Mais atualizações
Principais conclusões do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge neste relatório de “Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19”:
Portugal tem agora mais 33 concelhos em risco muito elevado, ou seja, acima de 240 ou 480 casos por 100 mil habitantes.
Há mais 19 concelhos no vermelho.
Em risco elevado há mais um concelho. São agora 27.
No total, os municípios de risco são 60, todos com recolher obrigatório às 23h00.
Já em alerta, ou seja, a uma semana de puderem vir a ter mais restrições se a evolução não melhorar, estão agora 34 concelhos, mais 13 que há 7 dias.
Obrigatório certificado digital ou teste negativo para entrar em restaurantes ao fim de semana
Vai ser exigido um certificado digital ou um teste negativo à covid-19 para se poder entrar em restaurantes.
A medida aplica-se nos 60 concelhos com risco mais elevado e aos jantares de sexta-feira e durante todo o fim de semana.
Nos hotéis e alojamentos locais também passa a ser exigido um certificado digital ou teste negativo.
O Governo levantou a cerca ao fim de semana na Área Metropolitana de Lisboa, mas mantém o recolher obrigatório entre as 23h00 e as 5h00 nos 60 concelhos mais afetados pela pandemia.
A RTP esteve em Vila Nova de Gaia, onde os restaurantes estão a receber as novas medidas com algumas dúvidas.
"Vai um bocadinho em contra-senso com aquilo que a senhora ministra disse na altura" sobre os restaurantes não serem pontos de contágio, considerou Daniel Serra, presidente de uma das associações representativas do setor da restauração.
"Aquilo que nós estamos a prever é que isto realmente vire um pesadelo", acrescentou.
O retalho e a restauração acusam o Governo de discriminação. A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) disse hoje que "não é compreensível que o horário do retalho não alimentar tenha horários mais restritos que o retalho alimentar", considerando que o Governo está a discriminar o setor.
A AMRR sublinha que "já é tempo do Governo parar de discriminar o retalho não alimentar".
A associação lamenta que "mais uma vez, não haja qualquer evolução positiva para o retalho não alimentar" que mantém a obrigatoriedade de encerrar às 15h30 aos fins de semana e feriados nos concelhos mais afetados pela pandemia.
"Começa a ser difícil perceber a razão de, num mesmo município, ser possível haver restaurantes abertos até às 22h30 -- com o que se concorda -, supermercados até às 19h00 e o retalho não alimentar até às 15h30", numa altura em que já foram realizadas quase 10 milhões de inoculações da vacina e em que a Ordem dos Médicos propõe a alteração da matriz, afirma a associação.
Britânicos e franceses
O Reino Unido deixou de exigir quarentena aos cidadãos que venham para Portugal desde que já estejam vacinados. A medida entra em vigor no dia 19 deste mês.
Até aqui, o Governo britânico exigia a qualquer residente que se deslocasse a Portugal, um isolamento de dez dias à chegada ou, em alternativa, antes da viagem.
Já as autoridades francesas desaconselham qualquer tipo de viagens para Portugal ou Espanha.
Por enquanto, trata-se apenas de um conselho, mas o governo de Paris não afasta medidas de restrição adicionais.
Em causa, está o aumento do número de casos de infeção e a prevalência da variante Delta, mais agressiva.
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que compreende a recomendação francesa mas lembra que as decisões são agora comunitárias, ao abrigo do certificado digital.
VEJA A INFOGRAFIA COM TODOS OS DADOS ATUALIZADOS DA SITUAÇÃO EM PORTUGAL. CLIQUE AQUI
00h06 - Vacinas da Pfizer e da Moderna podem estar associadas a inflamações cardíacas
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) denunciou hoje que as vacinas da Pfizer e da Moderna poderão estar associadas a ocorrências raras de inflamações no coração, após analisar 321 casos já vacinados contra o SARS-CoV-2.
A miocardite e pericardite são doenças inflamatórias do coração, apresentando sintomas como a falta de ar, palpitações e dores no peito.
O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) estudou 145 casos de miocardite e 138 casos de pericardite, após serem inoculados com a vacina da Pfizer, tendo analisado apenas 19 casos de cada inflamação, dos vacinados com a Moderna.
Até ao final de maio, cerca de 177 milhões de doses da vacina da Pfizer e 20 milhões doses da Moderna haviam sido administradas Espaço Económico Europeu (EEE).
O PRAC aconselhou atualizar as informações das vacinas, no sentido de incluir o efeito colaterais e aumentar a consciencialização entre as equipas de saúde e os utentes.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) denunciou hoje que as vacinas da Pfizer e da Moderna poderão estar associadas a ocorrências raras de inflamações no coração, após analisar 321 casos já vacinados contra o SARS-CoV-2.
A miocardite e pericardite são doenças inflamatórias do coração, apresentando sintomas como a falta de ar, palpitações e dores no peito.
O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) estudou 145 casos de miocardite e 138 casos de pericardite, após serem inoculados com a vacina da Pfizer, tendo analisado apenas 19 casos de cada inflamação, dos vacinados com a Moderna.
Até ao final de maio, cerca de 177 milhões de doses da vacina da Pfizer e 20 milhões doses da Moderna haviam sido administradas Espaço Económico Europeu (EEE).
O PRAC aconselhou atualizar as informações das vacinas, no sentido de incluir o efeito colaterais e aumentar a consciencialização entre as equipas de saúde e os utentes.
00h04 - Brasil regista 57.737 novos casos e supera 19 milhões de infeções
O Brasil contabilizou 57.737 casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, tendo ultrapassado a barreira de 19 milhões de infeções (19.020.499), informou hoje o Ministério da Saúde brasileiro.
Face ao número de mortes, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes, registou 1.509 vítimas mortais, totalizando 531.688 óbitos desde o início da pandemia, registada oficialmente no Brasil no final de fevereiro de 2020.
Apesar de os dados permanecerem elevados, a média móvel de óbitos e de novos casos encontra-se em queda no país, de acordo com fontes oficiais.
Os dados fazem parte do último boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades de saúde do Brasil, um dos três países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, juntamente com os Estados Unidos e com a Índia.
A taxa de incidência da covid-19 em solo brasileiro é hoje de 253 mortes e 9.051 casos por 100 mil habitantes e a taxa de letalidade está fixada em 2,8%.
O Brasil contabilizou 57.737 casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, tendo ultrapassado a barreira de 19 milhões de infeções (19.020.499), informou hoje o Ministério da Saúde brasileiro.
Face ao número de mortes, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes, registou 1.509 vítimas mortais, totalizando 531.688 óbitos desde o início da pandemia, registada oficialmente no Brasil no final de fevereiro de 2020.
Apesar de os dados permanecerem elevados, a média móvel de óbitos e de novos casos encontra-se em queda no país, de acordo com fontes oficiais.
Os dados fazem parte do último boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades de saúde do Brasil, um dos três países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, juntamente com os Estados Unidos e com a Índia.
A taxa de incidência da covid-19 em solo brasileiro é hoje de 253 mortes e 9.051 casos por 100 mil habitantes e a taxa de letalidade está fixada em 2,8%.
22h12 - Governo diz que decisão sobre regresso do público aos estádios ainda não está tomada
A decisão sobre o regresso dos espetadores aos estádios das competições profissionais de futebol, hoje anunciada pela Liga de clubes, ainda não está tomada, esclareceu fonte oficial do Governo.
A mesma fonte explicou à Lusa que têm decorrido reuniões entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), de preparação para a próxima época, mas a decisão ainda não está tomada.
Relativamente a este passo, qualquer decisão sobre o regresso do público aos recintos desportivos deverá ser tomada e anunciada após reunião de Conselho de Ministros.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou hoje que competições profissionais vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, depois de reuniões com o Governo e a Direção-geral da Saúde (DGS).
"No seguimento das reuniões levadas a cabo nas últimas semanas com o Governo e a DGS foi hoje definida a norma que será aplicada ao regresso do público aos estádios. Depois de uma luta da direção da Liga e das sociedades desportivas, é com enorme satisfação que vemos concretizada a reivindicação da Liga Portugal e das suas associadas de ter os adeptos de regresso aos estádios", refere o organismo, em comunicado.
A Liga de clubes, liderada por Pedro Proença, explica que, em breve, a DGS vai publicar "todas as regras e condições de acesso do público aos estádios", acordadas hoje com a Liga de clubes, que passam por um arranque das competições profissionais com "a possibilidade de 33% de lotação dos recintos".
A decisão sobre o regresso dos espetadores aos estádios das competições profissionais de futebol, hoje anunciada pela Liga de clubes, ainda não está tomada, esclareceu fonte oficial do Governo.
A mesma fonte explicou à Lusa que têm decorrido reuniões entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), de preparação para a próxima época, mas a decisão ainda não está tomada.
Relativamente a este passo, qualquer decisão sobre o regresso do público aos recintos desportivos deverá ser tomada e anunciada após reunião de Conselho de Ministros.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou hoje que competições profissionais vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, depois de reuniões com o Governo e a Direção-geral da Saúde (DGS).
"No seguimento das reuniões levadas a cabo nas últimas semanas com o Governo e a DGS foi hoje definida a norma que será aplicada ao regresso do público aos estádios. Depois de uma luta da direção da Liga e das sociedades desportivas, é com enorme satisfação que vemos concretizada a reivindicação da Liga Portugal e das suas associadas de ter os adeptos de regresso aos estádios", refere o organismo, em comunicado.
A Liga de clubes, liderada por Pedro Proença, explica que, em breve, a DGS vai publicar "todas as regras e condições de acesso do público aos estádios", acordadas hoje com a Liga de clubes, que passam por um arranque das competições profissionais com "a possibilidade de 33% de lotação dos recintos".
20h57 - Lisboa e Vale do Tejo atinge 99% das camas ocupadas em cuidados intensivos
Lisboa e Vale do Tejo, com 82 doentes internados, atingiu 99% do limite de 84 camas de cuidados intensivos destinadas à covid-19 nesta região, indica o relatório das "linhas vermelhas" da pandemia hoje divulgado.
"A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 82 doentes internados em UCI, representa 60% do total de casos em UCI (no país) e corresponde a 99% do limite regional de 84 camas em UCI definido no relatório "linhas vermelhas"", refere análise de risco da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA).
Segundo os dados das autoridades de saúde, a região do Algarve apresenta 15 doentes em UCI, o que corresponde a 150% do limite definido de dez camas destinadas à covid-19.
As "linhas vermelhas" de controlo da pandemia estabelecidas por diversos especialistas preveem 245 camas como o valor crítico no conjunto dos hospitais de Portugal continental, apontando para uma distribuição regional de 85 camas no Norte, de 56 no Centro, de 84 em Lisboa e Vale do Tejo, de 10 no Alentejo e de 10 no Algarve.
O documento que estabeleceu estas "linhas vermelhas" salienta, porém, que a gestão integrada da capacidade do Serviço Nacional de Saúde pressupõe uma resposta em rede, o que significa, em medicina intensiva, que as necessidades regionais podem ser supridas com a resposta de outras regiões com maior capacidade.
Segundo o relatório de hoje, o número diário de casos de covid-19 internados em UCI no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo já a 56% das 245 camas, quando na semana anterior estava nos 46%.
