Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Paulo Alexandre Amaral, Andreia Martins - RTP /

Ludovic Marin - Reuters

Mais atualizações

22h27 - EUA e Europa pedem a Rússia que aceite abertura de portos ucranianos

Os Estados Unidos e a União Europeia pediram à Rússia que aceite rapidamente a abertura dos portos ucranianos para a exportação dos milhões de toneladas de cereais armazenados, permitindo aliviar a crise alimentar global.

Moscovo "deve agir imediatamente para abrir esses portos e acabar com esta guerra", disse o secretário de Agricultura norte-americano, Tom Vilsack, em conferência de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. "É uma coisa séria, não devemos usar a comida como arma", insistiu.

A Organização das Nações Unidas (ONU) negoceia há várias semanas com Moscovo, Kiev e Ancara garantias militares para a utilização do Mar Negro por navios civis, um acordo que permitiria que os cereais ucranianos saíssem do país em segurança e os fertilizantes produzidos pela Rússia regressassem ao mercado internacional.

Moscovo reclama de obstáculos às suas exportações devido a sanções económicas. Se um acordo fosse alcançado, isso reduziria os preços dos alimentos e aliviaria a crise alimentar mundial, que está a agravar-se devido à invasão russa da Ucrânia.

Tom Vilsack reiterou que as sanções dos EUA não visam alimentos e fertilizantes, posição que foi repetida pelo chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Questionado sobre o plano do presidente dos EUA de estabelecer silos na Polónia para receber grãos ucranianos, Tom Vilsack explicou que se trata de “reduzir o risco de perda” de cereais, evitar o seu roubo e preservar a qualidade dos mesmos.

Tom Vilsack anunciou ainda que o Governo norte-americano e o Ministério da Política Agrária e Alimentação da Ucrânia estabeleceram um Memorando de Entendimento para melhorar a coordenação entre os setores agrícola e alimentar dos dois países e construir uma parceria estratégica para abordar a segurança alimentar.

"Este memorando ampliará a parceria estratégica entre as nossas duas nações e alavancará a nossa força coletiva para aumentar a produtividade, abordar questões da cadeia de suprimentos e identificar desafios de segurança alimentar. Este é um importante passo e, quando implementado, irá permitir combater melhor a insegurança alimentar global juntos”, disse Vilsack.

Atualmente, "a Rússia bloqueia pelo menos 20 milhões de toneladas de cereais ucranianos que não podem chegar aos mercados mundiais", denunciou Josep Borrell, pedindo também a Moscovo que permita a reabertura dos portos sob bloqueio russo.

"É o equivalente a 300 navios enormes que deveriam atracar em portos ao redor do mundo. Em vez disso, a Rússia está a bombardear os portos, a infraestrutura e as terras agrícolas da Ucrânia", disse Borrell.

(Agência Lusa)

21h45 - NATO e Moscovo trocam acusações sobre responsabilidades no início da guerra

O secretário-geral da NATO considera que a visita de líderes europeus a Kiev é uma prova de solidariedade. Jens Stoltenberg diz que o único responsável pela guerra na Ucrânia é o presidente russo Vladimir Putin. 

Stoltenberg rejeita responsabilidades no conflito e diz que a NATO está apenas a apoiar a Ucrânia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia admite responsabilidades na guerra da Ucrânia, mas garante que Moscovo não tem vergonha disso. 

Sergei Lavrov recusa ainda que os russos tenham feito uma invasão e responsabiliza a NATO pelo que se está a passar.
Moscovo voltou a anunciar anunciar um corredor humanitário em Severodonetsk, mas o governador da região diz que é impossível retirar em segurança os cerca de 600 civis.

21h35 - Zelensky pediu mais armamento aos parceiros europeus

Os líderes de França, Alemanha e Itália fizeram uma visita a Kiev, onde se reuniram com Volodomyr Zelensky. Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Mário Draghi levaram apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.

A visita de Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Mario Draghi é um sinal de que a União Europeia está do lado da Ucrânia, refere o enviado especial da RTP Paulo Jerónimo. Na visita à Ucrânia, os três líderes europeus prometeram ajuda a Kiev.

Os líderes europeus de visita à Ucrânia deslocaram-se a Irpin, para visitar uma das primeiras zonas destruídas pela invasão da Rússia. Macron, Scholz e Draghi prometeram ajuda na reconstrução mas também na investigação dos crimes de guerra.
21h10 - Borrell critica neutralidade face à guerra e pede apoio a Kiev

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros criticou quem defende uma posição de neutralidade face à guerra na Ucrânia e apelou a que todas as nações europeias apoiem económica e militarmente Kiev.

Numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e organizações regionais e sub-regionais na manutenção da paz e segurança internacionais, Josep Borrell discursou virtualmente perante os diplomatas e declarou que o sistema multilateral está agora sob pressão como nunca devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, defendendo a necessidade de uma cooperação global cada vez maior.

"É preciso cooperar mesmo com os países com quem não estamos alinhados. [...] A ciência e a tecnologia estão a avançar, mas a diplomacia não está a avançar o suficiente", disse.

"Na União Europeia, estamos plenamente mobilizados em ajudar a Ucrânia a manter-se economicamente à tona e apta militarmente para defender o seu povo, a sua integridade territorial e a sua democracia. Esta é uma oportunidade para chamar todas as nações europeias, sendo pequenas ou grandes, para ajudar a Ucrânia fazendo o mesmo", apelou.

Borrell defendeu então que "ninguém pode ser neutro numa questão como a guerra russa na Ucrânia", frisando que "estar neutro é estar do lado do agressor".

"Ninguém pode viver seguro num mundo em que o uso ilegal da força é normalizado ou tolerado", observou o diplomata.

O alto representante da União Europeia afirmou ainda que o mundo está a testemunhar "um regresso e um crescimento da competição entre políticos", o que se tem materializado em "desconfiança e vetos na ONU", sendo que e tudo isso "tem um preço": "problemas que não são resolvidos e guerras e conflitos que deflagram e que deixam as pessoas à mercê desses acontecimentos".

Borrell mencionou também o impacto que a guerra na Ucrânia tem causado no mundo, ao amplificar problemas como a fome.

"Esta guerra pode estar a decorrer na Europa, mas não é uma guerra europeia, é um ataque à fundação das Nações Unidas. [...] Neste mundo globalizado, a distância não existe, pelo que esta guerra afeta a todos", declarou.

(Agência Lusa)

20h07 - Rússia diz que UE vai conceder a Kiev estatuto de candidato

O embaixador russo junto da União Europeia (UE), Vladimir Chizhov, considerou hoje que Bruxelas vai conceder na sexta-feira à Ucrânia o estatuto de país candidato.

“Amanhã [sexta-feira], e caso não ocorra nada de extraordinário, a Comissão Europeia fará uma recomendação positiva. E então a questão passará para as mãos dos países membros”, disse Chizhov durante uma intervenção no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.

A Rússia, que antes apenas se opunha à integração de Kiev na NATO, agora reconhece que também se poderá opor à entrada da Ucrânia na UE.

Moscovo acusou vários Estados-membros do bloco europeu de fornecerem armamento pesado ao Exército ucraniano com o objetivo de garantir uma derrota das forças russas no atual conflito militar.

“No que se refere às nossas relações, encontram-se no momento mais baixo, não apenas desde que assumi o cargo, mas durante toda a sua história. Mas não seremos nós a bater com a porta”, assinalou o diplomata.

Chizhov também considerou que Bruxelas “não baterá com a porta”, pelo facto de “apesar de poderem ser dadas muitas voltas” a UE irá permanecer o maior parceiro comercial da Rússia.

No entanto, prognosticou que caso a UE não reveja a sua posição em relação à Rússia, e as duas partes se mostrem incapazes de fomentar novos terrenos de cooperação, a Europa converter-se-á “no último canto do desenvolvimento mundial”.

(Agência Lusa)

20h00 - Draghi acusa Gazprom de “mentiras” sobre fornecimento de gás

O chefe do Governo italiano, Mario Draghi, acusou hoje em Kiev a Gazprom de “mentiras”, após dois dias de redução unilateral dos fornecimentos de gás pelo gigante russo à italiana Eni.

“Uma das explicações é que a manutenção […] necessita de peças de substituição”, declarou Draghi durante uma conferência de imprensa. “Nós, a Alemanha e outros [países] pensamos que são mentiras”.

“Existe de facto uma utilização política do gás, tal como uma utilização política do trigo”, denunciou ainda, numa referência aos cereais bloqueados nos portos ucranianos.

“Isso terá consequências, não imediatamente sobre o consumo, mas sobre o armazenamento”, acrescentou.

O primeiro-ministro italiano exprimia-se na sequência de um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que decorreu em Kiev, ao lado do Presidente francês, Emmanuel Macron, do chanceler alemão, Olaf Scholz, e do Presidente romeno, Klaus Iohannis.

Previamente, o grupo italiano Eni tinha anunciado que a Gazprom apenas forneceria 65% das quantidades de gás solicitadas para o dia de hoje, e após ter reduzido em 15% as suas entregas na quarta-feira.

