Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves, Inês Geraldo - RTP /

Alexander Ermochenko - Reuters

Mais atualizações

21h53 - Situação em Mariupol é severa

A garantia é dada por Volodymyr Zelensky que revelou que ele e o seu círculo mais próximo estão sempre em contacto com os militares que ainda tentam defender a cidade.

Zelensky acusou a Rússia de querer matar todos os habitantes de Mariupol. No entanto, não falou sobre as declarações da Rússia poucas horas antes a afirmar que as tropas russas já dominavam a área urbana da cidade portuária.

20h43 - Antes comediante, Zelensky é hoje considerado um símbolo do mundo livre

O presidente da Ucrânia é hoje considerado um símbolo da resistência do mundo livre. Um antigo comediante em que poucos depositavam esperanças há menos de dois meses quando a invasão russa começou mas Volodymyr Zelensky foi sempre um homem surpreendente.


20h34 - Portugal vai receber mais 263 refugiados ucranianos

Vão chegar a Portugal mais 263 refugiados ucranianos. Este é já o quinto voo humanitário organizado pela Associação Ukrainian Refugees. O avião parte, esta quarta-feira, de Lisboa em direção à cidade polaca, Lublin. É aí que deixa 15 toneladas de medicamentos e geradores para ajudar os refugiados que se encontram na fronteira da Polónia.

No regresso transporta 263 ucranianos fugidos da guerra incluindo 18 crianças que vêm com tutores porque as mães trabalham nos hospitais e os pais estão a participar na guerra.

20h32 - Slavutich foi cercada mas nunca diretamente atacada

No norte da Ucrânia, junto à fronteira com a Bielorrússia, cidade de Slavutich viveu um mês de pesadelo durante o cerco das tropas russas. O facto de ser a cidade dos trabalhadores que mantêm a Central Nuclear de Chernobyl, pode ter sido decisivo para nunca ter sofrido um ataque directo.


20h19 - Empresário grego participa em construção de novas infraestruturas

Sinais de alerta de risco de bombardeamento russo fizeram-se escutar repetidamente durante a noite e a manhã em diversas cidades do sul da Ucrânia, particularmente em Odessa e Mykolaiv. Apesar da intensificação da ofensiva russa, não param os esforços de reconstrução do país. É o que está a fazer um empresário grego que participou ele próprio na construção de defesas contra os invasores.


20h14 - Rússia diz ter tomado a área urbana da cidade portuária de Mariupol

A Rússia afirma que tomou a área urbana da cidade portuária de Mariupol, que há tropas ucranianas cercadas, e que a operação militar provocou quatro mil mortes do lado ucraniano. A cidade resistia há dias contra todas as probabilidades. O presidente Zelenski diz que se Moscovo abater os soldados ucranianos retidos em Mariupol acaba qualquer possibilidade de negociar.


20h11 - Exército russo bombardeou várias cidades durante a noite

O exército de Moscovo bombardeou na última madrugada uma fábrica de veículos blindados em Kiev. Também em Mikolaiv foi atingida uma instalação onde são reparados veículos militares. Os ataques repetiram-se em Lviv e Kharkiv, onde foi atingida uma zona residencial.


18h34 - Mariupol sem forças ucranianas na área urbana

O ministro da Defesa da Rússia disse, citado pela agência noticiosa RIA, que a área urbana de Mariupol já não tem força ucranianas, e que apenas se encontram alguns combatentes na fábrica de Azovstal.

O ministro russo disse também que até ao dia 16 de abril, as forças ucranianas perdem mais de quatro mil efetivos só na cidade de Mariupol.

18h27 - Mais de 1000 pessoas evacuadas por toda a Ucrânia

As autoridades ucranianas anunciaram que mais de 1400 pessoas foram evacuadas este sábado de várias cidades do território ucraniano, através de corredores humanitários.

17h34 - Avião fretado pela Rússia em Paris para retirar pessoal diplomático

Um aparelho fretado por Moscovo aguardava, este sábado, no aeroporto de Roissy, por luz verde para fazer regressar à Rússia diplomatas expulsos de França, noticia a France Presse, que cita fonte aeroportuária.

Serão transportados 137 passageiros, incluindo pessoal diplomático, familiares e próximos.

17h16 - Zelensky reage

O presidente ucraniano diz que "a eliminação" dos derradeiros soldados ucranianos em Mariupol "porá fim a qualquer negociação" com Moscovo.

