Reportagem

Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Inês Geraldo, Andreia Martins, Carlos Santos Neves - RTP /

Reuters

Mais atualizações

22h30 - Zelensky. Ucrânia tem potencial militar para infligir grandes perdas à Rússia

O presidente ucraniano reuniu-se com as chefias militares e garantiu depois que o país tem potencial de grandes avanços no campo de batalha e de infligir grandes perdas à Rússia.

Num vídeo transmitido esta noite, Volodymyr Zelensky revelou que na reunião foram debatidos temas como a entrega de armamento moderno, acrescentando que era necessário aumentar o ritmo de ataques às posições russas.

“Concordamos que as nossas forças têm um forte potencial de avançar no campo de batalha e de infligir perdas significativas aos ocupantes”, afirmou.

Kiev espera que as armas fornecidas pelos países ocidentais, especialmente os mísseis de longo alcance US HIMARS, estacionados pela Ucrânia nas semanas recentes, irão permitir lançar uma contraofensiva e recapturar território.

22h03 - CIA desmente que Putin tenha algum problema de saúde grave

O diretor da CIA desmentiu que Vladimir Putin tenha algum problema de saúde grave. William Burns revelou num fórum sobre segurança que o Presidente russo está bem de saúde e defendeu que as informações que têm dado conta de que Putin tem um cancro são apenas rumores.


21h56 - Rússia e Ucrânia vão assinar acordo para libertar cereais bloqueados

A Turquia anunciou que a Rússia e a Ucrânia vão assinar o acordo para libertar os cereais bloqueados no território ucraniano. O acordo deverá seguir os termos propostos pela ONU, num processo em que o secretário-geral se envolveu diretamente. António Guterres estará a caminho de Istambul.


21h50 - Forças russas e ucranianas prosseguem confrontos na região de Kherson

As forças russas que ocupam a região de Kherson estão a responder à contra-ofensiva ucraniana. Os enviados-especiais da RTP António Mateus e Cláudio Calhau testemunharam o bombardeamento da artilharia russa à povoação de Lyman, a meio caminho entre Mykolaiv e Kherson.


21h19 - A RTP esteve na frente dos combates na região separatista de Donetsk

Russos prosseguem os ataques a Lyman, entre Mykolaiv e Kherson.


20h58 - Donbass. Civis procuram escapar ao cenário de guerra

A Rússia destruiu duas escolas e uma área industrial no leste da Ucrânia. Os civis estão a fugir em massa dos bombardeamentos no Donbass.


18h51 - Turquia anuncia acordo para exportação de cereais

Gabinete do presidente turco anunciou esta quinta-feira que na sexta-feira vai dar-se o acordo para a exportação de cereais com a presença de representantes ucranianos, russos e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

18h49 - 15 mil soldados russos mortos a Ucrânia, segundo Londres e Washington

As agências de informações dos Estados Unidos e do Reino Unido revelaram esta quinta-feira que cerca de 15 mil soldados russos morreram em território ucraniano.

17h53 - Rússia sanciona 39 pessoas dos serviços de segurança da Austrália

Moscovo anunciou esta quinta-feira ter adicionado 39 representantes de serviços de segurança e empresas de defesa da Austrália a uma lista proibida que impede de entrar na Rússia. Esta medida foi tomada como uma retaliação a uma lei australiana.

17h35 - Três mortos em ataque na cidade Kharkiv

A Rússia voltou a bombardear esta quinta-feira a cidade de Kharkiv. O balanço de vítimas mortais subiu para os três, num dia em que o país liderado por Putin retomou o fornecimento de gás apenas em 40 por cento.

Por outro lado, Kiev está a acusar a Rússia de estar a armazenar armas pesadas e munições em locais sensíveis, perto de pontos nucleares, ma cidade Zaporizhia.

17h07 - Rússia vai "estudar" pedido húngaro de entrega suplementar de gás

A Rússia vai "estudar" a possibilidade de fornecer gás suplementar à Hungria em 2022, declarou hoje o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, após um encontro em Moscovo com o seu homólogo húngaro Péter Szijjártó.

"Hoje, os nossos colegas manifestaram o interesse do Governo húngaro numa nova compra de gás natural este ano. Este pedido será imediatamente transmitido e estudado", declarou Lavrov em conferência de imprensa.

