José Miguel Júdice deixa gestão da Frente Ribeirinha de Lisboa

José Miguel Júdice deixa gestão da Frente Ribeirinha de Lisboa

O advogado José Miguel Júdice abandonou a gestão da Frente Ribeirinha de Lisboa, mas não especificou os motivos à comunicação social. A decisão foi ontem comunicada ao primeiro-ministro. O plano global de reabilitação da zona ribeirinha é hoje apresentado.

RTP /
"Se gosse pelo primeiro-ministro, continuarua", disse o advogado à Agência Lusa RTP

O antigo bastonário da Ordem dos Advogados recusou apontar as razões pelas quais pediu para sair da liderança do projecto para o qual tinha sido convidado, há mais de um ano, por José Sócrates.

“Se fosse pelo primeiro-ministro, continuaria”, disse José Miguel Júdice. O advogado admite tornar públicos os motivos da decisão num livro que venha a escrever.

Já em Março, José Miguel Júdice revelou aos jornalistas que tencionava abandonar funções por causa dos atrasos no projecto de reabilitação da frente ribeirinha da capital. A obra, que prevê a instalação de uma praia com ondas artificiais na Doca do Poço do Bispo, deve estar concluída em 2010, para o centenário da implantação da República.

Presidente da Câmara de Lisboa remete esclarecimentos para Governo

António Costa recusou comentar a saída do advogado José Miguel Júdice da gestão do projecto de reabilitação da Frente Ribeirinha de Lisboa.

"Não tenho qualquer comentário a fazer, eventualmente qualquer comentário caberá ao Estado", afirmou.
No dia da apresentação do plano à comunicação social, o autarca afastou o cenário de divergências pessoas com o ex-bastonário da Ordem dos Advogados.

"Comigo pessoalmente não houve certamente qualquer tipo de divergência. Pessoalmente lamento, mas há um trabalho muito importante a fazer entre o município e o Estado", disse António Costa.
PUB