Reportagem Mais de dois mil Bombeiros combatem incêndios no centro do país

O número de vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande subiu para 64. O Governo começa a exigir explicações para o que aconteceu na região centro de Portugal. O secretário de Estado da Administração Interna revelou esta segunda-feira na RTP que o primeiro-ministro já publicou um despacho nesse sentido.

Fazer refresh a esta área
Clique aqui para atualizar


Interrompemos agora o acompanhamento ao minuto da situação dos incêndios em Portugal. Recordamos os últimos desenvolvimentos:

- O número de vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande subiu para 64.

- O Governo começa a exigir explicações para o que aconteceu na região centro de Portugal. O secretário de Estado da Administração Interna revelou esta segunda-feira na RTP que o primeiro-ministro já publicou um despacho nesse sentido.

- O Presidente da República visitou as zonas afetadas pelo incêndio e o quartel de bombeiros de Castanheira de Pêra. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que há sinais de evolução favorável do incêndio que começou no sábado no distrito de Leiria.


23h30: Ministra da Administração Interna sublinha união e apoio entre as pessoas

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, afirmou hoje que sentiu, durante o dia, "um enorme apoio das pessoas", que se mantiveram unidas com o objetivo de ultrapassar um momento muito difícil.

"Foi um dia muito emocionante", contou a membro do executivo socialista, que ao longo do dia de hoje sentiu "um enorme apoio das pessoas, que vivem situações extremamente difíceis".

Apesar do momento pesado, as pessoas "mantiveram-se unidas e sempre com o objetivo de ultrapassar esta enorme dificuldade", frisou a ministra, que falava aos jornalistas, juntamente com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Constança Urbano de Sousa disse que vai ficar na região "até ter a certeza" de que a situação fica controlada. "É um momento de ação. Temos que agir e temos que reagir. Estou sem data de regresso", referiu a ministra, antes de participar em mais um 'briefing' operacional para avaliar a situação.

A membro do Governo acrescentou, antes de entrar no posto de comando, de que não tem informação, até ao momento, de situações de populações em risco.


22h40: Marcelo vê "sinais de controlo e de evolução favorável do combate às chamas"

O Presidente da República afirmou que há sinais de evolução favorável do incêndio que começou no sábado no distrito de Leiria.

"Neste momento, aquilo que encontrámos ultrapassou as expectativas que tínhamos", notou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no posto de comando em Avelar, concelho de Ansião, sublinhando que há a perceção de uma "evolução favorável".

De acordo com o Presidente da República, as condições atmosféricas "foram melhores do que se previa" e, apesar de haver várias frentes, há "sinais de controlo".

Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa contou ainda que se emocionou em Castanheira de Pera, vila que esteve cercada durante o incêndio, num momento "muito especial", em que as pessoas "tinham sabido há poucas horas da morte de um bombeiro" da corporação daquele concelho.



22h04: Governo exige esclarecimentos após tragédia de Pedrógão Grande


Ainda com o fogo ativo em Pedrógão Grande, o Governo começa a exigir explicações para o que aconteceu na região centro de Portugal. O secretário de Estado da Administração Interna revelou esta segunda-feira na RTP que o primeiro-ministro já publicou um despacho nesse sentido.



21h32: Sobreviventes da estrada da morte

Os sobreviventes da estrada da morte estão a relatar o pesadelo que viveram. Alguns deles disseram à RTP que esperaram dentro do carro que o fogo passasse. Um homem perdeu a mulher e duas filhas, de 12 e 15 anos.


21h06: Banco Santander Totta abre conta solidária com 500 mil euros

O banco Santander Totta anunciou hoje que abriu uma conta solidária para ajudar as vítimas dos incêndios do último fim de semana, tendo já doado uma verba de 500 mil euros.

"Com esta ação, o Santander Totta pretende contribuir para aliviar o sofrimento e os danos pessoais e patrimoniais dos mais atingidos pelo incêndio que devastou esta zona do país", adianta um comunicado de imprensa do banco.

