Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Paulo Alexandre Amaral, Inês Geraldo, Carlos Santos Neves - RTP /

Reuters

Mais atualizações

1h46 - Cinco civis morreram nos 28 ataques das forças russas à cidade ucraniana de Mikolaiv

23h41 - Donetsk e Lugansk. Pyongyang reconhece regiões separatistas como Estados

A Coreia do Norte reconheceu oficialmente as duas regiões separatistas pró-russas do leste da Ucrânia como países independentes, noticiou na quinta-feira de manhã a imprensa estatal norte-coreana.

O reconhecimento surge depois de Pyongyang ter enviado esta quarta-feira cartas à autoproclamada República Popular de Donetsk e à República Popular de Luhansk, informou a agência de notícias oficial KCNA.

Nessas cartas, o regime norte-coreano disse que "decidiu reconhecer a independência" das duas regiões e "expressou a vontade de desenvolver relações de Estado com os países na ideia de independência, paz e amizade", prosseguiu a KCNA.

A Coreia do Norte é o terceiro país, após a Rússia e a sua aliada Síria, a reconhecer estes dois territórios como Estados independentes.

23h12 - Empresa alemã pede limite máximo do preço da energia para evitar agitação social

Os custos energéticos das famílias podem triplicar na Alemanha à medida que o fornecimento de gás russo diminui, segundo as autoridades do setor, e uma empresa alertou para a possibilidade de agitação social se não houver um limite para os preços.

Numa entrevista ao grupo de jornais RND publicada esta quinta-feira, Klaus Mueller, chefe da Federal Network Agency, instou os consumidores a reduzirem o consumo e a pôr algum dinheiro de parte.

E, em entrevista à Reuters, o chefe das obras municipais de Chemnitz, uma das 900 empresas públicas da cidade que são uma grande parte do panorama energético alemão, foi mais longe: "Temos de ajudar as famílias médias e fixar um limite máximo de custos", disse Roland Warner, alertando que as faturas anuais de 1.500 euros podem subir para 4.700 euros em outubro.

"Se tivermos agitação social, o Estado não será capaz de lidar com isso".

20h59 - Exportação cereais da Ucrânia. Ancara diz que acordo será assinado na próxima semana

Rússia, Ucrânia, Turquia e Nações Unidas deverão assinar um acordo na próxima semana com o objetivo de retomar as exportações de cereais da Ucrânia, mas o chefe das Nações Unidas, António Guterres, avisou que há ainda "um longo caminho a percorrer" antes de haver negociações de paz para pôr fim à guerra.

O ministro turco da Defesa, Hulusi Akar, disse que o acordo a ser assinado na próxima semana inclui controlos conjuntos para a verificação dos envios nos portos e na Turquia, garantindo a segurança das rotas do Mar Negro. A Turquia deve criar um centro de coordenação com a Ucrânia, a Rússia e as Nações Unidas para a exportação de cereais.

Guterres foi um pouco mais cauteloso, dizendo aos jornalistas que as partes esperam "conseguir um acordo final" na próxima semana. O líder da ONU acrescentou: "Estou otimista, mas ainda não está totalmente feito".

A guerra na Ucrânia fez disparar os preços dos cereais, dos óleos de cozinha, do combustível e do fertilizante. A invasão da Rússia e o bloqueio dos portos estagnaram as exportações, deixando dezenas de navios encalhados e cerca de 20 milhões de toneladas de cereais presos em silos em Odesa.

A Ucrânia e a Rússia são grandes fornecedores globais de trigo. A Rússia é também um grande exportador de fertilizantes, enquanto a Ucrânia é um produtor significante de milho e óleo de girassol.

19h33 - António Guterres espera acordo final na próxima semana

O secretário-geral das Nações Unidas disse esta quarta-feira que foi dado um passo "importante e substantivo" para chegar a um acordo para o regresso das exportações de cereais por parte da Ucrânia.

