“Agora, não há dúvida de que a Rússia tentará não apenas limitar o máximo possível, mas fechar completamente o fornecimento de gás para a Europa no momento mais agudo”, indicou o chefe de Estado ucraniano no serviço de mensagens Telegram.
“É para isso que nos precisamos de preparar, é isso que está a ser provocado agora. Porque cada concessão nessas condições é entendida pela liderança russa como um incentivo para uma pressão maior e mais forte”, sustentou Volodymyr Zelensky.
“A Rússia nunca jogou de acordo com a regras no setor da energia e não o vai fazer agora, a menos que veja poder”, acrescentou Volodymyr Zelensky.
A Ucrânia convocou o embaixador do Canadá em Kiev, após o anúncio “inaceitável” da devolução à Alemanha das turbinas do gasoduto Nord Stream 1, por onde entra grande parte do gás natural russo. As turbinas estavam em manutenção no Canadá numa propriedade do grupo alemão Siemens.
O fornecimento de gás da Rússia à Alemanha é interrompido a partir de hoje durante dez dias devido aos trabalhos de manutenção do gasoduto Nord Stream 1 do Mar Báltico.
(agência Lusa)
Os governos da Alemanha e República Checa subscreveram em Praga um pacto de solidariedade energética, perante a crescente incerteza quanto ao fluxo de gás russo para a Europa.
“No caso de baixa dos fornecimentos de gás, coordenaremos as nossas decisões”, assinalou o ministro da Indústria e Comercio checo, Jozef Síkela, cujo país enfrenta o desafio de acabar com a dependência energética da Federação Russa.
Em declarações emitidas pela estação pública CT24, Síkela não descartou que o trabalho de manutenção no gasoduto Nord Stream 1 possa converter-se em objeto de chantagem.
O acordo assinado durante a visita hoje à capital checa do vice-chanceler e ministro da Economia e Ambiente alemão, Robert Habeck, é similar aos que a Alemanha já assinou com outros Estados vizinhos, como Dinamarca ou Áustria.
“Vamos ajudar-nos mutuamente com o fornecimento de gás. Fá-lo-emos com a República Checa. Para o concretizar, devemos analisar diversos cenários”, disse Habeck.
(agência Lusa)
Jake Sullivan também afirmou que os Estados Unidos têm informações que mostram que o Irão está a preparar-se para treinar forças russas no uso desses drones.
Um funcionário das autoridades russas que controlam parte da região de Kharkiv morreu na sequência de um atentado, divulgou esta segunda-feira a administração, num momento em que este tipo de ataques está a aumentar nas áreas ucranianas ocupadas.
Yevgeny Yunakov, responsável pela administração da cidade de Veliky Burluk, morreu após a explosão de uma bomba colocada no seu carro, adiantou a administração de ocupação, citada pela agência de notícias russa TASS.
A mesma fonte, que não especificou a data do ataque, explicou que este “ato terrorista” foi cometido por um grupo de sabotadores ucranianos que se infiltraram atrás das linhas russas.
(agência Lusa)
O homem mais rico da Ucrânia anunciou que vai ceder a totalidade dos seus ativos na comunicação social ao Estado, no quadro de uma lei que visa desfazer "a influência excessiva dos oligarcas".
Em comunicado divulgado no sítio da sua 'holding' SCM, Rinat Akhmetov anunciou que, "esta semana, o Media Group Ukraine vai ceder ao Estado todas as suas licenças ucranianas das cadeias de televisão e da comunicação social escrita". Anunciou também o fim das atividades do grupo na informação em linha.
O empresário, de 55 anos, adiantou que esta decisão era "ditada" pela entrada em vigor de uma lei que visa "prevenir os riscos para a segurança nacional ligados à influência excessiva dos oligarcas", adotada em setembro de 2021.
No texto, lamentou que "o prazo de seis meses previsto pela lei para a venda de ativos mediáticos, associado à agressão militar russa contra a Ucrânia, faz com que seja impossível à SCM vender as suas atividades em condições de mercado".
O Media Group Ukraine é constituído por 10 canais de televisão, entre os quais várias cadeias de informação, uma plataforma de vídeos por encomenda e um sítio de informação na internet.