Os donativos podem ser feitos para a conta com o número IBAN PT50001800034483236802039 do Santander Totta.

21h02: Habitantes de Figueira perderem quase todos os bens

Há várias aldeias que foram fustigadas pelo incêndio. Em Figueira, Pedrógão Grande, os poucos moradores começam a fazer contas à vida.


20h39: IC8 e A13 reabertos, permanecem interditas três estradas nacionais a nível nacional

O trânsito no IC8 e na A13 já foi reaberto, disse pelas 20:00 de hoje fonte da GNR, indicando que permanecem cortadas três estradas nacionais em Leiria, Coimbra e Castelo Branco, devido à ocorrência de incêndios.

De acordo com a GNR, o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogão Grande, no distrito de Leiria, continua a provocar o corte do trânsito da Estrada Nacional 347, na localidade da Póvoa, em Figueiró dos Vinhos, e da Estrada Nacional 236, no concelho de Castanheira de Pera.

Resultado do alastrar do fogo em Pedrogão Grande, a Estrada Nacional 238 mantém-se interdita ao trânsito, na localidade de Vale Ferrão, no concelho da Sertã, em Castelo Branco.

Além de se manter cortada em Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, a Estrada Nacional 236 permanece interdita no troço da localidade Candal, no concelho da Lousã, em Coimbra.

20h28: SÍNTESE | Dois dias depois, o incêndio assassino permanece descontrolado

O fogo não está ainda dominado em Pedrógão Grande, Góis, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Atrás de si, as chamas deixam um cenário dantesco que faz neste momento parte da paisagem do centro do país.



20h11: Número de vítimas mortais atualizado para 64.

O número de mortos no incêndio que começou no sábado em Pedrógão Grande subiu para 64. A 64ª vítima mortal é um habitante da localidade de Pobrais. As autoridades acrescentaram ainda que 70 por cento do fogo está dominado.

O balanço anterior apontava para 63 mortos.

20h00: Liga Portuguesa contra o Cancro cria linha de apoio direto

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro vai criar uma linha de apoio direto a doentes oncológicos e familiares das zonas afetadas pelo incêndio, procurando "respostas adequadas às necessidades identificadas", anunciou hoje fonte do grupo.

"Contribuir para o apoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico, em todas as fases da doença", a Liga considera que é importante a sua disponibilidade e presença para ajudar todos os evolvidos.

Com a ocorrência do incêndio, a LPCC informou, ainda, o cancelamento da cerimónia da inauguração da nova delegação na cidade de Leiria, prevista para quinta-feira, situada na Quinta da Matinha, Marrazes, Quinta do Amparo.

19h33: Bombeiro internado no Hospital da Prelada com prognóstico reservado

O bombeiro internado, desde a madrugada de domingo, na Unidade de Queimados do Hospital da Prelada, no Porto, vítima do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, mantém "um prognóstico reservado", informou hoje fonte do hospital.

"Até ao momento não houve qualquer evolução do estado do ferido, que se encontra ventilado e apresenta queimaduras graves na face, nos membros superiores e inferiores", revelou fonte do Hospital da Prelada, em comunicado, indicando que a equipa médica continua a realizar "todos os procedimentos necessários" à melhor prestação de cuidados.

O bombeiro que está internado em "prognóstico reservado" deu entrada no Hospital da Prelada, na madrugada de domingo, "com queimaduras na face e nos membros superiores e inferiores", informou fonte oficial da unidade, referindo que o ferido, oriundo de Castanheira de Pera, foi assistido no local e transportado para a unidade portuense devidamente estabilizado.

19h20: Imagens captadas pela RTP, com um drone, revelam as zonas ardidas em Pedrógão.



19h14: Bombeiros agradecem apoio e pedem suspensão das dádivas

Em comunicado enviado às redações, “a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) em nome de todas as associações e corpos de bombeiros vem agradecer aos portugueses todos os apoios directos ou indirectos facultados aos soldados da paz”.

