Berardo responsabiliza Jardim Gonçalves por instabilidade do BCP
O maior accionista privado do BCP, Joe Berardo, insistiu em responsabilizar Jardim Gonçalves pela situação do banco e confirmou que os trabalhos da assembleia geral arrancam sem acordo.
"Não houve acordo. O fumo branco afinal era negro", comentou Joe Berardo aos jornalistas, à entrada da assembleia geral do maior banco privado português, que decorre hoje no edifício da Alfândega, no Porto.
De acordo com o empresário madeirense, há, no entanto, um entendimento com a Teixeira Duarte que "é o mais importante", mas que será válido "só depois da assinatura".
Joe Berardo afirmou que só uma nova assembleia geral, a realizar em Outubro, definirá o futuro da `governance` do BCP.
O empresário disse também que não se admirará "se aparecer por aí uma OPA [Oferta Pública de Aquisição] em espanhol", resultado da situação de instabilidade que tem deixado a instituição "vulnerável".