O chefe da diplomacia húngara deslocou-se hoje a Moscovo para discutir a compra de 700 milhões de metros cúbicos suplementares de gás natural, indicou o partido Fidesz do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.

Szijjártó deve igualmente encontrar-se com o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, o homem forte do setor da energia na Rússia.

Esta deslocação surge um dia após a apresentação por Bruxelas de uma proposta para reduzir em 15% o consumo de gás natural, na sequência da queda das entregas russas, e tentar autonomizar-se de Moscovo.

A Hungria, um país da Europa central sem acesso ao mar, importa da Rússia 65% do seu petróleo e 80% do seu gás, e tem manifestado inquietação perante o risco de escassez, expresso na declaração do "estado de emergência" na semana passada.

(agência Lusa)

16h54 - Negociações sobre exportação de cereais continuam por videoconferência

As negociações entre Rússia, Ucrânia, Turquia e Nações Unidas sobre a retoma das exportações dos cereais ucranianos continuam em formato de videoconferência, após uma reunião presencial entre as partes na semana passada, disseram hoje fontes oficiais russas.

"As negociações continuam por videoconferência", afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Andrei Rudenko.

O diplomata russo, citado pela agência de notícias russa Interfax, assegurou que as partes estão a participar nas negociações de forma "construtiva" e que estas estão a decorrer de forma dinâmica.

"Esperamos que um acordo possa ser alcançado em breve", disse Rudenko.

O vice-ministro russo acrescentou que, paralelamente às negociações sobre os cereais ucranianos, Moscovo está a negociar com a ONU a situação em torno da chegada dos cereais russos aos mercados.

"São duas questões que devem ser resolvidas em paralelo, porque se falarmos de crise alimentar, acho que o problema não será resolvido só com entregas de cereais ucranianos", sublinhou Rudenko.

O Presidente russo, Vladimir Putin, pediu na terça-feira o levantamento das restrições ocidentais aos cereais russos, como condição para que se obtenham progressos na exportação da produção agrícola ucraniana, atualmente bloqueada devido à invasão russa da Ucrânia.

(agência Lusa)

16h35 - Zelensky diz que notícias sobre possível doença são falsas

A patir da rede social Instagram, Volodymyr Zelensky revelou que as notícias russas dizerem que o presidente da Ucrânia não está bem de saúde. Zelensky acusou hackers russos de reportarem notícias falsas.

Este episódio acontece no mesmo dia em que o Kremlin veio a público negar as notícias de que Vladimir Putin se encontra doente.

A aparição de Zelensky acontece depois de os meios de comunicação ucranianos relatarem que hackers russo publicaram um relatório falso sobre a saúde do presidente ucraniano.

14h55 - Moscovo vai considerar pedido húngaro para aumentar exportações de gás russo

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, dissse esta quinta-feira que a Rússia vai considerar o pedido húngaro no sentido de aumentar as exportações de gás russo para aquele país.

A garantia foi deixada por Lavrov durante a conferência de imprensa, em Moscovo, ao lado do homólogo húngaro, Peter Szijarto. O chefe da diplomacia húngara iniciou hoje uma visita à capital russa justamente para debater o tema do gás.

Membro da União Europeia, a Hungria é o país com maior dependência energética em relação à Rússia e tem optado por manter uma relação próxima com Moscovo, apesar das sanções e dos esforços de distanciamento por parte do bloco europeu, sobretudo desde o início da guerra na Ucrânia.

14h13 - Guerra na Ucrânia deve parar de forma a evitar precipício "nuclear", diz o presidente bielorrusso

O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, disse esta quinta-feira que o Ocidente, Ucrânia e Rússia devem parar de imediato com o conflito de forma a evitar o "precipício" de uma "guerra nuclear".

"Temos de parar. Não podemos ir mais longe. Mais adiante, temos um precipício. Mais adiante, temos uma guerra nuclear. Não devemos ir tão longe. Temos de parar com este caos, com a operação e a guerra na Ucrânia", afirmou o líder bielorrusso em entrevista à agência France Presse.

O presidente bielorrusso acrescenta, no entanto, que a guerra só poderá terminar se Kiev aceitar as perdas territoriais e negociar com a Rússia.