“A expressão da solidariedade dos portugueses foi tão pronta e tão significativa que neste momento é possível concluir estarem satisfeitas as necessidades que conduziram ao apelo lançado pela LBP”, nota a Liga, pedindo que sejam suspensas próximas dádivas.

19h10: Incêndio já consumiu quase 26.000 hectares

O incêndio florestal que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande já consumiu quase 26.000 hectares de floresta, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

O EFFIS, do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra que o incêndio que começou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, tinha até hoje 25.969 hectares de área ardida.

19h00: o ponto de situação

- O número de vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande subiu para 63. A 63ª vítima é um dos bombeiros que estava hospitalizado em estado grave.

- Uma das vítimas mortais é um cidadão francês, confirmou o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros.

- O Presidente da República encontra-se a visitar as zonas afetadas pelos incêndios. Marcelo Rebelo de Sousa visitará ainda esta segunda-feira o quartel de bombeiros de Castanheira de Pêra.

- Além de Pedrógão Grande, existem quatro grandes fogos a lavrar nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, mobilizando mais de dois mil operacionais, mais de 600 veículos e 16 meios aéreos.

- O vice-presidente da Comissão Europeia Jyrki Katainen afirmou hoje que a União Europeia poderá comparticipar até 95 por cento as despesas de reconstrução

18h40: Governo dos Açores doa 100 mil euros e disponibiliza meios da Proteção Civil

O Governo dos Açores anunciou a doação de 100 mil euros para as vítimas dos incêndios do distrito de Leiria, especialmente de Pedrógão Grande, e a disponibilização de meios da Proteção Civil regional.

Numa nota de imprensa, o executivo regional, liderado por Vasco Cordeiro, informa que "doou 100 mil euros para apoiar as vítimas dos incêndios florestais que atingiram o país durante este fim de semana, uma verba que será canalizada através da Cruz Vermelha Portuguesa".

"Este montante foi disponibilizado no âmbito da solidariedade da Região Autónoma dos Açores para com as vítimas dos incêndios no distrito de Leiria e, em especial, em Pedrógão Grande", adianta a nota.

18h15: Selecionador espanhol sub-21 envia mensagem de solidariedade

O selecionador espanhol de futebol de sub-21, Albert Celades, enviou uma mensagem de solidariedade para com as vítimas e respetivos familiares dos incêndios que assolaram Portugal nos últimos dias.

O técnico da equipa espanhola, que na terça-feira defronta a seleção portuguesa na segunda jornada do grupo B do Europeu da categoria, deixou as rivalidades desportivas de parte, para, na antevisão ao jogo, enviar "um forte abraço" da comitiva espanhola a todos os que foram assolados pela tragédia de Pedrógão Grande.

"Estamos solidários com as vítimas dos incêndios em Portugal, mandamos a todos um forte abraço", afirmou o técnico dos sub-21 espanhóis.

17h47: Pedrógão Grande: União Europeia poderá comparticipar até 95% da reconstrução

O vice-presidente da Comissão Europeia Jyrki Katainen afirmou hoje que a União Europeia poderá comparticipar até 95 por cento as despesas de reconstrução na sequência dos mortíferos incêndios que lavram no centro de Portugal.

À chegada a Lisboa, o vice-presidente para o Emprego, Crescimento, Desenvolvimento e Competitividade afirmou que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e fez até agora 63 mortos e 135 feridos, é uma "tragédia humana comovente" e que os europeus estão solidários com Portugal.

"Se houver necessidade, há o Fundo de Solidariedade Europeu que permite usar fundos estruturais e a União Europeia poderá comparticipar 95 por cento para a reconstrução", afirmou, ressalvando que por agora importa concentrar todos os esforços para apagar os fogos que ainda lavram.

Jyrki Katainen afirmou ainda que o mecanismo europeu de proteção civil "funciona, e bem" e poderá ser usado para coordenar ajudas dos outros estados membros a Portugal para combater os incêndios.

