Reportagem Situação dos incêndios ao minuto

Fechamos o direto com várias frentes ativas, mas a grande preocupação era a meio da noite a cidade de Abrantes. Um incêndio voltou a aproximar chamas da entrada da cidade. A presidente da Câmara diz que se trata não de um reacendimento, mas de um novo incêndio.

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22h19: Fogos provocam 19 feridos em Abrantes e quatro na Mealhada

O incêndio em Abrantes, distrito de Santarém, fez um total de 19 feridos leves.

Já o fogo que lavra na Mealhada, em Aveiro, provocou três vítimas civis e um bombeiro, todos feridos ligeiros, de acordo com informação da Proteção Civil: "No incêndio em Abrantes, temos um total identificado de 19 feridos leves, portanto nada de grave. São ferimentos ligeiros: entorses, quedas, algumas inalações de fumo. Algumas destas vítimas acabaram por ser assistidas apenas no teatro de operações e puderam rapidamente retomar a sua atividade".

O fogo do concelho da Mealhada, no distrito de Aveiro, provocou três vítimas civis e um bombeiro, todos feridos ligeiros.

22h10: Fogo obriga a fecho de aeródromo

O incêndio ativo na Trofa e Maia obrigou ao encerramento do aeródromo de Vilar de Luz, onde se encontram estacionados os aviões da Red Bull Air Race 2017.

O tenente-coronel da GNR Silva Ferreira apontou à Lusa que será montado um posto de comando no Aeródromo Municipal da Maia. A informação foi reiterada pelo diretor do equipamento, Pedro Barros Prata: "O aeródromo foi fechado por questões de segurança e para que possa ser montado o comando de operações. O incêndio continua a rondar mas sem perigo para as instalações, pessoas e aeronaves".

21h40: Trânsito reaberto na A3 e Linha da Beira Alta cortada

O trânsito voltou a ser permitido na A3, nos dois sentidos entre Santo Tirso e Trofa.

Mas um fogo em Nelas obrigou entretanto ao corte da Linha da Beira Alta, entre Nelas e Mangualde.

21h30: Ativado Plano de Emergência Municipal em Coimbra

O presidente da Câmara ativou o Plano Municipal de Emergência pelas 19:40 devido a um incêndio florestal que lavra com intensidade na zona de Lamarosa.

À Lusa, Manuel Machado disse que as chamas "podem atingir habitações" na povoação de Casal do Bom Despacho, na freguesia de Lamarosa, acrescentando que "estão mobilizados todos os meios disponíveis" e é necessário ter "todos os cuidados".

21h20: Abrantes de novo no caminho do fogo

Ao início da noite, ouvida pela reportagem da RTP no local, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes pedia "muita calma e muita cautela" aos habitantes da cidade.



20h30: Novas frentes em Cantanhede

Populações e bombeiros foram esta tarde surpreendidos com novas frentes no fogo de Cantanhede.


Foto: João Agante

19h47: Ponto de situação às 19h00

A porta-voz da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, chamou a atenção para as situações extremas que se estão a viver em Cantanhede, na Mealhada e, de resto, pelo concelho de Abrantes. Na Mealhada foi necessário retirar três pessoas feridas para os hospitais, bem como dois bombeiros.

Por outro lado, a responsável da ANPC assinalou que foram deslocados meios de defesa e protecção para o incêndio de Palhoça, no Cadaval, para as localidades de Cavaleiros e Ferraria, Mealhada, onde se assistiu a uma reactivação muito forte. Outra situação sensível atingiu igualmente Andorinha e vera Cruz, em Cantanhede.

Patrícia Gaspar assinala os novos focos com deflagrações em áreas habitacionais fruto do “forte calor e vento inconstante que tem provocado muitas reactivações” no concelho de Abrantes, o que coloca a região “no topo das prioridades” da ANPC.

19h29: PM António Costa diz que as calamidades deixam marcas por muito tempo

António Costa disse em Pedrógão Grande que as calamidades deixam marcas nos territórios e nas famílias por muito e muito tempo e adiantou que é importante fazer tudo para que não se volte a repetir.