"Tudo depende da Ucrânia, atualmente, a peculiaridade do momento é que a guerra pode terminar em condições mais favoráveis para a Ucrânia. Devem sentar-se à mesa das negociações e concordar em nunca ameaçar a Rússia", disse Lukashenko.

13h59 - O gás russo e o novo modelo de ordem mundial pensado por Putin

A Rússia retomou fornecimento de gás à Europa, mas com apenas 40 por cento do volume contratado. Vladimir Putin justifica a decisão com o novo modelo de ordem mundial. A reportagem é do correspondente da RTP em Moscovo, Evgueni Mouravitch.

12h57 - MNE húngaro visita Moscovo esta quinta-feira para garantir compra de gás russo

O chefe da diplomacia húngara, Peter Szijarto, viaja para a capital russa ainda hoje com o intuito de discutir novas entregas de gás ao país. A informação foi avançada pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, através do Facebook.

"Para garantir a segurança do abastecimento energético da Hungria, o governo decidiu comprar mais 700 milhões de metros cúbicos de gás natural, para além das quantidades já previstas nos contratos de longo prazo", esclareceu o primeiro-ministro húngaro.

11h32 - O essencial da informação a esta hora

  • O gasoduto Nord Stream 1, que abastece a Europa com gás russo, retomou esta quinta-feira a operação após dez dias de manutenção, confirmou a empresa que opera a infraestrutura, sem especificar o volume de gás que está a ser entregue.

  • A Europa acusou a Rússia de usar os problemas de manutenção do gasoduto Nord Stream 1, como "pretexto" para suspender os aprovisionamentos. Vários países europeus preparam-se para um cenário de escassez de energia no próximo inverno.

  • Em declarações aos jornalistas, Dmitry Peskov assinalou esta quinta-feira que a Gazprom é um parceiro confiável e que vai cumprir com as suas obrigações perante os clientes europeus. O porta-voz do Kremlin vincou que a Rússia continua a ser "uma parte muito importante e indispensável para a segurança energética da Europa".

  • O Kremlin desmentiu esta quinta-feira os rumores dos últimos meses sobre alegados problemas de saúde de Vladimir Putin. O porta-voz Dmitry Peskov assegurou que o presidente russo está bem de saúde e que os boatos são “falsos”.

  • Na quarta-feira, o diretor da CIA, William Burns, teceu comentários sobre o estado de saúde do presidente russo, considerando que Putin aparenta estar “demasiado saudável”.

  • Os Estados Unidos estimam que há pelo menos 15 mil mortos e 45 mil feridos do lado russo desde o início da invasão russa da Ucrânia.

  • O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, reconheceu pela primeira vez, na quarta-feira, que os objetivos do Kremlin na Ucrânia vão além do Donbass e das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk. O MNE russo indicou que Moscovo pretende também alcançar as cidades de Kherson e Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia.

  • Pelo menos duas pessoas morreram e 19 ficaram feridas num bombardeamento esta quinta-feira em Kharkiv. O governador da região, Oleh Synyehubov, indicou que quatro dos feridos encontram-se em estado grave.

11h03 - "Rússia é indispensável" para a segurança energética da Europa, diz Moscovo

Em declarações aos jornalistas, Dmitry Peskov assinalou esta quinta-feira que a Gazprom é um parceiro confiável e vai cumprir com as suas obrigações perante os clientes europeus.

O porta-voz do Kremlin sublinhou, no entanto, que as dificuldades no fornecimento de gás à Europa estão a ser provocadas pelas restrições no Ocidente que visam a Rússia.

Peskov afirmou ainda que a Rússia continua a ser "uma parte muito importante e indispensável para a segurança energética da Europa".

10h59 - Kremlin desmente rumores sobre problemas de saúde de Putin

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse esta quinta-feira que o presidente russo está de boa saúde e salientou que os rumores dos últimos meses sobre os problemas de saúde de Vladimir Putin são "nada para além de falsos".

Na quarta-feira, o diretor da CIA, William Burns, teceu comentários sobre o estado de saúde do presidente russo, negando que Vladimir Putin esteja doente: “Há muitos rumores sobre a saúde do presidente Putin e, pelo que podemos ver, ele está aparentemente demasiado saudável”.

Na quarta-feira, durante um evento público, o presidente russo tossiu e admitiu, em declarações citadas pela agência Interfax, que apanhou uma "constipação ligeira" durante a visita ao Irão, na terça-feira.