17h40: Marcelo vai visitar quartel de Castanheira de Pêra

Marcelo Rebelo de Sousa nota que têm havido “notícias positivas” no que diz respeito ao combate aos incêndios, sublinhando a colaboração entre a Proteção Civil, as autarquias, a GNR e os bombeiros.

Em Cernache de Bonjardim, o Presidente da República exprimiu a sua solidariedade aos familiares do bombeiro de Castanheira de Pêra que morreu esta segunda-feira. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou ainda que se deslocará ao quartel de Castanheira de Pêra ainda hoje.

Questionado pelos jornalistas sobre como se podem evitar tragédias semelhantes nos próximos anos, Marcelo defendeu que estamos num “momento de combate” e que esta é atualmente a prioridade. “Depois, teremos todo o tempo do mundo para vir a equacionar aquilo que é um desafio nacional”, explicou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa segue agora para Góis, continuando a visita aos pontos mais afetados pelos incêndios. O chefe de Estado irá depois a Castanheira de Pêra para estar com os colegas do bombeiro que faleceu esta segunda-feira.


17h35: Ministra confirma morte de bombeiro

A ministra da Administração Interna confirmou a morte do bombeiro de Castanheira de Pêra que estava internado. Constança Urbano de Sousa deixou uma mensagem de solidariedade à família e a todos os bombeiros.

A governante indicou ainda que a situação tem estado a melhorar nas últimas horas, sendo já possível a atuação de vários meios aéreos.


17h26: Santos Silva afirma que Portugal "certamente" recorrerá ao Fundo de Solidariedade da UE

Portugal vai "certamente" recorrer também ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, na sequência do devastador incêndio em Pedrógão Grande, afirmou no Luxemburgo o ministro dos Negócios Estrangeiros, que agradeceu a solidariedade dos parceiros europeus.

"Certamente que recorreremos também ao Fundo Europeu de Solidariedade. Ele existe justamente para nos ajudarmos uns aos outros na resposta a estes eventos muito difíceis. A seu tempo o faremos", declarou Augusto Santos Silva, à margem de uma reunião de chefes de diplomacia da UE, iniciada com um minuto de silêncio em memória das vítimas dos incêndios em Londres, na semana passada, e em Portugal, no fim de semana.

Criado para apoiar financeiramente os Estados-Membros da UE (assim como os países candidatos à adesão) na eventualidade de catástrofes naturais, o Fundo de Solidariedade da UE foi recentemente utilizado para apoiar Portugal a fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios de agosto de 2016 na Madeira, tendo a Comissão Europeia proposto um apoio de 4 milhões de euros, após ter concluído a apreciação do pedido de ajuda formulado pelas autoridades nacionais.

Falando aos jornalistas diante de bandeiras a meia-haste, e a portuguesa com um fumo preto, Augusto Santos Silva fez questão de agradecer toda a solidariedade e apoio que Portugal recebeu, sobretudo da UE mas também de outros países.


17h15: Área ardida este ano 12 vezes superior ao mesmo período de 2016

Os incêndios florestais consumiram até 15 de junho 15.184 hectares, uma área ardida quase 12 vezes superior ao mesmo período de 2016, revelou o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O relatório provisório do ICNF - que não inclui os dados do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogão Grande - adianta que o ano de 2017 apresenta "o quarto valor mais elevado de área ardida" da última década, por comparação com o mesmo período.

O documento indica que este ano regista "o terceiro valor mais elevado em número de ocorrências" desde 2007.

Segundo o ICNF, entre 1 de janeiro e 15 de junho registaram-se 5.760 ocorrências de fogo (1.515 incêndios florestais e 4.245 fogachos), mais 4.525 do que em igual período de 2016, quando deflagraram 1.235.

17h09: Crédito Agrícola abre conta para apoiar vítimas

O Crédito Agrícola informou que abriu uma conta solidária, com um primeiro "donativo de 50 mil euros", para ajudar as vítimas dos incêndios que lavram nos distritos de Coimbra, Leiria e Castelo Branco.

