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Liberdade de imprensa em risco. Repórteres Sem Fronteiras avançam com proposta de reforma do jornalismo

Liberdade de imprensa em risco. Repórteres Sem Fronteiras avançam com proposta de reforma do jornalismo

A liberdade de imprensa e a independência editorial das redações estão severamente ameaçadas devido à fragilidade económica dos media, segundo revela o Índice Mundial da Liberdade de Imprensa 2025. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lança um apelo ao pluralismo dos media e à informação de qualidade e propõe um "New Deal" para "reconstruir" o jornalismo com 11 recomendações principais. Entre elas, a tributação sobre os "gigantes" tecnológicos.

Rachel Mestre Mesquita - RTP /
Kevin Mohatt - Reuters

Segundo os resultados mais recentes do Índice Mundial da Liberdade de Imprensa 2025, da autoria da Repórteres Sem Fronteiras, as condições para a prática do jornalismo são precárias em metade dos países do mundo, sendo que três quartos dos países têm uma situação económica má. O enfraquecimento económico dos meios de comunicação é uma ameaça à liberdade de imprensa, alerta a RSF.

Após a divulgação deste ranking mundial da liberdade de imprensa, em que Portugal aparece em 8.º lugar numa lista de 180 países depois de ter caído uma posição no último ano,  a organização pede às autoridades públicas e privadas para que se comprometam com um "New Deal" para o jornalismo, sugerindo 11 sugestões principais na página da RSF.

Entre as sugestões do novo acordo, a RSF propõe proteger o pluralismo nos media através da regulação económica, estabelecer responsabilidade democrática para os anunciantes semelhante à responsabilidade social corporativa (RSC), fortalececer a informação independente e combater os desertos de informação face ao aumento de crises, conflitos e regimes autoritários, bem como incentivar modelos de financiamento híbridos e inovadores.

Outras das principais recomendações apontadas pela RSF consistem na introdução de um imposto sobre grandes empresas de tecnologia para financiar informações de qualidade, com o objetivo de "redistribuir todo ou parte do valor indevidamente captado pelos "gigantes" digitais em detrimento dos media", e o fortalecimento da educação mediática e da formação de jornalistas para combater o enfraquecimento dos meios de comunicação públicos.

Através da apresentação de um "New Deal" com compromissos concretos, a Repórteres Sem Fronteiras quer não só preservar a liberdade de imprensa como "libertar os media dessa espiral económica prejudicial" que ameaça a sua independência e sobrevivência.

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