Cresceu a ouvir The Rolling Stones, David Bowie, Jim Morrison, Janis Joplin, e Lou Reed. Ian Curtis encontrou o seu lugar nos Joy Division - inicialmente conhecidos como Warsaw. Ao lado de Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris, o grupo desenvolveu uma sonoridade fria, minimalista e profundamente emocional.
Dono de uma voz grave, melancólica e carregada de emoção, Curtis ajudou a lançar os discos Unknown Pleasures (1979) e Closer (lançado postumamente), as bases técnicas e estéticas do pós-punk moderno, transformando angústia, alienação e crises pessoais em arte.
A sua presença em palco hipnótica, marcada por movimentos intensos e quase convulsivos, tornou-se uma das imagens mais emblemáticas da música alternativa do fim dos anos 70.
Fora dos palcos, Ian Curtis enfrentava epilepsia e depressão severas, para além do desgaste emocional da vida artística e problemas pessoais. Em maio de 1980, Curtis encerrou precocemente, aos 23 anos, uma carreira que apenas começava.
Faria hoje 70 anos. Por isso, recordamos 'Love Will Tear Us Apart'.