Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Carlos Santos Neves, Mariana Ribeiro Soares - RTP /

Reuters

Mais atualizações

22h30 - França oferece ajuda para desbloquear porto de Odessa

Um assessor do presidente francês diz que o país está pronta para ajudar a acabar com o bloqueio de cereais, que está a provocar uma crise alimentar mundial.

A ajuda consiste numa operação que permita o acesso, em total segurança, ao porto de Odessa para a libertação dos barcos.

21h50 - Ucrânia pede ao Ocidente armas mais potentes e munições

A Ucrânia diz que está a ficar sem munições para travar a ofensiva russa e pede ao Ocidente que envie armas mais potentes. No terreno, os combates concentram-se sobretudo a Leste.
21h35 - Reino Unido exige libertação dos dois militares condenados à morte

O Reino Unido exige a libertação dos dois militares britânicos condenados à morte na República Popular de Donetsk, território ucraniano pró-Rússia. O governo de Boris Johnson quer que os dois homens sejam tratados como prisioneiros de guerra depois de terem combatido pela Ucrânia no atual conflito.

Moscovo defende que este assunto diz apenas respeito à administração separatista de Donetsk.
21h15 - Socorrista português relata situação em Zaporizhia

A poucos quilómetros da linha de combate a sul de Zaporizhia, os enviados da RTP encontraram um médico socorrista português, voluntário no exército ucraniano, que contou como tem sido a vida naquela zona debaixo de fogo.

A incursão russa na Ucrânia não tem como foco apenas as províncias de Donetsk e Lugansk. A equipa da RTP testemunhou durante a tarde a fortes confrontos entre forças russas e ucranianas em Zaporizhia.

Esta noite, foi pedido aos enviados da RTP à Ucrânia, Rita Marrafa de Carvalho e João Oliveira, para que não se aproximem das janelas e que não utilizem a iluminação.

19h45 - Paris tenta esclarecer polémica após pedido para "não humilhar" a Rússia

A França quer a "vitória" da Ucrânia e a "restauração" da sua integridade territorial, esclareceu a presidência francesa, numa tentativa de resolver a controvérsia provocada pelos repetidos apelos do presidente Emmanuel Macron para "não humilhar" a Rússia.

O chefe de Estado francês vai deslocar-se na terça-feira à Roménia, onde as forças francesas estão estacionadas. No dia seguinte, irá à Moldávia. A viagem à vizinha Ucrânia, ainda não está confirmada.

18h55 - Ucrânia condena 'julgamento de fachada' de prisioneiros na região de Donetsk

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros afirma que está a trabalhar com o Reino Unidos para garantir a libertação dos prisioneiros.

18h36 - Ucrânia e Rússia promovem 11ª troca de prisioneiros

O governador da região de Mykolaiv revelou que foi feita, pela 11ª vez, uma troca de prisioneiros com a Rússia. Foram trocados quatro prisioneiros russos por cinco ucranianos.

Segundo Vitaliy Kim, um dos ucranianos libertados era o autarca de Shevchenkivska, Oleh Pylypenko, que terá sido "sequestrado" pelas forças russas em 10 de março.

17h51 - "A missão é apagar a nossa história"

O presidente da Ucrânia dirigiu-se também, nas últimas horas, a estudantes de várias universidades do Reino Unido, através de videoconferência. O evento foi organizado pela União de Estudantes Ucranianos.

Volodymyr Zelensky começou por sublinhar que "a sobrevivência" dos ucranianos está a ser posta em causa há já 107 dias.

"Esta guerra é visível e monstruosa", clamou Zelensky, para acusar os russos de "matarem crianças e mulheres" enquanto "falam de objetivos pacíficos". Ainda segundo o presidente ucraniano, "a missão" gizada a partir do Kremlin é "apagar a história, o Estado e a identidade" da Ucrânia.

"Negar a nossa existência", acentuou. "E como tal dizer ao mundo que nunca existimos, que somos um povo criado artificialmente, como certas variedades de plantas ou animais", completou Volodymyr Zelensky.

17h39 - Filial da RT em França recorre à justiça

A filial da televisão estatal russa RT em França recorreu esta sexta-feira ao Tribunal de Justiça da União Europeia, no Luxemburgo, para contestar o fecho das suas emissões enquadrado pelas sanções contra Moscovo.