"Na próxima semana, espero, estaremos disponíveis para alcançar um acordo final. Mas, com disse, ainda precisamos de muita boa vontade e compromisso vindos de todas as partes", disse António Guterres aos jornalistas em Nova Iorque.

18h46 - Cinco civis mortos em ataques russos em Mykolaiv

As autoridades ucranianas afirmaram esta quarta-feira que os ataques russos nas proximidades da cidade de Mykolaiv, no sul do país, causaram pelo menos cinco mortos civis.

Kirill Timoshenko, vice-chefe do gabinete presidencial, informou que pelo menos 28 ataques com sistemas de lançamentos múltiplos de foguetes militares foram registados hoje na região.

"Como resultado, um hospital e prédios residenciais foram danificados", acrescentou Timoshenko, sublinhando que, no distrito de Vitovsk, a leste de Mykolaiv, a artilharia russa provocou cinco mortes de civis, de acordo com informações preliminares.

Moscovo confirmou os ataques, que um porta-voz do Ministério da Defesa russo disse terem tido como alvo dois postos de comando do Exército ucraniano e um estaleiro, reivindicando a morte de mais de 350 soldados comandados por Kiev.

(agência Lusa)

18h42 - Reunião sobre cereais na Turquia já terminou

Conversações entre Rússia, Ucrânia, Turquia e Nações Unidas resultaram num acordo para a formação de um centro de coordenação de forma a assegurar a segurança das rotas dos navios que levam cereais, de acordo com o ministro da Defesa da Turquia.

17h50 - Rússia e forças aliadas entraram na cidade de Siversk

A agência de notícias russa TASS disse esta quarta-feira que as forças russas e aliadas entraram nos limites da cidade de Siversk, na região de Lugansk.

A agência citou Vitaly Kiselyov, que faz parte do ministério do Interior da Ucrânia. De acordo com Keselyov, a cidade deverá ser tomada nos próximos dias.

17h46 - Ucrânia anuncia corte de relações diplomáticas com a Coreia do Norte

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia anunciou esta quarta-feira que o país vai cortar relações diplomáticas com a Coreia do Norte depois de o regime norte-coreano ter reconhecido as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk.

17h39 - União Europeia obriga Lituânia à passagem de alguns bens russos para Kaliningrado

O Financial Times noticiou esta quata-feira que a União Europeia não quer bloquear o transporte ferroviário de bens russos, sancionados pela UE, até ao enclave de Kaliningrado.

Apesar de muitos bens como aço e cimento estarem sob sanções da União Europeia, os mesmos poderão ser transportados da Rússia até Kaliningrado. Apesar de aceitar a passagem de alguns produtos, os bens tecnológicos continuam a ser proibidos.

16h29 - Opositor de Putin colocado em prisão preventiva

Um jornalista da AFP noticiou esta quarta-feira que o opositor de Vladimir Putin, Ilya Yashin foi preso esta quarta-feira e colocado em prisão preventiva. Yashin é uma das últimas vozes críticas de Putin que se mantém a viver na Rússia.

De acordo com a informações avançadas pela AFP, Yashin foi preso por criticar a operação militar da Rússia em território ucraniano e ficará preso até 12 de setembro, altura em que começará a ser julgado.

O tribunal de Moscovo revelou que Yashin foi preso por divulgar informação falsa sobre a ofensiva na Ucrânia e que enfrenta uma pena de prisão pesada.

15h47 – Negociações sobre cereais ucranianos “oficialmente terminadas”

As negociações em Istambul entre delegados russos, ucranianos e turcos para tentar desbloquear as exportações de cereais dos portos da Ucrânia estão "oficialmente encerradas", disse o Ministério turco da Defesa em comunicado esta quarta-feira.

As discussões entre especialistas militares dos três países e na presença de representantes das Nações Unidas duraram três horas e meia.

