Reportagem A situação dos incêndios em Portugal minuto a minuto

As chamas atingiram, durante a tarde de quarta-feira, uma velocidade elevada no concelho de Silves. A progressão terá sido superior a dois quilómetros por hora. A Proteção Civil não espera uma noite fácil para o dispositivo de combate.

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Interrompemos aqui o acompanhamento minuto a minuto da situação dos incêndios.

22h42 - População de Enxerim mais calma

A aproximação das chamas causou apreensão no bairro do Enxerim, em Silves.

Muitas pessoas foram retiradas de casa. O fogo passou perto mas não atingiu a localidade, como relata o repórter da Antena 1 Pedro Sá Guerra.


22h40 - GNR alvo de críticas


Quem não está de acordo com atuações mais firmes da GNR, durante as evacuações, é o vereador das Obras Públicas de Monchique, José Chaparro, que acusa as autoridades de não estarem a prestar uma ação cívica, antes opressiva.


22h32 - Novo balanço na manhã de quinta-feira

A Autoridade Nacional de Proteção Civil remete para as 10h00 de quinta-feira "o ponto de situação operacional sobre o incêndio que lavra no barlavento algarvio".

22h10 - "Não nos espera um período fácil"


As chamas atingiram, durante a tarde, uma velocidade elevada no concelho de Silves. A progressão terá sido superior a dois quilómetros por hora. A Proteção Civil não espera uma noite fácil para o dispositivo de combate.

"Não nos espera um período fácil. A meteorologia, mais uma vez, sobretudo no que diz respeito ao vento, mantém-se bastante desfavorável, ou melhor, vai favorecer aquilo que é a progressão do incêndio", afirmou a segunda comandante operacional nacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.

Pelas 22h00 o combate às chamas mobilizava mais de 1.300 operacionais e quase 400 meios terrestres.

21h42 - A progressão das chamas

O vento está a provocar reacendimentos entre Silves e Messines. Várias aldeias tiveram de ser evacuadas no concelho de Silves.


21h28 - Mapa de estradas cortadas

São já várias as estradas cortadas por causa da progressão das chamas no Algarve. Estes cortes podem ser seguidos em tempo real através da aplicação da Waze Portugal.

21h20 - Fumo chega às praias


Das praias é possível ver um céu laranja coberto de fumo dos incêndios. A coluna de fumo negro tem já uma extensão de vários quilómetros.

Em Albufeira, a cerca de 30 quilómetros de Silves, o céu está coberto de fumo.

21h09 - Horas de aflição no Algarve

A última noite voltou a ser de aflição em Monchique e agora também em Silves.


O incêndio ameaçou várias casas e o número de feridos foi atualizado para 32.

20h51 - DGS emite alerta

A Direção-Geral da Saúde veio entretanto alertar para eventuais danos nas vias respiratórias decorrentes da inalação de fumos ou substâncias químicas, além do calor.

"Existem lesões de inalação devidas ao calor que provocam obstrução e risco de infeção. Além da lesão pelo calor, há possibilidade de lesão pelas substâncias químicas do fumo que provocam inflamação e edema com tosse, broncoconstrição e aumento das secreções", adverte em comunicado a DGS, a propósito do fumo que se propaga pelo Algarve devido ao incêndio com origem na Serra de Monchique.

As crianças, os doentes respiratórios crónicos e os idosos são os mais vulneráveis.

A DGS alerta também para a possibilidade de surgirem lesões mais tardias e de maior gravidade, com destruição celular, que, em casos extremos, causam falência respiratória.

A Direção-Geral da Saúde aconselha a população a permanecer no interior de edifícios, afirmando que "é a forma mais efetiva de prevenir danos".

20h22 - Incêndio de "violência e agressividade enorme"

Patrícia Gaspar, segunda comandante operacional nacional da Proteção Civil, fez o ponto de situação do incêndio de Monchique, admitindo que o cenário de combate às chamas é "muito complexo" e de grande imprevisibilidade. 

Os operacionais têm encontrado "grandes dificuldades no terreno", quer por culpa dos ventos fortes como também da orografia, numa zona de vales e terrenos acentuados. 