A RT e a agência Sputnik foram banidas do espaço comunitário no início de março, na sequência da invasão russa da Ucrânia. São ambas acusadas de disseminarem desinformação.

Os advogados da RT alegam que o corte das emissões viola legislação sobre a liberdade de informação.

17h20 - Scholz apela à Sérvia para que sancione a Rússia

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse ter pedido ao presidente sérvio, Aleksandar Vucicto, para que o país dos Balcãs apoie as sanções da União Europeia contra a Rússia, no decurso de conversações bilaterais em Belgrado.

Por sua vez, o presidente da Sérvia lembrou que o país mantêm relações históricas com Moscovo.

17h02 - Países do flanco leste da NATO pedem reforço no Mar Negro

Os nove países do flanco leste da NATO apelaram esta sexta-feira à Aliança Atlântica para que reforce a presença na região e, em particular, no mar Negro.

"Aspiramos a alcançar uma presença consolidada no flanco leste, unida e coerente, robusta, credível e sustentável, especialmente no Mar Negro, que está mais exposto à ameaça da Rússia", argumentou o Presidente da Roménia, Klaus Iohannis, no fim da cimeira dos nove países em Bucareste.

Iohannis, que copresidiu à reunião com o homólogo polaco, Andrzej Duda, salientou a necessidade de "a Aliança poder defender cada centímetro do seu território", pelo que exortou os aliados a intensificarem a presença de tropas na fronteira oriental da NATO.

16h59 - Condenações à morte de combatentes estrangeiros são "crime de guerra"

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos veio defender que a condenação à morte, por parte de autoridades separatistas pró-Rússia, de combatentes estrangeiros que lutaram ao lado dos ucranianos configura um "crime de guerra".

"Desde 2015, observamos que o chamado sistema judicial dessas autoproclamadas repúblicas não cumpre as garantias essenciais de um julgamento justo (...) Tais julgamentos contra prisioneiros de guerra constituem um crime de guerra", afirmou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado, durante uma conferência de imprensa em Genebra.

16h45 - RTP em Zaporizhia. Ucrânia admite 100 a 200 baixas militares diárias

Os enviados especiais da RTP à Ucrânia, Rita Marrafa de Carvalho e João Oliveira, estão a sul de Zaporizhia, perto da frente de combate entre ucranianos e russos.


16h33 - "Assuntos bilaterais" discutidos entre embaixador dos EUA e vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros

O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Riabkov, esteve reunido com o embaixador norte-americano em Moscovo, John Sullivan, revelou o Ministério em comunicado.

Esta nota indica, sem mais detalhes, que foram discutidos "assuntos bilaterais".

16h20 - Doenças infecciosas em Mariupol

O presidente da câmara de Mariupol - agora a viver fora da cidade, em território controlado pela Ucrânia - teme que haja dezenas de pessoas com cólera e outras doenças naquele centro urbano do sul do país, devastado pela invasão russa.

"Cólera, desinteria e outras doenças infecciosas já estão na cidade, mas eles [os russos] estão a escondê-lo", acusou Vadym Boychenko, citado pela BBC.

"A cidade foi fechada para quarentena. Ninguém pode entrar ou sair. É uma infeção. Espalha-se muito rapidamente. Não há meios de a controlar. Não há médicos, não há hospitais para doenças infecciosas. Eles destruíram um destes hospitais na nossa cidade, incluindo todo o equipamento. Eles mataram os nossos médicos. Esta guerra infecciosa pode acabar com milhares de vidas", alegou Boychenko.

15h50 -  Zelensky acusa Rússia de violar "cerca de 400 tratados"

Numa alocução à Cimeira da Democracia de Copenhaga, por videoconferência, o presidente ucraniano acusou a Rússia de ter violado "cerca de 400 tratados internacionais".

"Só durante a guerra da Rússia contra a Ucrânia - e quero lembrar-vos de que começou em 2014, não a 24 de fevereiro -, a Rússia violou cerca de 400 tratados internacionais nos quais os nossos países são partes", lançou Volodymyr Zelensky.O chefe de Estado ucraniano deu como exemplo a própria Carta das Nações Unidas.