Nos cuidados intensivos dos hospitais nacionais estavam, na quarta-feira, 136 doentes, com o grupo etário com maior número de pessoas internadas nestas unidades a corresponder ao grupo etário entre os 40 e os 59 anos, indica o documento da DGS e do INSA.
"No último mês, o aumento da atividade epidémica tem condicionado um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos cuidados intensivos e nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve", refere a análise de risco da pandemia da última semana.
Lisboa e Vale do Tejo, com 82 doentes internados, atingiu 99% do limite de 84 camas de cuidados intensivos destinadas à covid-19 nesta região, indica o relatório das "linhas vermelhas" da pandemia hoje divulgado.
"A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 82 doentes internados em UCI, representa 60% do total de casos em UCI (no país) e corresponde a 99% do limite regional de 84 camas em UCI definido no relatório "linhas vermelhas"", refere análise de risco da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA).
Segundo os dados das autoridades de saúde, a região do Algarve apresenta 15 doentes em UCI, o que corresponde a 150% do limite definido de dez camas destinadas à covid-19.
As "linhas vermelhas" de controlo da pandemia estabelecidas por diversos especialistas preveem 245 camas como o valor crítico no conjunto dos hospitais de Portugal continental, apontando para uma distribuição regional de 85 camas no Norte, de 56 no Centro, de 84 em Lisboa e Vale do Tejo, de 10 no Alentejo e de 10 no Algarve.
O documento que estabeleceu estas "linhas vermelhas" salienta, porém, que a gestão integrada da capacidade do Serviço Nacional de Saúde pressupõe uma resposta em rede, o que significa, em medicina intensiva, que as necessidades regionais podem ser supridas com a resposta de outras regiões com maior capacidade.
Segundo o relatório de hoje, o número diário de casos de covid-19 internados em UCI no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo já a 56% das 245 camas, quando na semana anterior estava nos 46%.
Nos cuidados intensivos dos hospitais nacionais estavam, na quarta-feira, 136 doentes, com o grupo etário com maior número de pessoas internadas nestas unidades a corresponder ao grupo etário entre os 40 e os 59 anos, indica o documento da DGS e do INSA.
"No último mês, o aumento da atividade epidémica tem condicionado um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos cuidados intensivos e nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve", refere a análise de risco da pandemia da última semana.
20h48 - Exceções. Clientes podem entrar em restaurantes sem teste ou certificado para pagar ou usar sanitários
As pessoas em esplanadas que precisarem de entrar nos restaurantes para acesso aos serviços comuns, como instalações sanitárias, ou para efetuarem pagamento, estão dispensadas de apresentar um teste negativo à covid-19 ou o certificado digital.
Esta é uma das exceções às novas restrições decretadas pelo Governo que constam da Resolução do Conselho de Ministros publicada esta tarde em Diário da República e que preveem que os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado -- um total de 60 -- passam a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana para refeições no interior.
Segundo o diploma, esta exigência é dispensada "para a permanência dos cidadãos em esplanadas abertas, cujo funcionamento é permitido, nos horários previstos (...), independentemente da realização de teste, bem como para a mera entrada destes cidadãos no interior do estabelecimento para efeitos de acesso a serviços comuns, designadamente o acesso a instalações sanitárias e a sistemas de pagamento".
Ficam também dispensados do teste ou do certificado digital os "trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos", bem como "fornecedores ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, exceto, em ambos os casos, se a respetiva testagem for exigida ao abrigo de outras normas".
As pessoas em esplanadas que precisarem de entrar nos restaurantes para acesso aos serviços comuns, como instalações sanitárias, ou para efetuarem pagamento, estão dispensadas de apresentar um teste negativo à covid-19 ou o certificado digital.
Esta é uma das exceções às novas restrições decretadas pelo Governo que constam da Resolução do Conselho de Ministros publicada esta tarde em Diário da República e que preveem que os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado -- um total de 60 -- passam a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana para refeições no interior.
Segundo o diploma, esta exigência é dispensada "para a permanência dos cidadãos em esplanadas abertas, cujo funcionamento é permitido, nos horários previstos (...), independentemente da realização de teste, bem como para a mera entrada destes cidadãos no interior do estabelecimento para efeitos de acesso a serviços comuns, designadamente o acesso a instalações sanitárias e a sistemas de pagamento".
Ficam também dispensados do teste ou do certificado digital os "trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos", bem como "fornecedores ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, exceto, em ambos os casos, se a respetiva testagem for exigida ao abrigo de outras normas".
20h47 - Relatório do INSA revela tendência crescente de casos covid a nível nacional
Principais conclusões do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge neste relatório de “Monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19”:
“O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 287 casos, com tendência crescente a nível nacional”.
“O valor do Rt apresenta valores superiores a 1 ao nível nacional (1,18) e em todas as regiões de saúde, indicando uma tendência crescente. Esta tendência crescente é mais acentuada nas regiões Norte e Alentejo, que apresentam um Rt de 1,34 e 1,26 respetivamente”.
“O limiar de 240 casos/100 000 habitantes na taxa de incidência acumulada a 14 dias já foi ultrapassado a nível nacional e nas regiões de LVT e Algarve. A manter-se a taxa de crescimento atual, estima-se que o tempo até que as restantes regiões atinjam este limiar seja inferior a 15 dias”.
“O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo a 56 % (semana passada 46 %) do valor crítico definido de 245 camas ocupadas. Nas regiões LVT e Algarve, a atual ocupação de camas em UCI, está muito próxima ou acima dos limiares de ocupação em UCI definidos no relatório ‘linhas vermelhas’”.
“Ao nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 4,5 % (semana passada 3,2 %), valor que ultrapassou o limiar definido de 4 %. Observou-se um aumento do número de testes para detecção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias”.
“A variante Delta (B.1.617.2) ou associada à Índia é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 89,1% % dos casos, na semana 25 (21 a 27 de junho) em Portugal”.
“A análise dos diferentes indicadores mostra uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país - atualmente com maior impacto nas regiões de LVT e Algarve. No último mês, o aumento da atividade epidémica tem condicionado, um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos Cuidados Intensivos e nas regiões LVT e Algarve”.
20h38 - Hotelaria prepara espaços para realização de auto-testes
20h37 - A Guiné-Bissau registou 13 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo dados hoje divulgados pelo Alto Comissariado para a Covid-19.
20h36 - Angola registou 198 novas infeções, três óbitos e 84 recuperações da covid-19, nas últimas 24 horas, tendo, pela primeira vez, Luanda sido ultrapassada pela província do Cunene no número de casos positivos.
20h35 - São Tomé e Príncipe registou mais quatro infeções pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas, elevando para 2.387 o total de pessoas com a doença no país.
20h29 - Teste negativo nos restaurantes. Regra não se aplica em esplanadas nem no interior de cafés
20h24 - Covid-19. Marcelo classifica de "muito equilibradas" as novas medidas do Governo
20h18 - Já é pública a resolução do Conselho de Ministros que altera as medidas aplicáveis a determinados municípios no âmbito da situação de calamidade.
20h08 - Especialista em morcegos contesta hipótese de terem sido origem do SARS-CoV-2
O biólogo mexicano especializado em morcegos Rodrigo Medellin contesta a hipótese de terem sido estes mamíferos a passar aos seres humanos o coronavírus SARS-CoV-2, argumentando que, apesar de disseminada, não existem provas que a sustentem.
Em entrevista à agência Lusa à margem da Cimeira Global da Exploração, em Ponta Delgada, o ecologista da Universidade Autónoma do México afirmou que apontar os morcegos como origem do vírus carece de fundamentação para além de o SARS-CoV-2 ter semelhanças genéticas com um outro coronavírus encontrado nestes animais na China.
"Mesmo que o coronavírus encontrado num morcego na China partilhe 96% do seu genoma com o SARS-CoV-2, isso não o prova. É como dizer que, como os humanos partilham 99% do seu genoma com os chimpanzés, somos descendentes uns dos outros. Não é verdade", argumentou.
O que é factual, referiu, é que "humanos e chimpanzés partilham antepassados comuns, tal como muitas outras espécies e é exatamente o mesmo processo dos coronavírus".
Além disso, "mesmo que um 'cientista louco' quisesse pegar no coronavírus descoberto nos morcegos e colocá-lo num ser humano, a proteína (que rodeia o vírus) que usa para se ligar às células não é compatível com a membrana das células humanas", acrescentou.
Salientou que "os coronavírus estão presentes em morcegos, pássaros, primatas e muitos outros animais".
"De cerca de 300 coronavírus conhecidos, só sete afetam os seres humanos. Desses sete, quatro provocam as constipações comuns e três deles podem afetar gravemente o corpo": além do que provoca a covid-19, o que causa a síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS).
"E SARS e MERS não têm nenhuma ligação com os morcegos", frisou Rodrigo Medellin, que colidera o grupo dedicado aos morcegos na União Internacional para a Conservação da Natureza.
O biólogo mexicano especializado em morcegos Rodrigo Medellin contesta a hipótese de terem sido estes mamíferos a passar aos seres humanos o coronavírus SARS-CoV-2, argumentando que, apesar de disseminada, não existem provas que a sustentem.
Em entrevista à agência Lusa à margem da Cimeira Global da Exploração, em Ponta Delgada, o ecologista da Universidade Autónoma do México afirmou que apontar os morcegos como origem do vírus carece de fundamentação para além de o SARS-CoV-2 ter semelhanças genéticas com um outro coronavírus encontrado nestes animais na China.
"Mesmo que o coronavírus encontrado num morcego na China partilhe 96% do seu genoma com o SARS-CoV-2, isso não o prova. É como dizer que, como os humanos partilham 99% do seu genoma com os chimpanzés, somos descendentes uns dos outros. Não é verdade", argumentou.
O que é factual, referiu, é que "humanos e chimpanzés partilham antepassados comuns, tal como muitas outras espécies e é exatamente o mesmo processo dos coronavírus".
Além disso, "mesmo que um 'cientista louco' quisesse pegar no coronavírus descoberto nos morcegos e colocá-lo num ser humano, a proteína (que rodeia o vírus) que usa para se ligar às células não é compatível com a membrana das células humanas", acrescentou.
Salientou que "os coronavírus estão presentes em morcegos, pássaros, primatas e muitos outros animais".
"De cerca de 300 coronavírus conhecidos, só sete afetam os seres humanos. Desses sete, quatro provocam as constipações comuns e três deles podem afetar gravemente o corpo": além do que provoca a covid-19, o que causa a síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS).
"E SARS e MERS não têm nenhuma ligação com os morcegos", frisou Rodrigo Medellin, que colidera o grupo dedicado aos morcegos na União Internacional para a Conservação da Natureza.
20h05 - Cabo Verde registou 45 novos infetados pelo novo coronavírus e mais 77 pessoas tiveram alta, aumentando para 32.085 os casos considerados recuperados da doença desde o início da pandemia, anunciaram hoje as autoridades.
19h20 - O Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho só permitirá, a partir de sábado, visitas a doentes a quem for portador de um certificado digital covid-19, disse hoje à Lusa fonte daquela unidade de saúde.
A medida, que vai juntar-se às já tomadas assim que se instalou a pandemia em Portugal, entra em vigor no sábado e abrange os agendamentos já efetuados para visitas, acrescenta a fonte.
O hospital justifica o reforço das medidas de segurança "uma vez que os números têm vindo a aumentar, registando neste momento o hospital 20 doentes covid internados em enfermaria normal e cinco em cuidados intensivos", contra os "seis doentes internados, um em cuidados intensivos, verificados na semana passada".