A comandante destacou ainda a grande velocidade a que o incêndio se propaga, tendo ultrapassado hoje os dois quilómetros por hora em termos de progressão.

Esta quarta-feira, verificou-se uma série de reacendimentos em vários pontos do perímetro do incêndio, sobretudo em Fóia, Caldas de Monchique, Barranco do Banho, São Marques da Serra e Silves, tendo chegado praticamente ao perímetro urbano desta cidade.

Patrícia Gaspar refere que as reativações "assumiram comportamentos completamente adversos" de "violência e agressividade enorme". "O fogo assumiu comportamento completamente extremo e errático", assume a responsável.

A segunda comandante operacional nacional refere que as próximas horas não serão "fáceis" e que as autoridades vão tentar acelerar o combate ao incêndio durante a noite, com maquinaria pesada para abrir ariceiros.

A Proteção Civil apela também às pessoas para que sigam “escrupulosamente” as indicações dadas pelas forças de autoridade no terreno.

20h01 - EDP Distribuição reforça o dispositivo operacional em Monchique

O dispositivo operacional da EDP Distribuição em Monchique foi reforçado com equipas de outros locais do Algarve. O reforço vem complementar os trabalhos de recuperação da rede de distribuição de energia nas localidades afetadas pelo incêndio.

De acordo com um comunicado enviado à agência Lusa, a empresa admite que, dada a imprevisibilidade do comportamento do incêndio, com reacendimentos e o surgimento de novas frentes, "a previsão sobre a conclusão dos trabalhos ainda é prematura".

19h33 - População de Enxerim continua a recusar retirada

Em Enxerim, a poucos quilómetros da cidade de Silves, os populares recusam-se a sair das suas casas. Esta zona urbana com muita construção e várias fábricas, com cerca de 700 a 800 habitantes, como constata Pedro Sá Guerra, repórter da Antena 1 no local.


19h30 - Ânimos exaltados em Pedreira, Silves

O fogo aproxima-se da localidade com grande perigo, como constata o jornalista da RTP, Duarte Baltazar. Os populares desesperam com a situação e dizem nunca ter visto um incêndio com estas dimensões.

18h55 - Centro de Reprodução do Lince Ibérico em Silves evacuado por prevenção

Os 29 linces que se encontravam no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI) em Silves (Faro) foram retirados por prevenção e foram deslocados para instalações em Espanha.

18h49 - GNR está a evacuar aldeia de Enxerim, em Silves

As autoridades deram ordem de evacuação imediata da aldeia, como relata Pedro Sá Guerra, da Antena 1. Até os jornalistas receberam ordem expressa para abandonar esta zona, muito próxima de Silves.


18h28 - Avisos para zonas entre Silves e São Bartolomeu de Messines/São Marcos da Serra

A Autoridade Nacional da Proteção Civil pede às populações localizadas entre Silves e São Bartolomeu de Messines e ainda a sul de São Marcos da Serra, para que sigam todas as instruções das autoridades e se mantenham em zonas seguras.

A ANPC reconhece que o incêndio está em fase "muito complicada" e apela à calma nestas localidades e aconselha que as janelas e portas das casas sejam fechadas.



18h25 - Críticas de Assunção Cristas a António Costa

"Noto que ao sexto dia, o senhor primeiro-ministro dignou-se sair do Twitter e a falar ao país", disse a líder do CDS-PP em conferência de imprensa.

Assunção Cristas questionou ainda o tempo que demorou para o comando das operações de Monchique ter passado para nível nacional.

17h59 - Algarve com dois pontos de apoio aos animais afetados

A Ordem dos Médicos Veterinários divulgou esta quarta-feira quais são os pontos de apoio aos animais afetados pelo incêndio de Monchique.

Em comunicado citado pela agência Lusa, a Ordem dos Médicos Veterinários informa que os serviços regionais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, no edifício DRAPAL, no Patacão (Faro) e os serviços médico-veterinários na Estrada do Poço Seco (Portimão), estão disponíveis para entrega de material.