Zelensky evocou o Memorando de Budapeste, acusando a Rússia de ter "acrescentado o máximo cinismo a todo o quadro" com a violação deste documento: "Com esta violação, a Rússia pôs fim a toda a luta pelo desarmamento nuclear no mundo".

Ao abrigo do Memorando de Budapeste, assinado em 1994, a Ucrânia abdicou de todo o armamento nuclear que herdara da colapsada União Soviética, em troca de "garantias" sobre a sua segurança futura enquanto nação soberana. O acordo teve as chancelas da Ucrânia, da Rússia, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

15h23 - A substituição da McDonald's na Rússia

A cadeia de fast food até agora pertencente à multinacional norte-americana McDonald's em território russo revelou o novo logótipo. E prepara-se para reabrir restaurantes já a partir do próximo domingo.

O logótipo representa um hambúrguer e batatas fritas.


Por revelar fica o nome a atribuir de ora em diante à rede de restaurantes.

14h34 - A síntese dos últimos desenvolvimentos da guerra

O presidente da Ucrânia pede mais armas e apela aos líderes europeus para que passem das palavras à ação e iniciem o processo de adesão do país à União Europeia. Uma adesão que conta com o total apoio da presidente do Parlamento Europeu.
No terreno, os combates centram-se no sul e sobretudo no leste, com as atenções centradas no controlo de Severodonetsk.

14h32 - Ministro britânico da Defesa esteve na Ucrânia

O ministro britânico da Defesa, Ben Wallace, deslocou-se na última semana a Kiev para um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky e o homólogo Oleksii Reznikov, revela o Governo de Londres.

"A visita de trabalho teve lugar esta semana para permitir que o secretário da Defesa ouvisse em primeira mão como estão a evoluir as necessidades operacionais das Forças Armadas da Ucrânia, à medida que a natureza do conflito continua a mudar", indica o Ministério britânico da Defesa, em comunicado citado pela edição online do jornal The Guardian.

"Isto vai garantir que o apoio contínuo do Reino Unido se desenvolva para ir ao encontro dessas exigências e seja adaptado à situação no terreno".

14h05 - Ucrânia forma conselho para a "desrussificação"

O ministro ucraniano da Cultura e da Política de Informação, Oleksandr Tkachenko, anunciou a crianção de um conselho de peritos tendo em vista a "descomunização e a desrussificação".

Este painel vai integrar representantes da sociedade civil e da cultura, historiadores, editores, realizadores e diretores de museus, segundo a agência Interfax-Ucrânia.

13h58 - Zaporizhia. Ucranianos "preparados" para novos ataques russos

Os enviados especiais da RTP à Ucrânia, Rita Marrafa de Carvalho e João Oliveira, fizeram no Jornal da Tarde a síntese dos últimos desenvolvimentos da guerra.


13h34 - Posições russas em Kherson atingidas por ucranianos

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirma ter atingido posições militares russas em Kherson, uma das primeiras regiões capturadas por Moscovo após o início da invasão, a 24 de fevereiro.

Kiev adianta que foram desencadeados ataques aéreos contra "bases inimigas, locais de acumulação de equipamento e pessoal e depósitos de campanha em cinco locais diferentes da região de Kherson".

12h57 - "Histerismo", devolve Moscovo a Londres

No Telegram, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, descreve como "histerismo" a reação de Londres à condenação à morte, em Donetsk, dos combatentes britânicos Aiden Aslin e Shaun Pinner.

Zakharova sustenta que os apelos da Grã-Bretanha devem ser dirigidos às autoridades pró-rusas da autoproclamada República Popular de Donetsk.

12h48 - Boris Johnson "chocado" com pena capital para britânicos

O primeiro-ministro do Reino Unido ficou "chocado" com a condenação à morte dos combatentes britânicos Aiden Aslin e Shaun Pinner, em Donetsk, e mandatou o Executivo para fazer "tudo ao seu alcance" tendo em vista a libertação daqueles cidadãos, segundo um porta-voz do Número 10 de Downing Street.

"Condenamos completamente a falsa condenação destes homens à morte. Não há de todo justificação para esta violação da proteção a que têm direito", frisou o porta-voz.

