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Reeleição à vista. Índices de aprovação de Trump cada vez mais altos
A pouco mais de oito meses para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, os índices de aprovação de Donald Trump têm estado em ascensão nas principais sondagens, fortalecendo as hipóteses de um segundo mandato do atual Presidente na Casa Branca.
Desde janeiro de 2017, altura em que tomou posse como 45.º Presidente dos Estados Unidos, é a primeira vez que Trump obtém um balanço positivo nas sondagens levadas a cabo pela empresa Gallup sobre a popularidade dos candidatos à Presidência.
O índice de aprovação apurado pela Gallup fixa-se nos 49 por cento, enquanto a percentagem de desaprovação fica ligeiramente abaixo, nos 48.
Estes números surgem numa altura em que o povo norte-americano se revela cada vez mais satisfeito com o estado da Nação: de acordo com a Gallup, neste momento 45 por cento da população dos EUA está satisfeita, o número mais alto desde fevereiro de 2005.
“O significado desta tendência é claro. Um índice de aprovação próximo de 50 por cento aumenta fortemente as hipóteses de uma reeleição de Trump, uma perspetiva que antes parecia improvável, com essa aprovação presa nos 40 por cento durante a maioria do seu mandato”, escreve a empresa.
O mesmo documento mostra que, do lado dos republicanos, 93 por cento aprovam o trabalho de Trump na Casa Branca, enquanto apenas seis por cento de democratas concordam com essa visão.
Em ascensão desde setembro
Um estudo mais amplo, que engloba as sondagens elaboradas pelas principais empresas, compilado pelo website FiveThirtyEight, revela que a popularidade de Donald Trump tem subido desde setembro, mês em que começou o processo de destituição do Presidente.
Ainda assim, os cálculos do FiveThirtyEight atribuem ao republicano uma percentagem de desaprovação de 52,2 por cento, bastante superior à de aprovação.
Sanders como potencial adversário em novembro
De acordo com especialistas, os índices de aprovação revelam-se mais preditivos a partir de março do ano de eleições, pelo que Trump, cuja popularidade tem estado a subir, poderá vencer as presidenciais deste ano.
O historial da Presidência dos Estados Unidos mostra que líderes com entre 46 a 54 por cento de aprovação por esta altura – 3 anos e quase dois meses à frente da Casa Branca – costumam ser reeleitos. Já os presidentes com 45 por cento ou menos de aprovação geralmente perdem.
No domingo, uma sondagem da estação CBS indicou que 65 por cento dos americanos acredita que Donald Trump vai vencer as eleições de novembro, numa corrida renhida com o futuro candidato democrata, que ainda não está escolhido.
Neste momento, é Bernie Sanders quem lidera as eleições do Partido Democrático, seguido por Pete Buttigieg, Elizabeth Warren e Joe Biden, mas a situação pode mudar, visto que ainda estão por realizar as votações em muitos dos Estados norte-americanos. Só em julho se vai conhecer o candidato democrata que irá disputar com Trump o lugar na Casa Branca.
“O povo americano está cansado de uma administração corrupta que prejudica a democracia americana”, escreveu o candidato democrata no Twitter, depois de conhecidos os resultados das mais recentes sondagens. “Está na altura de uma administração baseada na justiça racial, social, económica e ambiental”.
Se for Bernie Sanders a vencer a corrida democrata, continua a prever-se uma vitória de Donald Trump. Em comparação com 2016, ano das últimas eleições presidenciais, Trump encontra-se agora em maior vantagem relativamente a Sanders, de acordo com as sondagens.
Os votos que verdadeiramente importam nas eleições de novembro são, porém, os do Colégio Eleitoral, órgão constituído por eleitores em cada Estado responsáveis pela escolha do Presidente no final da votação popular.
Mesmo que o índice de desaprovação de Trump nas sondagens em curso fosse superior ao de aprovação, não seria clara a derrota do Presidente. Foi exatamente o que se passou nas eleições de 2016, com Hillary Clinton a vencer a votação popular com uma margem de cerca de três milhões de votos, mas com Donald Trump a vencer através do Colégio Eleitoral.
“É bom que os eleitores democratas escolham o candidato democrata mais forte, quem quer que ele seja”, considerou Harry Enten, jornalista e analista político na CNN. “Porque se não o fizerem, pode ser a diferença entre bater Trump por uma pequena margem ou perder contra Trump por uma pequena margem em novembro”.