O grupo italiano precisou que, segundo a Gazprom, a impossibilidade de entregar as quantidades solicitadas foi motivada por “problemas” na estação de compressão de Portovaia, onde se efetua o reabastecimento do gasoduto Nord Stream I através do qual a empresa russa “transporta uma parte dos volumes [de gás] destinados à Eni”.

Para justificar estes cortes, a Gazprom afirma ter sido forçada a desligar um equipamento do grupo alemão Siemens incluído no gasoduto, mas Berlim, o principal consumidor de gás russo na União Europeia, denuncia uma “decisão política” e um “pretexto” de Moscovo, num contexto de vivas tensões com os países ocidentais devido ao conflito na Ucrânia.

As exportações de gás russo em direção à Europa estão em baixa constante desde o início das sanções contra a Rússia. A Gazprom interrompeu as suas entregas de gás a diversos clientes europeus que recusaram pagar em rublos.

(Agência Lusa)

19h13 - Serviços secretos dos Países Baixos anunciam exposição de espião russo

Os serviços secretos dos Países Baixos anunciaram a descoberta de um agente  russo que, através de uma identidade falsa estava a tentar infiltrar-se no Tribunal Penal Internacional (TPI). Este tribunal está a investigar os alegados crimes de guerra perpetrados na Ucrânia.

De acordo com as forças holandesas, Sergey Vladimirovich Cherkasov criou um elaborado disfarce ao longo de vários anos para tentar entrar no país: o de um cidadão brasileiro que iria realizar um estágio no tribunal de Haia em abril.

"Esta foi uma operação de longo prazo, com vários anos que custou muito tempo, energia e dinheiro", disse o chefe da agência de inteligência holandesa, Erik Akerboom, à agência Reuters.

Ainda não houve reação de Moscovo. Contudo, o Kremlin negou frequentemente no passado acusações de espionagem, que considera fazerem parte de uma campanha de difamação ocidental contra a Rússia.

O Serviço Geral de Inteligência e Segurança Holandês (AIVD) referiu em comunicado que o homem, que assimiu o pseudónimo Viktor Muller Ferreira, foi detido num aeroporto holandês. Foi declarado estrangeiro indesejável e colocado no próximo voo de regressio para o Brasil, onde será sujeito a processos judiciais.

"Isso mostra-nos claramente o que os russos estão a fazer - a tentar obter acesso ilegal a informações dentro do TPI. Classificamos isso como uma ameaça de alto nível", acrescentou Akerboom, que confirmou que o homem foi aceite pelo tribunal para um estágio.

A porta-voz do TPI afirmou que o tribunal estava grato às autoridades holandesas pela operação e pela exposição dos riscos de segurança. "O TPI leva as ameaças muito a sério e continuará a trabalhar e a cooperar com a Holanda", disse Sonia Robla.

As autoridades brasileiras não comentaram o caso.

(Agência Reuters)

18h40 - Presidente romeno apela a corredores marítimos para exportação de cereais

O presidente da Roménia apelou hoje, durante a visita a Kiev com os líderes da Alemanha, França e Itália, ao envolvimento da comunidade internacional na abertura de um corredor marítimo para permitir à Ucrânia exportar cereais.

"A Roménia apela a que todos os intervenientes relevantes participem na criação de uma coligação de Estados para apoiar o esforço internacional para a abertura de corredores azuis para o transporte marítimo, em segurança, através do Mar Negro", referiu Klaus Iohannis.

Com o bloqueio do Mar Negro aos navios ucranianos, a Rússia está a impedir as exportações a partir dos portos da Ucrânia, país que é um dos maiores produtores mundiais de cereais, o que está a provocar receios de uma crise alimentar global.

O apelo de Klaus Iohannis foi feito numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com os líderes da Alemanha, Olaf Scholz, França, Emmanuel Mácron, e Itália, Mario Draghi.

Segundo o chefe de Estado da Roménia, desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, no final de fevereiro, a Ucrânia exportou mais de um milhão de toneladas de cereais através do porto romeno de Constance, no Mar Negro.

"Além disso, estamos a trabalhar para abrir novos pontos de passagem na fronteira com a Ucrânia", avançou Klaus Iohannis, que também se comprometeu a reabilitar as vias da precária rede ferroviária da Roménia para que o país possa transportar mais cereais ucranianos para os seus portos do Danúbio e do Mar Negro.

Em consonância com os líderes da Alemanha, França e Itália, o chefe de Estado romeno manifestou o seu apoio à concessão à Ucrânia do estatuto de candidato à União Europeia (UE).

Iohannis também defendeu a concessão desse estatuto à Moldávia e à Geórgia no Conselho Europeu se realiza em 23 e 24 de junho.