15h20 – Mais de 9 milhões de passagens de fronteira registadas na Ucrânia

Mais de 9 milhões de pessoas cruzaram a fronteira da Ucrânia desde que a Rússia invadiu o país, segundo a agência da ONU para os Refugiados.

Um total de 9.136.006 passagens de fronteira foi registado desde 24 de fevereiro, segundo a contagem da agência.

14h27 – Ataque russo a zona residencial de Chasiv Yar fez pelo menos 47 mortos

Os combates prosseguem em território ucraniano e continuam as buscas por sobreviventes na zona residencial de Chasiv Yar, atacada por Moscovo.

Ao mesmo tempo decorrem, na Turquia, negociações entre Kiev e Moscovo sobre a exportação de cereais ucranianos. Dmitro Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, adiantou esta quarta-feira que "estamos a dois passos de uma solução para esse problema".

O enviado da RTP à Ucrânia, António Mateus, dá conta dos últimos desenvolvimentos.

14h02 – EUA pedem observadores na Rússia após relatos de separação de crianças dos seus pais

Os Estados Unidos pediram esta quarta-feira à Rússia que liberte imediatamente os ucranianos que foram forçados a sair do seu país de origem e que permita observadores externos, citando relatos de que Moscovo está a colocar crianças ucranianas para adoção e a "fazer desaparecer" milhares de outras.

"A transferência ilegal e deportação de pessoas protegidas é uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra sobre a proteção de civis e é um crime de guerra", frisou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em comunicado.

13h38 – Kiev nega que Moscovo tenha abatido jatos ucranianos

Kiev negou hoje as alegações das forças russas de que abateu quatro jatos militares ucranianos.

O Ministério da Defesa da Rússia disse anteriormente que as suas forças destruíram um Su-25 e um Su-24 - ambos jatos da era soviética usados pelas Forças Aéreas ucranianas - sobre a região de Donetsk, no leste da Ucrânia, juntamente com outro Su-25 e um Mig-29.

Yuriy Ihnat, porta-voz das Forças Aéreas da Ucrânia, descartou as afirmações da Rússia e apelidou-as de “propaganda”, segundo a agência Reuters.

13h14 - Ucrânia descarta qualquer acordo de cessar-fogo que envolva ceder território à Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, descartou a cedência de território à Rússia como parte de qualquer acordo de cessar-fogo e garantiu que não há negociações de paz em curso entre Moscovo e Kiev.

“O objetivo da Ucrânia nesta guerra é libertar os nossos territórios e restaurar a nossa integridade territorial e plena soberania no leste e sul da Ucrânia. Este é o ponto final da nossa posição negocial”, frisou o responsável à comunicação social.

Kuleba acrescentou que “atualmente não há conversações [de paz] entre a Rússia e a Ucrânia, devido à posição da Rússia e à sua contínua agressão contra o nosso país”.

12h50 - Refugiados ucranianos com esperança no regresso

A maior parte dos refugiados da Ucrânia espera poder deixar, no futuro, os países de acolhimento e voltar a casa, conclui um novo estudo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Este estudo ouviu perto de 4.900 refugiados na República Checa, Moldova, Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia.

Há agora registo de mais de 5,6 milhões de refugiados na Europa. Deixaram a Ucrânia 8,8 milhões de pessoas. Regressaram ao país de origem 3,3 milhões.

12h44 - Kremlin a contar com progressos sobre Kaliningrado

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que Moscovo espera progressos sobre um possível acordo com a União Europeia para que a Rússia possa fazer chegar alguns produtos sancionados ao exclave de Kaliningrado.

"A situação ainda não foi finalizada. Esperamos algum progresso, mas não podemos dizer que o problema foi removido", disse Peskov.

Na segunda-feira, a Lituânia expandiu as restrições ao transporte de bens para o exclave russo, nomeadamente cimento, madeira, álcool e químicos industriais à base de álcool.