“As calamidades deixam marcas nos territórios, nas famílias, por muito e muito tempo. É muito importante o que o presidente de Castanheira disse que o país nunca mais esqueça aquilo que aqui aconteceu para que possamos fazer tudo para que isto não volte mais a acontecer”, afirmou o primeiro-ministro, que se deslocou a Pedrógão Grande para uma visita à área ardida e às obras de reconstrução.

Costa defende que o trabalho de reconstrução “é absolutamente essencial” e que “estas semanas mostram a necessidade de agilizar os processos de reconstrução”. Para isso, aponta o preenchimento de declarações prévias, com termo de responsabilidade, por parte dos arquitetos que subscrevam os projetos: “É essencial que possam ser feitas sem carecer de licenciamento”.

O governante sublinhou ainda que das 214 casas de primeira habitação afetadas pelos incêndios, 119 carecem de processos de reabilitação simples, mas adiantou que há 95 que precisam de recuperação integral: “Já há 38 habitações a ser intervencionadas através do fundo Revita, entre outras entidades”, acrescentou.

18h50: Fogo chega a casas em Folgosa (Sto. Tirso), um bombeiro hospitalizado

Em Folgosa, freguesia de Covelas, um bombeiro teve de ser levado para o Hospital de Famalicão, depois de ser “assistido no lugar de Folgosa”.

A mesma fonte dos bombeiros que informou sobre o operacional adiantou ainda que “o fogo chegou às casas do lugar de Folgosa”.

18h10; Entre a Maia e Santo Tirso A3 cortada nos dois sentidos

A informação foi deixada pelo tenente-coronel Silva Ferreira da GNR em declarações recolhidas pela Lusa. O trânsito está cortado na A3, entre a Maia e Santo Tirso, nos dois sentidos e o tráfego está a ser desviado e estão a ser retirados da via os camiões cisterna com combustível.

Silva Ferreira explicou que pelas 17h00 foi encerrado o trânsito nos dois sentidos da A3, entre a Maia e santo Tirso, devido aos incêndios florestais que deflagraram na zona da Trofa e Maia: "O trânsito está a ser desviado e estamos a retirar carros cisterna com combustíveis, porque com o aumento das temperaturas, as coisas podem complicar".

17h53: Incêndio da Mealhada com novos focos e chamas a lamberem as casas

O reacendimento apanhou a população de Cavaleiros de surpresa e não havia bombeiros por perto nessa altura.

Junto das habitações, foram os próprios moradores a controlar as chamas, até chegarem os bombeiros.

17h50: Chamas cortam A3 e A14

A A3 está cortada ao km 16, entre o nó de Santo Tirso e as portagens da Maia, e a A14, que liga Coimbra à Figueira da Foz, está cortada no nó de Ançã.

17h21: Aeronave fez aterragem de emergência

Patrícia Gaspar, adjunta nacional de operações da Proteção Civil, confirma o incidente com um avião médio anfíbio que integrava o combate ao incêndio em Abrantes. Com novos detalhes.

A aeronave embateu nas linhas de transporte de eletricidade da zona de Braçal e fez uma aterragem de emergência. Ficou inoperacional.

"Cerca das 14h00, uma das aeronaves integradas na operação de combate ao incêndio de Abrantes, um avião médio anfíbio Fire Boss, embateu nos fios de eletricidade na zona do Braçal e teve de efetuar uma aterragem de emergência em Proença-a-Nova, tendo ficado com danos que a tornaram inoperacional", descreveu a responsável, citada pela agência Lusa.

"Não há feridos a registar e estamos a efetuar diligências para substituir esta aeronave no teatro de operações. Um helicóptero também perdeu hoje o balde de transporte de água mas não sofreu danos e continua a operar", acrescentou.

15h45: Fogo persiste em Pucariça

A meio da tarde, a reportagem da RTP no comando de operações em Abrantes fez a atualização de dados do combate às chamas.

Os reacendimentos continuam a ser a grande preocupação do dispositivo de combate às chamas. Ainda assim, a situação está esta sexta-feira mais controlada.

"Agora já podemos respirar um bocadinho mais tranquilamente, pese embora não esteja resolvida a situação", disse à RTP a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque.

De Abrantes chega também a notícia de uma aeronave envolvida nas operações que terá tocado cabos elétricos, sem sofrer qualquer dano.