"A eliminação dos nossos militares, dos nossos homens, porá fim a qualquer negociação" com Moscovo, afirmou Volodymyr Zelensky, em entrevista ao jornal eletrónico Ukraïnska Pravda.

As duas partes, acrescentou, estão atualmente "num impasse".

16h50 - Mulher de oligarca ucraniano propõe troca de prisioneiros

Oksana Marchenko, mulher de Viktor Medvedchuk - oligarca da oposição pró-Rússia na Ucrânia detido por forças de segurança do país na passada terça-feira -, apelou ao primeiro-ministro britânico para que ajude a acertar uma troca de prisioneiros: entre o marido e combatentes britânicos capturados pela Rússia.

Medvedchuk foi detido quando tentava abandonar a Ucrânia e rumar à Rússia.

16h41 - Combatentes ucranianos em Mariupol "serão eliminados"

Os soldados ucranianos que continuarem a resistir ao avanço das tropas russas em Mariupol "serão eliminados", afirmou, no local, Denis Pushilin, líder pró-russo de Donetsk.

A tomada da cidade parece agora próxima. Mas ainda há forças ucranianas a resistir a partir da zona portuária e do complexo fabril Azovstal.

Nos últimos dias, Moscovo anunciou a rendição de mais de mil combatentes ucranianos em Mariupol. O que foi negado pelas autoridades ucranianas.

"Os membros do exército regular, como os fuzileiros, que estavam preparados para se render renderam-se. Já os nacionalistas, ou seja, os membros do batalhões nacionalistas, parecem não ter intenção de se renderem. É por isso que serão eliminados", vincou Pushilin em Mariupol, ao lado do político checheno Adam Delimkhanov.

As imagens destas declarações foram emitidas pelo canal de notícias Rossiya 24.

16h25 - Mensagem da Escócia: "Putin é um criminoso de guerra"

Em resposta ao fecho das fronteiras russas para Boris Johnson e outros responsáveis políticos britânicos, a primeira-ministra escocesa vem reiterar que "Putin é um criminoso de guerra".

"E eu não vou evitar condená-lo e ao seu regime", continuou Nicola Sturgeon, para acrescentar que "a Escócia está determinada a tomar a ação mais forte que puder para isolar e penalizar o seu regime e a fazer tudo para apoiar o povo da Ucrânia".

"Temos de nos assegurar de que aqueles que estão do lado da liberdade e da democracia trabalhem juntos para garantir que o regime de Putin e a sua rede de oligarcas estejam isolados".

16h05 - Ponto de situação

  • Moscovo proibiu o primeiro-ministro Boris Johnson e outros 12 governantes e deputados britânicos de entrarem na Rússia. A decisão foi anunciada este sábado pelo Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, que justifica a medida com o que classifica de ações hostis "sem precedentes" do Reino Unido com o objectivo de isolar a Rússia.

  • Um porta-voz do Governo de Londres já reagiu à decisão do Kremlin que visa responsáveis políticos britânicos, reiterando a determinação do país em ajudar a Ucrânia.

  • No terreno, 51 dias depois do início da guerra, Kiev voltou a ser alvo de bombardeamentos. Pelo menos uma pessoa morreu no ataque a um fábrica de mísseis Neptuno.

  • O presidente da câmara da capital ucraniana voltou a alertar a população para que não ignore as sirenes de alerta e pediu a quem abandonou a cidade para que adie o regresso.

  • No sul da Ucrânia, as autoridades de Mariupol escreveram na rede social Telegram que as tropas de Moscovo determinaram que "a cidade vai ficar fechada a partir de segunda-feira".

  • Desde o início da guerra, na madrugada de 24 de fevereiro, morreram 200 crianças e 360 ficaram feridas. Os números são da Procuradoria-Geral da Ucrânia. As Nações Unidas indicam que, até agora, há registo de 1.932 civis mortos.

  • A Alemanha anunciou um pacote de ajuda militar para a Ucrânia avaliado em mais de mil milhões de euros.

  • Na próxima semana, o primeiro-ministro ucraniano vai deslocar-se a Washington para reuniões no FMI, com o G7 e no Banco Mundial.

15h50 - Novo pacote humanitário europeu para civis

A União Europeia desbloqueou este sábado um pacote adicional de ajuda humanitária destinada a civis atingidos pela guerra na Ucrânia. A dotação é de 50 milhões de euros. Destes, cinco milhões visam assistir o acolhimento de refugiados na Moldova.