11h45 - Duas localidades de Lugansk permanecem sob controlo ucraniano

Quem o garante é o governador ucraniano da região, Serhi Haidai. No Telegram, o responsável escreve que "as Forças Armadas da Ucrânia mantêm a defesa dos arredores da região de Lugansk - dois assentamentos da região estão sob controlo do Governo".

Haidai acusa também a Rússia de estar a transportar cereais da Ucrânia em camiões.

"O exército russo destruiu armazéns com produtos alimentares, lojas e mercados em grandes cidades", descreve o governador, para acrescentar que muitas localidades do leste da Ucrânia estão "à beira de um desastre humanitário".

11h19 - Ponto de situação

  • O vice-chefe de gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, atualizou esta manhã o balanço de vítimas mortais do bombardeamento russo sobre um bloco de apartamentos em Chasiv Yar, no leste do país. Morreram pelo menos 47 pessoas.

  • O Ministério russo da Defesa alega que as forças russas destacadas para a Ucrânia provocaram pesadas baixas às tropas do país invadido nas últimas 24 horas. Terão sido abatidos pelo menos 425 soldados e derrubados quatro caças e nove drones. Trezentos e cinquenta militares ucranianos terão morrido em "ataques de alta precisão" em Mykolaiv, na terminologia de Moscovo.

  • Segundo a agência russa RIA Novosti, que cita fonte diplomática, a delegação de Moscovo chegou já à Turquia para as conversações sobre as exportações de cereais da Ucrânia. A mesma fonte manifestou "elevada confiança" na possibilidade de estas negociações, mediadas pela Turquia, virem a produzir resultados concretos. As delegações russa, ucraniana e da ONU vão encontrar-se em local secreto de Istambul.

  • A Lituânia pretende que os três Estados do Báltico possam estar desligados da rede de energia elétrica russa até 2024. O calendário anterior iria até ao final de 2025. A nova meta foi fixada pelo presidente executivo da operadora lituana Litgrid, Rokas Masiulis. Há já conversações neste sentido com a Letónia e a Estónia, com o envolvimento da Comissão Europeia.

  • O Governo alemão publicou a lista completa do material de guerra destinado às autoridades ucranianas, depois de ter aumentado a dotação do seu pacote de assistência militar para dois mil milhões de euros. A lista inclui sete baterias móveis de artilharia Panzerhaubitzen 2000, carros, um hospital de campanha, peças para caças MiG-29, veículos blindados, tanques e sistemas de defesa aérea. Inclui ainda 14.900 minas anti-tanque, 500 mísseis Stinger e 21,8 milhões de munições para armas de mão.

  • Pelo menos uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas em nova vaga de bombardeamentos da artilharia russa contra Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, adiantou o governador regional Oleh Synyehubov na plataforma de mensagens Telegram. "O terror da população civil da região de Kharkiv, por parte dos ocupantes russos, continua", escreveu o responsável.

  • A Rússia está a caminho de tomar várias localidades do Donbass. A previsão é do Ministério britânico da Defesa. Londres considera provável que as forças russas se concentrem na tomada de várias pequenas localidades do Donbass durante a próxima semana, incluindo Siversk e Dolyna, próximas de Slovyansk e Kramatorsk.

11h08 - Pró-russos de Donetsk abrem embaixada na Rússia

A autoproclamada República Popular de Donetsk abriu na terça-feira uma embaixada na Rússia. Citadas pelo diário russo Kommersant, a embaixadora Olga Makeyeva e a ministra dos Negócios Estrangeiros daquela administração pró-russa, Natalia Nikonorova, adiantaram que tem sido processado um "enorme número" de petições de cidadãos sobre diversos problemas.

A abertura desta embaixada em Moscovo decorreru sem a presença de quaisquer figuras de primeira linha do Governo russo.

"Não podemos celebrar aqui quando os nossos compatriotas estão a morrer", afirmou Olga Makeyeva.