15h53: Mealhada atenta a reativações

Houve várias reativações durante a manhã na Mealhada. Nenhuma foi muito preocupante. A reativação potencialmente mais grave foi de imediato combatida e controlada.

Todavia, o período de calor do início da tarde faz com que ninguém esteja descansado.

15h48: Medroa viveu momento de aflição

As chamas voltaram a surpreender a população de Medroa, no concelho de Abrantes, mas após o alerta e a primeira reação dos populares, os meios chegaram rapidamente e evitou-se o pior.


15h35: Detido suspeito de atear fogo em Manteigas


A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 41 anos, pintor da construção civil, suspeito de ter ateado um incêndio florestal em Manteigas, distrito da Guarda.

Em comunicado enviado à Lusa, o Departamento de Investigação Criminal da Guarda adianta que o suspeito tem "antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime".

"Os factos ocorreram cerca das 14h45 do dia de ontem [quinta-feira], na localidade de Manteigas, recaindo sobre o detido a suspeita de ter ateado um incêndio em pasto, com recurso a um isqueiro que lhe foi apreendido", refere a nota.

A PJ explica que, "graças ao célere e eficaz combate levado a cabo por populares e pelos bombeiros locais", o fogo "consumiu uma pequena área de terreno com pasto, mato e árvores, tendo, no entanto, colocado em perigo habitações, instalações industriais, um depósito de combustível e uma vasta área de floresta integrante do Parque Natural da Serra da Estrela".

Na operação de identificação e detenção do suspeito, a PJ contou com a colaboração da GNR.

O detido vai ser presente às autoridades judiciárias competentes com vista à aplicação das necessárias e adequadas medidas de coação.

A Polícia Judiciária já identificou e deteve este ano 54 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

14h30: A situação no país ao início da tarde

Na página da Proteção Civil às 14h30 registavam-se 54 incêndios em todo o país, combatidos por 2114 operacionais, 615 veículos e 27 meios aéreos.

Destas ocorrências 12 estavam em curso, combatidas por 957 operacionais, 268 meios terrestres e 22 aéreos.

Em resolução estavam cinco incêndios, que envolviam 557 operacionais, 173 meios terrestres e quatro meios aéreos.

Em conclusão estavam 37 incêndios, combatidos por 600 bombeiros, 174 veículos e um meio aéreo.

14h20: O que se passou durante a noite

O Jornal da Tarde recordou os sustos vividos durante a noite pelas populações de Abrantes, Grândola e Mealhada.

Em Abrantes, as chamas chegaram a ameaçar a malha urbana.

Mais de 1.500 passageiros ferroviários foram afetados pelo incêndio de Grândola que cortou a ligação ao sul durante várias horas.

Na Mealhada as chamas rondaram as casas e obrigaram ao corte da A1.


14h00: Reativações não preocupam na Mealhada

Alguns reacendimentos registados na Mealhada ao longo da manhã não preocuparam os bombeiros e apenas um concentrou mais meios, forçando a intervenção de dois helicópteros.

A intervenção permitiu evitar a propagação das chamas.

O incêndio foi debelado durante a madrugada e as autoridades esperam que esteja dominado durante a tarde, apesar do calor e do vento.


13h50: O inverno há-de chegar, lembra António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o país não pode esquecer os incêndios florestais quando chegar o inverno e tem de fazer o que é necessário para os prevenir depois do verão.

Intervindo na sessão de consignação da empreitada de desassoreamento do rio Mondego, em Coimbra - obra que, segundo António Costa, tornará o rio "mais resistente aos riscos de cheia" - o primeiro-ministro considerou-a uma inspiração para a prevenção dos incêndios florestais.

"Tal como estamos aqui hoje a tomar as medidas necessárias para prevenir o risco das cheias, temos mesmo de fazer a seguir ao verão aquilo que é necessário para prevenir os incêndios florestais", afirmou.

A esse propósito, o governante considerou "muito importante" a aprovação, pelo parlamento, do pacote legislativo da reforma florestal apresentado pelo Governo e que essa reforma florestal tenha sido promulgada pelo Presidente da República "esta semana".

13h45: Chamas na Pucariça difíceis de debelar

Ainda há sinais de fogo em Abrantes, especificamente na Pucariça, onde as chamas têm sido difíceis de debelar. São "pontos quentes", identificam os bombeiros.

