Reportagem

Covid-19. Portugal vai iniciar vacinação de crianças a 18 e 19 de dezembro

Portugal vai iniciar a vacinação contra a covid-19 de crianças entre os cinco e os 11 anos no fim de semana de 18 e 19 de dezembro. A informação foi avançada pela Direção-Geral da Saúde logo no arranque da conferência de imprensa desta sexta-feira. A DGS divulgou, entretanto, o parecer técnico com as razões que sustentam a decisão de vacinar crianças desta faixa etária.

RTP /

Miguel A. Lopes - Lusa

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17h21 – Centros de vacinação vão ter espaços dedicados às crianças

Os centros de vacinação poderão sofrer alterações nas datas da vacinação das crianças, nomeadamente adaptando os espaços para que fiquem mais “acolhedores” aos menores, informou na conferência de imprensa o coordenador do Núcleo de Coordenação do Plano de vacinação contra a covid-19, coronel Carlos Penha-Gonçalves.

17h18 – Crianças que já tiveram covid-19 só podem receber vacina 90 dias após infeção

As crianças entre os cinco e os 11 anos que já estiveram infetadas com o novo coronavírus só podem ser vacinadas contra a covid-19 90 dias após a data de diagnóstico da doença.

17h15 – Divulgação de parecer técnico deve-se a “necessidade social”

Questionada sobre se houve pressão política na decisão da DGS de publicar o parecer técnico sobre a vacinação de crianças, Graça Freitas respondeu que a publicação foi feita por se entender que “há uma necessidade social, um pedido da sociedade, que quer conhecer esse parecer”.

“Havendo essa necessidade da sociedade querer conhecer os dados, eu não vejo nenhum motivo para que não os conheça”, acrescentou a diretora-geral.

17h04 – Vacina pode ajudar a reduzir período de isolamento das crianças

Referindo-se ao período de isolamento dos vacinados, a diretora-geral da Saúde afirmou que “neste momento estamos numa fase em que estamos abertos a fazer todas as adaptações em função do estado vacinal das crianças, dos adultos e dos adolescentes”.

“Todos os dias nos últimos 14 dias, 451 crianças dos cinco aos nove anos adoeceram com covid-19”, o que perfaz um total de 6.320 casos, avançou Graça Freitas. “Se pensarmos que cada criança destas, que está numa escola, originou isolamento de contactos percebemos o quão pesada é a carga de doença neste grupo etário”.

Assim sendo, “a vacinação pode modelar os períodos de isolamento, tornando-os mais curtos, como já fizemos para outras faixas etárias”.

16h58 – Intervalo entre vacinas de crianças é de seis a oito semanas

O intervalo decidido para as doses das vacinas pediátricas contra a covid-19 será de seis a oito semanas. “Este foi o intervalo considerado ótimo”, informou Graça Freitas.

16h50 – Uma criança e um jovem com casos suspeitos da variante Ómicron

Questionada sobre a variante Ómicron do SARS-CoV-2 entre crianças, a diretora-geral da Saúde afirmou que ainda se aguarda por evidências científicas mais robustas e frisou que, em Portugal, foram identificados até à data 38 casos.

“Temos neste momento duas situações, uma numa criança e uma num jovem, a serem investigadas”, adiantou, sublinhando que ainda se tratam de suspeitas e não de casos confirmados.

Segundo Graça Freitas, o que vai definir medidas mais ou menos apertadas devido à nova variante será a sua “história natural”, dados que ainda estão a ser explorados. “Por enquanto, tudo aponta para que não vai ser uma variante com grande grau de virulência”.

16h43 – Crianças não vacinadas não vão enfrentar restrições

A Direção-Geral da Saúde diz não estarem previstas “sanções de nenhum tipo” para crianças que não recebam a vacina contra a covid-19.

“Nós nunca impedimos uma criança não vacinada contra o sarampo (…) de entrar onde quer que seja”, exemplificou Graça Freitas na conferência de imprensa desta sexta-feira.