10h49 - 47 mortos em Chasiv Yar

O vice-chefe de gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, atualizou há pouco o balanço de vítimas mortais do bombardeamento russo sobre um bloco de apartamentos em Chasiv Yar, no leste do país. Morreram pelo menos 47 pessoas.

As operações de resgate prosseguem. O bombardeamento foi desencadeado no fim de semana.

10h27 - Moscovo anuncia baixas nas fileiras ucranianas

O Ministério russo da Defesa alega que as forças russas destacadas para a Ucrânia provocaram pesadas baixas às tropas do país invadido nas últimas 24 horas. Terão sido abatidos pelo menos 425 soldados e derrubados quatro caças e nove drones.

Trezentos e cinquenta militares ucranianos terão morrido em "ataques de alta precisão" em Mykolaiv, na terminologia de Moscovo.

10h14 - Donetsk. 242 assentamentos "libertados"

As autoridades da autoproclamada República Popular de Donetsk dizem ter "libertado", juntamente com as forças russas, 242 assentamentos no leste da Ucrânia - número inalterado há já alguns dias.

O exército ucraniano terá bombardeado nas últimas horas, ainda segundo as mesmas fontes, 12 assentamentos. Ataques que causaram mortos e feridos entre os civis.

9h49 - Delegação russa chega à Turquia

Segundo a agência russa RIA Novosti, que cita fonte diplomática, a delegação de Moscovo chegou já à Turquia para as conversações sobre as exportações de cereais da Ucrânia.

A mesma fonte manifestou "elevada confiança" na possibilidade de estas negociações, mediadas pela Turquia, virem a produzir resultados concretos.

As delegações russa, ucraniana e da ONU vão encontrar-se em local secreto de Istambul.

9h41 - Turcos vão mediar questão da exportação de cereais da Ucrânia

Procura-se esta quarta-feira uma nova saída para a crise dos cereais retidos na Ucrânia. Istambul é o palco das negociações entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pela Turquia e pelas Nações Unidas.
Antena 1

É preciso recuperar, com urgência, o ciclo das exportações de cereais através do Mar Negro e a entrega segura destes cereais nos mercados internacionais. E há várias possibilidades em cima da mesa.

9h36 - EDF descarta cenário de "catástrofe" energética

No Senado em Paris, Marc Benayoun, executivo da operadora de energia francesa EDF, sustentou que o país não deverá enfrentar problemas de monta no próximo inverno, em consequência dos impactos da guerra na Ucrânia.

Benayoun quis pôr de parte os cenários de uma "catástrofe" energética: "Pessoalmente, não acredito. Não tivemos nenhum apagão em França desde 1978".

O maior gasoduto que abastece a Alemanha com gás russo - o Nord Stream 1 - começou a ser alvo de trabalhos de manutenção na passada segunda-feira. O fluxo deverá parar por dez dias. Contudo, governos, mercados e empresas têm expressado preocupação com a possibilidade de o corte perdurar.

9h16 - Lituânia à procura da emancipação energética

A Lituânia pretende que os três Estados do Báltico possam estar desligados da rede de energia elétrica russa até 2024. O calendário anterior iria até ao final de 2025. A nova meta foi fixada pelo presidente executivo da operadora lituana Litgrid, Rokas Masiulis.

Há já conversações neste sentido com a Letónia e a Estónia, com o envolvimento da Comissão Europeia.

8h59 - Situação calma em Lviv

O governador da região ucraniana ocidental de Lviv, Maksym Kozytskyi, adiantou que terão sido avistados aviões russos durante a noite, mas não houve qualquer ataque.

O mesmo responsável indicou que, na terça-feira, chegaram a Lviv, em comboios de evacuação, mais 240 pessoas das regiões mais atingidas pela guerra.

8h37 - Alemanha divulga assistência militar à Ucrânia

O Governo alemão publicou a lista completa do material de guerra destinado às autoridades ucranianas, depois de ter aumentado a dotação do seu pacote de assistência militar para dois mil milhões de euros.