Mykhailo Podoliak, um conselheiro do presidente Volodymyr Zelensky, saudou esta decisão, na rede social Twitter, e considerou que a lei de "desolioarquização" é o início de uma nova página nas relações entre o Estado e as empresas".
Por outro lado, esta situação acontece no contexto da atribuição pela União Europeia à Ucrânia do estatuto de candidato, acompanhado por uma longa lista de requisitos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, requereu em particular que a lei que pretendia desfazer "a influência excessiva dos oligarcas na economia" fosse "aplicada de uma maneira juridicamente forte".
Dono de uma fortuna estimada pela Forbes em 4,2 mil milhões de dólares, Rinat Akhmetov é o presidente do clube de futebol Shakhtar Donetsk. A SCM Holdings está principalmente ativa na siderurgia, energia, carvão e metalurgia.
Natural do leste do país e desde há muito considerado pró-russo, Akhmetov criticou a invasão da Ucrânia pelos russos. A sua fortuna caiu acentuadamente nos últimos meses, com a destruição de várias das suas fábricas, como a da Azovstal, em Mariupol.
(agência Lusa)
O Gasoduto Nord Stream 1 iniciou esta segunda-feira uma paragem regular de manutenção que vai durar até ao próximo dia 21.
Apesar de programada esta paragem está a causar apreensão já que pode prejudicar a preparação do inverno na Europa.
Alemanha e França são os países que mais temem o fechar de torneiras do gás russo, num contexto de retaliação devido às sanções face à guerra na Ucrânia.
As cidades de Kramatorsk e Sloviensk são as duas principais cidades do Donetsk ainda não tomadas pelas forças russas. Os bombardeamentos sistemáticos visam levar as populações a abandonar ambas as cidades.
A companhia estatal russa GazProm alegou que o gasoduto Nord Stream 1 foi parado para manutenção, mas as autoridades alemãs admitem que o Kremlin feche a torneira do gás à Europa.
Os clubes ucranianos de futebol decidiram a 26 de abril terminar o campeonato sem designar um campeão. O Shakhtar Donetsk, líder da liga, estava a dois pontos do Dínamo de Kiev quando as autoridades ucranianas decidiram interromper a temporada.
Vadym Gutzeit assegurou ainda que os jogos da nova temporada terão lugar em território da Ucrânia, mas sem espectadores e no respeito obrigatório das regras de segurança decretadas.
As autoridades da Polónia assinalaram hoje o aniversário do massacre de polacos por nacionalistas ucranianos durante a Segunda Guerra Mundial, considerando que as relações bilaterais entre os dois povos serão fortalecidas com o reconhecimento da tragédia.
Na celebração do Dia da Memória das Vítimas do Genocídio, o presidente polaco, Andrzej Duda, e o primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, disseram que este é o momento certo para condenar o assassínio de milhares de civis polacos por ucranianos durante a Segunda Guerra Mundial, para dar às vítimas a homenagem que merecem.
"Que esta verdade sirva de facto de base para novas relações entre os nossos países e comunidades, que tanto as nossas nações, como os nossos Estados precisam para o futuro, a fim de transformar a fraqueza em força", afirmou Duda.
De acordo com os historiadores, mais de 100 mil polacos, incluindo mulheres e crianças, foram mortos por nacionalistas ucranianos nas regiões na altura pertencentes ao sudeste da Polónia e que agora estão sob o controlo da Ucrânia.
A tragédia que ocorreu entre 1942 e 1945 continua, no entanto, a ser um ponto de discórdia entre as duas nações, tendo sido durante décadas um tema foi reprimido por Moscovo e ainda hoje difícil de debater.
A data de 11 de julho de 1943 assinala o auge do genocídio, conhecido como "Domingo Sangrento", quando os combatentes da Organização dos Nacionalistas Ucranianos atacaram os polacos que rezavam nas igrejas de mais de 100 aldeias, principalmente na região de Volhynia.
Para homenagear as vítimas mortais, a Polónia marcou o dia em 2016 e insiste até hoje que os acontecimentos constituíram um genocídio, como também foram esta segunda-feira descritos nos discursos de Duda e Morawiecki.
A Ucrânia, no entanto, encara a Organização dos Nacionalistas Ucranianos como combatentes da independência, sendo que a identidade ucraniana enquanto Estado soberano foi construída em torno do grupo.
