Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

por Mariana Ribeiro Soares, Cristina Sambado, Andreia Martins - RTP

O chefe de Estado ucraniano reuniu-se esta terça-feira com o antigo presidente dos EUA Bill Clinton EPA

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Mais atualizações

23h50 - Zelensky. A guerra "começou na Crimeia e deve terminar com a Crimeia" libertada

O presidente da Ucrânia afirmou que a guerra "começou na Crimeia e deve terminar com a Crimeia" libertada, alertando que não haverá uma paz estável no Mediterrâneo enquanto a Rússia usar esse território como "base militar".

"A presença de ocupantes russos na Crimeia é uma ameaça para toda a Europa e para a estabilidade global. A região do mar Negro não pode estar segura enquanto a Crimeia estiver ocupada", observou Volodymyr Zelensky.

"Não haverá paz estável e duradoura em muitos países nas margens do Mediterrâneo, enquanto a Rússia usar a nossa península [tomada pelos russos em 2014] como a sua base militar", salientou o chefe de Estado ucraniano.

Zelensky acrescentou que "esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre começou com a Crimeia e deve terminar com a Crimeia, com a sua libertação".

"Hoje é impossível dizer quando isso vai acontecer", lembrou no seu discurso noturno.

O líder ucraniano denunciou que a Rússia transformou aquela península "num dos lugares mais perigosos da Europa".

"A Rússia trouxe repressão em grande escala, problemas ambientais, desespero económico e guerra à Crimeia", afirmou.

O presidente da Ucrânia anunciou que o seu Governo lançou "a Plataforma da Crimeia, uma plataforma diplomática chave para trabalhar na libertação da Crimeia", que irá funcionar este ano.

(agência Lusa)

23h45 - Moscovo pede à ONU que não interfira em missão da AEIA à central de Zaporizhia

A diplomacia russa apelou à “responsabilidade” das Nações Unidas para que “não interfiram” numa possível futura missão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) à central nuclear de Zaporizhia, em território ucraniano.

Moscovo também reconheceu que está preparada para prestar "a máxima assistência possível na resolução de todos os problemas organizacionais" face a uma missão internacional à fábrica.

As autoridades russas recordaram o episódio no início de junho, quando a Rússia e a AIEA "concordaram plenamente sobre a rota e o calendário da missão internacional da Agência à central nuclear de Zaporizhia".

"Conseguimos eliminar todos os problemas difíceis relacionados com a organização e realização de um evento tão complexo nas condições atuais. No entanto, no último momento, a 'luz vermelha' foi ligada pelo Departamento de Segurança e Proteção do Secretariado da ONU", disse o ministério russo.

Neste momento, a Rússia acredita que as autoridades ucranianas aproveitaram a suspensão da missão para "intensificar as suas provocações e o bombardeamento da central nuclear".

As instalações de Zaporizhia foram alvo de um ataque na semana passada que cortou parte das ligações elétricas da fábrica e pelo qual a Rússia e a Ucrânia se culparam mutuamente.

A administração russa confirmou que as unidades do reator danificadas foram reparadas e que a central está a funcionar normalmente.

(agência Lusa)

23h15 - Ucrânia não assume responsabilidade pelas explosões na Crimeia

A Ucrânia não assume a responsabilidade pelas explosões numa base aérea russa na Crimeia, na terça-feira, disse um assessor do presidente Volodymyr Zelensky, sugerindo que podem estar envolvidos guerrilheiros.

Questionado pelo canal de televisão online Dozhd se Kiev estava a assumir a responsabilidade, Mykhailo Podolyak respondeu: "Claro que não. O que temos a ver com isso?"

(agência Reuters)

23h08 - Parlamento da Finlândia está a ser alvo de ataque informático

O parlamento da Finlândia anunciou, em comunicado, que o seu sítio na internet estava a ser alvo de um ataque informático.

Este ataque ocorre quando este país nórdico se constituiu candidato a membro da NATO, no seguimento da invasão da Ucrânia pela Federação Russa.

O ataque, que consiste em tornar indisponível o serviço, começou ao início da tarde, impossibilitando ou tornando muito demorado o acesso ao sítio, segundo o texto do parlamento.