A nota refere ainda que foi criado o e-mail monchique@dgav.pt, "para onde devem contactar aqueles que pretendam dar o seu contributo ou indicar-se disponíveis".

Quanto ao material necessário, a Ordem destaca a necessidade de analgésicos e anestésicos, agulhas e seringas, compressas, alimentos, baldes e alguidares, entre outros.

17h39 - Evacuadas casas na localidade de Pedreira, Silves

A GNR evacuou algumas casas dispersas junto a Silves. No terreno, o jornalista Duarte Baltazar registou alguns desacatos entre os moradores e as autoridades, uma vez que os primeiros não queriam abandonar as suas casas.

As evacuações de emergência tiveram alguns momentos de desacato entre a GNR e os civis, uma vez que muitas pessoas ofereceram resistência no momento de retirada.

16h35 - Fogo deixa rasto de cinza em Caldas de Monchique

O vasto incêndio que lavra há cinco dias deixou uma forte marca cinzenta Caldas de Monchique, como relata o jornalista da Antena 1, Miguel Soares.


16h15 - Autarquia de Portimão teme reacendimentos

Em Portimão o fogo está controlado, mas a autarca do concelho, Isilda Gomes, tem receio de que possam existir reacendimentos durante a tarde.

A presidente da Câmara fala de um incêndio muito complexo, e diz que ainda é cedo para fazer o levantamento de prejuízos.

Isilda Gomes garante, no entanto, que não há habitações destruídas e os deslocados já regressaram a casa.

16h00 - Fogo em Monchique consumiu já cerca de 20 casas de primeira habitação

Rui André, presidente da Câmara de Monchique, admite que perto de duas dezenas de casas de primeira habitação podem ter sido destruídas pelas chamas.

Em declarações à Antena 1, o autarca refere que o levantamento no terreno ainda está a ser feito, mas sublinha ainda que muitas das casas ardidas são de pessoas idosas que vão precisar de uma solução mais permanente.

15h48 - Silves com reacendimentos

Devido à intensidade do vento, o fogo no concelho de Silves reacendeu ao início da tarde de quarta-feira em algumas das zonas por onde já tinha passado.

Rosa Palma, presidente da Câmara de Silves, disse à agência Lusa que o incêndio "está com uma força muito grande e as coisas infelizmente ainda não estão controladas".

Segundo a autarca, um dos pontos mais críticos neste momento é a Herdade da Parra.

Rosa Palma referiu ainda que o fogo já passou "muito perto" da cidade de Silves e que não é possível fazer novas previsões neste momento devido ao vento que se faz sentir, "inconstante" e que provoca rápidas propagações.

14h45 - NOS e Altice com serviços móveis restabelecidos

As comunicações móveis da NOS foram hoje restabelecidas na zona afetada pelo incêndio da serra de Monchique e o serviço móvel da Altice foi reposto na vila de Monchique, afirmaram as empresas.

Desde terça-feira que a rede móvel da NOS na serra de Monchique estava condicionada devido a "um 'site' móvel (antena) e alguns serviços fixos em baixo".

De acordo com fonte da NOS, ao início da tarde de hoje os serviços móveis estavam "repostos na região de Monchique".

Segundo fonte da Altice Portugal, também as comunicações móveis da operadora foram "repostas na vila de Monchique", tendo-se restabelecido também a "maioria das comunicações fixas".

"Apesar das dificuldades que se têm sentido no terreno, em termos de acesso às antenas e reconstrução, mesmo que provisória da infraestrutura em fibra ótica, devido às permanentes mudanças de direção das frentes de incêndio, morfologia do terreno e vento forte que se tem feito sentir, as equipas da Altice Portugal conseguiram repor o serviço móvel", afirma a empresa em comunicado.

14h30 - Fogo controlado em Portimão mas teme-se reacendimentos

O fogo que deflagrou na sexta-feira em Monchique está controlado no concelho de Portimão desde terça-feira, mas ainda se teme a ocorrência de reacendimentos devido ao vento, disse a presidente da Câmara.