"Adicionalmente, e por cada donativo (depósito ou transferência) que seja efetuado, o Crédito Agrícola contribuirá com um euro, até ao limite de 50.000 euros, o que totalizará um contributo de 100.000 euros por parte do banco", acrescenta a informação enviada aos jornalistas.

A conta tem o número IBAN PT50-0045 9060 402897535134 2.

16h36 - Morreu bombeiro que estava ferido


Subiu para 63 o número de mortos nos incêndios. Esta segunda-feira morreu um dos bombeiros que se encontrava internado em estado grave.

Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, já confirmou que se trata de um dos 13 bombeiros feridos. Estava hospitalizado em Coimbra.


16h11 - Lusa assinala resistência de alguns habitantes aos pedidos para deixarem as casas

Por exemplo, na Louriceira, Pedrógão Grande, Albertina Mendes, no seus 85 anos, teme perder a casa que herdou dos pais e pretende deixar aos filhos: "Eu não queria deixar a minha casa. É a minha vida. Já era dos meus pais e nós mandámo-la arranjar".

15h43 - Refazer 130 km de rede elétrica

A EDP Distribuição está a construir 130 quilómetros de rede elétrica destruída nos incêndios que afetaram o centro do país.

"Estamos a proceder à construção de cerca de 50 quilómetros de rede de baixa tensão. Não se trata de reparar a infraestrutura, estamos a construir de novo [e] após este trabalho é necessário refazer as ligações a cada uma das casas nos locais em que estas se encontram destruídas", refere a informação escrita da elétrica enviada à agência Lusa.

15h17 - Costa pede aos habitantes que cumpram ordens de evacuação

António Costa visitou as áreas ardidas e esteve com autarcas e bombeiros. O primeiro-ministro continua a apelar às populações para que não resistam às ordens de evacuação das autoridades.

15h12 - INEM dobra número de feridos

De acordo com o INEM, o incêndio causou até ao momento 135 feridos, entre os quais 121 civis, 13 bombeiros e um militar da GNR. Os números agora revelados pelo presidente do INEM, Luís Meira, dobram o balanço anterior, que estava nos 62 feridos, além das 62 vítimas mortais.

Dos 135 feridos, sete encontram-se em estado grave, sendo cinco deles bombeiros voluntários e dois civis.

15h10 - Marcelo regressa à frente de incêndios

O Presidente da República lembrou que a prioridade é neste momento o combate ao incêndio e dar apoio às vítimas e àqueles que perderam familiares no fim de semana.


15h05 - Parceiros europeus respondem a pedido de ajuda português

Espanha, França e Itália já responderam ao pedido de ajuda de Portugal, no âmbito do mecanismo europeu de Proteção Civil. Até ao momento, foram enviados sete meios aéreos e uma centena de bombeiros, mas Bruxelas diz-se disposta a aumentar esta ajuda.


14h49 - Dois grandes fogos em Penela e Góis

No distrito de Coimbra, dois grandes fogos mantêm-se em curso nos concelhos de Penela e Góis. A maior ocorrência verifica-se em Góis, com o fogo a ser combatido por 600 bombeiros, auxiliados por 171 veículos.

No concelho de Penela, o combate ao fogo que lavra desde sábado envolve 167 operacionais, 50 viaturas e seis meios aéreos.

No distrito de Castelo Branco, encontra-se em resolução o fogo que lavra desde as 18:10 de sábado no concelho de Oleiros. Combate envolve 135 operacionais auxiliados por 45 viaturas.

14h44 - Dez meios aéreos e mais de 1.100 bombeiros em Pedrógão Grande

Às 14h15, o incêndio que lavra em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, estava a ser combatido por mais de 1.100 operacionais, apoiados por 352 viaturas e dez meios aéreos.

Segundo dados da Proteção Civil, além de Pedrógão Grande, há quatro grandes fogos a lavrar nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, mobilizando um total de cerca de 2.150 operacionais, 654 veículos e 16 meios aéreos no combate aos principais incêndios que lavram em território nacional.