Algumas horas depois, ainda não havia informação oficial sobre a autoria do ataque.

No final de julho foi a agência noticiosa finlandesa STT a ter sido atacada, o que lhe impediu durante dias a difusão dos seus artigos e fotos.

Em abril tinham sido os sítios do Ministério da Defesa e do governo finlandês a ser atacados, mas os problemas que então se colocaram foram rapidamente resolvidos.

(agência Lusa)

22h50 - Comprador no Líbano rejeita carga de cereais do "Razoni"

O comprador libanês rejeitou os cereais da Ucrânia transportados no cargueiro “Razoni”, com bandeira da Serra Leoa, o primeiro a sair da Ucrânia, em 01 de agosto, dá conta o jornal Politico que cita a embaixada ucraniana em Beirute.

"Segundo as informações do expedidor, o comprador final no Líbano recusou-se a aceitar a carga devido ao atraso dos prazos de entrega (mais de 5 meses)", escreve a publicação eletrónica, que cita um tweet da embaixada.

A publicação na rede social acrescenta que "o expedidor está agora à procura de outro consignatário", que "pode estar no Líbano ou noutro país".

O "Razoni" transporta cerca de 26.000 toneladas de milho e encontra-se atualmente no Mediterrâneo, perto da costa turca, de acordo com dados de navegação, indica o Politico.

O navio de carga com bandeira da Serra Leoa "Razoni" foi o primeiro navio a zarpar no início deste mês ao abrigo de um acordo patrocinado pela ONU e pela Turquia que concede aos navios que transportam cereais uma passagem segura de e para os portos da Ucrânia na região de Odessa.

Os preços globais dos alimentos subiram desde a invasão da Rússia, mas baixaram ligeiramente desde que o acordo foi anunciado no mês passado.

Até ao momento, 10 navios partiram dos três portos da Ucrânia no Mar Negro, ao abrigo do acordo do Mar Negro.

(agência Lusa)

22h22 - Letónia pede para integrar processo de Kiev contra Moscovo no Tribunal Europeu

A Letónia pediu esta segunda-feira ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) para se juntar ao processo da Ucrânia contra a Rússia, por alegadas violações em massa e flagrantes dos direitos humanos cometidas por Moscovo durante o conflito.

No final de junho, o TEDH anunciou que registou um pedido formal interestadual da Ucrânia contra a Rússia, um procedimento bastante raro para identificar violações de direitos humanos por Moscovo desde o início da invasão da Ucrânia.

O pedido de Kiev diz respeito a "alegações do governo ucraniano de violações em massa e flagrantes dos direitos humanos cometidas pela Federação Russa nas suas operações militares no território da Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022", referiu na altura o TEDH, braço judicial do Conselho da Europa.

Caso o tribunal aceite o pedido de Riga, a Letónia receberá o estatuto de parte interessada no processo.

(agência Lusa)


20h17 - Biden assina documentos a apoiar adesão da Suécia e da Finlândia à NATO

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou esta terça-feira os documentos que apoiam a adesão da Suécia e da Finlândia à NATO, o passo final para a ratificação da decisão.

O Senado dos Estados Unidos apoiou a expansão da aliança transatlântica na semana passada com 95 votos a favor e um contra, numa rara demonstração de unidade partidária. Ambos os senadores democratas e republicanos aprovaram fortemente a adesão dos dois países nórdicos, descrevendo-os como importantes aliados cujos exércitos já trabalhavam em estreita colaboração com a NATO.

A Suécia e a Finlândia solicitaram a adesão à NATO em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Moscovo advertiu repetidamente os dois países contra a adesão à aliança.

Os 30 aliados da NATO assinaram o protocolo de adesão da Suécia e da Finlândia no mês passado, permitindo que estes se juntem à aliança assim que todos os Estados-membros ratificarem a decisão.

A ratificação pode levar até um ano, embora a adesão já tenha sido aprovada por alguns países, incluindo Canadá, Alemanha e Itália.