O índice de aprovação apurado pela Gallup fixa-se nos 49 por cento, enquanto a percentagem de desaprovação fica ligeiramente abaixo, nos 48.
Estes números surgem numa altura em que o povo norte-americano se revela cada vez mais satisfeito com o estado da Nação: de acordo com a Gallup, neste momento 45 por cento da população dos EUA está satisfeita, o número mais alto desde fevereiro de 2005.
“O significado desta tendência é claro. Um índice de aprovação próximo de 50 por cento aumenta fortemente as hipóteses de uma reeleição de Trump, uma perspetiva que antes parecia improvável, com essa aprovação presa nos 40 por cento durante a maioria do seu mandato”, escreve a empresa.
O mesmo documento mostra que, do lado dos republicanos, 93 por cento aprovam o trabalho de Trump na Casa Branca, enquanto apenas seis por cento de democratas concordam com essa visão.
Em ascensão desde setembro
Um estudo mais amplo, que engloba as sondagens elaboradas pelas principais empresas, compilado pelo website FiveThirtyEight, revela que a popularidade de Donald Trump tem subido desde setembro, mês em que começou o processo de destituição do Presidente.
A média das principais sondagens aponta ainda para um grau de aprovação de Trump próximo daquele registado para Barack Obama na altura em que este liderou a Casa Branca.
Se, passado pouco mais de três anos na presidência, Obama obtinha então uma aprovação de 47 por cento, em período homólogo Trump alcançou os 43,3.
Ainda assim, os cálculos do FiveThirtyEight atribuem ao republicano uma percentagem de desaprovação de 52,2 por cento, bastante superior à de aprovação.
Sanders como potencial adversário em novembro
De acordo com especialistas, os índices de aprovação revelam-se mais preditivos a partir de março do ano de eleições, pelo que Trump, cuja popularidade tem estado a subir, poderá vencer as presidenciais deste ano.
O historial da Presidência dos Estados Unidos mostra que líderes com entre 46 a 54 por cento de aprovação por esta altura – 3 anos e quase dois meses à frente da Casa Branca – costumam ser reeleitos. Já os presidentes com 45 por cento ou menos de aprovação geralmente perdem.
No domingo, uma sondagem da estação CBS indicou que 65 por cento dos americanos acredita que Donald Trump vai vencer as eleições de novembro, numa corrida renhida com o futuro candidato democrata, que ainda não está escolhido.
Neste momento, é Bernie Sanders quem lidera as eleições do Partido Democrático, seguido por Pete Buttigieg, Elizabeth Warren e Joe Biden, mas a situação pode mudar, visto que ainda estão por realizar as votações em muitos dos Estados norte-americanos. Só em julho se vai conhecer o candidato democrata que irá disputar com Trump o lugar na Casa Branca.
“O povo americano está cansado de uma administração corrupta que prejudica a democracia americana”, escreveu o candidato democrata no Twitter, depois de conhecidos os resultados das mais recentes sondagens. “Está na altura de uma administração baseada na justiça racial, social, económica e ambiental”.
The American people are sick and tired of a corrupt administration that is undermining American democracy.
— Bernie Sanders (@BernieSanders) February 23, 2020
They are sick and tired of a government based on greed and lies.
It is time for an administration based on racial, social, economic and environmental justice.
Se for Bernie Sanders a vencer a corrida democrata, continua a prever-se uma vitória de Donald Trump. Em comparação com 2016, ano das últimas eleições presidenciais, Trump encontra-se agora em maior vantagem relativamente a Sanders, de acordo com as sondagens.
Os votos que verdadeiramente importam nas eleições de novembro são, porém, os do Colégio Eleitoral, órgão constituído por eleitores em cada Estado responsáveis pela escolha do Presidente no final da votação popular.
Mesmo que o índice de desaprovação de Trump nas sondagens em curso fosse superior ao de aprovação, não seria clara a derrota do Presidente. Foi exatamente o que se passou nas eleições de 2016, com Hillary Clinton a vencer a votação popular com uma margem de cerca de três milhões de votos, mas com Donald Trump a vencer através do Colégio Eleitoral.
“É bom que os eleitores democratas escolham o candidato democrata mais forte, quem quer que ele seja”, considerou Harry Enten, jornalista e analista político na CNN. “Porque se não o fizerem, pode ser a diferença entre bater Trump por uma pequena margem ou perder contra Trump por uma pequena margem em novembro”.