Durante um encontro com jovens empreendedores, o presidente russo garantiu que apesar das sanções a Rússia não vai voltar a ser uma economia fechada.
O presidente da Ucrânia acredita que a maioria dos europeus apoia a adesão do país à União Europeia.
O alto representante da União Europeia para a Política Externa alertou para o "efeito dominó" que o "terremoto" da guerra na Ucrânia pode ter no mundo, avisando que pode resultar num "tsunami" mundial.
Para evitar esse cenário, o chefe da diplomacia europeia defendeu que é preciso "assegurar a vitória da Ucrânia" e "estar preparados para pagar o preço da liberdade", num discurso que divulgou nas redes sociais e que deveria ter feito hoje para assinalar o 20.º aniversário do Instituto de Estudos de Segurança da UE (EUISS), com sede em Paris.
"Vista através de uma lente geopolítica, a guerra corre o risco de criar um mundo bipolar de concorrência permanente e até de confrontação. Entre Estados Unidos, Europa e países afins, por um lado, e a Rússia e a China, por outro", disse Borrell, que está em isolamento por ter contraído covid-19.
O alto representante europeu alertou para a "crescente fragmentação" do mundo e para o risco de a cooperação multilateral se tornar "ainda mais difícil", já que a guerra lançada por Moscovo ocorre no contexto de "um esforço revisionista mais amplo, tanto da Rússia como da China".
"O que está em jogo é a igualdade fundamental dos Estados e o respeito pela sua soberania exigidos pela ONU", escreveu Josep Borrell.
De uma perspetiva económica, "a guerra corre o risco de criar uma tempestade geoeconómica".
"Já temos uma grande crise alimentar e energética, além de uma inflação crescente e um menor crescimento. Isto poderá conduzir a um período de estagflação ou até a uma recessão total, aprofundando as desigualdades globais", acrescentou Borrell.
O presidente ucraniano divulgou esta quinta-feira notícias "positivas" da região sudeste de Zaporizhia, onde afirmou que as forças ucranianas estão a conseguir travar o avanço das tropas russas.
Num discurso em vídeo publicado no Telegram, Volodymyr Zelensky disse ainda que as forças ucranianas estão a avançar gradualmente na região de Kharkiv, a leste de Kiev.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que discutiu esta quinta-feira com Emmanuel Macron a ajuda militar de França à Ucrânia, inclusive "armas pesadas", bem como a candidatura de Kiev para a entrada na União Europeia.
"Discutimos outras ajudas militares para a Ucrânia", disse Zelensky no Twitter, acrescentando que "foi dada especial atenção aos meios de adesão da Ucrânia à UE".
Had another phone conversation with 🇫🇷 President @EmmanuelMacron. Informed about the situation on the front. Discussed further defense support for 🇺🇦 and work on security guarantees. Special attention was paid to Ukraine's path to the #EU, we are coordinating steps.
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 9, 2022
Paris confirmou em comunicado o telefonema entre os dois presidentes. Emmanuel Macron "questionou o presidente Zelensky sobre os últimos desenvolvimentos no terreno, bem como as suas necessidades em termos de equipamento militar, apoio político, apoio financeiro e ajuda humanitária".
O presidente francês garantiu ao seu homólogo ucraniano que "a França permanecerá mobilizada para atender às necessidades da Ucrânia, incluindo armas pesadas".
Por último, os dois chefes de Estado "acordaram em manter-se em contacto, nomeadamente tendo em vista o parecer de que a Comissão Europeia dará no seguimento à candidatura da Ucrânia à adesão à União Europeia, e a discussão que terá lugar seguir-se-á no Conselho Europeu de 23 e 24 de junho".
A condenação à morte dos dois britânicos e marroquino que lutavam pela Ucrânia é "uma violação e ridicularização" do Direito Internacional Humanitário e dos Direitos Humanos, disse a procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova.
Venediktova defendeu que, como prisioneiros de guerra, os três homens condenados à morte por um tribunal da autoproclamada República Popular de Donetsk, apoiada pela Rússia, "gozam de imunidade de combate" e não podem ser julgados por participação direta nas hostilidades.
"A Rússia, mais uma vez, mostra a sua alienação do sistema baseado em regras e um flagrante desrespeito ao próprio Estado de direito", disse Venediktova num comunicado à BBC.
A procuradora-geral anunciou que Kiev iniciou uma investigação e tomará medidas para garantir que os envolvidos nesta "ação ilegal" sejam responsabilizados.