12h23 - "Apenas a captura sangrenta do país"


Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reagiu na rede social Twitter à intervenção pública em que Vladimir Putin pareceu querer comparar-se ao czar do século XVIII Pedro, o Grande.


"A confissão de Putin de capturas de territórios e a comparação com Pedro, o Grande provam: não havia nenhum conflito, apenas a captura sangrenta do país sob pretextos inventados de genocídio do povo", escreveu Podolyak.

11h56 - Taxa diretora da Rússia sofre corte

O Banco Central da Rússia procedeu esta sexta-feira a uma redução da sua taxa de juro de referência de 11 para 9,50 por cento.

11h37 - Lavrov avaliza sentença para britânicos e marroquino

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, afirma que os dois cidadãos britânicos e o marroquino condenados à morte por um tribunal pró-russo em Donetsk cometeram crimes no território separatista.

"Neste momento, os julgamentos referidos estão a ser realizados com base na legislação da República Popular de Donetsk, pois os crimes em causa foram cometidos neste território", disse Lavrov.

11h27 - Ponto de situação

  • A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, promete abordar o caso de Aiden Aslin e Shaun Pinner, cidadãos britânicos condenados à morte por um tribunal pró-russo na Ucrânia, quando falar, esta sexta-feira, com o homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba. Truss sustentou já que o julgamento não teve “legitimidade”.

  • O deputado britânico Robert Jenrick descreve a sentença para os dois combatentes britânicos na Ucrânia como “um crime de guerra” e uma “quebra flagrante do Direito Internacional”. Os combatentes, acentuou Jenrick, “estão essencialmente a ser usados como reféns”.

  • Os dois combatentes britânicos e um marroquino foram capturados quando lutavam integrados nas fileiras ucranianas em Mariupol.

  • As forças ucranianas alegam ter logrado avanços em intensos combates de rua na cidade-chave de Severodonetsk, na região de Lugansk. Mas sublinham que só com mais artilharia do Ocidente serão capazes de segurar a progressão das tropas russas.

  • O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, alega, por seu lado, que as forças ucranianas estarão a empurrar “o inimigo” para a “exaustão”, apesar da diferença de poderio em armamento e número de efetivos.

  • A Rússia está à procura de pontos fracos nas tropas ucranianas perto do Rio Donets, no leste da Ucrânia, afirmou o ministro ucraniano da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk. Num discurso para a televisão nacional, Motuzyanyk disse que as forças russas não abandonaram as tentativas de lançar ataques na região.

  • Oleh Synyehubov, governador de Kharkiv, afiança que, apesar dos sucessivos bombardeamentos, as forças russas não têm sido capazes de avançar nesta região.

  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a apelar a um reforço do apoio ocidental em armamento, comparando a invasão russa à pandemia da covid-19. Zelensly descreveu, de resto, o armamento e as sanções contra Moscovo a uma vacina.

  • O número de soldados russos mortos na invasão da Ucrânia pode já ter chegado aos 20 mil, segundo o mais recente balanço ocidental.

  • Mykhailo Podolyak, conselheiro de Zelensky, adiantou à BBC que as forças ucranianas estarão a sofrer entre 100 e 200 baixas por dia.

  • O Kremlin disse que não foi alcançado qualquer acordo com a Turquia sobre as exportações de cereais da Ucrânia através do Mar Negro. O Governo ucraniano considera que a Rússia está a impor condições draconianas, ao passo que Moscovo continua a associar o levantamento deste bloqueio ao fim das sanções ocidentais.

  • O Governo finlandês planeia alterar a legislação de fronteiras para permitir a construção de barreiras a leste, na fronteira com a Rússia. Na Suécia, também candidata à adesão à NATO, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Ann Linde, afirmou perante o Parlamento do país, que pretende obter progressos construtivos em conversações com a Turquia – tendo em vista dissipar as objeções de Ancara ao alargamento da Aliança Atlântica.

10h59 - Mykolaiv. Forças russas acusadas de destruírem cereais

O presidente da câmara de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, afirma que a cidade portuária está debaixo de sucessivas barragens de artilharia da Rússia. Os bombardeamentos, diz o responsável, estão a chegar de todas as direções.