Há muitos meios no local e o incêndio tem vindo a ceder ao combate.

O comando operacional tem acompanhado o evoluir da situação por via aérea para poder decidir onde enviar os meios para evitar reacendimentos.

O vento e o calor são as incógnitas que poderão baralhar as contas no combate ao incêndio.

13h10: Incêndio em Grândola dominado

O fogo obrigou à evacuação de 10 aldeias e a linha ferroviária do Sul esteve encerrada durante seis horas, o que afetou mais de mil e quinhentos passageiros.

O incêndio chegou a ter três frentes ativas mas ao início da tarde estava dominado.

12h45: Combate evolui de forma favorável em Abrantes

Uma frente de fogo continua ativa em Abrantes, no incêndio que deflagrou em Aldeia do Mato, estando a evoluir favoravelmente e em direção a uma área queimada, segundo a presidente do município.

Maria do Céu Albuquerque disse que o combate "está a evoluir favoravelmente, mantendo uma frente ativa", tendo realçado, no entanto, que "o vento está a empurrar as chamas para uma área já queimada".

Segundo disse a presidente da Câmara de Abrantes, no distrito de Santarém, "não há situações de perigo" para pessoas ou habitações, tendo perspetivado que, "a manterem-se as atuais condições, o fogo pode entrar em resolução dentro de poucas horas".

c/Lusa

12h00 - Os incêndios no país esta sexta-feira 

De acordo com a página da Protecção Civil, ao fim da manhã lavravam em Portugal 36 incêndios combatidos por 1.796 operacionais, 538 meios terrestres e 16 meios áreos.

Estavam em curso quatro incêndios, dois em fase de resolução e 29 em fase de conclusão.

Os mais preocupantes, de Abrantes e de Grândola tinham ambos uma frente activa cada um sem ameaçar populações e com boas perspetivas de consolidação.

11h40 - Medo dos incêndios afecta parques de campismo

Os parques de campismo na região afetada pelos incêndios de Góis e Pedrógão Grande registam quebras acentuadas na taxa de ocupação, apesar de não terem zona ardida na área envolvente.

Junto à Barragem do Cabril, em Pedrógão Grande, "a água está boa para banhos" e "não ardeu à volta", mas, mesmo assim, o parque de campismo Eventur, situado naquela zona, registou uma quebra na ocupação "na ordem dos 80%", disse à agência Lusa o administrador do espaço, José Costa.

Julho e agosto costumam ser os melhores meses do parque, com uma ocupação próxima dos 100%, mas, neste momento, "ronda os 20%, se tanto", lamenta o responsável, sublinhando que, passado dois meses, continua a receber chamadas todos os dias, "com as mesmas perguntas" sobre a qualidade da água, do ar ou se há zona ardida junto ao parque de campismo.

Neste momento, José Costa não equaciona pedir apoio e espera conseguir sobreviver por "meios próprios", na expectativa de que para o ano "as coisas melhorem", referindo que, da parte do Estado e das autarquias, "tem havido algum empenhamento para minimizar o que é possível".

Também no parque de campismo "O Moinho", próximo da praia fluvial do Poço de Corga, na Castanheira de Pera, o cenário é idêntico.

"Em agosto, costuma estar cheio e, neste momento, está a 40%", conta o responsável do empreendimento, o holandês Albert Kroneman, referindo que naquela zona não há terrenos queimados.

11h30 -  Perímetro do incêndio em Abrantes com 5.000 hectares

A autarca de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque fez o ponto da situação do combate às chamas e mantém-se otimista quanto à possibilidade de consolidação até às 15h00.

Maria do Céu Albuquerque deixou agradecimentos, tanto àqueles que ajudaram a combater as chamas como à população pelo apoio dado aos operacionais.

11h20 - Mais de 3.000 hectares de área ardida em Grândola

O presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes, estimou hoje em cerca de três mil hectares a área já ardida no incêndio que lavra no concelho desde quinta-feira, incluindo "muito" eucaliptal e também montado.

"O perímetro do que já ardeu ainda não está bem avaliado, mas terão sido cerca de três mil hectares", onde se inclui "muito eucaliptal e também área de montado", disse à agência Lusa o autarca de Grândola, no distrito de Setúbal.