(Agência Lusa)

18h02 - Rússia admite suspender fornecimento pelo gasoduto Nord Stream

A Rússia advertiu hoje que os problemas técnicos com as turbinas da empresa alemã Siemens poderão levar à suspensão do fornecimento através do gasoduto Nord Stream.

"Assim que todas as turbinas forem enviadas para reparação para o Canadá (o Nord Stream) pode ter de parar. Creio que isso será uma catástrofe para a Alemanha", afirmou o embaixador russo na União Europeia (UE), Vladimir Chizhov, à margem do Fórum Económico de São Petersburgo.

Chizhov instou a que fosse perguntado à Siemens sobre a necessidade do envio das turbinas para o Canadá.

"Não quero dar conselhos, mas passado todo este tempo eles podiam ter aprendido a repará-las", assinalou.

Pouco antes, o conselheiro delegado da Gazprom, Alexéi Miller reconheceu que, a data de hoje, não há solução para os problemas técnicos e que por causa disso tiveram de reduzir nos últimos dias o fornecimento de gás à Europa.

Miller explicou que a Siemens só tem uma fábrica onde fazer essas revisões técnicas dos motores e fica no Canadá.

"O Canadá impôs sanções e agora a Siemens não pode retirar as turbinas" para as devolver à Rússia, disse.

Além disso, desvendou que devido a estes problemas, tiveram de reduzir as unidades compressoras na estação de Portovaya, na região de Leninegrado.

(agência Lusa)

17h37 - Draghi acusa Moscovo de mentir sobre problemas no fornecimento de gás

A Rússia estava a mentir quando atribuiu a queda das exportações de gás a problemas técnicos, afirmou o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, acusando Moscovo de usar o gás por razões políticas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse anteriormente que a redução no fornecimento dos últimos dois dias não foram premeditadas, estavam antes relacionadas com problemas de manutenção.

Durante a visita a Kiev, Draghi descartou entretanto esta explicação: "Estão a fazer um uso político do gás como estão a usar os cereais politicamente".

17h30 - Bruxelas emite sexta-feira recomendação sobre candidatura à adesão

A Comissão Europeia vai emitir na sexta-feira a sua recomendação sobre a candidatura da Ucrânia à adesão à União Europeia, sendo expectável que se manifeste favorável à concessão do estatuto oficial de país candidato.

O parecer do executivo comunitário vai ser adotado na reunião semanal do colégio de comissários, que esta semana se celebra extraordinariamente à sexta-feira, e deverá ser analisado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 já na próxima semana, num Conselho Europeu agendado para 23 e 24 de junho, em Bruxelas.

Além da candidatura da Ucrânia, a Comissão Europeia deverá também emitir recomendações relativamente à Geórgia e Moldova, dois países que também se sentem particularmente ameaçados pela Rússia, e que, pouco depois de Kiev, apresentaram igualmente as suas candidaturas à adesão ao bloco europeu.

Menos de uma semana após o início da invasão pela Rússia, a 24 de fevereiro, a Ucrânia apresentou formalmente a sua candidatura à adesão, e, no início de abril, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, entregou em mão, em Kiev, ao Presidente Volodymyr Zelensky o questionário que as autoridades ucranianas entretanto preencheram e remeteram a Bruxelas, aguardando agora ansiosamente pelo 'veredicto' europeu.

16h40 - Visita Ucrânia. Claus Iohannis empenhado no apoio a Kiev

O presidente da Roménia, de visita à Ucrânia, expressou a total solidariedade romena para com o povo ucraniano. Claus Iohannis acusou a Rússia de uma ação de "premeditada, não justificada e não provocada".

16h34 - Visita Ucrânia. Emmanuel Macron diz que não pode aceitar agressão russa

Emmanuel Macron garantiu mais uma vez ao seu homólogo ucraniano que "a Europa está ao seu lado e assim continuará enquanto for necessário". "Não podemos aceitar a agressão russa", declarou o presidente francês.

16h26 - Zelensky acusa Moscovo de espalhar o medo na Europa

Na visita dos líderes de França, Alemanha e Itália, o presidente ucraniano acusou a Rússia de espalhar o medo pela Ucrânia e pela Europa. Volodymyr Zelensky sublinhou ainda que arrancar com o processo de entrada na União Europeia colocará a Ucrânia numa posição mais forte.

16h21 - Mario Draghi diz que viagem a Kiev mostra que Itália quer ver Ucrânia como parte da UE

O primeiro-ministro italiano declarou que a principal mensagem das suas conversas com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e os líderes da França e da Alemanha, foi que a Itália quer ver o Reino Unido como parte da União Europeia. Falando numa conferência de imprensa conjunta na capital ucraniana, Draghi dis apoiar plenamente as investigações sobre crimes de guerra na Ucrânia.