O hospital aceita um dos três modelos de certificado digital, seja de confirmação de vacinação completa, de testagem ou de recuperação da doença, confirmou a fonte.
A medida, que vai juntar-se às já tomadas assim que se instalou a pandemia em Portugal, entra em vigor no sábado e abrange os agendamentos já efetuados para visitas, acrescenta a fonte.
O hospital justifica o reforço das medidas de segurança "uma vez que os números têm vindo a aumentar, registando neste momento o hospital 20 doentes covid internados em enfermaria normal e cinco em cuidados intensivos", contra os "seis doentes internados, um em cuidados intensivos, verificados na semana passada".
O hospital aceita um dos três modelos de certificado digital, seja de confirmação de vacinação completa, de testagem ou de recuperação da doença, confirmou a fonte.
18h57 - O deputado socialista Vilson Gomes apresentou hoje uma proposta para um plano de saúde mental aos alunos do sistema educativo regional na sequência dos "sucessivos isolamentos" provocados pela pandemia da covid-19.
O parlamentar disse, na sequência de um encontro de deputados socialistas com o conselho executivo da Escola Secundaria da Lagoa, na ilha de São Miguel, que o plano regional de apoio à promoção da saúde mental assenta "numa estratégia de resposta às necessidades" dos alunos neste capítulo.
O plano regional de apoio à promoção da saúde mental, a ser proposto ao Governo dos Açores (PSD, CDS-PP e PPM), através de uma recomendação que vai dar entrada na Assembleia Legislativa Regional, é "diferenciado para cada freguesia e/ou concelho da região, alargado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário".
O deputado referiu que as crianças e jovens estiveram sujeitos a "sucessivos períodos de isolamento" impostos pela pandemia da covid-19 e que se viram "obrigadas a adaptar as suas necessidades educativas ao um sistema diferente", durante dois anos letivos.
"Este público jovem precisa, mais do que nunca, de uma resposta também a este nível. Não podemos pensar nem desligar a recuperação das aprendizagens dos nossos alunos sem uma resposta também ao nível da saúde mental. Daqui em diante, a recuperação das aprendizagens vai ampliar a pressão de aprendizagem dos alunos", afirmou Vilson Gomes.
Pretende-se "garantir uma ampla rede integrada de ação e intervenção junto das crianças e jovens, com vista a assegurar respostas públicas face impacto negativo e expectável do atual contexto pandémico e das suas consequências", explicou.
O parlamentar disse, na sequência de um encontro de deputados socialistas com o conselho executivo da Escola Secundaria da Lagoa, na ilha de São Miguel, que o plano regional de apoio à promoção da saúde mental assenta "numa estratégia de resposta às necessidades" dos alunos neste capítulo.
O plano regional de apoio à promoção da saúde mental, a ser proposto ao Governo dos Açores (PSD, CDS-PP e PPM), através de uma recomendação que vai dar entrada na Assembleia Legislativa Regional, é "diferenciado para cada freguesia e/ou concelho da região, alargado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário".
O deputado referiu que as crianças e jovens estiveram sujeitos a "sucessivos períodos de isolamento" impostos pela pandemia da covid-19 e que se viram "obrigadas a adaptar as suas necessidades educativas ao um sistema diferente", durante dois anos letivos.
"Este público jovem precisa, mais do que nunca, de uma resposta também a este nível. Não podemos pensar nem desligar a recuperação das aprendizagens dos nossos alunos sem uma resposta também ao nível da saúde mental. Daqui em diante, a recuperação das aprendizagens vai ampliar a pressão de aprendizagem dos alunos", afirmou Vilson Gomes.
Pretende-se "garantir uma ampla rede integrada de ação e intervenção junto das crianças e jovens, com vista a assegurar respostas públicas face impacto negativo e expectável do atual contexto pandémico e das suas consequências", explicou.
18h55 - As autoridades madeirenses registaram 12 novos casos de covid-19 e mais nove doentes recuperados nas últimas 24 horas, reportando 103 situações ativas na região, informou hoje a Direção Regional da Saúde (DRS).
18h54 - A incidência acumulada (contágios) de covid-19 continua a aumentar em Espanha e desde que o crescimento começou há duas semanas, triplicaram para 316 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias, embora a pressão hospitalar continue baixa.
18h33 - Regresso ao estado de emergência? Marcelo mantém a porta fechada
Em declarações aos jornalistas em Vila Flor, Bragança, o Presidente da República indicou esta sexta-feira que está prevista para o próximo dia 27 de julho uma "sessão epidemiológica" destinada a avaliar a evolução da pandemia e "olhar para agosto". Quanto a um eventual retorno do país ao estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que "já disse o que pensava".
"Olhamos para os números. Os números hoje mostraram que, naquilo que é muito importante para a vida dos portugueses, há uma relativa estabilidade no número de mortos e há uma dimensão também até agora estável nos internados e nos cuidados intensivos", enfatizou o Chefe de Estado.
O Chefe de Estado foi também questionado sobre o cenário de uma remodelação governamental, escusando-se a tomar uma posição.
Em declarações aos jornalistas em Vila Flor, Bragança, o Presidente da República indicou esta sexta-feira que está prevista para o próximo dia 27 de julho uma "sessão epidemiológica" destinada a avaliar a evolução da pandemia e "olhar para agosto". Quanto a um eventual retorno do país ao estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que "já disse o que pensava".
"Olhamos para os números. Os números hoje mostraram que, naquilo que é muito importante para a vida dos portugueses, há uma relativa estabilidade no número de mortos e há uma dimensão também até agora estável nos internados e nos cuidados intensivos", enfatizou o Chefe de Estado.
O Chefe de Estado foi também questionado sobre o cenário de uma remodelação governamental, escusando-se a tomar uma posição.
18h28 - Regulador francês da Saúde recomenda vacina obrigatória em casos específicos
Os trabalhadores que potencialmente entram em contacto com pessoas vulneráveis estão obrigados em França a vacinar-se contra a covid-19, se a recomendação do organismo for seguida pelo governo francês.
Os trabalhadores que potencialmente entram em contacto com pessoas vulneráveis estão obrigados em França a vacinar-se contra a covid-19, se a recomendação do organismo for seguida pelo governo francês.
18h25 - Os Países Baixos fizeram regressar restrições ao país face ao ressurgimento das infeções
Clubes noturnos, restaurantes e festivais de música voltam a estar condicionados por medidas mais restritivas, apenas algumas semanas depois de terem sido levantadas. Em causa está um aumento súbito de infeções, em particular nas faixas mais jovens.
Clubes noturnos, restaurantes e festivais de música voltam a estar condicionados por medidas mais restritivas, apenas algumas semanas depois de terem sido levantadas. Em causa está um aumento súbito de infeções, em particular nas faixas mais jovens.
18h23 - Região Norte com Rt 1,34, o mais elevado do país
O Norte é a região de Portugal que apresenta um índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 mais elevado, com 1,34, mas todas as outras estão acima do limite de 1 neste indicador da pandemia de covid-19.
Segundo o relatório sobre a curva epidémica do Instituto de Saúde Pública Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado, todas as regiões de Portugal continental apresentam um índice de transmissibilidade (Rt) - que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada - superior a 1,20, com exceção de Lisboa e Vale do Tejo, que regista 1,12.
O Centro está com um Rt de 1,23, o Alentejo de 1,26, o Algarve de 1,21, os Açores de 1,15 e a Madeira de 1,29.
Relativamente aos novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias, o Algarve apresenta a maior taxa, com 613,7, enquanto Lisboa e Vale do Tejo regista 421,8, o Norte 172,4, o Centro 136,4, o Alentejo 161,3, os Açores 143,3 e a Madeira apenas 67,3.
"A região do Algarve apresenta uma taxa de incidência acumulada superior a 480 casos por 100 mil habitantes, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve superior a 240 casos por 100 mil habitantes e as regiões Norte, Centro, Alentejo e Autónoma dos Açores superior a 120 casos por 100 mil habitantes", adianta o relatório do INSA.
Face a esta taxa de incidência de novos casos, o instituto refere que, no contexto europeu, "na mesma situação que Portugal está o Reino Unido".
Segundo o INSA, Portugal apresenta a taxa acumulada de 14 dias entre 240 e 479,9 por 100 mil habitantes e um Rt superior 1, ou seja, uma "taxa de notificação elevada e com tendência crescente".
O Norte é a região de Portugal que apresenta um índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 mais elevado, com 1,34, mas todas as outras estão acima do limite de 1 neste indicador da pandemia de covid-19.
Segundo o relatório sobre a curva epidémica do Instituto de Saúde Pública Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado, todas as regiões de Portugal continental apresentam um índice de transmissibilidade (Rt) - que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada - superior a 1,20, com exceção de Lisboa e Vale do Tejo, que regista 1,12.
O Centro está com um Rt de 1,23, o Alentejo de 1,26, o Algarve de 1,21, os Açores de 1,15 e a Madeira de 1,29.
Relativamente aos novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias, o Algarve apresenta a maior taxa, com 613,7, enquanto Lisboa e Vale do Tejo regista 421,8, o Norte 172,4, o Centro 136,4, o Alentejo 161,3, os Açores 143,3 e a Madeira apenas 67,3.
"A região do Algarve apresenta uma taxa de incidência acumulada superior a 480 casos por 100 mil habitantes, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve superior a 240 casos por 100 mil habitantes e as regiões Norte, Centro, Alentejo e Autónoma dos Açores superior a 120 casos por 100 mil habitantes", adianta o relatório do INSA.
Face a esta taxa de incidência de novos casos, o instituto refere que, no contexto europeu, "na mesma situação que Portugal está o Reino Unido".
Segundo o INSA, Portugal apresenta a taxa acumulada de 14 dias entre 240 e 479,9 por 100 mil habitantes e um Rt superior 1, ou seja, uma "taxa de notificação elevada e com tendência crescente".
18h19 - ONU insta G20 a "ser solidário" com países em desenvolvimento
O secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou hoje os membros do G20, reunidos em Veneza, Itália, a "serem solidários" com os países em desenvolvimento, que enfrentam a crise económica causada pela pandemia do coronavírus SARS-CoV-2.
Numa mensagem endereçada aos representantes do G20, Guterres declarou-se "encorajado pela ação rápida do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seus membros para permitir um novo levantamento de 650 mil milhões de dólares de direitos de saque especiais".
"A solidariedade exige que os países ricos encaminhem a sua parte não-utilizada desses fundos para os países em desenvolvimento, incluindo os países com rendimento médio vulneráveis e as pequenas ilhas em desenvolvimento", especificou.
"Muitos países desenvolvidos parecem estar a sair da pandemia, mas os países em desenvolvimento lutam por sobreviver e mais ainda em sair dela. Enquanto 70% da população está vacinada em alguns países desenvolvidos, o número é de menos de 1% nos países com baixo rendimento", assinalou.
Segundo o responsável máximo da ONU, "nas economias desenvolvidas, os pacotes tributários atingiram quase 28% do PIB (Produto Interno Bruto); nos países com rendimentos médios, esse número cai para 6,5%, e nos países menos desenvolvidos, para 1,8%".
"Espero que o G20 estenda a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida e o quadro comum para o tratamento da dívida aos países com rendimentos médios e às pequenas ilhas-Estado em desenvolvimento, como base para uma arquitetura da dívida internacional reformulada e mais equitativa", sustentou.
