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Perto de 6.500 clientes da E-Redes ainda aguardam regresso da eletricidade

Perto de 6.500 clientes da E-Redes ainda aguardam regresso da eletricidade

A empresa reitera o aviso à população para que reporte situações de infraestruturas com danos e mantenha a distância.

Carlos Santos Neves - RTP /
Pedro Nunes - Reuters

Cerca de 6.500 clientes da E-Redes nos municípios mais atingidos, no final de janeiro, pela depressão Kristin, permaneciam sem abastecimento de energia elétrica ao início da manhã desta quinta-feira.

O balanço até às 7h00 foi avançado pela empresa, que ainda assim assinala uma diminuição no número de clientes privados de eletricidade – na véspera, eram perto de 7.600.

A E-Redes enfatiza que se mantém concentrada na reposição integral do serviço e apela à população para que relate eventuais danos, recorrendo ao número 800 506 506 ou ao Balcão Digital.O termo “clientes” refere-se a “pontos de entrega de energia”, incluindo casas, empresas e estabelecimentos comerciais.


O Governo, através do Ministério do Ambiente, propôs-se, na quarta-feira, pôr em marcha um estudo “técnico, económico e regulatório” sobre a adaptação do Sistema Elétrico Nacional aos fenómenos associados às alterações climáticas. O enterramento de linhas em zonas consideradas críticas será uma das soluções em análise.

Em comunicado, o gabinete de Maria da Graça Carvalho garantiu mesmo que, no espaço de 180 dias, “estará feira a análise do custo-benefício das diferentes soluções, uma estimativa dos investimentos necessários e um plano faseado de implementação”.A identificação de áreas críticas com maior exposição a incêndios rurais ou fenómenos meteorológicos extremos e a avaliação comparativa de soluções técnicas serão objetos deste trabalho.


Em análise vão estar, em concreto, “o reforço estrutural de linhas aéreas; o enterramento total ou parcial; soluções híbridas e tecnologias de reforço de resiliência, avaliando também o custo-benefício de cada solução e impactos na continuidade de serviço e na tarifa”.

Deverão ainda ser estabelecidos o cálculo dos investimentos e uma proposta de adaptação metodológica de instrumentos de planeamento, a integrar nos próximos ciclos do Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte e do Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Distribuição.

Do estudo terão de resultar um plano faseado de implementação, com indicação de prioridades, a calendarização indicativa e a definição de fontes de financiamento.

A titular da pasta do Ambiente sublinhou que o planeamento e a implementação das redes de abastecimento de eletricidade “têm de garantir a segurança, fiabilidade e a qualidade do serviço”.

“Estamos obrigados a adaptar o sistema elétrico às exigências do presente e necessidades do futuro para evitar disrupções de serviço e assegurar a segurança no abastecimento”, vincou.

c/ Lusa
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