19h30 - EUA fornecerão 89 milhões de dólares para apoiar os esforços de desminagem na Ucrânia

O Departamento de Estado dos EUA pretende enviar 89 milhões de dólares à Ucrânia em apoio aos esforços de desminagem, já que o país enfrenta “um dos maiores desafios de minas terrestres em décadas” devido à guerra, disse um funcionário do Departamento de Estado esta terça-feira.

A assistência será destinada ao financiamento de 100 equipas de desminagem que trabalharão “nas áreas onde há maior quantidade de contaminação” no próximo ano, disse o funcionário.

Os EUA fornecerão ainda formação e equipamentos para as equipas de desminagem.

18h35 - Chefe da empresa de energia nuclear da Ucrânia alerta para os riscos “muito elevados” dos bombardeamentos contra a central de Zaporizhia

Em entrevista à agência Reuters, Petro Kotin, chefe da Energoatom, disse que os bombardeamentos da semana passada danificaram três linhas que conectam a central de Zaporizhia à rede ucraniana.

Alguns dos rockets caíram perto de instalações de armazenamento de combustível, uma área que contém cerca de 174 contentores com material altamente radioativo, explicou Kotin, alertando para os perigos de estes serem atingidos.

"Este é o material mais radioativo de toda a central nuclear. Um ataque contra estes materiais provocaria a sua distribuição em torno deste lugar, o que criaria uma nuvem de radiação”, explicou o chefe da empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia.

“O risco é muito elevado”, alertou.

A central nuclear de Zaporizhia – a maior da Europa – tem seis reatores e produzia cerca de 20 por cento das necessidades de eletricidade da Ucrânia antes da guerra. Kotin sublinha, por isso, que é vital que Kiev recupere o controlo sobre a instalação antes do inverno.

"Para a temporada de inverno, precisamos urgentemente de retirar os russos de lá e depois de renovar a infraestrutura", afirmou.

“A solução definitiva consiste em retirar os soldados e todo o seu armamento do local. E isso resolve completamente o problema de segurança da central de Zaporizhia", sublinhou.

Moscovo e Kiev têm trocado acusações relativamente aos bombardeamentos durante o passado fim de semana contra a central de Zaporizhia, que desde março está sob controlo dos militares russos.

16h48 - Chefe da administração russa da Crimeia afirma que uma pessoa morreu nas explosões na base aérea militar

O chefe do governo russo da Crimeia, Sergei Aksyonov, anunciou nas redes sociais que pelo menos uma pessoa morreu após as explosões desta terça-feira perto de um aeródromo militar russo na península ucraniana anexada pela Rússia.

O departamento de Saúde da Crimeia já tinha confirmado anteriormente cinco feridos após as explosões, incluindo uma criança.

O Ministério da Defesa de Moscovo afirmou que a explosão foi provocada pela detonação de munições de aviação, negando que a base aérea tenha sido alvo de um tiroteio ou bombardeamento.

De acordo com as testemunhas, pelos menos 12 explosões atingiram a base aérea militar de Saky. As autoridades locais afirmam que 30 pessoas foram retiradas de Novofyodorovka, na costa oeste da Crimeia.

“A situação é localizada e está sob controlo. Repito mais uma vez: não há evacuação geral no distrito. Apenas moradores de casas localizadas muito próximas ao aeródromo militar serão retirados”, disse Aksyonovno Telegram.

16h34 - Mais de 3.000 civis retirados da região de Donetsk numa semana

Mais de 3.000 civis foram retirados da região de Donetsk desde que as autoridades tornaram essas evacuações obrigatórias no final de julho, anunciou Kiev esta terça-feira.

"Nos últimos seis dias, 3.000 residentes foram retirados, incluindo quase 600 crianças e 1.400 mulheres. As evacuações obrigatórias continuam", disse Kyrylo Tymoshenko, chefe do escritório da presidência da Ucrânia, no Telegram.

Segundo Tymoshenko, mais de 1,3 milhões de pessoas foram retiradas desta região desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro e há "agora uma população de 350.000 pessoas, incluindo 50.000 crianças, no território da região".

No final de julho, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou que havia sido tomada a decisão de tornar obrigatória a evacuação da região de Donetsk, que tem sido alvo de intensos bombardeamentos russos, principalmente em antecipação ao inverno, uma vez que a destruição das redes de distribuição de gás arrisca comprometer o aquecimento das casas.