Segundo o gabinete de comunicação da Comissão Europeia, o apoio aos dois países ascende a 143 milhões de euros, depois de em 28 de fevereiro ter sido anunciado um pacote financeiro de 90 milhões de euros para programas de ajuda humanitária: 85 milhões para a Ucrânia e cinco milhões para a Moldova.

A 10 de março, a Moldova recebeu mais três milhões de euros em fundos humanitários.

15h40 - Parlamento ucraniano alerta para deep fake de Zelensky

O Parlamento ucraniano acaba de acusar a Rússia de estar a preparar um novo vídeo fasificado com uma suposta mensagem de Vladimir Zelensky.
No alegado vídeo deep fake, o presidente da Ucrânia expressaria "atitudes negativas" para com diferentes cidades do país.

15h25 - Ucrânia. Seis milhões "lutam todos os dias" por água potável

Perto de seis milhões de pessoas debatem-se com dificuldades diárias para terem acesso a água potável na Ucrânia. No Donbass, a leste, a rede de abastecimento está à beira do "colapso total". O alerta é das Nações Unidas.

A situação é "particularmente crítica em Mariupol, onde dezenas de milhares de pessoas provavelmente estão a usar fontes sujas" de água.

Nas cidades das regiões de Donetsk e Lugansk, mais 340 mil pessoas correm o risco de perder o acesso a água potável.

15h03 - "A Ucrânia precisa de armas. Não dentro de um mês. Agora"

Mykhailo Podolyak, o principal negociador ucraniano e conselheiro do presidente Volodymyr Zelensky, recorreu ao Twitter para exprimir a frustração de Kiev face ao ritmo do envio de armamento por parte da União Europeia.

Podolyak queixa-se da demora.

14h56 - Mariupol vedada

Um conselheiro da câmara de Mariupol afirmou no Telegram que as forças russas planeiam impedir todas as entradas e saídas da cidade a partir de 18 de abril.

Um enviado da BBC à Ucrânia falou, entretanto, um o vice-presidente da câmara, Serhii Orlov. Segundo este responsável, os russo já estão, na prática, a vedar a cidade há quatro ou cinco dias.

14h34 - Putin e príncipe herdeiro saudita dão nota positiva à OPEP+

O presidente russo e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, teceram este sábado elogios ao trabalho e ao formato da OPEP+, segundo o Kremlin.

"Foi dada uma avaliação positiva ao trabalho conjunto no formato OPEP+, que visa garantir a estabilidade do mercado petrolífero mundial", indica-se num comunicado de Moscovo.

Vladimir Putin e Bin Salman conversaram ao telefone por iniciativa do príncipe saudita.

14h31 - Reino Unido "continua determinado no apoio à Ucrânia"

Depois de Moscovo ter decidido proibir a entrada na Rússia de Boris Johnson e outros membros do Governo britânico, um porta-voz do Executivo, ouvido pelo diário The Guardian, afirmou que a postura de Londres não sai abalada.

"O Reino Unido e os nossos parceiros internacionais continuam unidos na condenação das ações repreensíveis do Governo russo na Ucrânia e em apelar ao Kremlin para que pare a guerra. Continuamos determinados no nosso apoio à Ucrânia", reagiu o porta-voz.

14h05 - Rússia redobra ameaças ao Ocidente

O primeiro-ministro britânico está proibido de entrar na Rússia. Boris Johnson faz parte de uma lista que inclui outros 12 governantes do Reino Unido. Entretanto, o Kremlin ameaça retaliar de forma dura, caso a Finlândia e a Suécia adiram à NATO.
Contudo, os peritos admitem que o uso de armas nucleares táticas seria o último recurso de Moscovo.

14h00 - Russa e ucraniana carregaram a cruz em Roma

Sem mencionar a guerra na Ucrânia, o papa Francisco apelou ao perdão recíproco e à reconciliação na sexta-feira santa.

Num ato simbólico, a cruz foi carregada por duas mulheres, uma ucraniana e outra russa.
Após dois anos de pandemia, a via sacra voltou a assinalar-se em Roma. Dez mil pessoas assistiram às celebrações no Coliseu.

13h45 - Os bombardeamentos russos da madrugada

As tropas de Moscovo bombardearam, na madrugada de sábado, instalações fabris de equipamento militar em Kiev, Mikolayev e Lviv e afirmam ter tomado o último bastião de defesa da cidade de Mariupol.
Os ucranianos apelam ao reforço de sanções contra a Rússia e avançam com uma ofensiva diplomática que vai levar o primeiro-ministro do país a Washington, já na próxima semana.