Os dois líderes polacos acrescentaram que a discórdia à volta do tema apenas dividirá os países vizinhos e acabará por servir os interesses de Moscovo.
Entre os aliados mais firmes da Ucrânia na defesa contra a agressão da Rússia, a Polónia já recebeu milhões de refugiados ucranianos desde a invasão russa a 24 de fevereiro e forneceu ao país vizinho apoio político, armas e rotas para exportações, especialmente de cereais.
Um dos hotéis mais luxuosos de Moscovo, o Ritz-Carlton, com as suas vistas deslumbrantes para a Praça Vermelha, foi renomeado Carlton Moscovo, depois de a empresa-mãe, a Marriott International, suspender as operações na Rússia após a ofensiva contra a Ucrânia.
Funcionará "como um hotel independente", de acordo com um comunicado citado pelas agências noticiosas russas, enquanto anteriormente era gerido pela Ritz-Carlton Hotel Company, uma subsidiária do Grupo Marriott.
O número de ucranianos que entram na União Europeia (UE) estabilizou nas últimas semanas e atualmente está ao mesmo nível do período pré-guerra na Ucrânia, disse hoje a comissária europeia dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, em Praga.
"No que diz respeito aos fluxos de refugiados, a situação agora é estável. O número de passagens na fronteira entre a UE e a Ucrânia está ao mesmo nível que antes da guerra e da (pandemia da) covid-19", disse Johansson à chegada a capital checa, onde se realiza hoje uma reunião informal dos ministros do Interior dos 27.
A comissária explicou que, neste momento, o número de entradas e saídas entre a UE e a Ucrânia é quase o mesmo.
"Acho que muitas pessoas (ucranianas) tomarão uma decisão (sobre voltar) antes do início das aulas (no outono)", disse Johansson aos jornalistas.
Por outro lado, o ministro do Interior da República Checa, Vit Rakusan, cujo governo preside à União Europeia (UE) este semestre, disse hoje que ainda não está claro se o número de refugiados de guerra voltará a aumentar nas próximas semanas.
"Todos esperamos que a situação melhore, mas ainda não vemos o fim da guerra. Temos que estar preparados para novas ondas", disse o ministro do Interior checo.
Rakusan sublinhou, a propósito, que alguns países da UE acolheram tantos refugiados que já estão no limite das suas capacidades, o que exige conversações a nível europeu sobre mais solidariedade e ajuda financeira.
De acordo com a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), entre o início da guerra - em 24 de fevereiro - e o final de junho, mais de seis milhões de pessoas da Ucrânia, principalmente mulheres e menores, mudaram-se para a UE, enquanto cerca de 3,1 milhões retornaram ao seu país.
A maioria dos refugiados foi acolhida pela Polónia (1,2 milhões), Alemanha (670.000) e República Checa (388.000), segundo dados recentes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
A Ucrânia exortou os seus parceiros a imporem novas sanções à Rússia e a reforçarem o fornecimento de armas de fogo a Kiev para punir Moscovo pelo anúncio da simplificação do processo de naturalização russa para cidadãos ucranianos.
Num comunicado no seu site, o Ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiro descreve a decisão russa como uma violação da soberania ucraniana e que vê como contrária aos princípios do direito internacional.
Road signs in Vilnius, Lithuania 🇱🇹
— Euromaidan Press (@EuromaidanPress) July 11, 2022
📷 Volodymyr Omelian via @Ukrinform_News pic.twitter.com/OfBNzzrzHm
Held talks with 🇹🇷 President @RTErdogan. Thanked for condolences over new civilian victims of the Russian aggression. We appreciate 🇹🇷 support. Discussed the importance of unblocking 🇺🇦 ports and resuming grain exports. We must also prevent Russia from taking our grain from TOT.
— Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 11, 2022
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, exortou hoje o seu homólogo russo, Vladimir Putin, a aceitar o prolongamento do mecanismo transfronteiriço que permite à ONU enviar ajuda humanitária para as zonas na Síria não controladas por Damasco.
"Erdogan insistiu no facto de conceder importância ao prolongamento do mecanismo transfronteiriço na Síria", no decurso de um contacto telefónico com Putin, indicou a presidência turca em comunicado e quando a Rússia bloqueia no Conselho de Segurança da ONU o prolongamento deste mecanismo.
