DRAGÃO DERRETE A NEVE DE TÓQUIO por Rui Alves

A partir de 1980, a Toyota chama a si a organização da Taça Intercontinental, altera para um único jogo e que se realizará, até à sua extinção, no país do sol nascente.

Os azuis e brancos, campeões europeus, depois de terem escrito uma página brilhante na final de 87 em Viena, preparam-se para viajar até Tóquio para na madrugada portuguesa de 13 de Dezembro, defrontarem os campeões sul-americanos, os uruguaios do Penarol.

O sempre atento, Dr Domingos Gomes, médico portista, elabora um plano de treinos que teve a oposição do treinador, mas com o apoio incondicional da estrutura directiva do clube, obriga os jogadores a um primeiro treino às duas horas da manha no Estádio das Antas. A razão desta alteração serviria para uma mais fácil adaptação à diferença horária.

A 4 dias da final, segue-se uma viagem ao «contrário» com escala no Alasca. Já em terras nipónicas tudo parece correr normalmente como planeado, a ansiedade e a dura adaptação ao fuso horário que se apodera dos jogadores é controlado pelo departamento médico, mas o imprevisível acontece. No dia do jogo uma enorme tempestade de neve abate-se sobre a capital do Japão.

Devido às condições atmosféricas, o desafio de futebol entre as duas equipas foi uma verdadeira batalha contra a neve que nunca parou de cair, o relvado que era um lamaçal e o muito frio que se fazia sentir.

É uma vitória memorável da equipa Portuguesa que passados trinta anos vê a FIFA reconhecer oficialmente como Campeãs do Mundo, as equipas que triunfaram na Taça Intercontinental.

O FC Porto é o único clube Português, Campeão do Mundo e logo por duas vezes porque viria a conquistar para a sua colecção, a Taça da edição de 2004.