Muito do sucesso do grupo nasceu da intensidade quase magnética e da sua presença em palco. Um carisma que o tornou num dos maiores sex symbols da indústria musical. Comparado a Jim Morrison e Mick Jagger, chegou inclusive - sendo australiano - a ilustrar a capa da Rolling Stone dos Estados Unidos, um feito raro e revelador do seu impacto.
O álbum de estreia, homónimo, fez da banda uma estrela em casa, na Austrália, mas foram as gravações das décadas de 1980 e 1990 que lhes deram reconhecimento global.
Verdadeiros pioneiros na fusão da new wave, do funk e da dance music com o rock, atingiram o auge com 'Kick' e 'X', álbuns que deram origem a clássicos intemporais como 'Need You Tonight', 'New Sensation', 'Mystify' e 'Suicide Blonde'.
Porém, à medida que a fama crescia, também se adensava o lado mais sombrio da vida do vocalista. O contacto prolongado com drogas, álcool e antidepressivos - uma combinação perigosa - acabaria por marcar tragicamente a sua última noite, em novembro de 1997, quando tinha apenas 37 anos.
Hoje, Michael Hutchence, uma das figuras mais carismáticas e icónicas da música australiana, celebraria 65 anos.