Em declarações à BBC, Oleksandr Senkevych adianta que as linhas russas estão atualmente a uma distância de 20 a 30 quilómetros da cidade.

Ainda segundo Senkevych, um porto privado de Mykolaiv usado para a exportação de cereais foi recentemente atingido pela artilharia russa. Pelo menos quatro estruturas de armazenamento de cereais arderam.

10h46 - "Artilharia transferida pela NATO". Bombardeamento ucraniano em Donetsk


O quartel-general da defesa territorial da autoproclamada República Popular de Donetsk afirma, na plataforma de mensagens Telegram, que um civil ficou ferido em bombardeamentos levados a cabo na região por forças ucranianas.

A mensagem refere especificamente que a população civil do Donbass está a ser atingida por "artilharia transferida por países da NATO".

10h39 - A Prova dos Factos. PJ detém suspeito de abuso sexual de criança ucraniana

A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de abusar sexualmente de uma menina ucraniana de seis anos. O caso terá acontecido no centro apostólico da Guarda, que a autarquia está a usar desde o início da guerra para acolher refugiados.

A família foi transferida para Coimbra.O programa A Prova dos Factos falou em exclusivo com a mãe da criança. Uma reportagem para ver esta sexta-feira, a seguir ao Telejonal.

10h11 - Balanço do Ministério russo da Defesa


O Ministério russo da Defesa divulgou o mais recente balanço das movimentações das tropas de Moscovo em território ucraniano.

A cúpula militar russa diz que foi destruído, nas últimas horas, equipamento da Força Aérea ucraniana na base de Dnipro. Terão sido também abatidos dois caças e cinco drones.

O Ministério russo da Defesa afirma ainda que foram abatidos mais de 500 soldados ucranianos.

Terão ainda sido destruídos 11 armazéns com peças de artilharia, munições e combustível.

Moscovo aponta, por último, que foram desarmadilhados 225 engenhos explosivos, incluindo 66 minas anti-tanque, numa área de cinco quilómetros quadrados nas localidades de Yarovaya e Studenok.

9h35 - Parlamento Europeu diz “apoiar firmemente” candidatura da Ucrânia à UE

O Parlamento da União Europeia “apoia firmemente” a tentativa da Ucrânia de alcançar o estatuto de candidato à União Europeia, disse a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, esta sexta-feira na Cimeira da Democracia, em Copenhaga.

"O Parlamento da UE apoia firmemente a tentativa da Ucrânia de receber o estatuto de candidato à UE", disse Metsola.

9h15 - Rússia procura pontos fracos na defesa ucraniana perto do rio Donets

A Rússia está à procura de pontos fracos nas tropas ucranianas perto do rio Donets, no leste da Ucrânia, disse o ministro da Defesa ucraniano, Oleksandr Motuzyanyk, esta sexta-feira.

Num discurso para a televisão nacional, Oleksandr Motuzyanyk afirmou que as forças russas não abandonaram as tentativas de lançar ataques na região.

Se a Rússia capturar as cidades de Severodonetsk e Lysychank, no rio Donets, passará a controlar Lugansk, uma das duas províncias da região do Donbass que Moscovo reivindica em nome dos separatistas.

8h56 - Países da UE com "muitas provas" de crimes russos por testemunhos de refugiados

Os cinco Estados-membros da União Europeia (UE) que participam na Equipa de Investigação Conjunta (EIC) sobre alegados crimes de guerra na Ucrânia têm já "grandes quantidades de provas" pelos testemunhos de refugiados, avançou a Eurojust à agência Lusa.

"Os Estados-membros da UE que participam atualmente na EIC [Lituânia, Polónia, Estónia, Letónia e Eslováquia] estão todos na posse de grandes quantidades de provas sob a forma de testemunhos e depoimentos de vítimas, provenientes de refugiados ucranianos", avança a Agência da União Europeia para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust) numa resposta escrita enviada à Lusa.

A posição da Eurojust enviada à Lusa surge depois de, no final de março, a UE ter avançado com uma investigação conjunta a alegados crimes de guerra e contra a humanidade cometidos na Ucrânia pelas tropas russas, após a a invasão do país no final de fevereiro passado.

