Gravidade Zero concentra atenções num dos mais antigos instrumentos do mundo ocidental: o órgão. Música de Sarah Davachi, Kali Malone, Alex Ring Gray, Max Richter, Bitchin Bajas, Tim Hecker e Terry Riley
MAIS INFOGravidade Zero concentra atenções num dos mais antigos instrumentos do mundo ocidental: o órgão. As suas origens remontam à era pré cristã, estão num instrumento chamado hydraulos, um orgão que funcionava com água, mas foi a partir da Idade Média que realmente se popularizou, entrou nas igrejas e ganhou variações, algumas portáteis. O seu período áureo terá sido durante o Renascimento e Barroco, entre os séculos XIV e XVIII, mas no séc XX as versões elétricas e eletrónicas deram-lhe uma vertente doméstica até ai inimaginável. Hoje em dia, há todo o tipo de órgãos, muitos eletrónicos, mais ainda em versão digital, mas a maior parte da música neste Gravidade Zero, usa órgãos clássicos. O órgão, sobretudo o órgão de tubos, é habitualmente associado à música sacra, as suas características acústicas, nomeadamente a sua extraordinária ressonância, têm aliás, espaço para brilhar mais intensamente na arquitectura de igrejas e catedrais. Ainda assim, apesar de ser um instrumento verdadeiramente antigo, tem gerado bastante interesse, sobretudo nas últimas décadas, no circuito da música neoclássica e também da ambiental .