15h23 - França, Alemanha, Itália e Roménia apoiam concessão “imediata” à Ucrânia de estatuto de candidata à UE

O presidente francês disse esta quinta-feira que todos os líderes europeus presentes em Kiev esta quinta-feira apoiam a concessão "imediata" do estatuto de candidata à Ucrânia.

Em conferência de imprensa após a reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em que também estiveram os líderes de Itália, Alemanha e Roménia, Emmanuel Macron afirmou que os quatro países da UE apoiam a atribuição "imediata" à Ucrânia do estatuto de candidata à União Europeia.

"Todos nós os quatro apoiamos o estatuto de candidato imediato à adesão", disse Macron. "Este estatuto será acompanhado por um guião e terá também em conta a situação nos Balcãs e na vizinhança, em particular na Moldávia", acrescentou o presidente francês na conferência de imprensa.

14h37 - Reino Unido sanciona patriarca Kirill, igreja russa diz que medidas são absurdas

O Reino Unido sancionou o Patriarca Kirill, chefe da Igreja Ortodoxa Russa, como parte de uma nova ronda de medidas em resposta à invasão da Ucrânia. O líder religioso de 75 anos "está a ser sancionado pelo seu apoio à guerra de Putin", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

Essas medidas, que incluem a proibição de entrar no território britânico e o congelamento de bens no Reino Unido, também visam Maria Lvova-Belova, mediadora dos direitos da criança no Kremlin, devido à "adoção forçada e transferência de crianças ucranianas".

São ainda alvos destas medidas líderes do setor de transporte e soldados acusados de "matar, violar e torturar civis" em Bucha, perto de Kiev.

"Temos como alvo os cúmplices e perpetradores da guerra de Putin que estão a infligir sofrimento incalculável à Ucrânia, incluindo a transferência forçada e a adoção de crianças", afirmou a ministra Liz Truss em comunicado.

A igreja russa já reagiu ao anúncio das sanções considerando-as "absurdas" e "sem sentido", segundo a agência France-Press. "As tentativas de intimidar o Patriarca da Igreja Russa ou forçá-lo a abandonar os seus pontos de vista são absurdas, sem sentido, sem esperança", disse o porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, Vladimir Legoida, em comunicado.

"A Igreja - especialmente agora - é a última ponte, um meio de comunicação que eles estão tentando destruir", acrescentou, denunciando "forças políticas que fizeram da escalada do conflito e do distanciamento da paz o seu principal objetivo".

Segundo o porta-voz, essas sanções visam "romper a comunicação já seriamente prejudicada entre a comunidade europeia e a Rússia".

O patriarca Kirill, líder dos ortodoxos russos desde 2009, colocou a sua Igreja ao serviço do presidente russo, Vladimir Putin, apoiando desde início a ofensiva militar na Ucrânia.

A Comissão Europeia propôs sancioná-lo, mas a União Europeia desistiu na sequência da oposição por parte da Hungria.

(com Lusa)

14h23 - Stoltenberg reitera apoio da NATO a Kiev na sequência de declarações do papa Francisco

O secretário-geral da NATO reiterou esta quinta-feira o compromisso da Aliança Atlântica de apoio à Ucrânia. Jens Stoltenberg condenou "uma guerra implacável de atrito" e garantiu que a Ucrânia continuará a receber "apoio sem precedentes para se defender da agressão de Moscovo".

"Todos os países têm o direito de escolher o seu próprio caminho, sem interferência externa", afirmou o responsável, acrescentando que a NATO planeia avançar com um novo pacote de apoio à Ucrânia, no sentido de melhorar as operações e modernizar as armas que o país tem à sua disposição.

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações recentes do papa Francisco, que admitia há dias que a guerra na Ucrânia pudesse ter sido provocada, Jens Stoltenber apontou o dedo a Vladimir Putin, afirmando que o presidente russo é o único culpado pelo conflito.

"A NATO é uma aliança defensiva, a guerra da Ucrânia é uma guerra do presidente Putin. O que a NATO tem feito nos últimos anos é apoiar uma nação soberana e independente. Isso não constitui uma ameaça para ninguém. Isso não é uma forma de provocação", reiterou.

14h17 - Ataque aéreo em Lysychansk provoca pelo menos três mortes

Um ataque aéreo russo na cidade de Lysychansk matou três pessoas e fez pelo menos sete feridos. Lysychansk fica no leste da Ucrânia, junto a Severodonetsk.

13h36 - Ucrânia: Zelensky "aceitou o convite" de Scholz para participar no próximo G7

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky "aceitou o convite" de Olaf Scholz para participar na próxima cimeira do G7 no final de junho na Baviera, indicou o chanceler alemão.