Segundo António Figueira Mendes, na quinta-feira, "a maioria desta área ardeu no espaço de uma hora", devido ao "vento forte", que chegou aos "40 quilómetros/hora em determinado momento".

"O vento mudava muito e tem sido o grande inimigo no combate a este incêndio. E esse é outro receio que temos nas próximas horas", destacou.

O fogo, que deflagrou às 15:07 de quinta-feira, nas freguesias de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, continuava por dominar, cerca das 11:00 de hoje, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O autarca indicou que hoje de manhã a situação estava "sob controlo".

"Creio que, neste momento, temos aqui os meios necessários para ir controlado a situação. Estamos tranquilos, mas vigilantes", frisou António Figueira Mendes.

Tal como a GNR já tinha afirmado à Lusa, o presidente do município alentejano explicou que, durante a noite e madrugada de hoje, as chamas obrigaram à evacuação de cerca de 10 montes isolados, acrescentando que foram retiradas "cerca de 20 pessoas".

"Mas foi apenas por precaução e, passadas umas horas, ainda durante a madrugada, a maioria regressou às suas casas", afirmou.

O reconhecimento feito no terreno, já hoje, pelas autoridades permitiu constatar que "não há animais mortos, nem casas ardidas", graças ao esforço dos bombeiros: "Conseguiram evitar que o fogo chegasse a qualquer casa".

O combate às chamas, segundo a ANPC, mobilizava, às 11:00, um total de 220 operacionais, com o auxílio de 69 veículos e dois helicópteros.

11h00 - Temperaturas e vento preocupam bombeiros

Mais de mil bombeiros e 10 meios aéreos combatem as chamas em Abrantes e Grândola.

São ainda as situações mais complicadas no mapa dos incêndios, mas as perpectivas da Protecção Civil são de que o combate às chamas evolua de forma favorável.

A prioridade dos bombeiros durante toda a madrugada e início da manhã tem sido proteger as habitações e a população.

As atenções está também viradas para o incêndio da Mealhada.

Continuam em alerta laranja 18 distritos em Portugal Continental. As temperaturas,  sobretudo no centro interior e no alentejo podem chegar aos 39º C.

Em Grândola, 95 por cento do incêndio está controlado e são o vento e os acessos que dão mais trabalho aos operacionais.

10h50 - Ponto da situação em Abrantes

Em Abrantes, os habitantes retirados de suas casas por precaução, esta quinta-feira, já poderão regressar às suas habitações, afirmou Maria do Céu Albuquerque.

A autarca confia que a única frente ainda ativa no concelho seja dominada durante a manhã mas, devido ao vento seco e ao aumento das temperaturas, os operacionais e os meios aéreos vão manter-se atentos para evitar reacendimentos.

A entrevista de Paulo Braz, repórter da RTP.

10h45 - Ponto da situação em Grândola

O incêndio que continuava hoje de manhã a lavrar em Grândola, distrito de Setúbal, obrigou a evacuar cerca de 10 montes isolados, mas sem registo de casas ardidas, nem de danos pessoais, segundo a GNR.

Contactada pela Lusa, fonte da GNR explicou que, durante a noite e madrugada de hoje, "foram evacuados cerca de 10 montes por precaução", na zona do Viso, perto de Azinheira dos Barros, no concelho de Grândola.

"Hoje de manhã, estamos a fazer a verificação ao nível das infraestruturas e se está toda a gente nas casas ou se há animais mortos", mas, até cerca das 10:00, não havia registo casas ardidas, nem de feridos, acrescentou.

A mesma fonte indicou também que, na quinta-feira, foi cortado o Itinerário Complementar (IC) 1, mas, posteriormente, a circulação foi restabelecida e, no dia de hoje, "não há qualquer estrada cortada" no concelho alentejano.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o incêndio que deflagrou às 15:07 de quinta-feira nas freguesias de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, concelho de Grândola, continuava a lavrar com uma frente em mato, cerca das 10:00 de hoje, mobilizando um total de 220 operacionais, com o apoio de 69 viaturas e de dois helicópteros.

Na quinta-feira, o incêndio obrigou ainda à interrupção da circulação de comboios na linha do sul, que liga Lisboa ao Algarve, durante seis horas, tendo sido restabelecida às 22:30.

