Sismo de magnitude 4.3 sentido em Lisboa

por RTP
Em declarações à RTP, Fernando Carrilho, sismógrafo do IPMA, refere que o abalo teve profundidade focal entre 15 e 20 quilómetros e foi sentido em vários distritos do país Supri Supri - Reuters

Um sismo de magnitude 4.3 na escala de Richter, com epicentro a quatro quilómetros de Sobral de Monte Agraço, foi esta quinta-feira sentido na capital. O tremor não provocou danos humanos ou materiais.

De acordo com o portal do Instituto do Mar e da Atmosfera, o abalo foi registado pelas 7h44 “nas estações da Rede Símica do Continente” e teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a leste-nordeste de Sobral de Monte Agraço, perto de Torres Vedras, na zona Oeste do distrito de Lisboa.


"Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) na região de Sobral de Monte Agraço. Foi sentido ainda com menor intensidade em Lisboa ", confirma o site do IPMA.

A escala de Mercalli tem 12 níveis, entre o impercetível e danos quase totais. Segundo o IPMA, o nível IV corresponde a um sismo moderado. Ainda assim implica que seja sentido dentro de casa e que possa fazer baloiçar objetos pendentes.

"Os objetos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada duma bola pesada nas paredes. Carros estacionados balançam. Janelas, portas e loiças tremem. Os vidros e loiças chocam ou tilintam. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem", segundo a escala de Mercalli.

Trata-se de uma atualização de dados, uma vez que o IPMA tinha indicado inialmente que o sismo tinha sido sentido com intensidade III na escala de Mercalli modificada. O nível III corresponde a um sismo fraco. A vibração é também semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados, explica o IPMA.



Em declarações à RTP, Fernando Carrilho, sismógrafo do IPMA, refere que o abalo teve profundidade focal entre 15 e 20 quilómetros e foi sentido em vários distritos do país, desde Setúbal ou mesmo Coimbra, com um raio de cerca de 150 quilómetros.

Fernando Carrilho esclarece que este foi um dos maiores sismos das últimas décadas naquela zona, mas que ainda assim não é expectável que tenha causado quaisquer danos materiais.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera este foi o terceiro sismo com epicentro em Sobral de Monte Agraço desde terça-feira. Há registo de dois abalos na vila no dia 15, às 11h16 e às 11h22, com magnitude de 2.9 e 2.5 na escala de Richter, respetivamente.

Em declarações à agência Lusa, os bombeiros voluntários de Sobral de Monte Agraço confirmaram que o sismo foi "muito sentido", mas não originou pedidos de ajuda.

"Foi um pouco assustador. Os vidros à voltam tremeram todos, até achei que fossem partir", disse à agência Lusa Daniela Cardoso, bombeira voluntária daquela corporação, que acrescentou que o abalo foi sentido entre cinco a dez segundos.



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