"O chamado `julgamento` dos combatentes das Forças Armadas da Ucrânia nos territórios ucranianos não tem importância", afirmou Oleh Nikolenko à agência de notícias Interfax Ucrânia.
"Estes `julgamentos-espetáculo` colocam os interesses da propaganda acima da lei e da moral; minam os mecanismos de regresso dos prisioneiros de guerra. O Governo ucraniano vai continuar a fazer todos esforços para libertar todos os defensores da Ucrânia", salientou.
Oleh Nikolenko enfatizou que todos os cidadãos estrangeiros que lutam como parte das forças armadas da Ucrânia devem ser considerados militares ucranianos e protegidos como prisioneiros de guerra.
A Rússia bombardeou massivamente a zona industrial de Severodonetsk, onde 800 civis estão abrigados numa fábrica de químicos. O presidente ucraniano reconheceu que o destino do Donbass se decide nesta cidade, que já está em grande parte nas mãos dos russos.
Em resposta a Emmanuel Macron, Zelensky lembrou que a Rússia está a matar ucranianos e que a Ucrânia responderá na mesma moeda.
Os 800 civis que se encontram numa fábrica de produtos químicos de Severodnetsk são em parte funcionários da empresa e em parte habitantes da cidade.
O grande receio é que não haja tempo para criar um corredor humanitário e que os bombardeamentos possam atingir os materiais altamente inflamáveis que ali se encontram.
"Não há risco de um ataque em Kiev no momento", disse o ministro da Administração Interna da Ucrânia, Denis Monastirsky, em entrevista à agência AFP esta quinta-feira.
"Não há concentração de soldados russos e bielorrussos perto da fronteira bielorrussa, mas entendemos que todos os cenários são possíveis no futuro", disse Monastirsky.
"O trabalho preliminar está em curso" em torno da capital ucraniana, disse o ministro, incluindo "a preparação da linha de defesa e a formação dos soldados" para proteger Kiev de uma possível ofensiva.
Monastirsky ressalvou, no entanto, que "qualquer lugar na Ucrânia pode ser alvo de ataques, incluindo Kiev", nomeadamente "o distrito da administração presidencial e o centro histórico".
A capital ucraniana foi o principal alvo do exército russo nos primeiros dias da invasão, no final de fevereiro, tendo a Rússia ocupado várias localidades na periferia da capital, mas nunca conseguiram entrar na cidade. As forças russas anunciaram uma retirada da cidade no início de abril e o foco passou a ser a região do Donbass e o sul da Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou um decreto que impõe sanções, incluindo o congelamento de bens e a proibição de viajar, ao presidente russo, Vladimir Putin, e a dezenas de outros altos funcionários russos.
Entre os alvos das sanções estão o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov e o ministro da Defesa Sergei Shoigu.
"Dado que a Rússia parece querer lutar na Ucrânia até ao último russo, a pressão das sanções, é claro, precisa de ser aumentada", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba.
- Dois britânicos e um marroquino, capturados pela Rússia enquanto lutavam pela Ucrânia, foram condenados à morte esta quinta-feira pelas autoridades separatistas na autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD);
- Em reação à sentença, o Reino Unido disse estar “profundamente preocupado” e a lutar para conseguir a libertação dos dois combatentes. A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, disse “condenar totalmente” a sentença e criticou o que apelida de “julgamento fraudulento”;
- "Até 100 soldados ucranianos" são mortos e "500 são feridos todos os dias" em batalhas contra o exército russo, disse o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, esta quinta-feira;
- O Kremlin anunciou que não foi alcançado qualquer acordo com a Turquia sobre a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro;
- O Ministério ucraniano da Defesa avançou esta quinta-feira que as suas forças recuperaram parte do território numa contraofensiva na área de Kherson, no sul da Ucrânia;
- Milhões de pessoas podem morrer de fome por causa do bloqueio da Rússia aos portos ucranianos do Mar Negro, alertou hoje o presidente ucraniano;
- O presidente da Ucrânia considera que a batalha pela cidade de Sievierodonetsk, no leste do país, decidirá o destino do Donbass e está a atravessar provavelmente a luta mais difícil desde o início da invasão da Rússia;
- As ruas de Sievierodonetsk continuam a ser palco de combates. O governador regional diz, no entanto, que as forças ucranianas serão capazes de "limpar" a cidade “em dois ou três dias” se receberem artilharia de longo alcance.
O governo finlandês está a planear alterar a legislação para permitir a construção de barreiras na fronteira com a Rússia.