"Desde ontem (terça-feira) que a situação ficou controlada, o grande problema tem a ver com os reacendimentos. De momento não temos fogo ativo e estamos numa fase já de rescaldo e consolidação. Agora, nada nos diz que, de um momento para o outro, não possa haver um reacendimento", afirmou a autarca à agência Lusa, ao final da manhã.

Isilda Gomes disse que ainda há vento e essa "é, sem dúvida, a principal preocupação", mas sublinhou que, "de momento, está tudo calmo" no concelho algarvio, um dos três do distrito de Faro afetados pelo incêndio, juntamente com Silves e Monchique, onde se deu a ignição na sexta-feira, pelas 13h30.

A autarca disse que o fogo atingiu principalmente "as áreas da Senhora do Verde e a área do Rasmalho", mas acrescentou que "não é uma área muito grande", entre os mais de 20.000 hectares que já foram consumidos pelas chamas desde sexta-feira em Monchique, Silves, Portimão e Odemira, município do distrito de Beja onde o fogo chegou a estar ativo no fim de semana, mas foi controlado.

14h16 - Abastecimento de água normalizado no centro de Monchique

O abastecimento de água no centro da vila de Monchique está hoje a funcionar normalmente, depois de ter estado cortado devido ao incêndio que lavra no concelho, disse à Lusa o presidente do município, Rui André.

"Já resolvemos a situação, toda a população está a ser abastecida, não há qualquer problema de abastecimento", declarou o autarca, esta manhã, lembrando que ocorreu uma "situação de exceção" -- o abastecimento de viaturas dos bombeiros na vila, tendo em conta a aproximação das chamas.

Além disso, os helicópteros estiveram a abastecer com água das piscinas municipais. Existe um sistema de reposição automático, mas os níveis dos depósitos baixaram significativamente.

O centro urbano da vila, sede deste concelho do distrito de Faro, esteve sem abastecimento de água entre a noite de segunda-feira e terça-feira, na sequência do fogo que deflagrou na serra na sexta-feira, ao início da tarde.

13h40 – Mudança de comando “não significa nenhum tipo de embaraço”, diz Costa

Questionado pelos jornalistas sobre o fato de ontem o comando operacional ter passado para nível nacional, o primeiro-ministro diz que tal “não significa nenhum tipo de embaraço ou desconfiança, nem de sanção”. António Costa diz que a mudança é algo que está previsto 2 que se prende com o fato de que o “combate não tem estado a produzir resultados que todos desejávamos e tem estado a aumentar”.


O chefe do Executivo reitera o que já antes tinha dito: “Não devemos ter a ilusão de que o incêndio vá ser extinto nas próximas horas”, dizendo mesmo que se poderá agravar com as condições climatéricas e os ventos. A grande janela de oportunidade para debelar o incêndio acontecerá durante a noite e madrugada, diz o primeiro-ministro, defendendo que será nessa altura que se devem concentrar os esforços.

13h28 – Trabalho da Proteção Civil é “extremamente importante”

O presidente da ANPC, Tenente-General Mourato Nunes, explicou de que forma têm sido tomadas as decisões dos operacionais no combate às chamas e defendeu que o trabalho desenvolvido pela Proteção Civil é “extremamente importante”.

Mourato Nunes afirma que este trabalho funciona em rede e que essa conjugação de esforços tem sido “tendencialmente perfeita”.

Declarou ainda que as decisões tomadas pela Proteção Civil tiveram por base o conhecimento empírico e a experiência adquirida no terreno.

O Presidente da ANPC diz que, neste momento, o que mais preocupa todo o país é a “problemática dos incêndios em espaços rurais ou em áreas florestais” e tudo o que implica nas vidas das pessoas e na economia do país.

13h15 - "Não vale a pena ter a ilusão de que o incêndio vai ser apagado nas próximas horas", diz Costa

O primeiro-ministro considera que dada a complexidade da situação no terreno, não será possível controlar o incêndio nas próximas horas, garantindo que serão precisos "vários dias" para que seja dado como totalmente extinto.

