Reportagem Polícia desmobilizou protesto no Porto de Setúbal

Registaram-se momentos de tensão esta manhã no Porto de Setúbal. Mais de uma centena de trabalhadores, que estão em situação precária, derrubaram as barreiras de segurança para impedir a entrada de um autocarro com outros trabalhadores.

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11h33 – Viaturas já estão a embarcar

As cerca de 2000 viaturas da Autoeuropa que estão paradas há vários dias no Porto de Setúbal já estão a embarcar no navio com pavilhão de Gibraltar, que chegou, vindo de Santander em Espanha, cerca das 06h00 ao local.

Os trabalhadores, que estão a substituir os estivadores precários do Porto de Setúbal, receberam formação profissional para proceder ao embarque. São todos portugueses, mas não trabalham em portos.

O embarque vai decorrer entre quinta e sexta-feira. Ainda não há confirmação de quando o navio vai zarpar do Porto de Setúbal.

Com os protestos dos trabalhadores precários do Porto de Setúbal, a Autoeuropa tem recorrido aos portos de Leixões, Vigo e Santander para escoar a produção da fábrica de Palmela.

No entanto, a empresa afirma que quer continuar a embarcar as viaturas a partir do Porto de Setúbal.

11h00 - Estivadores de substituição ficam até tudo estar normalizado

Os estivadores que esta manhã entraram no Porto de Setúbal vão ficar até que a situação esteja normalizada, e sejam expedidas as cargas acumuladas desde o passado dia 5.

A garantia é do responsável da Operativa, empresa de trabalho portuários responsável pelo terminal de contentores e pelo terminal da AutoEuropa.

Diogo Marecos, ouvido pela jornalista Rosa Azevedo, diz que a situação é de emergência nacional.

10h04 – PSP já esperava o momento de tensão

O Comandante distrital da PSP de Setúbal, Viola Silva, afirmou à RTP que a polícia estava “à espera, a PSP montou o policiamento sabendo que havia muita tensão da parte dos trabalhadores, como é normal”.

“Estávamos à espera e agimos em conformidade. Com muita calma ponderação e serenidade (…) Nós temos de manter a ordem pública foi isso que nós fizemos, com respeito por todos”, frisou.

Segundo o Comandante distrital da PSP de Setúbal, as forças de segurança tinha “duas hipóteses quando eles tentaram forçar a barreira. Usar logo a força e isso nós não queríamos e evitámos ao máximo usar a força. Se a PSP usasse logo a força estaríamos agora com pessoas feridas (…) e a outra com calma”.

“Resolveu-se o problema, o autocarro passou. Não há ninguém magoado, não há nenhum detido. Eu prefiro a hipótese de não violência do que a parte da violência”,

09h37 – Ambiente mais calmo no Porto de Setúbal

O ambiente no Porto de Setúbal acalmou depois de os manifestantes terem sido retirados da estrada que dá acesso às instalações.

A PSP vai manter-se no local ao longo do dia, de forma a garantir a segurança dos estivadores de outros portos que foram contratados para carregar o barco que vai transportar as 2000 viaturas da Autoeuropa.

Os trabalhares precários do Porto de Setúbal não vão desmobilizar e vão manter-se no local. 
“Durante o tempo em que esta vergonha estivar a acontecer vamos continuar aqui”, afirmou António Mariano à RTP.

09h36 – Autocarro entra nas instalações

O autocarro com trabalhadores contratados conseguiu entrar nas instalações do Porto de Setúbal.

A PSP conseguiu separar os trabalhadores que protestaram de forma pacífica ao longo de quase hora e meia.

Não houve recurso a violência nem detenções.

09h00 – Manifestantes aguardam que a PSP os vá buscar

Os estivadores estão a ser retirados um a um do meio da estrada.

Apenas os primeiros a ser retirados ofereceram resistência.

08h54 – Manifestantes deitados na estrada

Os estivadores que estão em protesto estão deitados no chão, no meio da estrada, para impedir a passagem do autocarro.

A PSP começa a retirar um a um os estivadores de forma a desimpedir a entrada do Porto de Setúbal.


08h48 – Polícia tenta desimpedir a via

Depois de falarem sdem sucesso com os estivadores que estão em protesto. O Corpo de Intervenção começou a fazer barreiras para os retirar.

A comissária da PSP afirmou que o estão a tentar fazer “da forma o mais serena possível. Vamos ver se os manifestantes colaboram connosco”.

08h38 – "Autocarro tem que passar"

A Comissária da PSP, Maria do Céu, afirmou à RTP que o “autocarro tem que passar e vamos de seguida proceder a essa situação”.

“Literalmente será mesmo retirada as pessoas do meio da estrada. Visto que estão a ocupar a via pública e o autocarro tem que passar”, acrescentou.

Os estivadores do Porto de Setúbal estão sentados na estrada para impedir a entrada do autocarro.

Segundo a comissária, a PSP estava preparada “para este cenário, como é lógico. Porque numa situação destas todos os cenários são possíveis”.


08h37 – Nas manifestações nunca está tudo previsto

António Mariano, do sindicato dos estivadores, afirmou à RTP que “nas manifestações nunca está tudo previsto”.

“As pessoas estão revoltadas com o que está aqui a acontecer. A senhora ministra que dizia que defendia estes trabalhadores devia estar aqui hoje a dar a cara”, acrescentou.

“Ela e os criminosos que estão dos patrões que estão à frente deste processo é que deviam estar aqui a dar a cara às camaras, a dizer o que é que contrataram. Não têm dinheiro, não têm contratos para dar a estes trabalhadores há 20 anos e agora deram 500 euros para aqueles gajos que estão dentro do autocarro, que nem sabem ao que vinham”, acusou.

António Mariano frisa que com esta situação “estão a atirar trabalhadores contra trabalhadores. E deviam ter vergonha do que fizeram”.

“Muito calmos estão eles e eu. Que vou tentar manter-me calmo”, rematou.


08h37 – Polícia tenta que autocarro passe

A PSP está a tentar criar uma barreira para que o autocarro possa entrar no Porto de Setúbal.

Os trabalhadores que estão em protesto estão sentados em frente ao autocarro.

08h15 - Protestos começaram quando chegou autocarro com “fura-greves”

Os confrontos começaram quando chegou ao terminal Ro-Ro um autocarro com trabalhadores contratados que vão substituir os estivadores do Porto de Setúbal.

O Corpo de Intervenção da PSP, que estava de prevenção, chegou entretanto ao local e realizou um cordão de segurança.

Os trabalhadores que iam substituir os que estão em protesto estão retidos dentro do autocarro.

O autocarro chegou ao Porto de Setúbal acompanhado por uma carrinha de intervenção da PSP.

Os estivadores estão em protesto desde o dia cinco de novembro, querem a integração nos quadros de todos os precários.

A paralisação desviou dezenas de navios e suspendeu exportações nacionais.

Os estivadores recusam trabalhar, enquanto a Operestiva não assinar contratos permanentes com todos os 90 precários. A empresa só está disponível para integrar 30 trabalhadores.


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