"Obrigado Zelensky por aceitar o meu convite para participar da cimeira do G7", que se irá realizar entre 26 a 28 de junho na Alemanha, indicou no Twitter.

O chanceler alemão não especificou se Zelensky vai viajar para a Baviera ou se vai intervir por videoconferência.

 
12h55 - "Dia cheio". Zelensky recebe líderes europeus em Kiev

"Um dia cheio. Reuniões importantes. Tenho o prazer de me encontrar com o presidente da França Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha Olaf Scholz, o primeiro-ministro da Itália Mario Draghi e o presidente da Roménia Klaus Iohannis em Kiev!", disse o presidente da Ucrânia através do Telegram.



12h45 - Alemanha espera entregar sistemas de mísseis entre julho e agosto

A ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, disse hoje que seu país espera entregar à Ucrânia sistemas de lançamento de mísseis "no final de julho" ou "início de agosto", depois de treinar as forças armadas no uso desse armamento.

"O treino para [o uso] desses mísseis pode começar no final de junho, para que a entrega possa ser no final de julho, início de agosto", declarou Christine Lambrecht à chegada à reunião de responsáveis pela Defesa da NATO, que se realiza em Bruxelas.

As declarações da ministra ocorrem depois de a Alemanha ter prometido entregar a Kiev múltiplos sistemas de lançamento de mísseis e munição guiada, no âmbito da terceira reunião do grupo de contacto de apoio à Ucrânia, organizada na quarta-feira em Bruxelas, e numa altura em que o chanceler alemão, Olaf Scholz, visita a Ucrânia, em conjunto com os presidentes francês, Emmanuel Macron, e romeno, Klaus Iohannis, e o primeiro-ministro italiano Mário Draghi.

Scholz continua a assegurar o seu apoio à Ucrânia, dizendo que a Alemanha é um dos principais contribuintes de ajuda financeira ao país, mas o certo é que tem prometido desde o início da guerra entregas de armas, que desde então ainda não se materializaram, o que lhe tem valido críticas quer na Alemanha quer na Ucrânia.

A ministra destacou que "serão três os sistemas com os correspondentes mísseis e o treino correspondente" o que irá ser fornecido à Ucrânia.

(agência Lusa)

12h10 - "Vamos reconstruir tudo", garante Mario Draghi

O primeiro-ministro italiano falou aos jornalistas durante a visita a Irpin, onde esteve acompanhado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, e ainda pelo presidente romeno Klaus Iohannis.

Os russos "destruíram jardins de infância, parques infantis. Vamos reconstruir tudo", adiantou Mario Draghi, referindo ainda que as palavras dos ucranianos nesta visita falam sobretudo da reconstrução do país que já está em marcha.

12h05 - Olaf Scholz: "Crueldade inimaginável" na Ucrânia deve terminar

O chanceler alemão considerou hoje, durante a visita a Irpin, que esta cidade se tornou num "símbolo da crueldade" da Rússia na Ucrânia.

"Irpin, tal como Bucha, tornou-se num símbolo da inimaginável crueldade da guerra russa, da violência sem sentido", disse no Twitter.

"A destruição brutal desta cidade é um aviso: esta guerra deve acabar", acrescentou ainda.


11h59 - Kremlin considera "fúteis" entregas de novas armas pelo Ocidente

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou esta quinta-feira que as entregas de armas à Ucrânia pelo Ocidente são "fúteis", comentário que surge no mesmo dia da visita do presidente francês, chanceler alemão e do primeiro-ministro italiano.

"Espero que os líderes desses três países não se concentrem apenas em apoiar a Ucrânia e a continuar a inundá-la com armas. É totalmente fútil e só trará mais danos a este país", afirmou o porta-voz.

11h52 - "Fãs de rãs, salsichas de fígado e esparguete". Medvedev ironiza sobre visita de três líderes europeus a Kiev

O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, menosprezou a visita dos três líderes europeus à capital ucraniana.

"Os fãs europeus de rãs, salsichas de fígado e espaguete adoram visitar Kiev. Sem qualquer utilidade", escreveu o responsável no Twitter.

Medved considera ainda que a visita de Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Mario Draghi "não aproximará a Ucrânia da paz".

11h47 - Rússia anuncia reabertura de corredor humanitário em Severodonetsk

As forças russas adiantam que vão reabrir um corredor humanitário para permitir a retirada de civis da cidade de Severodonetsk, nomeadamente da fábrica de Azot.

De acordo com as Nações Unidas, há cerca de 500 civis retidos nas instalações da fábrica, em condições cada vez mais precárias ao nível de água e alimentação.