Em julho de 2020, a China e a Rússia vetaram uma resolução da ONU que mantinha dois pontos de passagem a partir da Turquia para a entrega de ajuda humanitária a Idlib. Alguns dias depois, o Conselho de Segurança (CS) autorizou a entrega de ajuda apenas através de Bab al-Hawa, um dos pontos de passagem. Esse mandato de um ano foi depois prolongado por um ano, e expirou na semana passada.
Na sexta-feira, a Rússia vetou no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução da Noruega e da Irlanda para estender por um ano a autorização para ajuda humanitária transfronteiriça à Síria.
Em causa estava um projeto para extensão do período de autorização transfronteiriça, em vigor desde 2014, que termina no domingo e tem permitido a utilização da passagem fronteiriça Bab al-Hawa para entregar ajuda humanitária à população da província síria de Idlib, que está sob controle rebelde.
O texto proposto pela Noruega e pela Irlanda, responsáveis pelo processo no Conselho de Segurança, incluía uma prorrogação de seis meses até 10 de janeiro de 2023, "com uma prorrogação de mais seis meses, até 10 de julho de 2023, salvo decisão em contrário do Conselho".
A Rússia propôs ao Conselho de Segurança um outro projeto, que prevê uma extensão de seis meses apenas.
No decurso do contacto telefónicode hoje com Putin, Erdogan também abordou a necessidade de estabelecimento de vias seguras para a exportação de cereais ucranianos, para além de terem avaliado a situação militar na Ucrânia.
Segundo o comunicado da presidência de Ancara, Erdogan disse ao líder russo que poderia ser benéfico para as duas partes o prosseguimento das conversações de paz iniciadas em Istambul entre a Rússia e a Ucrânia.
O chefe de Estado turco também voltou a declarar que o seu país está disposto a acolher uma cimeira entre Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinalou a presidência no comunicado.
Também hoje, o Presidente turco insistiu com as Nações Unidas para ser estabelecido um corredor marítimo para exportar cereais da Ucrânia através do Mar Negro, indicou a agência noticiosa oficial Anadolu.
Citado pela agência noticiosa russa TASS, a administração russa da região de Kharkiv anunciou que o chefe da cidade de Veliki Burluk, Yevgeny Yunakov, tinha morrido após a explosão de uma bomba colocada debaixo do seu carro.
O governo espanhol exortou os grupos energéticos do país a "reduzirem o máximo possível" as importações de gás russo, depois de a Rússia se ter tornado em junho, contra todas as expectativas, o segundo fornecedor de Espanha à frente da Argélia.
"Seria bom [que as empresas] procurassem reduzir o máximo possível" as suas importações a partir da Rússia, afirmou a ministra espanhola da Transição Ecológica, Teresa Ribera, no final do Conselho de Ministros.
Ao contrário do petróleo, o gás russo não é afetado pelas sanções europeias adotadas após a invasão da Ucrânia, mas "é aconselhável procurar alternativas", insistiu Teresa Ribera.
Além de Kiev, Rutte também visitou Butsha, Irpin e Borodianka, três cidades à volta da capital ocupadas por tropas russas no início da guerra, símbolos das atrocidades cometidas pelo invasor.
Rutte anunciou ainda o envio de novos sistemas de artilharia de longo alcance e 200 milhões de euros em assistência financeira à Ucrânia.
Rinat Akhmetov anunciou que a sua empresa de investimento sairia do seu negócio de media para cumprir a legislação aprovada o ano passado com o objetivo de conter a influência dos "oligarcas".
Num comunicado enviado à Reuters, Akhmetov disse que o Media Group Ukraine iria entregar as licenças dos seus canais de televisão e meios de comunicação ao Estado ucraniano e colocar um ponto final nos meios de comunicação online.
Akhmetov disse que a sua empresa de investimento SCM não conseguiu vender o negócio de media no prazo delineado devido à guerra.
"Sendo o maior investidor privado na economia ucraniana, tenho afirmado repetidamente que nunca fui e não serei um oligarca", declarou.