"Os países desenvolvidos devem dar provas de uma solidariedade que vá além das meras palavras, através de ações concretas", defendeu, acrescentando que "os próximos seis meses serão fundamentais".
"Exorto-vos a trabalhar em conjunto para construir um forte relançamento pós-pandemia, reforçar a economia global e impedir a mudança catastrófica do clima", concluiu António Guterres.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou hoje os membros do G20, reunidos em Veneza, Itália, a "serem solidários" com os países em desenvolvimento, que enfrentam a crise económica causada pela pandemia do coronavírus SARS-CoV-2.
Numa mensagem endereçada aos representantes do G20, Guterres declarou-se "encorajado pela ação rápida do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seus membros para permitir um novo levantamento de 650 mil milhões de dólares de direitos de saque especiais".
"A solidariedade exige que os países ricos encaminhem a sua parte não-utilizada desses fundos para os países em desenvolvimento, incluindo os países com rendimento médio vulneráveis e as pequenas ilhas em desenvolvimento", especificou.
"Muitos países desenvolvidos parecem estar a sair da pandemia, mas os países em desenvolvimento lutam por sobreviver e mais ainda em sair dela. Enquanto 70% da população está vacinada em alguns países desenvolvidos, o número é de menos de 1% nos países com baixo rendimento", assinalou.
Segundo o responsável máximo da ONU, "nas economias desenvolvidas, os pacotes tributários atingiram quase 28% do PIB (Produto Interno Bruto); nos países com rendimentos médios, esse número cai para 6,5%, e nos países menos desenvolvidos, para 1,8%".
"Espero que o G20 estenda a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida e o quadro comum para o tratamento da dívida aos países com rendimentos médios e às pequenas ilhas-Estado em desenvolvimento, como base para uma arquitetura da dívida internacional reformulada e mais equitativa", sustentou.
"Os países desenvolvidos devem dar provas de uma solidariedade que vá além das meras palavras, através de ações concretas", defendeu, acrescentando que "os próximos seis meses serão fundamentais".
"Exorto-vos a trabalhar em conjunto para construir um forte relançamento pós-pandemia, reforçar a economia global e impedir a mudança catastrófica do clima", concluiu António Guterres.
17h53 - Já foram emitidos mais de 2 milhões de Certificados Digitais Covid em Portugal, de acordo com o Ministério da Saúde.
17h35 - Moçambique registou mais oito óbitos associados à covid-19 e 1.327 casos de infeção pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde.
17h31 - PRO.VAR pede suspensão de medidas restritivas nos restaurantes
Numa reação à obrigatoriedade de testes negativos ou certificados digitais para acesso aos estabelecimentos, “a PRO.VAR pede que a medida seja suspensa de imediato e que possa ser implementada logo que as condições estejam garantidas”.
“A PRO.VAR pede que esta medida seja de imediato suspensa pois subsistem muitas dúvidas, tanto do lado dos portugueses, que perante a dúvida, a opção será desistir do restaurante e do lado dos estabelecimentos de restauração, não sabendo como atuar, ficam em risco de incumprimento involuntário”, escreve em comunicado a associação que representa os restaurantes.
A associação de defesa dos restaurantes portugueses diz que, “logo que foram conhecidas estas medidas, os empresários passaram a ver a maioria das suas reservas canceladas, prevendo-se que nos próximos dias se verifique uma grande quebra na faturação dos restaurantes”.
Numa reação à obrigatoriedade de testes negativos ou certificados digitais para acesso aos estabelecimentos, “a PRO.VAR pede que a medida seja suspensa de imediato e que possa ser implementada logo que as condições estejam garantidas”.
“A PRO.VAR pede que esta medida seja de imediato suspensa pois subsistem muitas dúvidas, tanto do lado dos portugueses, que perante a dúvida, a opção será desistir do restaurante e do lado dos estabelecimentos de restauração, não sabendo como atuar, ficam em risco de incumprimento involuntário”, escreve em comunicado a associação que representa os restaurantes.
A associação de defesa dos restaurantes portugueses diz que, “logo que foram conhecidas estas medidas, os empresários passaram a ver a maioria das suas reservas canceladas, prevendo-se que nos próximos dias se verifique uma grande quebra na faturação dos restaurantes”.
16h55 - O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros anunciou hoje que Portugal vai enviar 12 mil vacinas para Timor-Leste no dia 19 deste mês, no âmbito da doação já prevista aos países de língua portuguesa.
"Dia 19 de julho seguirá um voo para Timor-Leste, com o primeiro lote de 12 mil vacinas no quadro da doação de vacinas adquiridas pelo Estado português para os países de língua oficial portuguesa em África e na Ásia, sendo apenas o primeiro lote dessa operação que continuará ao longo deste semestre", disse Augusto Santos Silva.
O chefe da diplomacia portuguesa falava no final de uma reunião com a sua homóloga de Timor-Leste, hoje em Lisboa.
"Abordámos os programas de cooperação em curso, em particular no que diz respeito à pandemia, e agradeci à ministra a forma inexcedível como nos apoiaram em 2020 quanto tivemos de realizar operações aéreas de repatriamento de portugueses que se encontravam em Timor-Leste, e depois nas operações aéreas que facilitassem o regresso desses portugueses a Timor-Leste", acrescentou o governante, dando conta dos principais assuntos debatidos no encontro bilateral.
"Dia 19 de julho seguirá um voo para Timor-Leste, com o primeiro lote de 12 mil vacinas no quadro da doação de vacinas adquiridas pelo Estado português para os países de língua oficial portuguesa em África e na Ásia, sendo apenas o primeiro lote dessa operação que continuará ao longo deste semestre", disse Augusto Santos Silva.
O chefe da diplomacia portuguesa falava no final de uma reunião com a sua homóloga de Timor-Leste, hoje em Lisboa.
"Abordámos os programas de cooperação em curso, em particular no que diz respeito à pandemia, e agradeci à ministra a forma inexcedível como nos apoiaram em 2020 quanto tivemos de realizar operações aéreas de repatriamento de portugueses que se encontravam em Timor-Leste, e depois nas operações aéreas que facilitassem o regresso desses portugueses a Timor-Leste", acrescentou o governante, dando conta dos principais assuntos debatidos no encontro bilateral.
16h48 - Futebol profissional com 33% da lotação dos estádios no arranque da época
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou hoje que competições profissionais vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, depois de reuniões com o Governo e a Direção-geral da Saúde (DGS).
"No seguimento das reuniões levadas a cabo nas últimas semanas com o Governo e a DGS foi hoje definida a norma que será aplicada ao regresso do público aos estádios. Depois de uma luta da direção da Liga e das sociedades desportivas, é com enorme satisfação que vemos concretizada a reivindicação da Liga Portugal e das suas associadas de ter os adeptos de regresso aos estádios", refere o organismo, em comunicado.
A Liga de clubes, liderada por Pedro Proença, explica que, em breve, a DGS vai publicar "todas as regras e condições de acesso do público aos estádios", acordadas hoje com a Liga de clubes, que passam por um arranque das competições profissionais com "a possibilidade de 33% de lotação dos recintos".
"Os titulares de ingresso devem apresentar certificado digital covid-19, que comprove vacinação completa, teste negativo nas 48 horas anteriores ou verificação de cura até 180. Todas as infraestruturas desportivas deverão cumprir o plano de contingência já definido para a época 2020-21 para cada um dos estádios das competições profissionais", salienta.
A LPFP refere ainda que limites de lotação e condições de acesso "serão reavaliados ao longo da época, em função da evolução epidemiológica do país e da progressão do processo de vacinação e consequente alcance da imunidade de grupo".
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou hoje que competições profissionais vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, depois de reuniões com o Governo e a Direção-geral da Saúde (DGS).
"No seguimento das reuniões levadas a cabo nas últimas semanas com o Governo e a DGS foi hoje definida a norma que será aplicada ao regresso do público aos estádios. Depois de uma luta da direção da Liga e das sociedades desportivas, é com enorme satisfação que vemos concretizada a reivindicação da Liga Portugal e das suas associadas de ter os adeptos de regresso aos estádios", refere o organismo, em comunicado.
A Liga de clubes, liderada por Pedro Proença, explica que, em breve, a DGS vai publicar "todas as regras e condições de acesso do público aos estádios", acordadas hoje com a Liga de clubes, que passam por um arranque das competições profissionais com "a possibilidade de 33% de lotação dos recintos".
"Os titulares de ingresso devem apresentar certificado digital covid-19, que comprove vacinação completa, teste negativo nas 48 horas anteriores ou verificação de cura até 180. Todas as infraestruturas desportivas deverão cumprir o plano de contingência já definido para a época 2020-21 para cada um dos estádios das competições profissionais", salienta.
A LPFP refere ainda que limites de lotação e condições de acesso "serão reavaliados ao longo da época, em função da evolução epidemiológica do país e da progressão do processo de vacinação e consequente alcance da imunidade de grupo".
16h35 - Malta fecha as fronteiras a viajantes não vacinados.
16h27 - Abrem candidaturas à linha de apoio às federações desportivas
As candidaturas à linha de apoio à economia covid-19 para as federações desportivas, com uma dotação de 30 milhões de euros (ME) e que tem por objetivo apoiar tesouraria e o processo de retoma da atividade desportiva abriram hoje.
A abertura da linha, que se enquadra no programa Federações+Desportivas, dinamizado pelo governo e com um valor global de 65 ME, foi anunciada pelo Banco Português de Fomento.
A linha tem uma dotação de 30 milhões de euros e um prazo máximo de operação de até 10 anos, incluindo 18 meses de carência de capital, refere o banco.
Na segunda-feira, o ministério da Educação, que tutela o desporto, anunciou a publicação do despacho da linha de crédito do programa Federações+Desportivas, medidas com valor global de 65 milhões de euros (ME).
As candidaturas à linha de apoio à economia covid-19 para as federações desportivas, com uma dotação de 30 milhões de euros (ME) e que tem por objetivo apoiar tesouraria e o processo de retoma da atividade desportiva abriram hoje.
A abertura da linha, que se enquadra no programa Federações+Desportivas, dinamizado pelo governo e com um valor global de 65 ME, foi anunciada pelo Banco Português de Fomento.
A linha tem uma dotação de 30 milhões de euros e um prazo máximo de operação de até 10 anos, incluindo 18 meses de carência de capital, refere o banco.
Na segunda-feira, o ministério da Educação, que tutela o desporto, anunciou a publicação do despacho da linha de crédito do programa Federações+Desportivas, medidas com valor global de 65 milhões de euros (ME).
16h05 - Saldo sem medidas covid-19 melhorou 423 milhões
O saldo orçamental excluindo as medidas para fazer face à pandemia de covid-19 melhorou 423 milhões de euros até maio deste ano face ao mesmo período do ano passado, segundo cálculos da UTAO.
De acordo com a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), referindo-se ao valor sem o impacto direto das medidas covid-19 sobre as Administrações Públicas (AP), "em maio de 2020 o valor das medidas com efeitos sobre este agregado (869 ME) era superior ao do ano em curso (446 ME)".
"Isto significa uma recuperação em 2021 das receitas sem relação direta com as medidas covid", salienta a unidade coordenada por Rui Nuno Baleiras no texto a que a Lusa teve hoje acesso, e que analisa a execução orçamental até maio.