De acordo com a agência Reuters, as alterações à lei propostas pelo governo finlandês incluem a construção de barreiras como cercas, bem como novas estradas para facilitar o patrulhamento das suas fronteiras.
O governo finlandês vai “decidir sobre as barreiras fronteiriças às zonas críticas na fronteira leste, com base na avaliação da Guarda de Fronteira finlandesa”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros, Krista Mikkonen, em comunicado.
A Finlândia partilha uma fronteira de 1300 quilómetros com a Rússia. A proposta de alteração da legislação para fortalecer os níveis de defesa, no contexto de guerra na Ucrânia, surge depois de a Finlândia ter formalizado, no mês passado, o pedido de adesão à NATO, juntamente com a sua vizinha Suécia.
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson advertiu hoje contra encorajar a Ucrânia a aceitar um "mau" compromisso com a Rússia, dizendo que seria "moralmente repugnante".
"Encorajar uma paz má na Ucrânia seria encorajar Putin e todos aqueles no mundo que pensam que a agressão compensa", disse, num discurso em Blackpool, noroeste de Inglaterra.
Na opinião do chefe de Governo britânico, "isto seria um erro e abriria a porta a mais conflitos, mais instabilidade, mais incerteza no mundo e, portanto, mais dificuldades económicas".
Johnson manifestou-se "consciente de que há quem, não neste país mas noutros, sinta que o preço de apoiar os ucranianos é agora demasiado elevado e que eles devem ser encorajados a aceitar o que Putin está a pedir".
Porém, acrescentou, "abandonar os ucranianos seria moralmente repugnante".
O primeiro-ministro britânico referia-se ao impacto da guerra no preço da energia, cereais e outros bens que arriscam causar insegurança alimentar por todo o mundo.
Vladimir Putin, insistiu, "nunca conseguirá subjugar a Ucrânia, quanto mais cedo compreender isto, melhor, e não lhe deve ser permitido alcançar um sucesso parcial engolindo parte do país como fez anteriormente e declarando um cessar-fogo".
(agência Lusa)
A Rússia pode estar conseguir obter mais lucro com a venda de combustíveis fósseis agora do que antes da invasão da Ucrânia, já que os aumentos globais dos preços compensaram o impacto das sanções, disse o representante de segurança energética dos Estados Unidos, Amos Hochstein, a deputados durante uma audiência esta quinta-feira.
Cerca de 60 navios de guerra, lanchas e navios de abastecimento estão a participar em manobras táticas navais da Frota do Báltico da Marinha Russa, que começaram hoje no Mar Báltico, informou o Ministério da Defesa russo.
"Nos exercícios participam cerca de 60 navios de guerra, lanchas e navios de abastecimento, mais de 40 aviões e helicópteros e até 2.000 unidades de equipamento de guerra da Frota do Báltico", informou o Ministério.
De acordo com o comando russo, as manobras - que ocorrem num momento de alta tensão internacional, devido à invasão russa da Ucrânia - vão durar até 19 de junho.
"No âmbito dos exercícios, os grupos táticos navais da Frota do Báltico deixaram as suas bases e foram estacionados nas áreas de destino no Mar Báltico, para realizar missões de treino para a defesa das comunicações navais e das bases da frota", acrescentou o Ministério russo.
O principal objetivo das manobras é aumentar o nível de preparação das forças e do comando militar da Frota do Báltico.
As manobras foram precedidas por exercícios especiais de abastecimento, bem como por práticas para colocar as forças em estado de alerta máximo.
(agência Lusa)
O Reino Unido está “profundamente preocupado” com as sentenças de morte impostas a dois combatentes britânicos por um tribunal da República Popular de Donetsk, apoiada pela Rússia, disse um porta-voz do primeiro-ministro Boris Johnson, acrescentando que o país irá lutar para conseguir garantir a sua libertação.
"Obviamente estamos profundamente preocupados com isso. Temos dito constantemente que os prisioneiros de guerra não devem ser explorados para fins políticos", disse o porta-voz a jornalistas esta quinta-feira.
"Sob a convenção de Genebra, os prisioneiros de guerra têm direito à imunidade de combatente e não devem ser condenados por participação nas hostilidades. Portanto, continuaremos a trabalhar com as autoridades ucranianas para tentar garantir a libertação de qualquer cidadão britânico que esteja a servir nas Forças Armadas da Ucrânia e que esteja a ser mantido como prisioneiro de guerra”, acrescentou.