13h28 - Voluntários de Gdansk recebem diariamente dezenas de refugiados

Num centro de acolhimento de refugiados na Polónia, continuam a chegar todos os dias mais de uma centena de pessoas.
Os coordenadores dizem que é cada vez mais difícil arranjar mantimentos e que não há onde alojar todas as pessoas.

13h22 - Quatro horas para completar 150 quilómetros entre Kiev e Chernihiv

A norte, em Chernihiv, a 150 quilómetros de Kiev, os enviados especiais da RTP descrevem as dificuldades sentidas pelas autoridades locais.
"Não se percebe muito bem a lógica dos ataques que foram efetuados nesta cidade", relatou o repórter José Manuel Rosendo.

13h16 - Odessa. Sirenes e sinos ouvidos de hora a hora

Os enviados especiais da RTP em Odessa deram conta de uma noite de sobressalto nesta cidade ucraniana.
Os alertas para o risco de bombardeamento são constante.

13h00 - Roménia proíbe entrada de navios russos

A Roménia decidiu proibir a entrada, nos seus portos do Mar Negro e do Danúbio, de navios com pavilhão russo. A medida entra em vigor no domingo, segundo a agência russa TASS.

Esta interdição enquadra-se nas sanções impostas pela União Europeia à Rússia, de acordo com a Administração Marítima Romena.

"A partir de 17 de abril de 2022, às 0h00, é proibida a entrada nos portos romenos de qualquer navio registado sob a bandeira russa, incluindo navios que tenham mudado a bandeira russa para a bandeira de qualquer outro Estado ou que tenham alterado o registo na Rússia para o registo em qualquer outro Estado após 24 de fevereiro de 2022", anunciaram as autoridades da Roménia.

12h55 - Rinat Akhmetov. Multimilionário ucraniano promete reconstruir

Rinat Akhmetov, regularmente apontado como o homem mais rico da Ucrânia, compromete-se a contribuir para a reconstrução de Mariupol, cidade do sudeste do país fustigada pelas forças russas.

"Mariupol é uma tragédia global e um exemploglobal de heroísmo. Para mim, Mariupol tem sido e será sempre uma cidade ucraniana, disse Akhmetov, em declarações à agência Reuteurs.

"Acredito que os nosso corajosos soldados vão defender a cidade, embora compreenda o quão difícil e duro isso é para eles", acrescentou.Rinat Akhmetov é o dono da Metinvest, a maior produtora de aço da Ucrânia. O empresário é também proprietário do grupo financeiro e industrial SCM e da energética DTEK. Um império que tem vindo a ser crescentemente desgastado pela guerra.


"Para nós, a guerra eclodiu em 2014. Perdemos todos os nossos ativos na Crimeia e no território temporariamente ocupado do Donbass. Perdemos os nossos negócios, mas isso tornou-nos mais duros e fortes", enfatizou.

A revista Forbes avaliou a fortuna de Akhmetov em 2013 na ordem dos 14,5 mil milhões de dólares. Rondará, atualmente, os 3,9 mil milhões.

"Estou confiante de que, na qualidade de maior grupo privado do país, o SCM desempenhará um papel na reconstrução da Ucrânia após a guerra", concluiu o empresário.

12h39 - Um morto e 18 feridos em Kharkiv

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 18 ficaram feridas quando um míssil russo atingiu um dos distritos centrais da região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. O balanço é avançado no Telegram pelo governador regional.

12h25 – Autarca de Kiev dá conta de uma vítima mortal e vários feridos

O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, acaba de avançar que uma pessoa foi morta e várias ficaram feridas após ataques de mísseis na capital ucraniana.

O autarca declarou aos jornalistas que os médicos continuam a lutar pela vida dos sobreviventes do ataque.

“Kiev era e continua a ser um alvo do agressor”, disse Klitschko, referindo-se a Moscovo.

Já na região de Kharkiv, o governador garante que uma pessoa morreu e 18 foram feridas, também devido a um ataque com mísseis.

11h39 - PIB ucraniano pode cair entre 20 a 50 por cento em 2022

A estimativa é do ministro ucraniano das Finanças, Serhiy Marchenko.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, e outros altos responsáveis financeiros vão estar nas reuniões da próxima semana, em Washington, do FMI e e do Banco Mundial.

11h22 - Vítimas civis a leste

Pelo menos dois ucranianos morreram, durante a última noite, em ataques aéreos russos em Poltava, Severodonetsk e Lysychansk, no leste do país.

