Trump critica libertação de suspeitos de planear ataque a base no Reino Unido

Trump critica libertação de suspeitos de planear ataque a base no Reino Unido

Donald Trump afirmou esta segunda-feira que "não teria libertado" os cinco britânicos detidos no domingo perto de uma base militar em Inglaterra utilizada pelo exército norte-americano, e que foram libertados sob fiança.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
Toby Shepheard - Reuters

"Estou surpreendido por os terem libertado; não o teria feito", disse o presidente norte-americano durante uma conversa com a imprensa no Salão Oval.

Trump deixou ainda uma palavra de agradecimento às autoridades britânicas. “Eles têm estado muito bem, colaboraram estreitamente connosco”.
 Questionado sobre um possível papel do Irão no eventual ataque, Donald Trump afirmou: "Pode estar, mas respondo-lhe que teria dito para não lhe permitirem sair sob fiança. Fiança sem dinheiro”. 

"Podia ser muito específico, mas prefiro não dizer nada", acrescentou. Ataque envolve "ator estrangeiro"O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, mostrou-se mais categórico, declarando que o ataque envolvia "claramente um ator estrangeiro".

"Trata-se claramente de um caso que envolve um ator estrangeiro", declarou Marco Rubio no programa de Sean Hannity, na Fox News, recusando-se, no entanto, a fornecer "detalhes sobre o assunto".

"Não vou entrar em detalhes sobre isso para já. No entanto, quero agradecer às autoridades britânicas, que se mostraram muito cooperantes e souberam conduzir a situação", acrescentou.
A polícia britânica informou estar a "explorar múltiplas linhas de investigação" no caso, incluindo a possibilidade de envolvimento de um "Estado estrangeiro". O Irão, por sua vez, negou "categoricamente" qualquer envolvimento. Base aérea de Fairford
Cinco homens foram detidos e 85 habitações foram evacuadas no domingo nas imediações da base de Fairford, no condado de Gloucestershire, sudoeste de Inglaterra, onde a polícia antiterrorista investiga um possível ataque com explosivos.

A base de Fairford ganhou especial relevância este ano depois de o ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer ter autorizado a utilização para ações norte-americanas de "caráter defensivo" contra instalações de mísseis iranianas.
Em março, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a utilizar a base de Fairford para "operações defensivas específicas dirigidas ao Irão", com o objetivo de destruir mísseis iranianos.

Desde então, bombardeiros e outras aeronaves americanas foram vistos a descolar e a aterrar em Fairford.

Em julho, a Guarda Revolucionária do Irão tinha avisado que qualquer base utilizada para lançar ataques contra o país constituiria um "alvo legítimo".

A base de Fairford serve como ponto de apoio para a Força Aérea dos EUA desde a Guerra Fria.


Já foi utilizada pelos militares norte-americanos em operações durante a Guerra do Golfo, no início da década de 1990, e na Guerra do Iraque, em 2003.
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