O Barómetro das Crises alerta que se a integração dos refugiados ucranianos for semelhante à mais recente integração laboral de estrangeiros, aquelas pessoas serão mais mão-de-obra com contratos precários e baixos salários, propondo medidas pela igualdade salarial.
O Barómetro das Crises é um instrumento do Observatório sobre Crises e Alternativas, do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, e o trabalho é da responsabilidade do investigador João Ramos de Almeida, que procurou saber a que tipo de integração terão direito as pessoas refugiadas que vieram para Portugal na sequência da guerra na Ucrânia.
"À luz do período entre 2015 e 2020, a corrente migratória acomodou-se às características da economia nacional", refere o investigador, salientando que houve uma concentração de trabalhadores estrangeiros na área metropolitana de Lisboa, três quintos trabalhavam em serviços, a grande parte em atividades de baixa produtividade, que requeriam baixas qualificações e pagavam baixos salários.
(Agência Lusa)
O presidente Volodymyr Zelensky instruiu as chefias militares do seu país a formarem uma força de combate dotada de um milhão de soldados e armamento ocidental para tentar reconquistar território do sul, indica o ministro ucraniano da Defesa, Oleksii Reznikov, entrevistado pela imprensa britânica.
"Percebemos que, politicamente, é muito necessário para o nosso país. O presidente deu ordem para que o chefe militar supremo crie planos", disse o governante.
11h26 - Ponto de situação
- Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, voltou a ser alvo de ataques com mísseis russos na última madrugada. Um prédio civil e uma escola foram atingidos, testemunharam os enviados especiais da RTP António Mateus e Cláudio Calhau. Pelo menos uma pessoa está internada em estado grave.
- As estruturas militares da Rússia dizem ter abatido, nas últimas horas, mais de 500 soldados ucranianos. Afirmam também que foram destruídas largas quantidades de material de guerra fornecido à Ucrânia pelo Ocidente, nomeadamente "depósitos de munições para sistemas de lançamento múltiplo de rockets HIMARS, M777 Howitzer e armas de auto-propulsão 2S7 Pion fornecidas pelos Estados Unidos".
- O governador do exclave russo de Kaliningrado, Anton Alikhanov, propõe a completa proibição de transportes de mercadorias entre os três Estados do Báltico - Estónia, Letónia e Lituânia - e a Rússia, em retaliação face às restrições impostas pelas autoridades lituanas.
- Aumentou para 18 o número de vítimas mortais do ataque com mísseis russos que atingiu um bloco de apartamentos em Chasiv Yar, no leste da Ucrânia. Os socorristas continuam a tentar encontrar sobreviventes debaixo dos escombros.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a garantir que fará tudo para encontrar os responsáveis pelos últimos ataques contra civis.
- Na Ucrânia, não há onde armazenar as mais de 60 milhões de toneladas da última colheita de cereais, apesar de uma quebra da produção em mais de 45 por cento - a época estende-se até ao outono. Com os portos fechados, só foi possível escoar cinco mil toneladas; há mais de 22 mil a deteriorarem-se.
- O fornecimento de gás da Rússia à Alemanha é interrompido a partir desta segunda-feira, por dez dias, devido aos trabalhos de manutenção do gasoduto Nord Stream 1 do Mar Báltico. Os funcionários estão preocupados com a possibilidade de os abastecimentos não serem restabelecidos, por causa da guerra.
- O Ministério britânico da Defesa indica, no seu mais recente relatório sobre a evolução da guerra, que nem russos nem ucranianos alcançaram quaisquer avanços importantes durante o fim de semana. "No domingo, 10 de julho, os bombardeamentos de artilharia russos continuaram no sector norte do Donbass, mas provavelmente sem quaisquer avanços territoriais importantes", lê-se na síntese publicada na rede social Twitter.
A cidade de Kharkiv voltou a ser alvo de ataques com mísseis russos na última madrugada. Um prédio civil e uma escola foram atingidos. Pelo menos uma pessoa está internada em estado grave num hospital da cidade. Os enviados da RTP à Ucrânia, António Mateus e Cláudio Calhau, dão conta dos últimos desenvolvimentos.
10h49 - "Estamos a alimentar 400 milhões de pessoas no mundo"
Em declarações à estação britânica Sky News, o embaixador ucraniano em Londres, Vadym Prystaiko, sublinha a gravidade da situação dos cereais bloqueados no seu país.
