos, aumentando o risco de mais baixas civis.

07h29 - Société Générale concorda com venda de participação do Rosbank enquanto prepara saída da Rússia

O banco francês Société Générale vai interromper as atividades na Rússia e assinou um acordo para vender à Interros Capital a sua participação no Rosbank, assim como nas subsidiárias de seguros russas do grupo, informou o banco esta segunda-feira.

07h21 - Rússia avança para Dnipro e prossegue ofensiva em Donetsk e Mariupol

A Rússia continua a ofensiva militar na região de Donetsk e na cidade de Mariupol, bem como a estabelecer um "grupo ofensivo de tropas" na região de Dnipro, indicaram hoje os militares ucranianos.

"O inimigo continua a criar um grupo ofensivo de tropas para atuar na direção de Slobozhansky [região de Dnipro]" e "provavelmente os ocupantes tentarão retomar a ofensiva nos próximos dias", de acordo com o último balanço do alto comando do exército ucraniano.

Na direção de Donetsk, as tropas russas continuam a concentrar-se em assumir o controlo das povoações de Popasna, Rubizhne, Nyzhne e Novobahmutivka, bem como em estabelecer o controlo total sobre a cidade de Mariupol, "com o apoio da artilharia e da aviação".

Nas últimas 24 horas, os militares ucranianos repeliram quatro ataques inimigos nas regiões de Donetsk e Lugansk, destruíram cinco tanques, oito unidades blindadas, seis veículos e oito sistemas de artilharia, indicou o mesmo balanço.

Os militares ucranianos avançaram ainda que "é possível que as forças armadas da Federação Russa levem a cabo ações provocatórias na região da Transnístria da República da Moldova para acusar a Ucrânia de agressão contra um Estado vizinho".

(Agência Lusa)

07h10 - UE discute hoje mais sanções à Rússia mas petróleo e gás dividem 27

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutem esta segunda-feira, no Luxemburgo, um sexto pacote de sanções à Rússia, face à sua agressão militar contra a Ucrânia, mas possíveis embargos às importações de petróleo e gás dividem os 27.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, que participou, entre quarta e quinta-feira da semana passada, numa reunião de chefes de diplomacia em Bruxelas, mas ao nível da NATO, já disse na ocasião que Portugal apoiaria um embargo total da UE às importações de todas as matérias-primas energéticas da Rússia, incluindo gás e petróleo, para "ajudar a paralisar a economia que sustenta a máquina de guerra russa".

A reunião de hoje no Luxemburgo vai ser presidida pelo Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, que poderá dar conta aos 27 das impressões recolhidas durante a sua deslocação de sexta-feira a Kiev - com uma paragem em Bucha -, acompanhando a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Em Kiev, Borrell deu conta da sua intenção de lançar hoje uma discussão sobre um embargo ao petróleo russo - atendendo a que a proibição de importações de gás parece neste momento inviável, dada a forte dependência de países como Alemanha e Áustria -, mas muito dificilmente será alcançado um compromisso, numa questão que exige unanimidade, como é a de sanções europeias.

Os 27 deverão dar hoje 'luz verde', isso sim, a mais um pacote financeiro, o terceiro, de 500 milhões de euros para a aquisição e fornecimento de material de guerra à Ucrânia, numa altura em que se avizinham importantes batalhas na região do Donbass, dado ser expectável uma forte ofensiva russa nesta zona leste do território ucraniano.

(Agência Lusa)

 Ponto de situação:
  • Foram encontrados 50 corpos de civis nos arredores de Kiev, alguns deles em valas comuns. No total, as equipas de busca já encontraram os corpos de mais de 1200 civis na região da capital ucraniana;

  • O número de mortos no ataque com mísseis à estação de comboios de Kramatorsk, na sexta-feira, subiu para 57. Há ainda a reportar 109 feridos;

  • Quase três mil civis foram retirados de cidades ucranianas no domingo, incluindo 213 moradores da cidade portuária de Mariupol;

  • O aeroporto de Dnipro foi novamente bombardeado no domingo pelos russos e ficou "completamente destruído", anunciou o governador regional;

  • Kiev diz estar pronta para “grande batalha” no leste do país. A Ucrânia deu por iniciada a ofensiva final das tropas russas contra a região de Donbass, no leste do país, disse o conselheiro presidencial ucraniano Oleksii Arestóvich;

  • As autoridades russas dizem ter identificado mais de 500 suspeitos de crimes de guerra. No total, a Ucrânia abriu 5.600 investigações por alegados crimes de guerra cometidos no território, desde o início da invasão russa;

  • O chanceler da Áustria, Karl Nehammer, vai viajar até à Rússia para se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, esta segunda-feira. Segundo um porta-voz do governo, a viagem de Nehammer a Moscovo servirá para “encorajar o diálogo”.