"Condeno totalmente a sentença de Aiden Aslin e Shaun Pinner, detidos por representantes russos no leste da Ucrânia", disse Truss no Twitter. "Eles são prisioneiros de guerra. Este é um julgamento fraudulento com absolutamente nenhuma legitimidade".
I utterly condemn the sentencing of Aiden Aslin and Shaun Pinner held by Russian proxies in eastern Ukraine.
— Liz Truss (@trussliz) June 9, 2022
They are prisoners of war. This is a sham judgment with absolutely no legitimacy.
My thoughts are with the families. We continue to do everything we can to support them.
Dois britânicos e um marroquino, capturados pela Rússia enquanto lutavam pela Ucrânia, foram condenados à morte esta quinta-feira pelas autoridades separatistas na autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD).
"O Supremo Tribunal da República Popular de Donetsk condenou à morte os britânicos Aiden Aslin e Shaun Pinner e o marroquino Brahim Saadoun, acusados de participarem nos combates como mercenários", anunciou a agência de notícias oficial russa TASS.
A União Europeia atribuiu hoje mais 205 milhões de euros em assistência humanitária à Ucrânia, anunciou a Comissão Europeia, por ocasião de uma visita a Kiev do comissário responsável pela Gestão de Crises, Janez Lenarcic.
Este apoio eleva para 700 milhões de euros o financiamento total da ajuda humanitária da UE à Ucrânia em resposta à invasão pela Rússia, dos quais 13 milhões de euros dedicados a projetos na vizinha Moldávia.
A Comissão justifica o apoio com o facto de “as necessidades humanitárias na Ucrânia subirem para níveis sem precedentes” desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, apontando que, “de acordo com as Nações Unidas, até 15,7 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária”.
(Agência Lusa)
Volodymyr Zelensky comparou a invasão da Rússia à pandemia de covid-19 e descreveu as armas e sanções como uma vacina, à medida que a posição militar da Ucrânia no Donbass piora.
O presidente ucraniano, que falou por videoconferência numa festa de gala para celebrar as 100 pessoas mais influentes do ano pela revista Time, apelou novamente a mais ajuda externa porque “os militares ucranianos estão a morrer no campo de batalha”.
“Armas e sanções são uma vacina contra a covid-22 trazida pela Rússia”, disse Zelensky, horas depois de alertar que a luta por Sievierodonetsk poderia decidir “o destino” de todo o Donbass.
Já tem 12 quadros das cidades mais devastadas pela ofensiva russa, que quer vender para oferecer as receitas ao exército ucraniano e não só.
A reportagem é dos enviados especiais da RTP Rita Marrafa de Carvalho e João Oliveira.
O primeiro-ministro Boris Johnson alertou o Reino Unido de que não há solução rápida para a instabilidade provocada pela invasão russa da Ucrânia, mas que as consequências económicas da guerra diminuirão com o tempo.
Johnson acredita que não é altura de parar de apoiar a Ucrânia e, embora os preços do gás, petróleo, cereais e fertilizantes tenham subido, o Ocidente não poderia forçar Kiev a aceitar as condições para a paz ditadas pelo presidente russo, Vladimir Putin.
"E eu sei que há quem argumente que o preço a pagar pelo apoio aos ucranianos é muito elevado e que, por isso, eles deveriam ser encorajados a aceitar quaisquer condições que Putin possa pedir. Eu não acredito que essa opção esteja em cima da mesa", frisou.
"Com o tempo, acredito que as consequências económicas da guerra na Ucrânia diminuirão".
Uma atualização do ACNUR, agência de refugiados da ONU, indica que um total de 4.816.923 ucranianos foram registados como refugiados em 44 países europeus desde 24 de fevereiro.
Mas muitos mais terão deixado o país, com dados do ACNUR a revelar que foram registadas mais de 7,3 milhões de passagens na fronteira da Ucrânia até 7 de junho.
Mulheres e crianças representam 90% das pessoas que fugiram do país, já que os homens ucranianos de 18 a 60 anos são elegíveis para o serviço militar e não podem sair.
A guerra na Ucrânia “causou uma das maiores crises de deslocamento humano do mundo”, alertou o ACNUR.
"Até 100 soldados ucranianos" são mortos e "500 são feridos todos os dias" em batalhas contra o exército russo, disse o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, esta quinta-feira.
O ministro deu estes números à medida que a batalha continua no Donbass, em particular na região das localidades de Severodonetsk e Lyssytchansk.