"Não é como uma vela de um bolo de anos que se apaga com um sopro", diz Costa, argumentando que quando um incêndio ganha a dimensão e a carga térmica que este ganhou, são precisos "muitos dias de trabalho".

13h10 - Costa: “Sistema respondeu à altura do desafio”

O primeiro-ministro considera que o sistema de proteção civil “respondeu à altura do desafio” da recente onda de calor que Portugal viveu. Apresenta números para essa perspetiva. Avança que de 582 ignições que se registaram nos cinco dias críticos, houve apenas 26 incêndios e, desses, apenas o de Monchique ganhou maiores proporções.

O primeiro-ministro diz que Monchique será "a exceção que confirma a regra".

Para o primeiro-ministro, esta é a prova que a prevenção é o caminho, porque se isso não tivesse acontecido, "teriamos tido mais ocorrências". Costa realça ainda que, até agora, ainda não foram registas perdas de vidas devido aos incêndios.

Com o incêndio ainda ativo, Costa lembra que ainda não é tempo de balanço.

13h08 - Costa elogia "profissionalismo" e "competência"

O primeiro-ministro endereça palavras de agradecimento aos agentes da proteção civil pelo trabalho que estão a realizar no terreno, elogiando o "profissionalismo" e "competência".

13h06 - Primeiro-ministro já começou a discursar

António Costa está a realizar um balanço sobre o que chama de primeiro desafio deste ano às autoridades, com esta semana de calor extremo.

A primeira palavra de agradecimento é dirigida aos portugueses, pelo esforço de limpeza das florestas, que foi importante para que houvesse menos ocorrências e menos incêndios, apesar do estado climatérico mais adverso. António Costa agradeceu ainda o esforço para evitar comportamentos de risco de acordo com os apelos das autoridades e o civismo das populações quando há situações de evacuações.

12h50 - Ataque inicial foi "fortíssimo"

O comandante operacional nacional, Duarte da Costa garantiu que os meios no terreno estão a "fazer tudo o que é possível para o conter, debelar e extinguir". O comandante refere que ainda há duas frentes ativas na Fóia e para leste para uma zona de mato e que os meios vão agora fazer o máximo possível de prevenção até às 15h00, altura em que o vento vai aumentar.



O comandante nacional refere que o ataque inicial ao incêndio de Monchique foi "fortíssimo", tal como nos restantes incêndios. Neste caso, o ataque inicial não resultou, mas realçou que em dez minutos estava feita uma triangulação de meios com 22 veículos, um meio aéreo e 80 operacionais, cinco vezes superior ao que é normal.

12h40 - Autoridades fazem balanço sobre última semana

A sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil é o palco de uma conferência de imprensa de balanço sobre a situação operacional na última semana, com elementos da Proteção Civil, IPMA e Direção-geral de Saúde.

12h30 - Habitantes queixam-se de falta de apoio pelos bombeiros

Idália Duarte, proprietária da mais antiga fábrica de enchidos de Monchique, contou à Antena1 como ficaram a salvo as pessoas, animais e casas em Picota, o segundo ponto mais alto da Serra de Monchique. Nesta zona serrana, onde o fogo reduziu a vegetação a cinzas, os bombeiros não chegaram a aparecer.

"Não souberam comandar bem", declarou a proprietária da fábrica. No domingo passado, Idália Duarte e alguns vizinhos chegaram a sair de Picota sob a orientação da GNR, que permitiu que alguns homens ficassem a tentar salvar o que foi possível.

Estes habitantes conseguiram salvar tudo menos as nogueiras, castanheiras, eucaliptos e outras árvores que, na região, existiam em abundância.

12h00 - Chamas em Monchique continuam sem dar tréguas

O vento forte continua a ser o principal obstáculo no combate às chamas. A frente que lavra na zona da Fóia, o ponto mais alto da Serra de Monchique, continua a consumir uma zona de eucaliptos. Os reacendimentos são constantes. 


Doze meios aéreos estão no local.

11h30 -Proteção Civil confirma que helicópteros não usam retardantes

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) admitiu hoje que os 40 helicópteros de combate aos incêndios não utilizam produtos químicos para retardar o fogo, explicando que isso reduziria "a capacidade de transporte de elementos operacionais".