15h54 - Departamento de saúde da Crimeia confirma cinco feridos nas explosões

O chefe do departamento de saúde da Crimeia anunciou que cinco pessoas ficaram feridas na explosão desta terça-feira, incluindo uma criança.

Moscovo anunciou em comunicado que a explosão junto à base militar aérea russa na Crimeia foi provocada pela detonação de munições e que ninguém ficou ferido.

15h32 - Várias explosões reportadas junto à base aérea militar russa na Crimeia

Várias explosões foram reportadas na base aérea militar russa na Crimeia. Imagens publicadas nas redes sociais mostram uma grande nuvem de fumo nas proximidades da base aérea de Novofedorivka, na costa oeste da Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia em 2014.

Oleg Kryuchkov, assessor do responsável da região da Crimeia, confirmou que várias explosões ocorreram perto da vila de Novofedorivka.


O Ministério da Defesa da Rússia veio, entretanto, anunciar que não houve nenhum ataque e que as explosões foram causadas pela detonação de munições de aviação.

"Várias munições destinadas à aviação explodiram num depósito localizado no território do aeródromo militar de Saki, perto da cidade de Novofiodorovka", anunciou o exército russo em comunicado, citado por agências de notícias russas.

"Ninguém ficou ferido na explosão", acrescenta o comunicado, reiterando que o depósito de munições não foi bombardeado.

15h07 - Rússia critica pedido de Kiev para proibir turistas russos no Ocidente

A Rússia criticou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter pedido aos países ocidentais que fechem as fronteiras a visitantes russos como forma de punir Moscovo pela sua ofensiva contra a Ucrânia.

Numa entrevista ao diário norte-americano Washington Post, esta semana, Zelensky defendeu que as “sanções mais importantes são o encerramento das fronteiras, porque os russos estão a tomar conta do território de outros”.

Quaisquer que sejam as suas opiniões políticas, os russos devem “viver no seu próprio mundo até mudarem a sua filosofia”, acrescentou Zelensky.

Em reação, o porta-voz do Kremlin (Presidência russa), Dmitri Peskov, acusou hoje Zelensky de fazer apelos irracionais.

“A irracionalidade de tal raciocínio excede todos os limites e só pode provocar uma reação negativa”, comentou Peskov, citado pela agência francesa AFP.

O porta-voz russo acrescentou que “qualquer tentativa de isolar os russos ou a Rússia não tem qualquer hipótese de sucesso”.

14h45 - Concedidas 49.405 proteções temporárias

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) informou hoje que desde o conflito na Ucrânia, a 24 de fevereiro, já concedeu 49.405 proteções temporárias a ucranianos ou estrangeiros que residiam no país, entre elas 13.409 a menores.

14h07 - EUA apreendem avião de oligarca russo avaliado em 90 milhões de dólares

O Departamento de Justiça dos EUA ordenou a apreensão de um avião, de marca Airbus, avaliado em mais de 90 milhões de dólares, do oligarca russo Andrei Skoch, informou na segunda-feira a procuradoria federal do sul nova-iorquino.

Skoch é membro da Duma, a câmara baixa do parlamento russo, e a ordem foi emitida por alegada lavagem de dinheiro.

Um juiz federal emitiu a ordem depois de entender existir causa provável de violação das leis federais contra a lavagem de dinheiro, segundo o comunicado da procuradoria.

Este multimilionário empresário do aço, com uma fortuna avaliada em 6,2 mil milhões de dólares, segundo a revista Forbes, está, desde 6 de abril de 2018, na lista de oligarcas sancionados pelos EUA como deputado da Duma, onde está desde 1999, e pelos “seus vínculos com grupos criminosos russos, incluindo a liderança de uma dessas organizações”, recorda-se no mesmo comunicado.

(Agência Lusa)

13h42 - IKEA deixa de vender online na Rússia

A empresa sueca vai deixar de vender online no mercado russo a partir de 15 de agosto.

As lojas IKEA na Rússia vão permanecer fechadas.