Sem o efeito das medidas covid-19, a receita "apresentou um recuo de 0,2%", ou seja, menos 60 milhões de euros, e a despesa "registou uma ligeira redução de 0,1%", correspondente a 40 milhões de euros.
Assim, "sem o efeito direto das medidas de política covid-19, o saldo evidenciou uma deterioração homóloga de 20 ME", releva a UTAO.
No entanto, os técnicos do parlamento ressalvam que o saldo sem as medidas afetas à pandemia é afetado por ela através de "três canais de transmissão", que são o "efeito da pandemia na economia e sua repercussão nas contas públicas", a "ação dos estabilizadores automáticos" e ainda o "efeito induzido pelas medidas de política covid-19".
Segundo a UTAO, o impacto das medidas de política discricionária covid-19 "ascendeu a 2.716 ME no final do mês de maio", repartido entre a perda de receita de 446 milhões de euros e o aumento da despesa de 2.269 milhões de euros".
De acordo com a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), referindo-se ao valor sem o impacto direto das medidas covid-19 sobre as Administrações Públicas (AP), "em maio de 2020 o valor das medidas com efeitos sobre este agregado (869 ME) era superior ao do ano em curso (446 ME)".
"Isto significa uma recuperação em 2021 das receitas sem relação direta com as medidas covid", salienta a unidade coordenada por Rui Nuno Baleiras no texto a que a Lusa teve hoje acesso, e que analisa a execução orçamental até maio.
Sem o efeito das medidas covid-19, a receita "apresentou um recuo de 0,2%", ou seja, menos 60 milhões de euros, e a despesa "registou uma ligeira redução de 0,1%", correspondente a 40 milhões de euros.
Assim, "sem o efeito direto das medidas de política covid-19, o saldo evidenciou uma deterioração homóloga de 20 ME", releva a UTAO.
No entanto, os técnicos do parlamento ressalvam que o saldo sem as medidas afetas à pandemia é afetado por ela através de "três canais de transmissão", que são o "efeito da pandemia na economia e sua repercussão nas contas públicas", a "ação dos estabilizadores automáticos" e ainda o "efeito induzido pelas medidas de política covid-19".
Segundo a UTAO, o impacto das medidas de política discricionária covid-19 "ascendeu a 2.716 ME no final do mês de maio", repartido entre a perda de receita de 446 milhões de euros e o aumento da despesa de 2.269 milhões de euros".
15h39 - ONG alerta para terceira vaga "devastadora" na África Austral
A África Austral enfrenta uma "devastadora" terceira vaga de covid-19, mas a vacinação na região continua "uma miragem", alertou hoje a Amnistia Internacional (AI), criticando a inação das organizações regionais e da comunidade internacional na resposta à pandemia.
Num novo relatório sobre o impacto da pandemia, a organização não-governamental (ONG) nota que na região sul do continente africano já morreram mais de 74.000 pessoas devido à covid-19, com a África do Sul, Zâmbia e Namíbia a registarem os maiores números de novas infeções. A par com a rápida propagação das infeções, está a escassez de vacinas em países com elevados níveis de pobreza e desigualdade, aponta a Amnistia Internacional.
A AI integra um grupo de 27 organizações não-governamentais que estão a apelar aos governos, líderes regionais e empresas, "para que intensifiquem os esforços no combate à pandemia e aumentem os recursos para vacinar, rapidamente, o maior número de pessoas possível".
“Várias zonas do mundo têm pouco ou nenhum acesso a vacinas e, por essa razão, uma pessoa continua a morrer de covid-19 a cada 11 segundos - a maioria em países com rendimentos mais baixos", disse a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard. "A igualdade no acesso às vacinas não deve basear-se no local onde se vive, é um direito humano básico", acrescentou, considerando que, na África Austral, devido à complexidade dos direitos de propriedade intelectual, da procura global e da oferta limitada, "o acesso à vacina mantém-se uma hipótese distante".
Agnès Callamard recordou que esta semana foram ultrapassados, globalmente, os quatro milhões de mortes por covid-19, considerando que se trata de um "marco devastador" que "deveria estimular governos e empresas mais ricos a uma ação imediata".
A África Austral enfrenta uma "devastadora" terceira vaga de covid-19, mas a vacinação na região continua "uma miragem", alertou hoje a Amnistia Internacional (AI), criticando a inação das organizações regionais e da comunidade internacional na resposta à pandemia.
Num novo relatório sobre o impacto da pandemia, a organização não-governamental (ONG) nota que na região sul do continente africano já morreram mais de 74.000 pessoas devido à covid-19, com a África do Sul, Zâmbia e Namíbia a registarem os maiores números de novas infeções. A par com a rápida propagação das infeções, está a escassez de vacinas em países com elevados níveis de pobreza e desigualdade, aponta a Amnistia Internacional.
A AI integra um grupo de 27 organizações não-governamentais que estão a apelar aos governos, líderes regionais e empresas, "para que intensifiquem os esforços no combate à pandemia e aumentem os recursos para vacinar, rapidamente, o maior número de pessoas possível".
“Várias zonas do mundo têm pouco ou nenhum acesso a vacinas e, por essa razão, uma pessoa continua a morrer de covid-19 a cada 11 segundos - a maioria em países com rendimentos mais baixos", disse a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard. "A igualdade no acesso às vacinas não deve basear-se no local onde se vive, é um direito humano básico", acrescentou, considerando que, na África Austral, devido à complexidade dos direitos de propriedade intelectual, da procura global e da oferta limitada, "o acesso à vacina mantém-se uma hipótese distante".
Agnès Callamard recordou que esta semana foram ultrapassados, globalmente, os quatro milhões de mortes por covid-19, considerando que se trata de um "marco devastador" que "deveria estimular governos e empresas mais ricos a uma ação imediata".
15h25 - Budapeste oferece teste gratuitos por receios com vacinas
A capital da Hungria está a oferecer testes de covid-19 gratuitos para os seus residentes idosos, pressionando o Governo a oferecer terceiras doses de vacinas cuja eficácia é questionada.
A oferta de 20.000 testes gratuitos, disponíveis para residentes de Budapeste com mais de 60 anos, aconteceu depois de muitas pessoas totalmente vacinadas terem relatado que os testes que tinham feito em laboratórios privados indicavam que não tinham desenvolvido anticorpos para se defender contra a covid-19.
A capital da Hungria está a oferecer testes de covid-19 gratuitos para os seus residentes idosos, pressionando o Governo a oferecer terceiras doses de vacinas cuja eficácia é questionada.
A oferta de 20.000 testes gratuitos, disponíveis para residentes de Budapeste com mais de 60 anos, aconteceu depois de muitas pessoas totalmente vacinadas terem relatado que os testes que tinham feito em laboratórios privados indicavam que não tinham desenvolvido anticorpos para se defender contra a covid-19.
15h17 - Alemanha estende a toda a Espanha classificação de zona de “risco”
O Governo alemão estendeu hoje a todo o território espanhol a denominação de zona de “risco” por covid-19, o mais baixo dos seus três níveis de alerta, devido ao aumento dos contágios detetado nos últimos dias. A inclusão na lista de regiões de “risco” - ao contrário das classificações de "risco por alta incidência" e "risco por variante perigosa" - não tem impacto direto nos turistas alemães que se encontram em Espanha ou que têm previsto viajar para este país nos próximos dias.
Um dos critérios básicos para a Alemanha considerar uma região em “risco” é que a incidência acumulada em sete dias exceda 50 casos por cada 100.000 habitantes.
As regiões espanholas da Andaluzia, Catalunha, Cantábria, Navarra, La Rioja, País Basco e Ceuta já eram consideradas áreas de “risco”. Mas as Ilhas Baleares e Canárias, os dois principais destinos dos turistas alemães em Espanha, não eram considerados zonas de “risco”, até agora.
Nesta atualização, o Bahrein e Trinidad e Tobago, assim como as regiões do Mid-West e Midland da Irlanda, foram incluídas na lista de zonas de “risco”. Fiji e Chipre foram também acrescentados à lista de “risco por alta incidência”.
Apenas os cidadãos alemães e pessoas com residência permanente na Alemanha podem viajar para a Alemanha a partir destes dois últimos países, e todos, incluindo os que estão totalmente imunizados, devem respeitar uma quarentena de 14 dias.
O Governo alemão estendeu hoje a todo o território espanhol a denominação de zona de “risco” por covid-19, o mais baixo dos seus três níveis de alerta, devido ao aumento dos contágios detetado nos últimos dias. A inclusão na lista de regiões de “risco” - ao contrário das classificações de "risco por alta incidência" e "risco por variante perigosa" - não tem impacto direto nos turistas alemães que se encontram em Espanha ou que têm previsto viajar para este país nos próximos dias.
Um dos critérios básicos para a Alemanha considerar uma região em “risco” é que a incidência acumulada em sete dias exceda 50 casos por cada 100.000 habitantes.
As regiões espanholas da Andaluzia, Catalunha, Cantábria, Navarra, La Rioja, País Basco e Ceuta já eram consideradas áreas de “risco”. Mas as Ilhas Baleares e Canárias, os dois principais destinos dos turistas alemães em Espanha, não eram considerados zonas de “risco”, até agora.
Nesta atualização, o Bahrein e Trinidad e Tobago, assim como as regiões do Mid-West e Midland da Irlanda, foram incluídas na lista de zonas de “risco”. Fiji e Chipre foram também acrescentados à lista de “risco por alta incidência”.
Apenas os cidadãos alemães e pessoas com residência permanente na Alemanha podem viajar para a Alemanha a partir destes dois últimos países, e todos, incluindo os que estão totalmente imunizados, devem respeitar uma quarentena de 14 dias.
14h54 - Mais 3.194 casos de covid-19 e sete mortos em Portugal
Portugal registou mais 3.195 infeções nas últimas 24 horas e sete novas vítimas mortais. Há mais 1.460 casos ativos do que ontem e 2.451 contactos em vigilância. Foram também registados 1.727 casos de recuperados.
Há mais 1.482 casos em Lisboa e Vale do Tejo, 891 no Norte, 323 no Algarve, 319 no Centro e 108 no Alentejo. Nos Açores há mais 48 infeções e na Madeira mais 23.
Os internamentos aumentaram nas últimas 24 horas: há mais 18 doentes em enfermaria e cinco nos cuidados intensivos.
A incidência nacional é atualmente de 272,0 casos por 100 mil habitantes. O R(t) está nos 1,18.
Já a incidência no continente está nos 280,5 casos por 100 mil habitantes e o R(t) é de 1,19.
14h51 - Restrições reforçadas na Tailândia, incluindo recolher obrigatório em Banguecoque
A Tailândia vai impor novas restrições face a um pico epidémico sem precedentes desde o aparecimento da covid-19, incluindo um recolher obrigatório noturno em Banguecoque, anunciaram hoje as autoridades. A partir de segunda-feira, Qas deslocações desnecessárias estão proibidas. As pessoas não poderão sair de casa entre as 21h00 e as 04h00, exceto em caso de necessidade", declarou Apisamai Srirangson, porta-voz adjunto do grupo de trabalho da covid-19.
Estas medidas dizem respeito aos 10 milhões de habitantes da capital tailandesa, mas também aos de nove outras províncias. A Tailândia registou um recorde de 72 mortes e 9.276 casos de infeção nas últimas 24 horas.