"O espumífero faz parte das obrigações contratuais, sendo fornecido pelas empresas contratadas que operam estes aviões. Em cada descolagem a partir da sua base de origem, cada avião médio anfíbio Fireboss carrega 70 de litros de espumífero, que dá em média para 15 descargas, enquanto cada avião pesado anfíbio Canadair carrega cerca de 300 litros, que dá para aproximadamente 12 descargas".

Em declarações à Lusa na terça-feira, o especialista em incêndios florestais Xavier Viegas defendeu a utilização de produtos químicos no combate ao incêndio de Monchique para evitar reacendimentos, lembrando que os reacendimentos "estão identificados como um dos grandes problemas, que depois dão origem a incêndios ainda piores".

11h00 - Fogo de Monchique já destruiu mais de 21.300 hectares

O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique já destruiu mais de 21.300 hectares, metade da área ardida na região em 2003, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).



De acordo com os dados europeus, no incêndio que começou em Perna da Negra (Monchique) arderam até hoje 21.305 hectares, metade dos 41 mil que o fogo tinha destruído na mesma região em 2003 nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

O fogo de Monchique já destruiu quatro vezes mais do que a área ardida este ano até 15 de julho (5.327 hectares).

10h15 - Subiu o número de feridos

Patrícia Gaspar, 2ª Comandante Operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, elogiou o trabalho de todos os operacionais que estão no terreno e afirmou que esta manhã a situação está “mais estável” e que a “frente da Fóia é a mais complicada”. O vento forte continua a dificultar o combate às chamas. O número de feridos subiu para 32, um dos quais em estado grave.

Em conferência de imprensa, Patrícia Gaspar afirmou que “há progressos” no combate às chamas. 

“Neste momento temos uma situação mais estabilizada e estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance, com todos os meios que temos disponíveis, para conseguir dominar este incêndio na sua extensão global, o mais depressa possível”, frisou Patrícia Gaspar.

Em termos meteorológicos hoje é esperado um dia “muito semelhante” ao de ontem, com “temperaturas na casa dos 24 a 25º” a “humidade relativa poderá chegar aos 50 por cento e o vento mais uma vez desfavorável”, com rajadas que poderão chegar a 35/40 quilómetros por hora.

A 2ª Comandante Operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil frisou que um dos desafios para esta quarta-feira é: “consolidar todo o trabalho que temos vindo a fazer desde o início do incêndio, todo o trabalho que foi feito durante o dia e a noite de ontem, garantindo que as reativações que venham a surgir, durante o período da tarde. E elas são expectáveis. A partir das 15 estamos a contar com isso. E estamos prontos para responder rapidamente e da forma mais musculada possível a estas reativações”.

Outro dos desafios é “ir atacando e mantendo a intervenção reforçada nos dois pontos mais críticos que temos neste momento”.

Um dos pontos mais críticos situa-se na zona da Fóia, “na frente oeste do incêndio que é aquele que neste momento se encontra mais ativo”. A outra zona crítica é em Silves.

“Esperamos continuar a conseguir avançar nestas duas zonas, não descurando, obviamente, todas as componentes que já se encontram numa fase de vigilância e de consolidação de rescaldo”, esclareceu.

Em relação às populações que se encontram deslocadas, Patrícia Gaspar revelou que “houve um decréscimo”. “Passamos das 230 pessoas, para cerca de 181 pessoas”.

A 2ª Comandante Operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil revelou ainda que “os aglomerados populacionais, onde o incêndio tem andado mais perto, são zonas que foram já preventivamente evacuadas pela GNR”.

Quanto ao número de casas ardidas, Patrícia Gaspar frisou que “esse apuramento está em curso”.

10h00 - Dez incêndios ativos

Quase 1600 operacionais, apoiados por 491 meios terrestres e sete aéreos, combatem os dez incêndios que estão ativos no país.

Dos dez incêndios ativos, dois estão em curso e oito em fase de conclusão.