12h53 - Interrompidas as entregas de petróleo russo através da Ucrânia

As entregas de petróleo russo a alguns países europeus através da Ucrânia foram interrompidas após a recusa de uma transação bancária em resposta às sanções europeias aplicadas contra Moscovo.

O anúncio foi feito esta terça-feira pela empresa russa responsável pelo transporte de hidrocarbonetos.

Essas entregas feitas através do ramal mais a sul do oleoduto de Druzhba, que serve a Hungria em particular, "foram interrompidas a 4 de agosto", indicou a Transneft em comunicado à imprensa.

A República Checa e a Eslováquia também recebiam petróleo russo através desta ramificação do maior oleoduto do mundo.

De acordo com a agência Reuters, a Transneft - que detém o monopólio do oleoduto que atravessa a Ucrânia - afirma que pagou a taxa de trânsito do mês de agosto a 22 de julho à operadora ucraniana Ukrtransnafta, mas adianta o dinheiro foi devolvido no dia 28 de julho porque o pagamento não foi concluído.

A Gazprombank, subsidiária financeira da empresa de gás Gazprom que administra esses pagamentos, explicou que o dinheiro foi devolvido devido as sanções aplicadas contra a Rússia por parte da União Europeia.

13h37 - Retomado o fluxo de gás natural entre a Rússia e a Letónia

O fluxo de gás natural da Rússia para a Letónia foi retomado a 5 de agosto, uma semana após ter sido interrompido pelo exportador russo Gazprom, que acusou o país do Báltico de violar as condições de fornecimento.

12h10 - Mais de 10,5 milhões de pessoas atravessaram as fronteiras ucranianas

Mais de 10,5 milhões de pessoas atravessaram a fronteira da Ucrânia desde a invasão russa a 24 de fevereiro, revelou a agência das Nações Unidas para os refugiados ACNUR.

11h27 - Rússia afirma que destruiu depósito de munições em Uman

O Ministério da Defesa russo afirmou que as forças russas tinham destruído um depósito de munições perto de Uman na Ucrânia, que armazenava mísseis HIMARS e howitzers M777 de fabrico norte-americano, informou a agência noticiosa RIA Novosti.

10h56 - Doze navios carregados com cereais já partiram da Ucrânia

Esta terçafeira, mais dois navios partiram do porto de Chornomorsk com cerca de 70 mil toneladas de cereais ucranianos a bordo com destino à Coreia do Sul e Turquia.

10h28 - Rússia lança satélite iraniano suspeito de poder apoiar invasão da Ucrânia

A Rússia colocou hoje em órbita um satélite de observação iraniano, que fontes militares ocidentais disseram poder ser utilizado pelo Kremlin para apoiar a invasão da Ucrânia, uma acusação negada pelo Irão.

O lançamento do satélite Khayyam, através de um foguete Soyuz, foi feito às 10:52 (06:52 em Lisboa), conforme planeado, a partir da base russa de Baikonur, no Cazaquistão, segundo a agência espacial russa, Roscosmos.

Cerca de nove minutos após o lançamento, foi colocado em órbita o satélite iraniano Khayyam.

(Agência Lusa)

10h00- Pentágono estima que Rússia sofreu entre 70 mil a 80 mil baixas na Ucrânia

Os Estados Unidos estimam a Rússia perdeu entre 70 mil a 80 mil soldados na Ucrânia desde o início da invasão, a 24 de fevereiro.

"Os russos estão a sofrer enormes baixas. Penso ser exato estimar que os russos sofreram provavelmente 70 mil a 80 mil baixas em menos de seis meses. Esta é a soma dos mortos e feridos em ação. O número poderia ser um pouco mais baixo ou um pouco mais alto, mas essa é a estimativa e é bastante significativa", afirmou o secretário adjunto da Defesa Colin Kahl.

No entanto, o Pentágono não elaborou as estimativas sobre as baixas ucranianas, embora admita que são significativas. "Ambos os lados estão a sofrer baixas. A guerra é o conflito convencional mais intenso na Europa desde a Segunda Guerra Mundial".

9h27 - Defesa antiaérea na central de Zaporizhia vai ser reforçada, diz a Rússia

De acordo com a agência de notícias RIA Novosti, que cita um responsável separatista nomeado pela Rússia, as defesas antiaéreas à volta da central nuclear de Zaporizhia vão ser reforçadas após os bombardeamentos do último sábado.