“Pedimos desculpa pelas dificuldades enfrentadas pelas pessoas que vivem em áreas com as maiores restrições, mas isso permitirá combater efetivamente a doença. A Tailândia sairá vitoriosa”, acrescentou o porta-voz.
A Tailândia vai impor novas restrições face a um pico epidémico sem precedentes desde o aparecimento da covid-19, incluindo um recolher obrigatório noturno em Banguecoque, anunciaram hoje as autoridades. A partir de segunda-feira, Qas deslocações desnecessárias estão proibidas. As pessoas não poderão sair de casa entre as 21h00 e as 04h00, exceto em caso de necessidade", declarou Apisamai Srirangson, porta-voz adjunto do grupo de trabalho da covid-19.
Estas medidas dizem respeito aos 10 milhões de habitantes da capital tailandesa, mas também aos de nove outras províncias. A Tailândia registou um recorde de 72 mortes e 9.276 casos de infeção nas últimas 24 horas.
“Pedimos desculpa pelas dificuldades enfrentadas pelas pessoas que vivem em áreas com as maiores restrições, mas isso permitirá combater efetivamente a doença. A Tailândia sairá vitoriosa”, acrescentou o porta-voz.
14h38 - Hotéis recebem alterações com muita surpresa
Os empresários ainda não sabem como vão assegurar a fiscalização dos testes que os clientes queiram fazer no local de alojamento. Mas apelam ao Governo para estender a medida a todas as atividades económicas.
Os empresários ainda não sabem como vão assegurar a fiscalização dos testes que os clientes queiram fazer no local de alojamento. Mas apelam ao Governo para estender a medida a todas as atividades económicas.
14h13 - Restrições nos restaurantes. O que muda?
A exigência de um certificado digital ou teste negativo aplica-se em 60 concelhos. E apenas nos jantares de sexta, nos feriados e durante todo o fim de semana. Nos hotéis terá de apresentar o certificado ou o teste.
A exigência de um certificado digital ou teste negativo aplica-se em 60 concelhos. E apenas nos jantares de sexta, nos feriados e durante todo o fim de semana. Nos hotéis terá de apresentar o certificado ou o teste.
13h44 - EMA considera ser cedo para saber se são necessárias mais de duas doses de vacina
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse esta sexta-feira que é muito cedo para determinar se mais do que as duas injeções atualmente necessárias para a maioria das vacinas contra a covid-19 serão necessárias.
A Pfizer e a parceira BioNTech divulgaram planos na quinta-feira para pedir aos reguladores dos EUA e da Europa que autorizem uma dose de reforço após seu regime de duas doses, com base na evidência de maior risco de infeção seis meses após a inoculação e a disseminação da variante Delta, altamente contagiosa.
A Pfizer e a parceira BioNTech divulgaram planos na quinta-feira para pedir aos reguladores dos EUA e da Europa que autorizem uma dose de reforço após seu regime de duas doses, com base na evidência de maior risco de infeção seis meses após a inoculação e a disseminação da variante Delta, altamente contagiosa.
13h30 - Pfizer quer aprovação de terceira dose da vacina
As empresas Pfizer e BioNTech, que desenvolveram uma das vacinas de mRNA contra a Covid-19, anunciaram esta quinta-feira que já estão a desenvolver uma possível terceira dose da vacina, com o objetivo de melhorar a eficácia contra a variante Delta. A hipótese de reforçar a vacinação 12 meses depois da segunda dose nunca foi completamente afastada pela farmacêutica e agora afirmam que o objetivo é manter “elevados níveis” de proteção contra as variantes do Sars-Cov2.
“Como visto nos estudos em mundo real divulgados pelo ministério da Saúde de Israel a eficácia da vacina diminuiu após seis meses da vacinação, ao mesmo tempo que a variante Delta começa a ser dominante no país”, afirmaram a Pfizer e a BioNTech em comunicado.
“É por isso que dissemos, e continuamos a fizer, que baseado na informação que temos até ao momento que uma terceira dose da vacina pode ser necessária 6 a 12 meses depois da vacinação completa”, fundamentam as empresas.
As farmacêuticas vão, por isso, solicitar ao regulador norte-americano, a FDA, uma aprovação de emergência desta terceira dose já em agosto. Além disso, estão em conversações com o regulador europeu e de outros países sobre a implementação da eventual terceira dose.
As empresas Pfizer e BioNTech, que desenvolveram uma das vacinas de mRNA contra a Covid-19, anunciaram esta quinta-feira que já estão a desenvolver uma possível terceira dose da vacina, com o objetivo de melhorar a eficácia contra a variante Delta. A hipótese de reforçar a vacinação 12 meses depois da segunda dose nunca foi completamente afastada pela farmacêutica e agora afirmam que o objetivo é manter “elevados níveis” de proteção contra as variantes do Sars-Cov2.
“Como visto nos estudos em mundo real divulgados pelo ministério da Saúde de Israel a eficácia da vacina diminuiu após seis meses da vacinação, ao mesmo tempo que a variante Delta começa a ser dominante no país”, afirmaram a Pfizer e a BioNTech em comunicado.
“É por isso que dissemos, e continuamos a fizer, que baseado na informação que temos até ao momento que uma terceira dose da vacina pode ser necessária 6 a 12 meses depois da vacinação completa”, fundamentam as empresas.
As farmacêuticas vão, por isso, solicitar ao regulador norte-americano, a FDA, uma aprovação de emergência desta terceira dose já em agosto. Além disso, estão em conversações com o regulador europeu e de outros países sobre a implementação da eventual terceira dose.
13h24 - Associação de Hotéis do Algarve diz que teste ou certificado é "exagero" e pede revogação
A principal associação hoteleira do Algarve considerou hoje “um exagero” a obrigação de apresentar certificado covid-19 ou teste para aceder à hotelaria e pediu ao Governo a “revogação imediata” da medida.
Em declarações â agência Lusa, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, foi muito crítico em relação à decisão anunciada na quinta-feira pelo Conselho de Ministros de introduzir a obrigação de teste ou certificado na hotelaria, em Portugal continental, e no interior da restauração nos concelhos de risco elevado e muito elevado, a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana e feriados, medida que afeta neste momento nove dos 16 concelhos do Algarve.
“Um exagero desnecessário, uma medida impraticável e de eficácia duvidosa. Ao contrário do que o Governo afirma, de que promove o desenvolvimento, vem restringir ainda mais a disponibilidade das pessoas para fazer férias e contribuir decisivamente para que muitos portugueses optem por passar férias no estrangeiro, em vez de optarem por fazê-lo no próprio país”, afirmou Elidérico Viegas.
A mesma fonte considerou que os “profissionais dos hotéis não são profissionais de saúde, nem forças de segurança, nem autoridades sanitárias” e “não estão habilitados nem têm condições para dar cumprimento à medida que foi anunciada pelo Governo”.
“E, portanto, apelamos veementemente ao Governo para que rápida e urgentemente reverta esta decisão, porque ela é atentatória do interesse público, não apenas regional, mas também nacional”, pediu o dirigente da associação empresarial algarvia.
A principal associação hoteleira do Algarve considerou hoje “um exagero” a obrigação de apresentar certificado covid-19 ou teste para aceder à hotelaria e pediu ao Governo a “revogação imediata” da medida.
Em declarações â agência Lusa, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, foi muito crítico em relação à decisão anunciada na quinta-feira pelo Conselho de Ministros de introduzir a obrigação de teste ou certificado na hotelaria, em Portugal continental, e no interior da restauração nos concelhos de risco elevado e muito elevado, a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana e feriados, medida que afeta neste momento nove dos 16 concelhos do Algarve.
“Um exagero desnecessário, uma medida impraticável e de eficácia duvidosa. Ao contrário do que o Governo afirma, de que promove o desenvolvimento, vem restringir ainda mais a disponibilidade das pessoas para fazer férias e contribuir decisivamente para que muitos portugueses optem por passar férias no estrangeiro, em vez de optarem por fazê-lo no próprio país”, afirmou Elidérico Viegas.
A mesma fonte considerou que os “profissionais dos hotéis não são profissionais de saúde, nem forças de segurança, nem autoridades sanitárias” e “não estão habilitados nem têm condições para dar cumprimento à medida que foi anunciada pelo Governo”.
“E, portanto, apelamos veementemente ao Governo para que rápida e urgentemente reverta esta decisão, porque ela é atentatória do interesse público, não apenas regional, mas também nacional”, pediu o dirigente da associação empresarial algarvia.
13h06 - AHRESP lamenta "falta de perspetivas" para animação noturna
A AHRESP lamentou hoje "incerteza e a falta de perspetivas" para a animação noturna retomar a sua atividade, apesar de existirem "mecanismos" que permitem manter as atividades económicas "com maior liberdade de funcionamento", referindo o certificado digital e os testes.
Em comunicado divulgado um dia depois do anúncio de novas medidas para a restauração e hotelaria, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) conclui que se mantém a incerteza quanto "à abertura da animação noturna".
"Apesar de existirem hoje mecanismos que permitem manter as atividades económicas com maior liberdade de funcionamento, sem com isso se comprometer o combate à pandemia, como é o caso da utilização do certificado digital de vacinação e dos testes à covid-19, a incerteza e a falta de perspetivas para retomar a sua atividade mantêm-se para os estabelecimentos de animação noturna, como bares e discotecas".
A AHRESP lamentou hoje "incerteza e a falta de perspetivas" para a animação noturna retomar a sua atividade, apesar de existirem "mecanismos" que permitem manter as atividades económicas "com maior liberdade de funcionamento", referindo o certificado digital e os testes.
Em comunicado divulgado um dia depois do anúncio de novas medidas para a restauração e hotelaria, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) conclui que se mantém a incerteza quanto "à abertura da animação noturna".
"Apesar de existirem hoje mecanismos que permitem manter as atividades económicas com maior liberdade de funcionamento, sem com isso se comprometer o combate à pandemia, como é o caso da utilização do certificado digital de vacinação e dos testes à covid-19, a incerteza e a falta de perspetivas para retomar a sua atividade mantêm-se para os estabelecimentos de animação noturna, como bares e discotecas".
12h47 - Nova reunião no Infarmed sobre evolução da situação epidemiológica no dia 27
As reuniões sobre a evolução da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, juntando políticos e especialistas, vão ser retomadas no Infarmed, em Lisboa, no próximo dia 27, disse hoje à agência Lusa fonte do executivo.
Esta nova reunião no Infarmed, que habitualmente conta com a participação do chefe do Estado, do presidente da Assembleia da República, do primeiro-ministro e de dirigentes de partidos com representação parlamentar, ocorre num momento em que em Portugal se regista um aumento da taxa de incidência e de transmissão (Rt) da covid-19.
As reuniões sobre a evolução da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, juntando políticos e especialistas, vão ser retomadas no Infarmed, em Lisboa, no próximo dia 27, disse hoje à agência Lusa fonte do executivo.
Esta nova reunião no Infarmed, que habitualmente conta com a participação do chefe do Estado, do presidente da Assembleia da República, do primeiro-ministro e de dirigentes de partidos com representação parlamentar, ocorre num momento em que em Portugal se regista um aumento da taxa de incidência e de transmissão (Rt) da covid-19.