"Estamos a alimentar 400 milhões de pessoas no mundo, não apenas nós. Ao mesmo tempo, não queremos ser vistos como alguém que está a produzir um bem muito valioso que pode ser-nos tirado. Continua a ser parte da nossa economia. Ainda é parte da nossa sobrevivência. Pedimos assistência, mas também queremos que as pessoas comprem o nosso futuro de uma forma decente, como toda a gente no mundo", afirmou o diplomata.
10h26 - Briefing operacional de Moscovo
As estruturas militares da Rússia dizem ter abatido, nas últimas horas, mais de 500 soldados ucranianos. Afirmam também que foram destruídas largas quantidades de material de guerra fornecido à Ucrânia pelo Ocidente, nomeadamente "depósitos de munições para sistemas de lançamento múltiplo de rockets HIMARS, M777 Howitzer e armas de auto-propulsão 2S7 Pion fornecidas pelos Estados Unidos".
O Ministério russo da Defesa reivindica ainda o abate de um avião de guerra ucraniano Su-25.
Terão morrido 300 operacionais ucranianos num ataque ao "ponto de destacamento temporário da 118ª Brigada de Defesa Territorial das Forças Armadas dda Ucrânia".
10h10 - Retaliação de Kaliningrado
O governador do exclave russo de Kaliningrado, Anton Alikhanov, propõe a completa proibição de transportes de mercadorias entre os três Estados do Báltico - Estónia, Letónia e Lituânia - e a Rússia, em retaliação face às restrições impostas pelas autoridades lituanas.
9h45 - Mísseis russos voltam a atingir Kharkiv
Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, no nordeste do país, voltou a ser atingida por mísseis das forças russas. Um dos projéteis reduziu parte de um prédio a escombros, dos quais foi resgatada uma septuagenária. Foi ainda atingida uma escola.
No centro da cidade, já esta manhã, morreram pelo menos três pessoas e outras 28 ficaram feridas na sequência de um ataque com rockets do sistema Smerch.
Os enviados especiais da RTP António Mateus e Cláudio Calhau estiveram no local.
9h20 - Número de mortos em Chasiv Yar aumenta
Aumentou para 18 o número de vítimas mortais do ataque com mísseis russos que atingiu um bloco de apartamentos em Chasiv Yar, no leste da Ucrânia. Os socorristas continuam a tentar encontrar sobreviventes debaixo dos escombros.
9h00 - Ucrânia sem capacidade de armazenamento de cereais
Na Ucrânia, não há onde armazenar as mais de 60 milhões de toneladas da última colheita de cereais, apesar de uma quebra da produção em mais de 45 por cento - a época estende-se até ao outono.
Com os portos fechados, só foi possível escoar cinco mil toneladas de grão; há mais de 22 mil a deteriorarem-se.
O Programa Alimentar Mundial da ONU depende da Ucrânia para garantir cerca de metade do stocks. Uma situação agravada pelo facto de a Índia, outro grande produtor, estar a atravessar uma seca extrema que compromete a campanha deste ano.
8h45 - A mensagem noturna de Zelensky
O presidente ucraniano voltou a garantir que fará tudo para encontrar os responsáveis pelos últimos ataques contra civis.
8h44 - Suspenso gás russo para a Alemanha durante dez dias
O fornecimento de gás da Rússia à Alemanha é interrompido a partir desta segunda-feira, por dez dias, devido aos trabalhos de manutenção do gasoduto Nord Stream 1 do Mar Báltico.
O fornecimento deverá ser retomado ao início da manhã de 21 de julho. Contudo, os funcionários estão preocupados com a possibilidade de os abastecimentos não serem restabelecidos, por causa da guerra.
8h36 - Fluxo de gás russo decresce
A russa Gazprom adianta que o seu abastecimento de gás à Europa através da Ucrânia, pelo ponto de entrada de Sudzha, era esta segunda-feira de 39,4 milhões de metros cúblicos, contra os 41,9 milhões de domingo.
8h24 - Lituânia aperta restrições sobre Kaliningrado
É uma medida que deverá acentuar a tensão diplomática com Moscovo. As autoridades lituanas decidiram expandir as restrições à circulação de bens para o exclave russo de Kaliningrado através do seu território, noticia a agência Reuters.