Ainda no distrito de Leiria, o fogo no concelho de Alvaiázere mobiliza 115 bombeiros e 36 veículos.

14h30 - Quercus responsabiliza políticos que não geriram ordenamento florestal

A associação ambientalista Quercus quer novas pessoas a conduzir o processo de ordenamento florestal em Portugal.

João Branco, da Quercus, refere que quem está à frente deste serviço não cumpriu as normas implementadas e agora tem de assumir essas responsabilidades.

A Quercus refere que não foi por falta de avisos que a prevenção e ordenamento florestal não foram feitos.

13h49 - Identificadas 24 das 62 vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande

A ministra da Administração Interna adiantou ao início da tarde desta segunda-feira que foram já identificadas 24 das 62 vítimas mortais do incêndio em Pedrógão Grande.

Constança Urbano de Sousa ressalvou, todavia, que o número deverá subir nas próximas horas.

12h49 - RTP regista cenário desolador em Nodeirinho

Esta foi uma das aldeias engolidas pelas chamas nos incêndios do último sábado na região de Pedrogão Grande.


11h59 - Brasil manifesta solidariedade ao Governo e povo de Portugal

Governo brasileiro manifesta solidariedade ao Governo e povo portugueses através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores: "O Governo brasileiro recebeu com pesar e consternação a notícia do incêndio florestal ocorrido na região de Leiria, em Portugal, no sábado, que já dura mais de 24 horas e resultou em mais de 60 mortos e outras dezenas de feridos (...) O Brasil manifesta, neste momento de dor, sua solidariedade ao Governo e ao povo do país irmão e às famílias das vítimas e faz votos de plena recuperação aos feridos".

11h35 - Três frentes ativas no incêndio em Góis

A Proteção Civil está atenta ao desenvolvimento destas três frentes: uma virada à Pampilhosa da Serra, outra à Lousã e a última próxima ao Rio Zêzere.


11h10 - MNE dos 28 prestam homenagem às vítimas dos incêndios



10h58 - Mais de 150 pessoas retiradas de casa no concelho de Góis

Estes habitantes de Góis passaram a noite na Santa Casa da Misericórdia.


10h27 - Combate às chamas evolui favoravelmente

Nos teatros de operações de Coimbra, Leiria e Castelo Branco, o combate aos incêndios está a decorrer favoravelmente, com alguns dos fogos dominados e em fase de rescaldo.


10h12 - IPMA aponta condições para aguaceiros e trovoada

A informação do Instituto Português de Meteorologia aponta esta segunda-feira para o Continente "continuação de tempo quente com períodos de céu muito nublado. Condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada, em especial nas regiões do interior e durante a tarde. Vento fraco, soprando moderado (20 a 35 km/h) de sueste no Algarve e temporariamente do quadrante oeste durante a tarde na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Espichel".

9h55 - Bombeiros têm lutado até à exaustão



9h41 - Condições meteorológicas dão tréguas em Avelar

No terceiro dia de combate às chamas na região de Pedrógão Grande, as temperaturas desceram consideravelmente e começou a chover. Condições que podem ajudar as corporações de bombeiros na luta contra um incêndio que já vitimou 62 pessoas.


9h29 - Habitantes de Aguda em luta contra as chamas

Uma das aldeias mais afetadas de Pedrógão Grande, Aguda, continua a luta contra as chamas que não dão tréguas desde a tarde sábado. Os habitantes explicaram como tentaram manter o incêndio longe das suas casas e afirmam que a chuva não tranquiliza.


9h00 - Seis incêndios na região centro

Dados disponibilizados pelo portal da Autoridade Nacional da Proteção Civil situavam, após as 8h30, o maior incêndio no concelho de Pedrógão Grande. As chamas eram combatidas por 1105 operacionais, 343 viaturas e cinco meios aéreos.