12h20 - Bastonário dos Médicos defende substituição de autotestes por testes rápidos de antigénio
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou hoje que a utilização de autotestes "não é uma medida adequada” de prevenção e proteção contra a covid-19 e defendeu que os mesmos deveriam ser substituídos por testes de antigénio.
“Os autotestes não têm viabilidade e podem dar falsas sensações de segurança como tem acontecido em várias reuniões familiares e sociais porque os autotestes falham bastante. Não é uma medida adequada”, disse Miguel Guimarães a jornalistas à margem do XIII Congresso Nacional do Mutualismo.
O bastonário da Ordem dos Médicos afirmou que apesar de as medidas anunciadas na quinta-feira pelo governo serem “adequadas”, a utilização dos autotestes “não é ajustada” e defendeu a sua substituição por testes de rápidos de antigénio.
“O teste antigénio rápido já foi legislado pelo Governo, de que havia comparticipação a este teste. É este teste que as pessoas devem usar”, afirmou Miguel Guimarães.
A par do teste rápido de antigénio, o bastonário lembrou ainda que os testes PCR dão garantias de que “a pessoa não está infetada durante algum tempo, cerca de dois a três dias” e lembrou a importância do certificado digital covid-19.
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou hoje que a utilização de autotestes "não é uma medida adequada” de prevenção e proteção contra a covid-19 e defendeu que os mesmos deveriam ser substituídos por testes de antigénio.
“Os autotestes não têm viabilidade e podem dar falsas sensações de segurança como tem acontecido em várias reuniões familiares e sociais porque os autotestes falham bastante. Não é uma medida adequada”, disse Miguel Guimarães a jornalistas à margem do XIII Congresso Nacional do Mutualismo.
O bastonário da Ordem dos Médicos afirmou que apesar de as medidas anunciadas na quinta-feira pelo governo serem “adequadas”, a utilização dos autotestes “não é ajustada” e defendeu a sua substituição por testes de rápidos de antigénio.
“O teste antigénio rápido já foi legislado pelo Governo, de que havia comparticipação a este teste. É este teste que as pessoas devem usar”, afirmou Miguel Guimarães.
A par do teste rápido de antigénio, o bastonário lembrou ainda que os testes PCR dão garantias de que “a pessoa não está infetada durante algum tempo, cerca de dois a três dias” e lembrou a importância do certificado digital covid-19.
12h07 - Aumento das infeções prejudica análise do 'rating' em África
A agência de notação financeira Fitch Ratings considerou hoje que o aumento das infeções de covid-19 em África prejudica a análise do continente do ponto de vista da qualidade do crédito soberano até, pelo menos, 2022.
"Uma nova onda de infeções de covid-19 em vários países africanos, exacerbada pela variante Delta, aumentou o risco de reveses económicos para análise da qualidade do crédito em África, e o progresso lento na distribuição de vacinas vai persistir pelo menos até 2022", lê-se numa análise da Fitch Ratings.
No comentário sobre o impacto da pandemia nos países africanos os analistas desta agência de rating detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions escrevem que "os governos do continente deverão continuar a evitar impor um confinamento generalizado, mas as medidas de contenção, como o fecho de bares e restaurantes que existe na África do Sul desde 28 de junho, podem acontecer em vários países".
A capacidade de impor restrições mais duras "é fraca na região e as restrições são impopulares", apontam os analistas, vincando que os fatores estruturais como os baixos níveis de penetração tecnológica ou o emprego formal impedem a adoção de medidas como o teletrabalho ou a utilização do comércio digital.
"Uma nova onda de infeções de covid-19 em vários países africanos, exacerbada pela variante Delta, aumentou o risco de reveses económicos para análise da qualidade do crédito em África, e o progresso lento na distribuição de vacinas vai persistir pelo menos até 2022", lê-se numa análise da Fitch Ratings.
No comentário sobre o impacto da pandemia nos países africanos os analistas desta agência de rating detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions escrevem que "os governos do continente deverão continuar a evitar impor um confinamento generalizado, mas as medidas de contenção, como o fecho de bares e restaurantes que existe na África do Sul desde 28 de junho, podem acontecer em vários países".
A capacidade de impor restrições mais duras "é fraca na região e as restrições são impopulares", apontam os analistas, vincando que os fatores estruturais como os baixos níveis de penetração tecnológica ou o emprego formal impedem a adoção de medidas como o teletrabalho ou a utilização do comércio digital.
11h49 - Ministro da Saúde francês envia mensagem de tranquilidade sobre viagens a Portugal e Espanha
O ministro da Saúde de França tranquilizou hoje as pessoas que vão viajar de férias para a Espanha e Portugal, um dia depois de outro governante desaconselhar o turismo para os dois países devido à covid-19.
“Na Europa, temos este sistema de certificado digital que permite a circulação das pessoas vacinadas, as que estão protegidas. É a mensagem que temos de reter”, disse Olivier Véran, ao ser questionado numa entrevista à rádio France Inter sobre as declarações proferidas na quinta-feira pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus de França, Clément Beaune.
“Por isso”, acrescentou Véran, “as pessoas que reservaram as suas férias em Espanha, Portugal ou outro lugar não devem entrar em pânico. A partir do momento que tenham o certificado digital de saúde, estão habilitadas a viajar e obviamente que poderão circular”.
O ministro da Saúde de França tranquilizou hoje as pessoas que vão viajar de férias para a Espanha e Portugal, um dia depois de outro governante desaconselhar o turismo para os dois países devido à covid-19.
“Na Europa, temos este sistema de certificado digital que permite a circulação das pessoas vacinadas, as que estão protegidas. É a mensagem que temos de reter”, disse Olivier Véran, ao ser questionado numa entrevista à rádio France Inter sobre as declarações proferidas na quinta-feira pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus de França, Clément Beaune.
“Por isso”, acrescentou Véran, “as pessoas que reservaram as suas férias em Espanha, Portugal ou outro lugar não devem entrar em pânico. A partir do momento que tenham o certificado digital de saúde, estão habilitadas a viajar e obviamente que poderão circular”.
11h30 - Vacinação em Portugal supera novo máximo
A Task Force anunciou esta sexta-feira que "ontem, 8 de junho, foi novamente superado o máximo diário de vacinação com cerca de 158 mil inoculações".
"Confirma-se assim a estimativa divulgada ontem, vacinando mais de 611 mil pessoas".
11h15 - Risco de doença grave em crianças é extremamente baixo, revela estudo
Cientistas da University College London e das Universidades de York, Bristol e Liverpool confirmaram, num novo estudo, que o risco de as crianças infetadas pelo SARS-CoV-2 ficarem gravemente doentes ou morrerem é extremamente baixo.
Segundo os dados dos primeiros 12 meses da pandemia em Inglaterra, 25 menores de 18 anos morreram de Covid-19, colocando o risco geral de morte em cerca de dois num milhão de crianças, avança a BBC que cita o estudo.
Os investigadores garantem que estes estudos sobre crianças e jovens são os mais abrangentes até agora e que a maioria dos jovens que morreram de Covid-19 tinha problemas de saúde pré-existentes.
Cientistas da University College London e das Universidades de York, Bristol e Liverpool confirmaram, num novo estudo, que o risco de as crianças infetadas pelo SARS-CoV-2 ficarem gravemente doentes ou morrerem é extremamente baixo.
Segundo os dados dos primeiros 12 meses da pandemia em Inglaterra, 25 menores de 18 anos morreram de Covid-19, colocando o risco geral de morte em cerca de dois num milhão de crianças, avança a BBC que cita o estudo.
Os investigadores garantem que estes estudos sobre crianças e jovens são os mais abrangentes até agora e que a maioria dos jovens que morreram de Covid-19 tinha problemas de saúde pré-existentes.
10h47 - Rússia relata mais 25.766 casos e 726 mortes
Nas últimas 24 horas, as autoridades russas registaram mais 25.766 infeções e 726 mortes devido à covid-19.
10h31 - Coreia do Norte recusa vacina da AstraZeneca devido aos efeitos colaterais
ria A Coreia do Norte rejeitou os embarques planeados da vacina da AstraZeneca que estavam a ser organizados sob o esquema de distribuição global COVAX devido a preocupações com os efeitos colaterais.
10h22 - População da UE recua em 2021 "muito provavelmente" devido à covid-19
A União Europeia (UE) tinha em 01 de janeiro, uma população de 447 milhões de pessoas, 10,3 em Portugal, um declínio anual de 312 mil, que o Eurostat salienta ser “muito provavelmente” devido à covid-19. De acordo com dados hoje divulgados pelo gabinete estatístico europeu, ente 01 de janeiro de 2020 e 01 de janeiro de 2021, a população da UE diminuiu em 312 mil pessoas, muito provavelmente, salienta o Eurostat, devido ao impacto da pandemia da covid-19.
Este recuo entre 2020 e 2021 na média da UE interrompe a tendência de crescimento da população observada entre 2001 e 2021. Em termos absolutos, o maior recuo foi observado em Itália (-384 mil, o que representa 0,6% da população do país), seguindo-se a Roménia (-143, 0,7%) e a Polónia (-118 mil, 0,3% da população).
No total, nove Estados-membros registaram recuos demográficos no último ano, enquanto os restantes 18 Estados-membros viram a sua população crescer, com a França à cabeça, com mais 199 mil pessoas (0,2%). Portugal tem 10,3 milhões de habitantes, um número equivalente ao de 2001 e constantes desde 2016, depois de um pico de 10,6, entre 2008 e 2012.
No que respeita ao envelhecimento da população (pessoas com 65 anos ou mais), a Itália apresentou em 2020, a maior percentagem (23%), seguida de Portugal, Grécia, Finlândia, Alemanha e Bulgária (22% cada), tendo as taxas mais baixas sido registadas na Irlanda (14%) e no Luxemburgo (15%). A taxa de população portuguesa com menos de 15 anos recuou de 16,3% em 2001 (UE 16,8%) para os 13,6% em 2020 (UE 15,1%).
A União Europeia (UE) tinha em 01 de janeiro, uma população de 447 milhões de pessoas, 10,3 em Portugal, um declínio anual de 312 mil, que o Eurostat salienta ser “muito provavelmente” devido à covid-19. De acordo com dados hoje divulgados pelo gabinete estatístico europeu, ente 01 de janeiro de 2020 e 01 de janeiro de 2021, a população da UE diminuiu em 312 mil pessoas, muito provavelmente, salienta o Eurostat, devido ao impacto da pandemia da covid-19.
Este recuo entre 2020 e 2021 na média da UE interrompe a tendência de crescimento da população observada entre 2001 e 2021. Em termos absolutos, o maior recuo foi observado em Itália (-384 mil, o que representa 0,6% da população do país), seguindo-se a Roménia (-143, 0,7%) e a Polónia (-118 mil, 0,3% da população).
No total, nove Estados-membros registaram recuos demográficos no último ano, enquanto os restantes 18 Estados-membros viram a sua população crescer, com a França à cabeça, com mais 199 mil pessoas (0,2%). Portugal tem 10,3 milhões de habitantes, um número equivalente ao de 2001 e constantes desde 2016, depois de um pico de 10,6, entre 2008 e 2012.
No que respeita ao envelhecimento da população (pessoas com 65 anos ou mais), a Itália apresentou em 2020, a maior percentagem (23%), seguida de Portugal, Grécia, Finlândia, Alemanha e Bulgária (22% cada), tendo as taxas mais baixas sido registadas na Irlanda (14%) e no Luxemburgo (15%). A taxa de população portuguesa com menos de 15 anos recuou de 16,3% em 2001 (UE 16,8%) para os 13,6% em 2020 (UE 15,1%).