Os produtos sancionados a partir desta segunda-feira incluem madeira, cimento, álcool e químicos industriais à base de álcool, de acordo com um responsável alfandegário da Lituânia.
8h21 - Alegada tentativa de assassínio em Melitopol
A agência russa RIA Novosti noticia que Andriy Siguta, chefe da administração pró-russa imposta em Melitopol, na região de Zaporizhia, terá sido alvo de uma tentativa de assassínio.
8h05 - Kharkiv. Mísseis russos atingiram escola, sanatório e residência
A segunda maior cidade ucraniana foi atingida por dois misseis dirigidos contra uma escola, um sanatório e uma residência, todos eles infraestruturas civis. Os enviados da RTP António Mateus e Cláudio Calhau testemunharam o impacto, junto da população local, do quinto míssil em dez dias a atingir estabelecimentos comerciais em Kharkiv.
7h43 - "Sem grandes avanços territoriais"
O Ministério britânico da Defesa indica, no seu mais recente relatório sobre a evolução da guerra, que nem russos nem ucranianos alcançaram quaisquer avanços importantes durante o fim de semana.
No domingo, 10 de julho, os bombardeamentos de artilharia russos continuaram no sector norte do Donbass, mas provavelmente sem quaisquer avanços territoriais importantes", lê-se na síntese publicada na rede social Twitter.
Latest Defence Intelligence update on the situation in Ukraine - 11 July 2022
— Ministry of Defence 🇬🇧 (@DefenceHQ) July 11, 2022
Find out more about the UK government's response: https://t.co/SnhtVoG5js
🇺🇦 #StandWithUkraine 🇺🇦 pic.twitter.com/V620iZfEP7
"As forças urcranianas continuaram a aplicar pressão localizada sobre a linha de defesa russa no oblast de Kerson, no nordeste, também provavelmente sem atingir ganhos territoriais".
Londres aponta a "possível fadiga de combate" como um "rusco para as forças russas destacadas na Ucrânia".
7h23 - Ponto de situação
- Um ataque com mísseis russos em Chasiv Yar, no leste da Ucrânia, fez pelo menos 15 mortos e dezenas de feridos. O bombardeamento destruiu três edifícios de uma zona residencial da cidade, habitada por pessoas que trabalham em unidades fabris próximas.
- O presidente da Ucrânia,Volodymyr Zelensky, acusou as forças russas de terem atacado propositadamente os civis de Chasiv Yar, afirmando que “o castigo é inevitável para todos os assassinos russos”.
- As autoridades ucranianas exortaram os residentes de Kherson, no sul do país, e de Zaporizhia a deixaram as suas casas, numa altura em que estão a preparar uma contraofensiva. Estas regiões foram ocupadas pelas tropas russas no final de fevereiro. A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, deixou o aviso: “É certo que haverá combates, que haverá bombardeamentos de artilharia e, por isso, exortamos a que saiam com urgência”.
- Pelo menos dois civis morreram e dois ficaram feridos em bombardeamentos russos sobre a localidade de Siversk, perto de Severodonetsk. O governador de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, adianta que outras três pessoas sofreram ferimentos em Soledar. Em Bakhmut, terão sido queimadas sete casas.
- A imprensa ucraniana faz eco de uma notícia do jornal italiano Corriere della Sera, segundo a qual a Alemanha bloqueou um pacote de assistência da União Europeia à Ucrânia de nove mil milhões de euros. Berlim estará preocupada com o endividamento europeu.
- Moscovo restringiu o acesso ao portal do jornal alemão Die Welt, de acordo com a Reuters. O bloqueio foi pedido por procuradores russos, sem que tivessem sido divulgados mais detalhes sobre as motivações deste processo.
- Os serviços britânicos de informações militares deram ontem conta de avanços territoriais das forças russas nas proximidades de Popasna. No seu habitual relatório diário sobre a situação no teatro de guerra, o Ministério da Defesa do Reino Unido aponta também ataques contínuos em Slovyansk, no Donbass. As tropas da Rússia terão por objetivo o controlo da via E40, que liga Donetsk a Kharkiv.