Fonte oficial da CP - Comboios de Portugal disse à Lusa terem sido afetados cerca de oito comboios, motivando transbordos rodoviários, com os passageiros transportados em autocarros, entre Canal Caveira e Ermidas do Sado.

10h10 - A1 reaberta

A autoestrada do norte foi reaberta na zona de Coimbra, depois de estar cortada mais de nove horas devido às chamas na Mealhada.

De acordo com informação do Portal de Estradas, a N3 permanecia cortada em ambos os sentidos entre os km 102 e 104 às 10h00 da manhã, devido ao incêndio em Rio de Moinhos, Abrantes.

Já a Proteção Civil dava conta de que as chamas em Abrantes obrigaram ao corte das Estradas Municipais 358, 544,1212-1.

09h50 - Incêndio em Abrantes controlado

A presidente da câmara de Abrantes. Maria do Céu Albuquerque, afirmou à RTP que, esta manhã, as chamas estavam controladas em todo o concelho com a excepção de uma frente activa que lavra em Pucariça, uma localidade evacuada ontem à tarde.

"
A frente vai dar ainda muito trabalho mas lavra numa zona já ardida", afirma a autarca.

Os meios aéreos estão já no terreno e espera-se que os focos resistentes cedam aos operacionais. A maioria do incêndio está em fase de rescaldo.

O vento vai recomeçar com intensidade e a temperatura vai subir e poderá trazer surpresas mas a situação para já é de consolidação.

Ao longo do dia de hoje as pessoas retiradas das suas casas poderão regressar, afirma ainda Maria do Céu Albuquerque.

09h45 - Situação ainda complicada em Grândola

Não há habitações no caminho do fogo mas as chamas continuam a lavrar numa frente activa e a mobilizar cerca de 200 operacionais.

A esta hora não estavam ainda a operar meios aéreos neste incêndio, que lavra desde quinta-feira. A manhã está quente a as temperaturas estão a subir, o que poderá agravar a situação nas próximas horas.

09h20 - Abrantes com uma frente activa


Foi a informação dada à RTP pela presidente da câmara de Abrantes.

A situação mais complicada vive-se agora em Paúl e na Amoreira.

As projeções preocupam os operacionais mas neste momento existe apenas uma frente activa, estando o restante da área consumida pelas chamas em fase de resolução.

No terreno, populações e bombeiros dão graças aos meios aéreos, cuja intervenção tem sido crucial para dominar o incêndio.

09h00 - A situação no país às 09h00

A Proteção Civil afirma que esta manhã os incêndios mobilizavam 5.385 operacionais, 1451 veículos e 97 missões com meios aéreos em todo o território, além de oito pelotões militares em diversas regiões.

Desde as 00h00 registaram-se 43 ocorrências no período nocturno, estando em curso oito, das quais só duas têm mais expressão.

O primeiro mencionado foi o de Abrantes, que se mantém activo mas mostra sinais de ceder aos operacionais. Está a mobilizar 731 operacionais, 240 veículos e vai ser combatido nas próximas horas por oito meios aéreos incluindo o Candair de Marrocos, dois Canadair portugueses e dois Canadair espanhois, além de dois aviões anfíbios.

Em Setúbal, o incêndio de Grândola vai também contar com dois helicópteros e já mostra sinais de ceder aos meios. Mobiliza 228 operacionais, com 74 veículos.

A Protecção Civil alerta para as temperaturas elevadas em todo o território, que podem chegar aos 39 graus nalguns locais e para o vento forte e seco predominantemente de leste durante a manhã.

Os índices de humidade continuam muito baixos e há 18 distritos em alerta laranja.

08h55 - Altas temperaturas

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo e vento fraco a moderado do quadrante leste, soprando moderado, de noroeste no litoral oeste durante a tarde e de nordeste nas terras altas até ao início da manhã e a partir do final da tarde.

A previsão aponta ainda para uma pequena subida de temperatura, em especial na região Centro.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 19 e 35 graus Celsius, no Porto entre 16 e 30, em Braga entre 12 e 31, em Viana do Castelo entre 14 e 27, em Vila Real entre 13 e 30, em Viseu entre 14 e 32, em Bragança entre 10 e 29 e na Guarda entre 11 e 27.