A lista inclui sete baterias móveis de artilharia Panzerhaubitzen 2000, carros, um hospital de campanha, peças para caças MiG-29, veículos blindados, tanques e sistemas de defesa aérea.

O pacote alemão inclui ainda 14.900 minas anti-tanque, 500 mísseis Stinger e 21,8 milhões de munições para armas de mão.

8h17 - Vítimas de bombardeamentos russos em Kharkiv

Pelo menos uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas em bombardeamentos da artilharia russa contra Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, adiantou o governador regional Oleh Synyehubov na plataforma de mensagens Telegram.

"O terror da população civil da região de Kharkiv, por parte dos ocupantes russos, continua", escreveu o responsável.

7h46 - Rússia a caminho de tomar várias localidades do Donbass

A previsão é do Ministério britânico da Defesa. Londres considera provável que as forças russas se concentrem na tomada de várias pequenas localidades do Donbass durante a próxima semana, incluindo Siversk e Dolyna, próximas de Slovyansk e Kramatorsk.


A Rússia continua ainda a procurar minar a legitimidade do Estado ucraniano, ao reforçar o controlo administrativo russo ou pró-russo em zonas ocupadas.

7h22 - Ponto de situação


  • Continua a aumentar o número de mortos no ataque com mísseis russos que atingiu uma zona residencial em Chasiv Yar, no leste da Ucrânia. Há agora registo de 45 vítimas mortais. Os socorristas a operar naquela cidade do leste da Ucrânia conseguiram retirar nove pessoas com vida dos escombros.

  • Em Nova Kakhovka, na região de Kherson, ocupada pelos russos, pelo menos sete pessoas morreram num bombardeamento das forças ucranianas contra um armazém de munições. Este ataque terá sido levado a cabo com recurso a sistemas de lançamento múltiplo de rockets fornecidos a Kiev pelos Estados Unidos.

  • A artilharia russa bombardeou, durante a noite, a localidade de Bakhmut, na região de Donetsk, em resposta ao ataque em Nova Kakhovka.

  • Numa intervenção transmitida pela televisão do seu país, o presidente ucraniano afirmou que a Rússia “não tem a coragem” de admitir a derrota. Volodymyr Zelensky disse ainda que as forças de Moscovo estão a recorrer a armamento e a táticas da era soviética.

  • Os carregamentos de cereais através do Rio Danúbio aumentaram. O número de navios estrangeiros que conseguiram chegar a portos da Ucrânia aumentou para 16 em 24 horas, segundo o vice-ministro ucraniano das Infraestruturas, Yuriy Vaskov. As autoridades ucranianas reativaram portos que estavam inoperantes, numa tentativa de escoar as exportações de cereais.

  • Delegações militares da Rússia, da Ucrânia e da Turquia reúnem-se esta quarta-feira, em Istambul, com responsáveis das Nações Unidas para discutir um possível acordo tendo em vista a retoma das exportações de cereais ucranianas a partir do porto do Mar Negro de Odessa.

  • O Tesouro norte-americano prepara-se para enviar mais 1,7 mil milhões de dólares em assistência económica à Ucrânia, visando financiar “serviços essenciais”. Por sua vez, os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros aprovaram na última noite uma injeção de mil milhões de euros – a primeira parcela de um pacote de resgate de nove mil milhões aprovado em maio passado.

  • O presidente russo deverá deslocar-se na próxima semana a Teerão para conversações com o presidente turco. A notícia do encontro entre Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdoğan surge num momento em que os Estados Unidos acusam o Irão de estar a postos para fazer chegar à Rússia centenas de drones militares.

  • Segundo a ONU, morreram já mais de cinco mil civis desde o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro. A organização adverte, todavia, que esta é uma estimative, admitindo que o número real seja muito superior.

  • A Rússia afirma ter abatido um número significativo de “mercenários estrangeiros” a combater pela Ucrânia nas últimas três semanas.