"Estava muito calor em Teerão, mais de 38 graus, e o ar condicionado estava muito forte. Por isso peço desculpa", justificou Vladimir Putin.

11h56 - Enviados da RTP junto à fronteira com a Transnístria

Os enviados especiais da RTP estão esta quinta-feira perto da Transnístria, um enclave controlado pelo exército russo, localizado na fronteira entre a Ucrânia e a Moldávia.

Na quarta-feira, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, assumiu pela primeira vez que as ambições do Kremlin no território ucraniano vão além do Donbass.

10h19 - Rússia diz ter derrubado avião militar ucraniano SU-25 perto de Kamatorsk

O Ministério russo da Defesa anunciou esta quinta-feira que as forças de Moscovo derrubaram um avião militar SU-25 perto de Kramatorsk, no leste da Ucrânia.

Para além do avião militar, Moscovo indica ainda ter abatido um helicóptero Mi-8 e cinco drones não tripulados, entre outros alvos.

9h23 - Kharkiv. Dois mortos e 19 feridos em bombardeamento

Pelo menos duas pessoas morreram e 19 ficaram feridas na sequência de um bombardeamento em Kharkiv, segundo indicou o governador regional, Oleh Synehubov.

Quatro dos feridos estão em estado crítico, indicou ainda o responsável local.

9h15 - Moeda ucraniana desvaloriza 25 por cento em relação ao dólar

O Banco Central da Ucrânia indicou esta quinta-feira que a moeda ucraniana, a hryvnia, desvalorizou 25 por cento em relação ao dólar norte-americano desde o início da guerra.

Em comunicado, o banco central explica que agiu "com vista à mudança nas características fundamentais da economia da Ucrânia durante a guerra e do fortalecimento do dólar americano em relação a outras moedas".

O banco indicou ainda que a desvalorização da moeda vai ajudar à "competitividade dos produtores ucranianos" e apoiar a estabilidade da economia "em condições de guerra".

A desvalorização da moeda acontece um dia depois de a Ucrânia ter pedido aos credores um congelamento de dois anos no pagamento de títulos internacionais.

8h58 - Rússia. Declarações de falência aumentam 37,8 por cento no primeiro semestre

Entre janeiro e junho, 121.314 cidadãos russos declararam falência e liquidaram ativos para pagar dívidas. As conclusões são de um relatório do Ministério do Desenvolvimento Económico da Rússia.

É uma subida de 37,8 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Só em Moscovo, cerca de 6.000 indivíduos declararam falência. Ao redor da capital russa, 5.600 pessoas declararam falência.

"Em termos absolutos, o número de falências de cidadãos já atingiu níveis muito substanciais", indicou o funcionário do Ministério, Alexei Yukhnin.

Nos últimos meses, desde a invasão russa da Ucrânia, várias empresas internacionais e conglomerados encerraram as operações no país ou cortaram laços comerciais com Moscovo. Por outro lado, a Rússia foi atingida por sanções e congelamento de ativos por vários países ocidentais.

8h45 - Turquia diz que negociações sobre exportação de cereais estão no bom caminho

De acordo com o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, as negociações entre Turquia, Rússia, Ucrânia e Nações Unidas sobre a retoma das exportações de cereais ucranianos através do Mar Negro estão a correr bem.

Em declarações à emissora estatal, citadas pela agência Reuters, o MNE turco indicou que está "esperançoso" de que será possível alcançar um acordo.

Na semana passada, a Turquia recebeu representantes da Rússia, Ucrânia e Nações Unidas para discutir um plano de exportação de cereais ucranianos. Ancara revelou que foi alcançado um acordo geral, que deverá ser colocado por escrito durante esta semana.

Mevlut Cavusoglu espera poder anunciar "boas notícias" sobre as negociações nos próximos dias, mas indicou que há alguns pormenores que estão a ser discutidos.

8h28 - Demissões indicam "centralização política" na Ucrânia

A ativista Tetiana Shevchuk, responsável pelas relações e programas internacionais do Centro de Ação Anti-Corrupção (AntAC), considerou que as demissões nas secretas e na procuradoria da Ucrânia são sinal de uma "centralização política" que poderá ser prejudicial ao país.

Em entrevista à agência Lusa, a ativista destacou a importância de designar "profissionais independentes".