11h16 - Nove corredores humanitários

A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, adianta que foram definidos com a Rússia nove corredores humanitários para este sábado.

Cinco destes corredores serão abertos na região de Lugansk, no leste da Ucrânia.

11h04 - Ponto de situação


  • Há notícia, nas agências internacionais, de explosões em Kiev e Lviv, cidade próxima da fronteira ocidental da Ucrânia. Mas as informações são díspares: as sirenes de ataque aéreo foram ouvidas às primeiras horas da manhã deste sábado em Lviv e a defesa antiaérea foi ativada; o Ministério russo da Defesa não confirma, todavia, quaisquer ataques à cidade.

  • Os bombardeamentos russos das últimas horas atingiram, segundo Moscovo, uma fábrica de produção de blindados e mísseis na região de Kiev.

  • Foi também atingido um complexo de reparação de material de guerra em Mykolaiv, noticia a agência russa Interfax, citando o Ministério da Defesa.

  • Terá sido abatido um avião ucraniano SU-25 no leste do país.

  • A Rússia adverte Estados Unidos e aliados para "consequências imprevisíveis" do fornecimento de armas à Ucrânia por parte do Ocidente.

  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, adianta que, desde o início da invasão, morreram entre 2.500 e três mil soldados na defesa do país. Dez mil ficaram feridos.

10h47 - Membros do Governo britânico não podem entrar na Rússia

O Governo russo, pela mão do Ministério dos Negócios Estrangeiros, decidiu fechar as portas do país ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a outros membros do seu Executivo - nomeadamente a ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, o ministro da Defesa, Ben Wallace.

Além destes nomes, ficam impedidos de entrar na Rússia outros dez elementos do Governo do Reino Unido.

A medida foi tomada "face à ação hostil sem precedentes do Governo britânico, em particular a imposição de sanções contra altos responsáveis russos", segundo um comunicado de Moscovo citado pela agência Reuters.

O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros avisa que a lista de personalidades impedidas de entrar na Rússia pode, em breve, ser alargada.

10h37 - ONU com registo de mais de 1.900 civis mortos

Desde o início da invasão russa, as Nações Unidas registaram 1.982 mortes entre os civis ucranianos. Cento e sessenta e duas destas vítimas eram crianças, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

As Nações Unidas assinalam, porém, que "os números reais serão muito maiores".

Há registo de 2.651 civis feridos, entre os quais 256 crianças.

10h11 – Entre 2.500 e três mil soldados ucranianos mortos, segundo Zelensky

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que desde o início da guerra houve entre 2.500 e três mil soldados mortos nas fileiras e cerca de dez mil feridos.

Dos feridos, disse Zelensky em entrevista à CNN Internacional, é difícil dizer quantos vão sobreviver.

O número de soldados mortos entre os invasores estimado pelos ucranianos é de 20 mil, mas o lado russo reconheceu apenas 1.350 soldados mortos em combate.

Por outro lado, o presidente ucraniano disse, na sua habitual mensagem de vídeo, que o seu país enfrenta o enorme desafio de reconstruir os locais que foram recuperados e destruídos pelos invasores russos.

As mortes de civis durante a guerra, segundo Zelensky, são mais difíceis de estimar devido à situação em algumas áreas do país onde há cidades bloqueadas pelos invasores.

(Agência Lusa)

10h04 – Ucrânia está a trabalhar com a Turquia e diz entender laços paralelos com a Rússia

Um diplomata ucraniano avançou este sábado que a Ucrânia está a trabalhar tanto quanto possível com a Turquia, membro da NATO, para obter mais apoio na sequência da invasão russa.

O mesmo responsável disse entender - embora não esteja feliz com a ideia - a realidade dos laços paralelos de Ancara com Moscovo.

A Turquia criticou a invasão e vendeu drones a Kiev, apesar das objeções russas. Mas também se opôs às sanções ocidentais contra Moscovo e manteve uma retórica cuidadosa ao abster-se de acusar qualquer país pelo conflito.

"Ficaríamos felizes se a Turquia aderisse às sanções" contra a Rússia, admitiu o diplomata ucraniano, citado pela agência Reuters. "Mas nós entendemos essa realidade”.

"Em vez de criticarmos a Turquia, estamos a trabalhar com o lado turco o máximo possível e não exigimos algo que é improvável", acrescentou, observando que a Turquia continua a ser o único país que conseguiu reunir autoridades russas e ucranianas para negociações de paz.