Em Coimbra, as temperaturas vão variar entre 14 e 34, em Aveiro entre 16 e 28, em Santarém entre 14 e 37, em Castelo Branco entre 17 e 34, em Portalegre entre 20 e 33, em Setúbal entre 16 e 38, em Évora entre 15 e 37, em Beja entre 16 e 36 e em Faro entre 20 e 32.

08h50 - Alerta amarelo! até domingo em 12 distritos


Já não são sete mas 12 os distritos sob 'aviso amarelo' devido à previsão de valores elevados de temperatura.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tinha colocado anteriormente sob 'aviso amarelo' os distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Évora, Setúbal e Beja.

Juntou-lhes esta manhã Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre.

Segundo o Instituto, o 'aviso amarelo' vai estar em vigor entre as 12:00 de hoje e as 21:00 de domingo.

O 'aviso amarelo', o terceiro mais grave, significa situação de risco para determinadas atividades dependentes das condições meteorológicas.

08h45 - Vigilância na Mealhada

De acordo com Fátima Pinto, a reporter da RTP no local, às primeiras horas da manhã as chamas tinham acalmado na Mealhada.

O pior já passou, o ar que se respira está mais limpo, mas permanecem no local quase 300 operacionais para ações de vigilância e de rescaldo.

Durante a madrugada as chamas aproximaram-se de algumas povoações, provocando sustos, mas não houve situações de perigo.

Os bombeiros terão sido ajudados pela existência das numerosas vinhas que existem na região que pararam o avanço das chamas naçguns locais, por falta de material combustível.

Agora, a maior preocupação é o vento, que pode provocar reacendimentos nas próximas horas.

08h30 - Incêndios em Vila Real estão dominados

Um alívio para os bombeiros. Quase 200 operacionais permanecem no terreno para evitar reacendimentos.

08h25 - Ferrovias reabriram

Uma boa notícia. A linha ferroviária do sul, que liga Lisboa ao Algarve, foi reaberta. Esteve interrompida durante seis horas por causa do incêndio em Grândola.

08h23 - Chamas em Abrantes com três frentes activas

No terreno estão mais de 700 operacionais e 200 viaturas. A prioridade dos bombeiros durante toda a madrugada e início da manhã, é proteger as habitações e a população.

08h20 - Incêndio de grandes dimensões em Grândola

Mais de 220 bombeiros estão a combater o fogo que começou ao início da tarde de ontem. As chamas estão a consumir zonas de montado e eucalipto.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera lançou para esta sexta-feira um alerta amarelo para sete distritos, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, devido à temperatura elevada.

Às 06:00, a Autoridade Nacional de Proteção Civil dava conta de 26 incêndios, quatro em curso, quatro em resolução e 18 em fase de conclusão.

Para as 09h00 da manhã está previsto um briefing da Proteção Civil.

Mealhada

Mais de 400 operacionais e 121 veículos lutam contra as três frentes ativas.

A adjunta nacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar explica que o incêndio afetou várias localidades.

O incêndio que deflagrou ao início da tarde de quinta-feira foi dado como dominado mas não extinto, de acordo com o “site” da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). O fogo entrou "em resolução" pelas 3h07.

Abrantes

Em Abrantes, no terreno, estão mais de 700 operacionais. É isso que mostra a página da internet da Proteção Civil.

As aldeias de Medroa, Braçal, Amoreira e Pucariça foram evacuadas por precaução e 50 pessoas passaram a noite no Regimento de Apoio Militar de Emergência, no Quartel Militar de Abrantes.

Uma habitação ardeu e cinco pessoas ficaram desalojadas e foram colocadas na Casa Paroquial. Uma viatura dos bombeiros ficou parcialmente destruída.

Incêndio em Abrantes já provocou 16 feridos ligeiros. Os ferimentos foram causados por inalação de fumo e queimaduras.

A adjunta nacional da proteção civil, Patrícia Gaspar espera que este incêndio que lavra desde quarta-feira esteja resolvido esta sexta-feira de manhã.

Grândola

O fogo em Grândola, no distrito de Setúbal, que deflagrou na tarde de quinta-feira, tinha 225 operacionais, apoiados por 76 meios terrestres, a combater duas frentes.

A estrada nacional 10 foi cortada entre os kms 20 e 24, em Azeitão, Coimbra, por causa dos incêndios.

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