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Mário Machado transferido para cadeia de alta segurança de Paços de Ferreira

Mário Machado transferido para cadeia de alta segurança de Paços de Ferreira

O advogado do presumível líder do grupo neonazi 1143 afirma que este está "fechado 22 horas por dia numa cela de oito metros quadrados".

Carlos Santos Neves - RTP /
António Cotrim - Lusa

Mário Machado, presumível número um do movimento neonazi 1143, foi transferido para a cadeia de alta segurança de Paços de Ferreira. A notícia foi esta sexta-feira avançada pela agência Lusa, que cita o advogado do militante de extrema-direita. A defesa pretende recorrer para o Tribunal de Execução de Penas.

De acordo com o advogado José Manuel Castro, a transferência de Alcoentre para Paços de Ferreira teve lugar na quinta-feira. Mário Machado cumpre atualmente uma pena de prisão de quatro anos, decorrente de duas condenações por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e violência.

Também ouvida pela Lusa, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais sublinhou que "não faz partilha pública dos motivos e procedimentos respeitantes a afetação de reclusos, nem presta informações sobre cidadãos".

No passado dia 20 de janeiro, a Polícia Judiciária efetuou buscas na cela de Mário Machado em Alcoentre, no quadro da Operação "Irmandade", que viria a desmantelar o grupo 1143 e levaria à detenção de 37 suspeitos. A diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, Patrícia Silveira, adiantava então que haviam sido apreendidos, naquele estavelecimento prisional de alta segurança, "elementos relevantes para a investigação".

O Ministério Público alega, no despacho de indiciação que, em novembro do ano passado, Mário Machado terá planeado para 2026 de duas grandes ações destinadas a gerar reações negativas ou mesmo violentas por parte da comunidade muçulmana no país.

A primeira das ações deveria ocorrer em fevereiro, passando pela divulgação, junto dos media e na rede social X, de um vídeo com uma tarja a acusar Maomé de pedofilia; a segunda passaria pela exibição, durante uma manifestação em Coimbra, no 10 de Junho, de uma bandeira com uma imagem do profeta com uma bomba.

O despacho faz ainda referência a quase uma dezena de ações para promover a ideologia de extrema-direita levadas a cabo pelo grupo 1143 desde fevereiro de 2024. Os alvos foram sobretudo imigrantes muçulmanos.

c/ Lusa

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