João Fernando Ramos

O Tejo está a morrer

A semana revelou novos dados sobre o que está a acontecer ao rio Tejo e ao papel criminoso de algumas indústrias na morte de um rio fundamental para o país.

As notícias começaram com alarme na muita espuma que flutuava no rio, mas a espuma era apenas o lado visível de um tremendo desastre ambiental, que lá se vai perdendo na espuma dos dias onde a informação nem sempre segue o que é verdadeiramente importante.

Foi ordenada a redução de poluentes a uma das empresas de celulose, encerrada uma unidade de lavagem de tanques de óleo, retirada a espuma das águas e anunciada a limpeza dos fundos de algumas barragens onde se acumulam milhares de descargas ilegais de materiais que vão matando o rio e arruinando a saúde de quem vive das suas águas.

A questão é grave, importante, mas está na quinta linha dos alinhamentos da informação e desapareceu da lista de preocupações dos portugueses.

No Jornal 2 o hidrobiólogo Bordalo e Sá lançou o alerta para o que está também a acontecer no Douro, com escorrências perigosas nas antigas Minas do Pejão e com o péssimo estado de conservação de perigosas escombreiras de urânio numa velha mina espanhola, mesmo junto à fronteira.

Os rios internacionais têm sido um problema escandalosamente esquecido. Cada dia, mês, ano que passa o problema vai-se agravando. Há milhões de portugueses a beber água destes rios, a atividade turística e económica é seriamente afetada e não há maneira de se perceber na opinião pública, que tudo pode mudar, que isto é mesmo importante e vai muito para além da espuma que esconde tantas vezes uma realidade ainda mais complicada.

A informação mais vista

+ Em Foco

Uma semana após a extinção do incêndio de Monchique, a televisão pública esteve no barlavento algarvio com uma emissão especial sobre o cíclico flagelo dos incêndios e as alterações climáticas.

    Fãs de Aretha Franklin homenagearam a icónica cantora norte-americana em várias cidades dos Estados Unidos. A rainha da Soul morreu na manhã de quinta-feira na sua casa em Detroit.

      Uma parte central da Ponte Morandi, em Génova, Itália, desabou na manhã de terça-feira durante uma tempestade. Morreram dezenas de pessoas.

        Há uma nova rota turística pela cidade de Lisboa, baseada em memórias de lisboetas mais antigos. São beneficiários da Associação Mais Proximidade Melhor Vida.