O Kremlin não prevê que a Gazprom corte o fornecimento de gás a mais clientes europeus, garantindo que o seu plano para fazer os compradores pagarem pelo gás em rublos está a funcionar como pretendido.
A Gazprom cortou o fornecimento a alguns países europeus por se recusarem a fazer pagamentos pelo gás russo em rublos, esquema criado pelo Kremlin em resposta às sanções ocidentais.
O Kremlin anunciou esta quinta-feira que não foi alcançado qualquer acordo com a Turquia sobre a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, avançou aos jornalistas que o trabalho nesse sentido continua.
Um relatório divulgado pelo Independent revela uma realidade muito negra para as forças ucranianas, tanto em número de homens como de poderio bélico - muito longe dos números que Kiev tem divulgado.
Segundo o relatório, elaborado pelos serviços de inteligência da Ucrânia e de nações ocidentais, as tropas ucranianas estão a sofrer perdas maciças, sendo superadas pelas forças russas em 20 para um a nível de artilharia e em 40 para um em munições.
O documento avança ainda que a situação no Donbass, onde até 100 soldados estão a ser mortos diariamente, “está a ter um efeito seriamente desmoralizador nas forças ucranianas, assim como um efeito material. O número de soldados a desertar aumenta de semana para semana”.
“É claro que uma guerra convencional não pode ser ganha pela parte que tem muito menos armas e munições e cujas armas atingem o inimigo a distâncias mais curtas”, refere.
“A situação tática na frente oriental é a seguinte: o lado ucraniano ficou quase completamente sem stock de mísseis, o que tornou possível deter efetivamente as ofensivas russas nos primeiros meses da guerra”.
Segundo os serviços de inteligência, “hoje o alcance máximo das armas da Ucrânia é 25 quilómetros”, enquanto os ataques russos “chegam a 300 quilómetros com mísseis balísticos táticos Iskander, até 80 quilómetros usando o Smerch MLRS e Tochka-U e até 60 quilómetros com o MLRS Uragan”.
“Isto cria uma situação de absoluta desigualdade no campo de batalha, sem mencionar a completa dominância de aeronaves inimigas no ar”.
O relatório esclarece que Moscovo sabe perfeitamente que apenas foi fornecido a Kiev um pequeno número de armas pelo Ocidente e que essa entrega é lenta. “Os russos estão a utilizar as suas vantagens no tempo que têm, usando artilharia para tentar romper as defesas ucranianas no Donbas”, diz o documento.
Apesar de adiantarem que o armamento fornecido à Ucrânia pelos Estados Unidos e Reino Unido provou ser eficaz nos campos de batalha em redor de Kiev e Kharkiv, assim como no Donbass, os especialistas alertam que as armas antitanque “não conseguem combater a artilharia russa”.
“O inimigo está a cercar as forças ucranianas concentradas em Severodonetsk e Lysychansk. Tornou-se extremamente difícil defender essas duas cidades, já que o inimigo exerce 80% de controlo do fogo nas estradas”.
O Ministério ucraniano da Defesa avançou esta quinta-feira que as suas forças recuperaram parte do território numa contraofensiva na área de Kherson, no sul da Ucrânia.
As forças russas "sofreram perdas de mão-de-obra e equipamentos", garante Kiev.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que “60 navios de guerra de superfície, barcos e embarcações de apoio, mais de 40 aeronaves e helicópteros, assim como até 2.000 unidades de armas, equipamentos militares e especiais da Frota do Báltico” estão envolvidos em exercícios hoje realizados fora de Kaliningrado, no mar Báltico.
As forças ucranianas ainda controlam a zona industrial e áreas adjacentes na cidade de Sievierodonetsk, numa situação "difícil, mas administrável", disse o autarca Oleksandr Stryuk nesta quinta-feira.
No entanto, segundo o presidente da Câmara, é impossível retirar as pessoas de Sievierodonetsk devido aos intensos ataques russos. Cerca de 10.000 civis permanecem ainda na cidade, que é agora o foco principal da ofensiva da Rússia na Ucrânia.
O presidente da Polónia, Andrzej Duda, criticou numa entrevista ao jornal alemão Bild os homólogos francês e alemão por manterem conversações com o líder russo, Vladimir Putin, apesar da invasão da Ucrânia.
"Estou impressionado com todas estas conversações mantidas pelo chanceler [Olaf] Scholz e pelo presidente Emmanuel Macron com Putin. Conversações que não estão a dar em nada", disse Duda em declarações ao jornal diário.