10h05 - Testes rápidos à Covid passam a estar disponíveis nos super e hipermercados
A partir de agora os super e hipermercados também vão poder vender testes rápidos à Covid 19. Gonçalo Lobo Xavier, director geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição diz que estão prontos para responder a este desafio.
A partir de agora os super e hipermercados também vão poder vender testes rápidos à Covid 19. Gonçalo Lobo Xavier, director geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição diz que estão prontos para responder a este desafio.
09h52 - Procura de testes rápidos nas farmácias é cada vez maior
A procura de testes rápidos nas farmácias aumentou de forma acentuada. Só para se ter a noção da procura, há uma farmácia em Lisboa que tem 800 marcações só para esta sexta-feira, como conta Anabela Viegas, a proprietária da farmácia.
Anabela Viegas espera que a venda de testes nos supermercados, ontem anunciada pelo Governo possa reduzir a procura nas farmácias.
A procura de testes rápidos nas farmácias aumentou de forma acentuada. Só para se ter a noção da procura, há uma farmácia em Lisboa que tem 800 marcações só para esta sexta-feira, como conta Anabela Viegas, a proprietária da farmácia.
Anabela Viegas espera que a venda de testes nos supermercados, ontem anunciada pelo Governo possa reduzir a procura nas farmácias.
09h39 - Variante Delta será dominante em França nos próximos tempos
O ministro da Saúde francês revelou, esta sexta-feira, que a variante Delta, "60 por cento mais contagiosa", corre o risco de desencadear um “fenómeno bastante semelhante ao que vivemos no verão passado”.
Embora representasse apenas cinco por cento das infeções no início de junho, a variante Delta está a caminho de se tornar a mais prevalente em França, e isso irá acontecer "provavelmente neste fim de semana", alertou o ministro da Saúde, Olivier Véran, à estação de rádio France Inter.
O ministro da Saúde francês revelou, esta sexta-feira, que a variante Delta, "60 por cento mais contagiosa", corre o risco de desencadear um “fenómeno bastante semelhante ao que vivemos no verão passado”.
Embora representasse apenas cinco por cento das infeções no início de junho, a variante Delta está a caminho de se tornar a mais prevalente em França, e isso irá acontecer "provavelmente neste fim de semana", alertou o ministro da Saúde, Olivier Véran, à estação de rádio France Inter.
09h00 - Sydney confina 5 milhões de pessoas para combater variante Delta
As autoridades australianas imploraram hoje aos cinco milhões de residentes de Sydney para ficarem em casa numa tentativa de combater a variante Delta da Covid-19. E avisam que o confinamento de três semanas pode ser estendido. A cidade tem o maior aumento de casos locais de 2021.
Por Sydney centenas de polícias patrulham as ruas para que seja cumprida a ordem de confinamento que foi imposta numa tentativa de controlar um surto da variante Delta. Numa altura em que há pouco mais de 400 casos, o apelo é já para que as pessoas fiquem em casa.
A cada dia estão a aumentar os casos locais desta variante. Mas a situação nos hospitais está longe de ser preocupante na cidade. Atualmente há 43 casos em hospitais, com 10 pessoas em cuidados intensivos, quatro das quais necessitam de ventilação.
Há já duas semanas que os cidadãos de Sydney estão a cumprir uma ordem de confinamento. Que deve durar até pelo menos 16 de julho mas que pode ser estendido.
As autoridades australianas imploraram hoje aos cinco milhões de residentes de Sydney para ficarem em casa numa tentativa de combater a variante Delta da Covid-19. E avisam que o confinamento de três semanas pode ser estendido. A cidade tem o maior aumento de casos locais de 2021.
Por Sydney centenas de polícias patrulham as ruas para que seja cumprida a ordem de confinamento que foi imposta numa tentativa de controlar um surto da variante Delta. Numa altura em que há pouco mais de 400 casos, o apelo é já para que as pessoas fiquem em casa.
A cada dia estão a aumentar os casos locais desta variante. Mas a situação nos hospitais está longe de ser preocupante na cidade. Atualmente há 43 casos em hospitais, com 10 pessoas em cuidados intensivos, quatro das quais necessitam de ventilação.
Há já duas semanas que os cidadãos de Sydney estão a cumprir uma ordem de confinamento. Que deve durar até pelo menos 16 de julho mas que pode ser estendido.
08h44 - Alemanha com mais 949 casos e 49 mortos
As autoridades germânicas contabilizaram, nas últimas 24 horas, mais 949 casos de Covid-19, um valor ligeiramente superior ao da semana passada, em que foram notificados 649 novos casos. Em termos acumulados, a Alemanha soma 3.734.468 infeções por SARS-CoV-2.
No mesmo período, morreram mais 49 pessoas infetadas com o vírus, o que faz aumentar o número total de óbitos para 91.190.
As autoridades germânicas contabilizaram, nas últimas 24 horas, mais 949 casos de Covid-19, um valor ligeiramente superior ao da semana passada, em que foram notificados 649 novos casos. Em termos acumulados, a Alemanha soma 3.734.468 infeções por SARS-CoV-2.
No mesmo período, morreram mais 49 pessoas infetadas com o vírus, o que faz aumentar o número total de óbitos para 91.190.
08h31 - Colégios privados cumpriram objetivos do ano letivo apesar de interrupção forçada
Os colégios privados conseguiram cumprir os objetivos de mais um ano letivo afetado pela pandemia de covid-19, mas lamentam a interrupção forçada em janeiro e pedem ao Governo que respeite a autonomia destas escolas no próximo ano.
08h16 - China deteta oito casos por contágio local
A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou hoje que detetou 23 novos casos de covid-19, nas últimas 24 horas, incluindo oito por contágio local, na província de Yunnan, no sul do país. Este surto, na área de Ruili, na fronteira com o Myanmar, registou já mais de trinta casos, desde domingo passado.
A cidade foi colocada sob quarentena de facto, com entradas e saídas interditas. As 15 infeções restantes foram detetadas em viajantes oriundos do exterior na cidade de Xangai (leste) e nas províncias de Yunnan (sul) e Guangdong (sudeste).
A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou hoje que detetou 23 novos casos de covid-19, nas últimas 24 horas, incluindo oito por contágio local, na província de Yunnan, no sul do país. Este surto, na área de Ruili, na fronteira com o Myanmar, registou já mais de trinta casos, desde domingo passado.
A cidade foi colocada sob quarentena de facto, com entradas e saídas interditas. As 15 infeções restantes foram detetadas em viajantes oriundos do exterior na cidade de Xangai (leste) e nas províncias de Yunnan (sul) e Guangdong (sudeste).
7h25 – Chama olímpica chega a Tóquio em cerimónia sem público
A chama olímpica chegou a Tóquio esta sexta-feira para uma cerimónia num estádio vazio, um dia depois de as autoridades japonesas e os organizadores olímpicos terem decidido banir os espetadores da maioria dos locais devido à covid-19.
Chama olímpica chega a Tóquio em cerimónia sem público https://t.co/eHJsevwIaV
— RTPNotícias (@RTPNoticias) July 9, 2021
7h00 – Pfizer quer aprovar terceira dose da vacina para aumentar imunidade
A Pfizer procura aprovação dos reguladores dos Estados Unidos da América para a terceira dose da vacina contra a covid-19, anunciou a empresa acrescentando que outra inoculação em 12 meses poderia aumentar a imunidade.
A Pfizer procura aprovação dos reguladores dos Estados Unidos da América para a terceira dose da vacina contra a covid-19, anunciou a empresa acrescentando que outra inoculação em 12 meses poderia aumentar a imunidade.
Pfizer quer aprovar terceira dose da vacina para aumentar imunidade https://t.co/RywOYHVuCw
— RTPNotícias (@RTPNoticias) July 9, 2021
Área Metropolitana de Lisboa deixa de ter restrições circulação já a partir de hoje
Este fim de semana deixa de haver restrições à circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa, depois de nos últimos fins de semana ter sido proibida a entrada e saída desta área desde as 15h00 de sexta-feira até à manhã de segunda-feira.
No mapa de risco da covid-19, o Porto junta-se a Lisboa nos concelhos de alto risco.
Há mais 19 concelhos no vermelho.
Em risco elevado há mais um concelho. São agora 27.
No total, os municípios de risco são 60, todos com recolher obrigatório às 23h00.
Já em alerta, ou seja, a uma semana de puderem vir a ter mais restrições se a evolução não melhorar, estão agora 34 concelhos, mais 13 que há 7 dias.
Obrigatório certificado digital ou teste negativo para entrar em restaurantes ao fim de semana
Vai ser exigido um certificado digital ou um teste negativo à covid-19 para se poder entrar em restaurantes.
A medida aplica-se nos 60 concelhos com risco mais elevado e aos jantares de sexta-feira e durante todo o fim de semana.
Nos hotéis e alojamentos locais também passa a ser exigido um certificado digital ou teste negativo.
O Governo levantou a cerca ao fim de semana na Área Metropolitana de Lisboa, mas mantém o recolher obrigatório entre as 23h00 e as 5h00 nos 60 concelhos mais afetados pela pandemia.
A RTP esteve em Vila Nova de Gaia, onde os restaurantes estão a receber as novas medidas com algumas dúvidas.
"Vai um bocadinho em contra-senso com aquilo que a senhora ministra disse na altura" sobre os restaurantes não serem pontos de contágio, considerou Daniel Serra, presidente de uma das associações representativas do setor da restauração.
"Aquilo que nós estamos a prever é que isto realmente vire um pesadelo", acrescentou.
O retalho e a restauração acusam o Governo de discriminação. A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) disse hoje que "não é compreensível que o horário do retalho não alimentar tenha horários mais restritos que o retalho alimentar", considerando que o Governo está a discriminar o setor.
A AMRR sublinha que "já é tempo do Governo parar de discriminar o retalho não alimentar".
A associação lamenta que "mais uma vez, não haja qualquer evolução positiva para o retalho não alimentar" que mantém a obrigatoriedade de encerrar às 15h30 aos fins de semana e feriados nos concelhos mais afetados pela pandemia.
"Começa a ser difícil perceber a razão de, num mesmo município, ser possível haver restaurantes abertos até às 22h30 -- com o que se concorda -, supermercados até às 19h00 e o retalho não alimentar até às 15h30", numa altura em que já foram realizadas quase 10 milhões de inoculações da vacina e em que a Ordem dos Médicos propõe a alteração da matriz, afirma a associação.
Britânicos e franceses
O Reino Unido deixou de exigir quarentena aos cidadãos que venham para Portugal desde que já estejam vacinados. A medida entra em vigor no dia 19 deste mês.
Até aqui, o Governo britânico exigia a qualquer residente que se deslocasse a Portugal, um isolamento de dez dias à chegada ou, em alternativa, antes da viagem.
Já as autoridades francesas desaconselham qualquer tipo de viagens para Portugal ou Espanha.
Por enquanto, trata-se apenas de um conselho, mas o governo de Paris não afasta medidas de restrição adicionais.
Em causa, está o aumento do número de casos de infeção e a prevalência da variante Delta, mais agressiva.
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que compreende a recomendação francesa mas lembra que as decisões são agora comunitárias, ao abrigo do certificado digital.