11h33 - NordStream1 poderá ser encerrado devido a problemas técnicos

O embaixador da Rússia junto da União Europeia indicou esta quinta-feira à agência estatal russa RIA Novosti que o gasoduto NordStream 1 poderá ser suspenso devido a problemas na reparação de turbinas.

11h04 - "Estamos ao lado dos ucranianos sem ambiguidade", disse Macron em Irpin

O presidente francês afirmou hoje em Irpin que a Ucrânia "deve ser capaz de resistir e vencer" às investidas do exército russo.

Na visita à cidade que fica nos subúrbios de Kiev, Emmanuel Macron foi questionado pelos jornalistas sobre declarações recentes, muito criticadas, em que afirmou que a Rússia não poderia ser "humilhada".

"A França está ao lado da Ucrânia deste o primeiro dia. Estamos ao lado dos ucranianos sem ambiguidade", afirmou o chefe de Estado francês.

10h54 - Rússia e EUA estão num ponto de confronto "muito quente", diz o Kremlin

A Rússia e os Estados Unidos estão atualmente num "ponto de confronto muito, muito quente", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Estamos hoje num ponto de confronto muito, muito quente", afirmou o representante da Presidência russa à agência RIA Nóvosti.

De acordo com Peskov, apesar das esperanças que surgiram sobre uma possível melhoria nas relações após o encontro de há um ano entre os líderes dos dois países em Genebra, na Suíça, "Washington recusou-se a discutir a questão da segurança da Rússia e a não expansão da NATO" para as fronteiras russas.

Comentando a possibilidade de um novo encontro entre Vladimir Putin e Joe Biden, Peskov disse que "dificilmente seria possível agora ou num futuro próximo".

A única maneira de normalizar as relações é os EUA renunciarem às suas ambições de hegemonia e entenderem que "a Rússia não quer, não é e não pretende ser o vassalo de ninguém em nenhum sentido", sublinhou.

(agência Lusa)

10h44 - Macron diz que foram cometidos crimes de guerra em Irpin

Na visita à cidade que fica às portas de Kiev, o presidente francês afirmou que foram cometidos massacres e crimes de guerra em Irpin.

"É uma cidade heróica, marcada pelo estigma da barbárie", afirmou Emmanuel Macron.

10h40 - Líderes europeus em Irpin

No local, os enviados especiais da RTP a Kiev dão conta do forte dispositivo de segurança que implica a visita de Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Mario Draghi.

9h48 - Macron, Scholz e Draghi visitam Irpin

Os três líderes europeus estão em Irpin, perto de Kiev, local onde os ucranianos travaram a progressão das tropas russas. A cidade ficou completamente destruída.

Tal como Bucha ou Borodianka, Irpin foi palco de atrocidades durante a ocupação por parte do exército russo, em março.

Também o primeiro-ministro português, António Costa, visitou Irpin na viagem a Kiev, em maio.  

9h32 - Quatro mortes em Sumy após ataque russo

O governador da região de Sumy, Dmytro Zhyvytskyi, indicou esta quinta-feira que pelo menos quatro pessoas morreram na sequência de um ataque aéreo russo lançado durante a última madrugada. Outras seis pessoas ficaram feridas.

De acordo com o responsável local, o ataque aéreo foi seguido de 26 tiros disparados a partir da fronteira russa.

8h34 - "Combates ferozes estão a ser travados por todas as casas" de Severodonetsk, diz o governador de Lugansk

Sergei Gaidai, governador de Lugansk, indicou esta quinta-feira que há "combates ferozes" a decorrer "por todas as casas" da cidade de Severodonetsk.

Numa declaração através do Telegram, o governador refere que a Ucrânia necessita de "artilharia de longo alcance" neste campo de batalha de forma a conseguir "empurrar os russos" para uma distância segura.

Ainda segundo o governador de Lugansk, cerca de 10 mil civis continuam na cidade de Severodonetsk. Antes da invasão russa, a cidade tinha cerca de 100 mil habitantes, indica.

8h20 - Scholz promete ajudar a Ucrânia "durante o tempo que for preciso"

No dia da visita do chanceler alemão a Kiev, o jornal alemão Bild publica uma entrevista com Olaf Scholz, onde este se compromete a ajudar a Ucrânia a fazer frente à invasão russa "durante o tempo que for preciso".

Sobre a visita que hoje decorre, Scholz afirmou que o objetivo é não apenas a demonstração de solidariedade. "Queremos assegurar que estamos a organizar ajuda financeira, humanitária, mas também em matéria de armamento", adiantou.

"Vamos continuar durante o tempo que for preciso na luta pela independência da Ucrânia", afirmou o chanceler alemão ao jornal.

7h41 - Macron, Scholz e Draghi já chegaram a Kiev

O presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro italiano Mario Draghi visitam hoje a capital ucraniana.