No domingo, Volodymyr Zelensky anunciou a demissão de Ivan Bakanov, um seu amigo de infância e chefe dos serviços de segurança ucranianos (SBU, herdeiro do KGB após a independência em 1991), e da procuradora-geral Iryna Venediktova, devido a alegadas ligações de funcionários destas duas instituições com Moscovo.

O chefe de Estado não acusou diretamente os dois ex-responsáveis de espionagem, mas indicou que mais de 60 oficiais estão a trabalhar "contra a Ucrânia" nos territórios ocupados pelas tropas russas. Zelensky anunciou ainda a abertura de 651 processos por "traição e colaboracionismo".

"Os resultados desta decisão vão depender de quem será designado para substituir as pessoas demitidas. Se vão manter-se temporariamente ou por período indeterminado", assinalou Tetiana Shevchuk.

Os dois cargos estão ocupados provisoriamente por Vasil Maliuk, em substituição de Bakanov, e Oleksii Simonenko, no lugar de Venediktova, ambos considerados próximos de Andrii Yermak, chefe de gabinete do Presidente.

"Nenhum deles tinha experiência política, nos serviços secretos ou na procuradoria. Ao designar os sucessores, talvez garanta mais influência política sobre eles, maior controlo sobre estas agências. É um sinal de que o processo político regressou", assinalou a ativista.

7h59 - Tropas russas aproximam-se da central de energia de Vuhlehirska

Forças russas e pró-russas continuam a mover assaltos de pequena escala ao longo da linha da frente do Donbass, no leste da Ucrânia, e estão a acercar-se da segunda maior central de energia elétrica do país, em Vuhlehirska, a 50 quilómetros a nordeste de Donetsk.


É o que indica o mais recente relatório do Ministério britânico da Defesa sobre a evolução diária da guerra.

7h47 - Nord Stream 1 recomeça a funcionar

O gasoduto Nord Stream 1, que abastece a Alemanha e a Europa com gás russo, retomou esta quinta-feira a operação, ao cabo de dez dias de manutenção, confirmou a empresa que opera a infraestrutura.

De acordo com a Nord Stream AG, o fluxo de gás recomeçou esta manhã, mas que o volume levará algum tempo a aumentar, noticiou a agência alemã DPA.

Berlim havia acusado a Rússia de usar o estado de uma turbina do gasoduto Nord Stream 1, reparada no Canadá, como "pretexto" para suspender os aprovisionamentos. A União Europeia acusou mesmo Moscovo de utilizar o gás "como arma".

De acordo com os dados reportados pela russa Gazprom à Gascade, operadora da rede alemã de distribuição de gás natural, o gasoduto deverá entregar 530 GWh ao longo do dia. O que corresponde a apenas "30 por cento" da sua capacidade total, sublinhou no Twitter o chefe da Agência Federal de Redes, Klaus Müller.

7h27 - Ponto de situação


  • A CIA calcula em 15 mil o número de operacionais russos mortos na invasão da Ucrânia. O número de feridos deverá aproximar-se dos 45 mil. Estas estimativas foram reveladas pelo diretor da agência de espionagem norte-americana, William Burns, durante o Fórum de Segurança de Aspen, no Colorado.

  • O diretor da CIA reagiu também ao rumores sobre o estado de saúde do presidente russo, negando que Vladimir Putin esteja doente: “Há muitos rumores sobre a saúde do presidente Putin e, pelo que podemos ver, ele está aparentemente demasiado saudável”.

  • As forças russas destruíram duas escolas nas cidades de Kramatorsk e Kostiantynivka, em Donetsk, adiantou o responsável pela administração militar regional, Pavlo Kyrylenko.

  • O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, afirma que “não faz sentido” retomar conversações de paz com os ucranianos, sustentando que o Governo de Kiev não merece “atenção séria de pessoas sérias”.

  • Dados mostrados esta manhã pela Reuters indicam que o gasoduto Nord Stream 1 retomou o abastecimento da Rússia para a Alemanha, após operações de manutenção.

  • Mísseis russos voltaram a atingir, na quarta-feira, a cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. Morreram pelo menos três pessoas, segundo as autoridades locais. O governador regional, Oleh Synehubov, adiantou que as vítimas são um homem, uma mulher e um rapaz de 13 anos.