Coordenada pela Eurojust e inicialmente composta pelas autoridades judiciais da Lituânia, Polónia e Ucrânia, esta EIC foi entretanto alargada com a participação da Estónia, Letónia e Eslováquia e da Procuradoria do Tribunal Penal Internacional.

O objetivo da investigação é, então, avançar com processos judiciais que poderão ser interpostos mais tarde, em casos que poderiam ser julgados na Ucrânia, nos Estados-membros da UE ou perante o Tribunal Penal Internacional.

"As ações da EIC centram-se na investigação de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As principais ações empreendidas pelas partes são a recolha, registo e análise de provas destes crimes", especifica a Eurojust à Lusa.

(agência Lusa)


8h32 - Suécia espera fazer progressos nas negociações com a Turquia sobre adesão à NATO

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Ann Linde, disse esta sexta-feira que a Suécia pretende fazer progressos construtivos nas negociações com a Turquia sobre o pedido do país nórdico para integrar a NATO.

"A nossa candidatura recebeu amplo apoio entre os membros da NATO", disse Linde, depois de a Suécia, juntamente com a Finlândia, ter formalizado, no mês passado, o pedido de adesão à aliança transatlântica tendo em conta a invasão da Ucrânia pela Rússia.

"A nossa ambição é, com espírito construtivo, fazer progressos nas questões que a Turquia levantou", disse Linde ao parlamento.

A Turquia tem reiterado a sua oposição à entrada da Suécia e da Finlândia na NATO. Ancara deixou claro que vetará a entrada dos dois países nórdicos na Aliança Atlântica se não cortarem o apoio ao terrorismo.

8h00 - Governador de Lugansk diz que as tropas ucranianas estão “a esgotar o inimigo” em Severodonetsk

“Toda a região livre de Lugansk está sob forte bombardeamento. A luta de rua feroz continua em Severodonetsk. Estamos a esgotar o inimigo”, disse Serhiy Haidai, governador da região de Lugansk, no Telegram.

“Hoje, 10 de junho, os russos erraram novamente. O centro regional é ucraniano. A rota Lysychansk-Bakhmut é nossa. A evacuação só é possível em Lysychansk e nas comunidades montanhosas”, acrescentou o governador.

7h30 - Ponto de situação:

  • No seu último discurso noturno, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as principais cidades na linha da frente da batalha na região do Donbass ainda “resistem”. “A situação no campo de batalha não mudou significativamente. Severodonetsk, Lysychansk e outras cidades do Donbass, que os ocupantes consideram agora os principais alvos, resistem”, disse Zelensky, num vídeo publicado no Telegram, na noite de quinta-feira. Zelensky afirmou ainda que o exército ucraniano está a conseguir travar a invasão russa na região de Zaporizhzhia e de Kharkiv. “Estamos a libertar a nossa terra”, disse Zelensky;

  • O Presidente russo, Vladimir Putin, comparou a sua política à do czar Pedro, o Grande, quando este combateu a Suécia, invadindo uma parte do seu território, bem como a Finlândia, uma parte da Estónia e da Letónia. Durante um encontro com jovens empreendedores, o presidente russo garantiu que apesar das sanções a Rússia não vai voltar a ser uma economia fechada;

  • Dois britânicos e um marroquino, capturados pela Rússia enquanto lutavam pela Ucrânia, foram condenados à morte esta quinta-feira pelas autoridades separatistas na autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD);

  • Em reação à sentença, o Reino Unido disse estar “profundamente preocupado” e a lutar para conseguir a libertação dos dois combatentes. A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, disse “condenar totalmente” a sentença e criticou o que apelida de “julgamento fraudulento”. A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, afirmou que a condenação é "uma violação e ridicularização" do Direito Internacional Humanitário e dos Direitos Humanos;

  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou um decreto na quinta-feira que impõe sanções, incluindo o congelamento de bens e a proibição de viajar, ao presidente russo, Vladimir Putin, e a dezenas de outros altos funcionários russos, nomeadamente o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov e o ministro da Defesa Sergei Shoigu;

  • A Ucrânia está a perder entre 100 a 200 soldados por dia, de acordo com Mykhailo Podolyak, conselheiro presidencial ucraniano. Zelensky disse na semana passada que o exército ucraniano estava a perder entre 60 a 100 soldados por dia.