Yevgeny Balitsky, chefe do Governo local apoiado pela Rússia, reiterou ainda que a central nuclear, em território controlado pelos russos,  está a funcionar dentro da normalidade e que as linhas de energia que ficaram danificadas já foram entretanto restauradas.

Kiev e Moscovo têm trocado acusações nos últimos dias sobre os ataques de sábado junto à central de Zaporizhia.

8h48 - Rússia continua a reforçar linhas de defesa no sul

No briefing diário sobre a guerra, o Ministério britânico da Defesa indicou esta terça-feira que a Rússia continuou, nos últimos dias, a concentrar forças no sul da Ucrânia. Ao mesmo tempo, manteve o ataque às posições ucranianas na região de Donetsk.

De acordo com as autoridades britânicas, as tropas russas têm obtido sucesso no eixo de Bakhmut, mas avançaram apenas dez quilómetros naquela região ao longo dos últimos 30 dias.

"Noutros setores do Donbass que a Rússia continua a tentar invadir, as forças não conseguiram mais do que três quilómetros ao longo deste período de 30 dias", conclui o Ministério britânico da Defesa.
7h35 - Ucrânia diz ter frustrado plano russo para matar ministro da Defesa e chefe militar

A agência Reuters avançou na segunda-feira que os serviços secretos ucranianos detiveram duas pessoas que estavam alegadamente a trabalhar para os serviços de inteligência russos. Os alegados espiões planeavam matar o ministro ucraniano da Defesa, Oleksij Resnikov, e o chefe da agência de inteligência militar, Kyrilo Budanov.

"Assassinos de unidades especiais russas que planeavam ataques foram presos", indicou o serviço secreto ucraniano SBU numa publicação no Telegram.

O plano frustrado previa três assassinatos em solo ucraniano, incluindo o de um proeminente ativista ucraniano, segundo indicaram as autoridades ucranianas.

Os dois suspeitos foram detidos em Kovel, no noroeste da Ucrânia. Um deles tinha chegado ao país através da Bielorrússia, segundo indicaram os serviços secretos.
Ponto de situação

  • A Rússia suspendeu um acordo que permitia que inspetores norte-americanos e russos visitassem mutuamente os locais onde estão armazenadas as suas armas nucleares. As inspeções mútuas foram suspensas por precaução desde o início da pandemia de Covid-19, mas ficam agora sem efeito. O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros anunciou na segunda-feira que a Rússia não está disposta a reiniciar estas visitas.

  • A Ucrânia anunciou na segunda-feira a detenção de duas pessoas ligadas os serviços de inteligência russos. As autoridades indicam que estava em marcha um plano para assassinar o ministro ucraniano da Defesa e o chefe da agência de inteligência militar do país, segundo indicou o serviço de segurança interna da Ucrânia na segunda-feira.

  • Os EUA vão fornecer mais 4,5 mil milhões de dólares ao governo da Ucrânia, elevando o apoio total desde o início da invasão para 8,5 mil milhões. O financiamento, coordenado com o Departamento do Tesouro dos EUA por via do Banco Mundial, irá chegar à Ucrânia em parcelas, a primeira das quais já a partir de agosto.

  • Na segunda-feira, as autoridades britânicas alertaram que é nesta altura “altamente provável” que a Rússia esteja a implantar minas terrestres ao longo das suas linhas defensivas em Donetsk e Kramatorsk.

  • Mais dois navios com cereais partiram dos portos ucranianos, elevando o total para 10 navios transportando exportações ucranianas desde a assinatura do acordo mediado pela Turquia e Nações Unidas.

  • O chefe da empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia, a Energoatom, pediu que a central nuclear de Zaporizhia seja transformada numa zona livre de militares, alertando para o risco de um desastre nuclear como Chernobyl.

  • O apelo surge depois do bombardeamento no último sábado que levou à troca de acusações entre ucranianos e russos. As autoridades locais designadas pela Rússia indicaram na segunda-feira que a central nuclear está a operar normalmente normalmente.