Ainda no distrito de Leiria, continua igualmente em curso o fogo em Alvaiázere, que mobiliza 115 bombeiros e 36 veículos.

No distrito de Coimbra, dois grandes fogos lavram nos concelhos de Penela e Góis. Em Góis, o fogo está a ser combatido por 530 bombeiros, 153 veículos e quatro meios aéreos. Em Penela, o combate ao fogo envolve 161 operacionais, 52 viaturas e um meio aéreo.

No distrito de Castelo Branco, está em resolução o fogo que lavra desde sábado na freguesia de Orvalho, concelho de Oleiros, e que está a ser combatido por 140 operacionais, apoiados por 46 viaturas.

Igualmente em resolução está o fogo em Vinhais, no distrito de Bragança, que deflagrou na tarde de domingo e que mobiliza 103 bombeiros e 32 veículos.

8h30 - Ponto de situação


O incêndio em Pedrógão Grande mantinha esta manhã quatro frentes ativas, afetando outros quatro concelhos: Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Sertã e Pampilhosa da Serra.

No terreno o combate às chamas estava a ser assegurado por 900 operacionais, apoiados por mais de 300 veículos.

O trabalho dos bombeiros está a ser dificultado pelo baixo nível de humidade do ar e pelas altas temperaturas.

Foram já evacuadas cinco aldeias.

Mais de 60 vítimas mortais

Morreram 62 pessoas no incêndio de Pedrógão Grande, segundo o balanço avançado durante a noite pela ministra da Administração Interna. Há ainda notícia de 62 feridos.

A maioria dos feridos foi transportada para os Hospitais de Coimbra, mas alguns foram também internados no Hospital de Tomar e outros nos de São José e Santa Maria, em Lisboa.

Ficaram desalojadas 150 famílias.

Entre os operacionais que integram o combate às chamas registam-se dez feridos, dos quais quatro em estado grave.

Risco máximo

Ao início da manhã, os concelhos de Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere, no distrito de Leiria, e Sertã, em Castelo Branco, estavam sob risco máximo de incêndio, de acordo com a página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Em risco de máximo de incêndio encontravam-se igualmente os concelhos da Sertã, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova e Oleiros, no distrito de Castelo Branco.


Outros concelhos sob risco máxico são os de Marvão, Nisa, Gavião (Portalegre), Mação, Ferreira do Zêzere (Santarém), Odemira (Beja) e mais a sul em Aljezur, Monchique, Silves, Loulé, Tavira, Alcoutim, Castro Marim, São Brás de Alportel, no distrito de Faro.

O Instituto do Mar e da Atmosfera colocou ainda sob risco máximo de incêndio os concelhos de Figueira Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Coa (Guarda), Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Vimioso, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Vinhais, Alfândega da Fé (Bragança) e Alijó, Murça, Valpaços, Chaves (Vila Real).

A previsão

A meteorologia prevê para esta segunda-feira, em Portugal continental, a continuação de tempo quente com períodos de céu muito nublado e condições favoráveis a aguaceiros e trovoada, em especial no interior, durante a tarde.

Espera-se também vento fraco, soprando moderado de sueste no Algarve e temporariamente do quadrante oeste durante a tarde na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Espichel. Nas terras altas, prevê-se que o vento sopre fraco a moderado do quadrante sul, sendo por vezes moderado a forte na região Sul, em especial nas serras algarvias.

A previsão aponta para uma pequena descida da temperatura máxima nas regiões do interior e no Algarve.

A mensagem do Presidente

O Presidente da República falou ao início da noite de domingo ao país para apelar à união numa "hora de dor, mas também de combate".

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ainda que o incêndio no distrito de Leiria é "uma tragédia quase sem precedente na história do Portugal democrático".

"A nossa dor neste momento não tem medida, como não tem medida a nossa solidariedade, a solidariedade de todos nós para com os familiares das vítimas da tragédia de Pedrógão Grande", disse o Chefe de Estado a partir do Palácio de Belém.

A informação mais vista