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Trump declara Kavanaugh inocente e pede desculpas
O Presidente dos Estados Unidos pediu desculpas ao juiz Brett Kavanaugh pelo que descreveu como “terrível dor e sofrimento” que, juntamente com a família, “foi forçado a suportar” durante o processo que antecedeu a condução ao Supremo Tribunal. Na cerimónia de confirmação na Casa Branca, Donald Trump afirmou que o juiz foi “inocentado” das acusações de conduta sexual imprópria.
“Em nome da nossa nação, quer pedir desculpas ao Brett e a toda a família Kavanaugh pela terrível dor e sofrimento que foram forçados a suportar. Aqueles que se apresentam para servir nosso país merecem uma avaliação justa e digna, não uma campanha de destruição política e pessoal baseada em mentiras e ocultação”, afirmou Donald Trump na noite de segunda-feira, perante os oito juízes do Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos.
Kavanaugh confirmado com mínimo de votos
O processo de nomeação do Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal de Justiça foi marcado pelas acusações de três mulheres de conduta sexual imprópria e tentativa de violação quando estudante do ensino secundário e universitário. O juiz negou todas as acusações.
A investigação do FBI, que não confirmou as acusações de violência sexual, foi considerada incompleta pelos democratas. O Presidente Donald Trump tinha dado uma semana ao FBI para investigar as acusações de abuso sexual. Na investigação, o próprio Kavanaugh e Christine Ford – alegada vítima por parte do juiz - não foram entrevistados.
Antes da cerimónia desta segunda-feira, Donald Trump afirmou que as acusações contra Kavanaugh foram uma "fraude criada pelos democratas" e referiu que pessoas "más" colocaram Kavanaugh numa "situação vergonhosa" durante o processo de confirmação.
No sábado, Brett Kavanaugh recebeu o voto favorável de 50 Senadores, e o voto contra de outros 48, o que lhe garantiu a confirmação como juiz do Supremo.
O processo também foi marcado por protestos e acampamentos junto ao Capitólio, que se mantiveram até depois da votação final.
Na cerimónia desta segunda-feira, Kavanaugh admitiu que "o processo de confirmação do Senado foi controverso e emotivo", tendo sido mesmo “um teste”, mas que “não mudou” o juiz.
No discurso proferido durante a cerimónia de investidura, Brett Kavanaugh aludiu às críticas do alegado rumo conservador que vai impulsionar ao Supremo Tribunal nas próximas décadas.
O juiz, de 53 anos, nota que o Supremo Tribunal é uma instituição de direito, apartidária, em que “os juízes não se sentam em lados opostos de um corredor”. Também prometeu exercer a sua magistratura de forma “independente” e “imparcial”, bem como trabalhar para ser “uma força para a estabilidade e unidade”.
"O Supremo Tribunal é uma equipa de nove pessoas. E eu sempre serei um membro da equipa, desta equipa de nove”, acrescentou.
Kavanaugh apresentou-se na cerimónia acompanhado da família: mulher, duas filhas e pais. Garantiu que trabalhou arduamente para “promover o avanço das mulheres”, inspirado no exemplo da mãe, e anunciou que o seu gabinete será composto exclusivamente por mulheres.
Mas Donald Trump fez uma afirmação infundada ao declarar que o juiz foi dado como inocente. No entanto, o juiz não foi considerado culpado, nem inocente. O FBI apenas não confirmou as acusações contra Kavanaugh e 50 Senadores votaram a favor da sua nomeação.
“Devo afirmar que, sob escrutínio histórico, foi provada a sua inocência”, afirmou o Presidente dos Estados Unidos, seguindo-se uma ovação da sala, com exceção da juíza Ruth Bader Ginsburg. Ao lado, o juiz Clarence Thomas, que em 1991 foi confirmado apesar da acusação de assédio sexual a Anita Hill, aplaudia efusivamente.
O processo de nomeação do Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal de Justiça foi marcado pelas acusações de três mulheres de conduta sexual imprópria e tentativa de violação quando estudante do ensino secundário e universitário. O juiz negou todas as acusações.
A investigação do FBI, que não confirmou as acusações de violência sexual, foi considerada incompleta pelos democratas. O Presidente Donald Trump tinha dado uma semana ao FBI para investigar as acusações de abuso sexual. Na investigação, o próprio Kavanaugh e Christine Ford – alegada vítima por parte do juiz - não foram entrevistados.
Antes da cerimónia desta segunda-feira, Donald Trump afirmou que as acusações contra Kavanaugh foram uma "fraude criada pelos democratas" e referiu que pessoas "más" colocaram Kavanaugh numa "situação vergonhosa" durante o processo de confirmação.
No sábado, Brett Kavanaugh recebeu o voto favorável de 50 Senadores, e o voto contra de outros 48, o que lhe garantiu a confirmação como juiz do Supremo.
O processo também foi marcado por protestos e acampamentos junto ao Capitólio, que se mantiveram até depois da votação final.
Na cerimónia desta segunda-feira, Kavanaugh admitiu que "o processo de confirmação do Senado foi controverso e emotivo", tendo sido mesmo “um teste”, mas que “não mudou” o juiz.
No discurso proferido durante a cerimónia de investidura, Brett Kavanaugh aludiu às críticas do alegado rumo conservador que vai impulsionar ao Supremo Tribunal nas próximas décadas.
O juiz, de 53 anos, nota que o Supremo Tribunal é uma instituição de direito, apartidária, em que “os juízes não se sentam em lados opostos de um corredor”. Também prometeu exercer a sua magistratura de forma “independente” e “imparcial”, bem como trabalhar para ser “uma força para a estabilidade e unidade”.
"O Supremo Tribunal é uma equipa de nove pessoas. E eu sempre serei um membro da equipa, desta equipa de nove”, acrescentou.
Kavanaugh apresentou-se na cerimónia acompanhado da família: mulher, duas filhas e pais. Garantiu que trabalhou arduamente para “promover o avanço das mulheres”, inspirado no exemplo da mãe, e anunciou que o seu gabinete será composto exclusivamente por mulheres.