Dialogar com Vladimir Putin representa uma "espécie de legitimação de uma pessoa responsável por crimes perpetrados pelo Exército russo na Ucrânia", sustentou o líder polaco.
Por outro lado, o presidente da Polónia disse que a situação na Ucrânia é comparável à da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.
"E alguém falou assim com Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial? (...) Alguém lhe disse que se tinha de salvar a sua face? Que as coisas tinham que ser feitas de forma a não humilhar Adolf Hitler?”, acrescentou.
(Agência Lusa)
As ruas de Sievierodonetsk, no leste da Ucrânia, foram palco de combates esta quinta-feira. As forças russas estão a destruir "tudo o que pode ser usado como defesa", avançou o governador regional.
Sergei Gaidai disse ainda que a Moscovo está a bombardear áreas da cidade que ainda são controladas pela Ucrânia, mas que as forças ucranianas serão capazes de "limpar" a cidade “em dois ou três dias” se receberem artilharia de longo alcance.
Milhões de pessoas podem morrer de fome por causa do bloqueio da Rússia aos portos ucranianos do Mar Negro, alertou hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Frisando que o mundo está à beira de uma "terrível crise alimentar", o líder relembrou que a Ucrânia não pode exportar trigo, milho, óleo e outros produtos e acrescentou: "Milhões de pessoas podem morrer de fome se o bloqueio russo ao Mar Negro continuar".
As forças russas aumentaram os seus esforços para avançar para o sul da cidade de Izium, no leste da Ucrânia, provavelmente por quererem garantir mais opções na região, avançou o Ministério britânico da Defesa esta quinta-feira.
"O progresso da Rússia no eixo de Izium permaneceu paralisado desde abril, depois de as forças ucranianas terem feito bom uso do terreno para atrasar o avanço de Moscovo", explicou o Reino Unido.
"A Rússia procura, provavelmente, recuperar o impulso nesta área para colocar mais pressão sobre Sieverodonetsk e para ter a opção de avançar mais em Donetsk".
O representante permanente da Rússia na ONU insiste que Moscovo está a progredir na Ucrânia e que as regiões orientais de Donetsk e Luhansk serão "libertadas muito em breve".
Questionado pela BBC sobre se a invasão russa da Ucrânia está a correr como desejado por Moscovo, Vasily Nebenzya respondeu que “ninguém prometeu um resultado em três dias ou numa semana”.
“Agora, alguns especialistas garantem que a operação militar russa parou e está a ir muito mais devagar do que o planeado. Mas há progresso, ele continua e é claro como a água.”
Maksym Kozytskyi, governador de Lviv, no oeste da Ucrânia, escreveu no Telegram que soaram dois alertas de ataque aéreo na região durante a noite. Ontem, 300 deslocados internos chegaram à região em comboios de evacuação.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considera que a batalha pela cidade de Sievierodonetsk, no leste do país, decidirá o destino do Donbass e está a atravessar provavelmente a luta mais difícil desde o início da invasão da Rússia.
"Sievierodonetsk continua a ser o epicentro do confronto no Donbass", disse Zelensky no habitual discurso noturno à nação, alegando, porém, que a Ucrânia infligiu "perdas significativas ao inimigo".
No entanto, líderes regionais disseram anteriormente que as forças ucranianas foram empurradas para os arredores cidade, enquanto a Rússia continua a ganhar controlo do Donbass.
- O presidente da Ucrânia diz que a batalha por Severodonetsk está a ser "brutal" e que é, possivelmente, uma das mais difíceis desde o começo desta guerra.
- A cidade de Severodonetsk, no leste da Ucrânia, está "em grande parte" sob controlo de Moscovo, disse o governador da região, acrescentando que a cidade vizinha de Lyssytchansk está a passar por uma "enorme destruição". “As forças de Moscovo controlam grande parte de Severodonetsk. Mais de 90 por cento da região está temporariamente sob ocupação russa", acrescentou.
- Trabalhadores camarários estão a remover corpos dos escombros de arranha-céus na cidade devastada de Mariupol, criando uma “caravana de morte sem fim”, disse um assessor do presidente daquele município.
- O Kremlin considerou que, para que os cereais russos possam ser entregues aos mercados internacionais, as sanções ao país devem ser levantadas.
- A Ucrânia e a Rússia entregaram os corpos de 50 soldados mortos em combate, numa troca que incluiu 37 soldados ucranianos mortos na siderurgia Azovstal, em Mariupol.