16h37 – DGS vai divulgar ainda hoje parecer técnico

A Direção-Geral da Saúde irá divulgar ainda esta sexta-feira o parecer da Comissão Técnica de Vacinação e os documentos de suporte “para que os pais das 600 mil crianças destas idades tenham acesso à informação com rigor, com transparência e com verdade”, avançou Lacerda Sales.

O anúncio é feito dias depois de a DGS se ter recusado a divulgar o parecer técnico que sustentou a decisão de avançar com a vacinação de crianças no país.

16h34 – “Dever de proteger as crianças”

“Temos um plano, temos logística, temos excelentes profissionais de saúde e temos confiança para o aplicar”, afirmou na conferência de imprensa António Lacerda Sales. “Temos também o mesmo objetivo que tínhamos quando em dezembro vacinámos o primeiro profissional de saúde em Portugal: proteger os portugueses, começando pelos mais vulneráveis”.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde falou no dever de proteger as crianças do país, tendo em conta os “efeitos nefastos” que a pandemia de covid-19 tem trazido para as suas vidas, comprometendo o “bem-estar emocional e social”, assim como as suas aprendizagens.

16h29 – Autoagendamento para crianças aberto a partir de segunda-feira

A partir de segunda-feira estará aberto o autoagendamento para que os pais possam inscrever os seus filhos para a vacinação.

“As crianças com comorbilidades serão prioritárias, independentemente da idade, desde que tenham prescrição médica, bastando que se dirijam aos centros de vacinação”, esclareceu a DGS.

Nas datas da vacinação de crianças não haverá vacinação de adultos, “de forma a criar condições para que o processo decorra com tranquilidade”.

16h18 – Calendário da vacinação

De acordo com o plano da DGS, a 18 e 19 de dezembro serão vacinadas as crianças de dez e 11 anos, “podendo ser vacinadas algumas crianças de nove”, consoante a capacidade logística.

A 6, 7, 8 e 9 de janeiro serão vacinadas crianças entre os sete e os nove anos.

A 15 e 16 de janeiro será a vez das crianças entre os seis e os sete anos.

Os dias 22 e 23 de janeiro serão para as crianças com cinco anos.

De 5 de fevereiro a 13 de março serão administradas as segundas doses, “altura em que teremos o esquema vacinal completo para estas faixas etárias”, adiantou Lacerda Sales.

16h11 – Portugal vai iniciar vacinação de crianças abaixo dos 12 anos no fim de semana de 18 e 19 de dezembro

A informação foi avançada por António Lacerda Sales.

“Esta é uma decisão que resulta da recomendação da Direção-Geral da Saúde, ouvida a Comissão Técnica de Vacinação e ponderadas as questões de natureza logística”, nomeadamente “a disponibilidade de vacinas”, avançou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

A vacinação vai começar pelas crianças mais velhas, de 11 e dez anos, “descendo progressivamente até aos cinco anos de idade”, acrescentou.

15h55 – Conferência de imprensa prestes a arrancar

A conferência de imprensa desta sexta-feira tem início marcado para as 16h00. Nela estarão presentes o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e o coordenador do Núcleo de Coordenação do Plano de vacinação contra a covid-19, coronel Carlos Penha-Gonçalves.
"Avaliação de risco-benefício é favorável à vacinação" de crianças

A Direção-Geral da Saúde revelou na noite de quinta-feira a posição técnica sobre a vacinação contra a covid-19 em crianças dos cinco aos 11 anos. Depois de ter recusado tornar público esse mesmo parecer, a DGS deu um passo atrás na decisão "com vista à necessária tranquilidade social".

“A Direção-Geral da Saúde recebeu, a 5 de dezembro, da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 (CTVC), a posição técnica sobre a vacinação” em crianças dos cinco aos 11 anos, começou por esclarecer a entidade em comunicado.

Dessa posição técnica, “que resulta de estudos internacionais e da consulta de outras fontes científicas”, concluiu-se que "a avaliação de risco-benefício é favorável à vacinação universal de crianças nesta faixa etária, sendo prioritária nas crianças com comorbilidades consideradas de risco para a covid-19 grave”.