O incêndio que lavra há seis dias em Monchique é o que concentra mais meios. No local estão 1423 operacionais apoiados por 447 meios terrestes e dois aéreos.

09h45 - 17 concelhos em risco máximo de incêndio

Dezassete concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro estão hoje em risco máximo de incêndio, assim como a costa leste da ilha da Madeira, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, mais de 60 outros municípios do interior Norte e Centro e do Alentejo e Algarve estão em risco muito elevado de incêndio, num dia em que está prevista uma pequena descida da temperatura.

Em risco elevado estão cerca de uma centena de outros concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o "reduzido" e o "máximo".

09h20 - Fóia é uma das zonas mais preocupantes

O incêndio de Monchique continua com duas frentes ativas. Uma na Fóia, onde um reacendimento está a preocupar as autoridades, e outra em Silves.

A frente de Silves foi a principal preocupação ao início da manhã. No combate às chamas estão dois helicópteros.

O vento, que muda constantemente de direção, continua a complicar os trabalhos dos bombeiros. 

Às 10h00, a 2.ª Comandante Operacional Nacional da ANPC, Patrícia Gaspar, faz um novo ponto da situação operacional, na Escola EB 2,3 de Monchique.

09h00 - Ponto da situação

Dois meios aéreos e mais de 1.400 operacionais apoiados por 450 viaturas estão a combater as chamas do incêndio que começou, na passada sexta-feira, em Monchique e que se alastrou aos concelhos de Silves e de Portimão. Várias localidades foram evacuadas. Há registo de pelo menos 30 feridos, um dos quais com gravidade.

O ponto da situação disponível na página da Proteção Civil indica que se regista "em todo o perímetro" do fogo fortes reativações que, associadas à intensidade do vento, "tomam de imediato grandes proporções".

Desde a tarde de terça-feira a coordenação das operações passou para o Comando Nacional da Proteção Civil. A decisão do Governo foi anunciada ontem. Patrícia Gaspar, a número dois do comando operacional nacional, é agora a responsável pela coordenação do combate ao fogo.

O centro urbano da vila de Monchique está sem água devido ao combate ao incêndio. A situação deve ficar resolvida hoje com o aluguer de um novo gerador.

As comunicações móveis já foram restabelecidas em algumas localidades da Serra de Monchique.

Os aviões canadair, dois espanhóis e um português, que estão a combater os incêndios estão a utilizar o mar, ao largo da Praia da Rocha, para encher os tanques de água.


Os pilotos dos aviões e helicópteros que combatem o fogo dizem que a maior dificuldade é encontrar locais onde abastecer com água em segurança.

No concelho de Monchique, as preocupações estão centradas na frente que consome mato na zona da Fóia mas também nas Caldas de Monchique, como explicou Rui André.
Rui André realçou ainda que já foram retiradas mais de 220 pessoas de vários pontos do concelho que têm sido encaminhadas para sete locais de acolhimento.

O incêndio que assola a região de Monchique, no Algarve, já é visível do espaço, tendo sido fotografado segunda-feira pelo astronauta alemão na Agência Espacial Europeia (ESA), Alexander Gerst, que partilhou três imagens nas redes sociais.

Na fotografia mais aproximada é visível uma coluna de fumo por cima da região onde as chamas lavram há dias em Monchique, distrito de Faro, e que se estendia até à costa sul de Portugal, por cima do mar.



Na legenda o astronauta alemão escreveu: "Padrão climático dramático sobre Portugal hoje. Parece uma mistura de pó, areia e fumo".

A Ordem dos Engenheiros solidarizou-se com os cidadãos e municípios afetados pelo incêndio que lavra desde sexta-feira em Monchique e disponibiliza-se para ajudar, à semelhança do que aconteceu há um ano, com o fogo de Pedrógão Grande.

Numa nota enviada às redações, a Ordem recorda a ajuda disponibilizada aquando dos incêndios em Pedrógão Grande, no ano passado, e a criação da bolsa técnica solidária, à qual aderiram mais de 470 engenheiros, que nunca foram solicitados.

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