09h55 - Papa doou mais uma ambulância a Kiev

Francisco doou uma segunda ambulância à capital ucraniana. A viatura seguiu para o hospital de cardiologia de Kiev.

O cardeal responsável pelas ações de caridade do Vaticano vai passar a Páscoa em Kiev, numa demonstração de proximidade entre o Santo Padre e o país que está a sofrer com a guerra.
09h47 - Rússia ataca fábrica de veículos blindados e reparação de material militar

A Rússia destruiu vários edifícios de uma fábrica de veículos blindados na capital ucraniana de Kiev, assim com um edifício de reparação de material militar na cidade de Mykolaiv, avançou o Ministério russo da Defesa.

Os ataques foram realizados com armas de longo alcance e de alta precisão, disse o Ministério.

Moscovo assegura ainda ter derrubado uma aeronave ucraniana SU-25 perto da cidade de Izyum, na região de Kharkiv, a leste da Ucrânia.

09h32 – Zelensky insiste na proibição de compra de petróleo russo pela comunidade internacional

O presidente ucraniano diz que a paz vai chegar quando o mundo recusar o dinheiro russo. Volodymyr Zelensky voltou a defender, no seu habitual discurso noturno, que o pacote de sanções da comunidade internacional devia incluir a proibição de compra de petróleo.

09h23 – Mais de 900 corpos descobertos em Kiev desde retirada russa

Mais de 900 corpos de civis já foram descobertos na região de Kiev, depois da retirada das tropas russas. Os números foram avançados pelo chefe da polícia regional.

Noventa e cinco por cento das pessoas morreram por ferimentos de projéteis.

A maioria das vítimas foi encontrada em Bucha.

Todos os dias, aparecem corpos sob escombros ou em valas comuns.

09h01 - Repórteres Sem Fronteiras restabelece serviço de rádio francesa na Rússia

Os Repórteres sem Fronteiras (RSF) anunciaram que o site da Radio France International, com um serviço em língua russa, está novamente a funcionar, depois de ter sido censurado pelo regulador de telecomunicações russo.

A organização não-governamental internacional de defesa da liberdade de imprensa disse, na sexta-feira, ter utilizou a operação `Collateral Freedom`, uma rede de `hackers` e engenheiros de segurança cibernética, para combater a censura através de `sites` espelho.

Esta colaboração também permitiu que a empresa de radiodifusão alemã Deutsche Welle, outra das vítimas de Moscovo, e o Meduza.io, o site independente russo mais popular, voltassem a trabalhar, no mês passado.

"Não é possível deixar que o Kremlin negue o direito à informação aos cidadãos", disse o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire, que elogiou "o trabalho indispensável" dos meios de comunicação social russos e estrangeiros que lutam contra as poderosas armas legislativas que minam as liberdades fundamentais.

(Agência Lusa)

08h41 - Fábrica militar ucraniana alvo de bombardeamento em Kiev

O Ministério da Defesa da Rússia diz que foi bombardeada com sucesso uma fábrica militar em Kiev, capital da Ucrânia.

08h14 - Equipas de resgate e médicos no local da explosão nos arredores de Kiev

Várias equipas de resgate e médicos estão neste momento no local de uma explosão ocorrida durante a madrugada nos arredores de Kiev, avançou o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, na rede social Telegram.

A explosão ocorreu no distrito de Darnytskyi, em Kiev, na margem esquerda do rio Dnipro.

Vitali Klitschko acrescentou que as informações sobre feridos estão já a ser reunidas.
Ponto de situação

  • Dez mortos em Kharkiv. O governador de Kharkiv atualizou os números do bombardeamento na cidade. Oleg Sinegoubov anunciou dez mortes e 35 pessoas feridas.

  • Em Odessa. Um duplo bombardeamento por rockets russos provocou pelo menos sete mortos civis e dezenas de feridos na cidade de Mykolaiv. O ataque ocorreu horas depois do anúncio do afundamento do navio emblemático, Moskva, construído naquela cidade e que os ucranianos asseguram ter sido atingido por mísseis Neptuno de fabrico local.

  • Apelo a Biden. Zelensky disse, em conversações no meio mais próximo, que pediu ao presidente dos Estados Unidos para designar a Rússia como país "patrocinador do terrorismo".

  • Zelensky retoma receios da CIA sobre risco nuclear russo. O presidente ucraniano veio afirmar esta sexta-feira que "todo o mundo" deve estar "inquieto" face ao risco de um recurso a armas nucleares táticas contra a Ucrânia, por ordem de Vladimir Putin.