De acordo com o gabinete do presidente francês, os três líderes europeus já se encontram em Kiev.

Macron, Scholz e Draghi chegaram de comboio às 9h30 (hora local, 7h30 em Portugal Continental), de acordo com uma equipa da agência France Presse que está no terreno.

Os três líderes de França, Alemanha e Itália vão reunir-se com o presidente Volodymyr Zelensky pela primeira vez desde o início da invasão russa, em fevereiro.
À chegada, Emmanuel Macron disse aos jornalistas que esta visita representa "um momento importante" e que envia uma "mensagem de unidade" em torno do povo ucraniano.

Os três líderes estão na Ucrânia para "falar sobre o presente e o futuro do país", afirmou o presidente francês. "Sabemos que as próximas semanas serão muito duras", completou ainda.

Nos últimos meses, outros líderes europeus viajaram até à capital ucraniana, numa demonstração de apoio a Kiev. O primeiro-ministro português, António Costa, esteve na Ucrânia em maio.

7h35 - Nacionalidade russa para crianças que nasceram em Kherson desde 24 de fevereiro

As crianças nascidas na região de Kherson, na Ucrânia, desde 24 de fevereiro - dia em que se iniciou a invasão russa - vão receber automaticamente a cidadania russa.

A informação foi confirmada por Kirill Stremousov, vice-chefe da administração militar-civil imposta pela Rússia na região ocupada de Kherson, em declarações à agência de notícias russa RIA Novosti.

"As crianças nascidas após 24 de fevereiro na região de Kherson vão receber automaticamente a cidadania da Federação Russa. Além disso, os órfãos também serão registados como cidadãos da Federação Russa".

Na quarta-feira, Stremousov afirmava que "milhares de cidadãos" em território ocupado desde a invasão estão a requerer a cidadania russa.

Ponto de situação

  • A Ucrânia ignorou o ultimato russo para a rendição em Severodonetsk, numa altura em que Moscovo já controla 80% da cidade. Severodonetsk transformou-se nas últimas semanas num ponto fulcral para os avanços da Rússia no leste do país. Nas últimas horas, as forças russas ordenaram que as tropas ucranianas parassem com o que designam de “resistência sem sentido” e que “deponham as armas”. Acusou ainda Kiev de ter dificultado os planos de abertura um corredor humanitário para os civis pudessem abandonar a cidade.

  • Milhares de civis, incluindo mulheres, crianças e idosos, estão retidos em Severodonetsk, perante uma situação cada vez mais complicada a nível de alimentação, água potável, saneamento ou eletricidade. Outra situação complexa é a da fábrica de Azot: cerca de 500 civis deverão estar retidos no complexo industrial junto de soldados ucranianos.

  • Os Estados Unidos vão fornecer mais um pacote de ajuda militar à Ucrânia acima de mil milhões de euros (cerca de 960 milhões de euros). O presidente ucraniano expressou na quarta-feira a sua "gratidão" pelo reforço no apoio. O novo pacote de ajuda incluirá artilharia, sistemas de defesa costeira e `rockets`, para apoiar os ucranianos "nas suas operações defensivas" no Donbass.

  • O presidente Zelensky pediu à UE que reforce as sanções à Rússia e alertou que as forças de Moscovo podem atacar outros países depois da invasão da Ucrânia. Num discurso perante o parlamento checo, Volodymyr Zelensky disse que a invasão da Ucrânia por Moscovo “é o primeiro passo que a liderança russa precisa para abrir caminho para outros países, para a conquista de outros povos”.

  • O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse na quarta-feira que os aliados vão continuar a ajudar a Ucrânia, dando mais armas pesadas e sistemas de longo alcance. Nesse sentido, espera-se um acordo sobre um novo pacote de assistência a Kiev que deverá ser aprovado na cimeira da Aliança Atlântica, que decorre no final deste mês em Madrid. Este novo reforço ajudará a Ucrânia a fazer a transição entre o antigo armamento da era soviética para equipamentos “mais modernos”, dentro do padrão da NATO, afirmou.

  • Numa conversa telefónica na quarta-feira, o presidente da China, Xi Jinping, garantiu a Vladimir Putin o apoio de Pequim à “soberania e segurança” russas. Pequim continua “disposta a oferecer apoio [à Rússia] em questões relacionadas a interesses centrais e grandes preocupações, como soberania e segurança”, informou a emissora estatal CCTV. De seguida, Washington alertou que Pequim corre o risco de acabar “do lado errado da história”. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA respondeu: “A China afirma ser neutra, mas o seu comportamento deixa claro que ainda está a investir em laços estreitos com a Rússia”.